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História Entre raios e sangue... - Capítulo 46


Escrita por: Alastor_Radio_Demon

Capítulo 46 - Sem Piedade Pt 1


Fanfic / Fanfiction Entre raios e sangue... - Capítulo 46 - Sem Piedade Pt 1

Flashback


Em uma sala praticamente sem cores, duas pessoas se encontravam frente a frente.

Um deles era uma mulher com um terno feminino sentada atrás de uma mesa de escritório, o outro era um garoto magro de cabelos verdes e olho roxo, lábio inferior machucado e vários hematomas em sua face.

Esse era Izuku Midoriya antes dos poderes, antes da U.A, antes de tudo...

- Senhor Midoriya, em situação como essa, nós devemos ser sinceros, não há por que mentir. Por quê estava brigando com o Bakugou e os outros garotos? – Questiona aquela orientadora.

- B-Brigando? N-Não, eu... Eu só tentei ajudar uma garota... E eles me... Eles me bateram, eu juro que não foi minha culpa – Izuku tinha pequenas lágrimas deslizando em seu rosto inchado e machucado.

- Isso não bate com os relatos dos outros garotos – Disse a orientadora.

- E você vai acreditar neles?! Eles me atacaram! Eles me bateram apenas por... Por querer ajudar alguém, eles me bateram apenas por sonhar em ser um herói – Disse Izuku tentando defender a sua palavra.

Aquela mulher pensou por um minuto. Ela sabia que Midoriya estava dizendo a verdade. Mas Bakugou era uma grande promessa para o mundo dos heróis, se ela fosse a responsável por descobrir uma mancha como essa no currículo de Katsuki Bakugou, a escola poderia despedi-la por acabar com o futuro do garoto que pode alavancar o sucesso daquela instituição.

- ... Certo, vou deixar que você saia daqui apenas com uma advertência, mas espero que isso não se repita – Disse a mais velha. Izuku suspirou decepcionado. Isso não era justo, ele era a vítimas afinal!

- ... Eu já liguei para a sua mãe e a notifiquei sobre o incidente, ela disse que tentaria corrigir o problema pessoalmente... – Assim que a orientadora disse essas palavras, o mundo pareceu pesar para o esverdeado. Ele começa a passar sua mão por partes específicas do seu corpo...

Pois abaixo do uniforme da escola, haviam várias cicatrizes, não causadas por Bakugou... Não causadas por valentões... Mas sim por surras da sua própria mãe...

A suposta mulher que deveria protegê-lo, batia nele apenas por ser fraco.

- Vo-Você não d-deveria ter feito isso – falou Izuku em meio a murmúrios chorosos.

- sua mãe precisa saber o que acontece com você na escola, essa é a nossa politica. Não precisa mais se preocupar com isso, mas eu sugiro que pare de provocar os outros garotos, fique com seus amigos e estará longe de confusão... - Disse a orientadora, quando é subitamente interrompida quando o esverdeado bateu suas mãos na mesa.

- Abre os olhos! Eles me bateram por que me acham uma aberração! Eu não fiz nada de errado! Eles... Eles me chama de perdedor! Inútil!... Deficiente de merda... Eles nunca vão parar de me atormentar por que eu sou um... Um fracassado – Midoriya perde a sua postura e desaba em lágrimas.

- Senhor Midoriya, peço para que se acalme – Disse ela tentando manter a ordem.

- Se liga! Eu não paço de um inútil! Eu nunca vou ter nenhum amigo! Eu nunca vou ter uma namorada, eu sempre vou ser o perdedor fraco sem uma individualidade! – Grita Midoriya pouco antes de sair daquela sala chorando e batendo a porta.


Presente


As vezes... Eu nem me reconheço...


Meus poderes estão ficando cada vez mais fortes, eles estão me fazendo querer voltar a ser o que eu era... Um assassino sem uma causa pela qual lutar...


Eu já me entreguei a essa tentação antes, mas quando eu tento mudar... Eles me puxam novamente para as trevas....


... E a única coisa que pode me salvar de mim mesmo, é...



- Ei, cara! – Fala Delsin tirando o esverdeado do seu transe, era como se ele estivesse sonhando em pé.

Izuku, Delsin e Tártaro estavam em cima de um grande edifício, eles pareciam falcões olhando fixamente para as suas presas. O edifício onde os Akulans e a Milícia estavam negociando a vida dos condutores capturados.

Eugene resolveu ficar nas sombras e mandar seus anjos e demônios para compensar sua ausência.

- Tá na hora de atacar – Disse Delsin vendo os seus alvos no prédio que ainda estava em processo de construção.

- Que tal uma aposta? – Pergunta Tártaro.

- Que tipo de aposta? – Indaga Midoriya.

- Do tipo... Se eu acabar com mais inimigos do que você, eu vou... Tatuar as suas costas. Mas se você vencer, eu... Serei o seu escravo por um mês – Propôs Tártaro fazendo Delsin rir.

- Eu passo desta vez – Falou Delsin impressionado com aquela aposta tão arriscada.

- Eu topo – Afirma Izuku deixando Delsin surpreso.

- Ótimo, que vença o melhor... Ou seja, eu! – o C-137 e o esverdeado chocam seus punhos para marcar aquela aposta...


???


Joseph Bertrand se encontrava dentro de um canteiro de obras, apenas três andares daquele prédio estavam sendo construídos, então haviam material de obra espalhados por todos os lados.

Um homem com calça jeans, camisa de botões preta e estilo de cabelo social se encontrava a sua frente.

Aquele era o líder dos Akulans, uma gangue criminosa de imigrantes que não suportava a ideia de terem bioterroristas entre eles. Os Akulans tinham vários condutores fugitivos capturados e presos em contêineres, eles pretendia vendê-los para a Milícia por um preço bem avantajado.

- Aqui está o dinheiro, como combinamos. Agora... Me entreguem os condutores que seus homens capturaram – Falou Joseph entregando uma maleta para aqueles homem.

O líder dos Akulans checou o conteúdo da maleta, ela estava cheia até a borda de dinheiro.

- oye hombre, adjunta los monstruos a los helicópteros de nuestro amigo - Esse mesmo homem dá a ordem a um dos seus capangas.

Eles iria prender os contêineres com os condutores presos em helicópteros da Milícia. Esses condutores seriam transportados para que Bertrand prosseguisse com seus experimentos, agora ele teria muitos mais espécimes para estudar e fazer experiências.

De repente... Um tremor faz muita poeira cair do teto, vários dos soldados acabaram por cambalear graças a enorme força, Bertrand cai no chão graças a sua idade...

Um vulto brilhante rapidamente adentra aquele canteiro de obras e começa a derrubar os Milicianos e os integrantes da gangue Akulan. Vários dos seus capangas ficaram presos no chão por espadas azuis brilhantes.

O líder dos Akulans rapidamente fugiu de lá com a maleta de dinheiro. Bertrand também tentou fugir em direção ao veículo que o troxe... Mas a limusine é explodida por um enorme raio vermelho.

O idoso só pôde ver um bioterrorista de jaqueta branca com listras azuis e calça preta pulando de edifício em edifício, varias faíscas vermelhas rodeavam o corpo daquele condutor.

A situação fora daquele espaço fechado estava ainda pior, um condutor de Napalm e seres que pareciam demônios atacavam os helicópteros que lentavam os condutores, enquanto alguns anjos seguravam os contêineres que os helicópteros destruídos deixavam cair.

Deu tudo errado para Bertrand, ele estava cercado por três bioterroristas poderosos, e um exército de anjos e demônios que ele nem acreditou que poderiam existir...


Izuku


Foi uma festa bem interessante, haviam Akulans voando para todos os lados, também haviam anjos, demônios e explosões (graças ao C-137).

Os anjos do Eugene conseguiram pegar até o último contêiner, todos os condutores lá dentro pareciam estar bem, apenas meio enjoados graças ao passeio.

Felizmente os anjos do Eugene viram pra onde o chefe dos Akulans fugiu, ele parece achar que a proteção do D.U.P vai salvá-lo... Pobre coitado.

Três condutores usam seus respectivo poderes para chegar em cima de um prédio relativamente próximo do canteiro de obras que eles anteriormente lutavam.

- E agora? O que fazemos? - Questiona Tártaro encontrando o outros dois condutores.

- O Eugene disse que o líder fugiu pro Denny Park, aquele lugar tem uma base de operação do D.U.P, ou seja... Vai estar esta lotado de D.U.P’s. Mas não podemos deixar o líder escapar, caso contrário cedo ou tarde os Akulans vão se reerguer – Afirma Delsin apontando na direção do próximo objetivo.

- Mas... E a aposta de vocês? Como vai? – Pergunta Delsin mudando o seu tom sério. Izuku sorriu enquanto Tártaro apenas revirava seus olhos.

- Eu estou ganhando. Parece que alguém vai ser o meu escravo por um mês, não é? – Questiona Midoriya.

- Hmmm... Eu não sei... Que tal perguntarmos para eles... – C-137 aponta para o canteiro de obras inteiro...

- Eles quem? – O esverdeado ficou bem confuso com o que “C” havia dito...


Bertrand


O velho não tinha mais a ajuda de seus capangas, todos estavam mortos ou imobilizados.

Graças a suas habilidades como condutor, Joseph pôde resistir a os ataques dos demônios que matavam tudo o que entrava em seu caminho.

Mas ele estava ferido demais para fugir rápido, ele mancava e ainda havia perdido a sua bengala. Joseph Bertrand usava todas as suas forças pra segurar o monstro que estava lutando para emergir, mas toda aquela dor... Tornava tudo ainda mais difícil...

Até que o pior acontece...


BOOOM!!!


Todo o canteiro de obras simplesmente explodiu, as estruturas incompletas acabaram por desabar enquanto as chamas e a pedras engoliam o corpo de Bertrand...


Izuku


Midoriya e Delsin arregalaram seus olhos ao ver o canteiro de obras inteiro explodir diante de seus olhos. Todos os Akulans e os homens da Milícia com certeza morreram naquela explosão...

- O que você estava dizendo? Por que eu acho que EU estou vencendo. E você terá uma linda tatuagem nas suas costas até o fim da semana – Disse C-137 revelando que espalhou Napalm por todo o lugar...

- Cara... Os civis podia ter se machucado. Eu não me importo que você mate os homens da Milícia ou os Akulans, mas essas pessoas inocentes não precisam sofrer – Disse Delsin preocupado com o bem-estar das pessoas próximas.

- Ah... Eu não me importo com tantas vidas assim, e não tente me dar sermão. Isso nem se compara ao que esses bastardos fizeram com a gente lá em Cardun Cay – C-137 disse vendo o fogo se espalhando e os destroços destruindo várias lojas e estabelecimentos próximos.

- ... Certo, dane-se. Vão atrás do líder dos Akulans, eu vou ver se algum Civil saiu ferido – Delsin saltou do prédio pouco antes de um par de asas azuis de vídeo o fazerem “voar” em direção ao caos causado por C-137...

- Enfim. Eu já escolhi a tatuagem perfeita – Exclamou Tártaro ignorando o que fez.

- Cara... Relaxa, não viemos aqui pra declarar guerra... Pelo menos não agora, então fica frio e aproveita a missão – Izuku não estava exatamente bravo, ele apenas queria ser cauteloso.

O esverdeado tentava pegar leve com os humanos, tentado... Conseguir fazer o que Keir sugeriu e perdoar a humanidade... Uma ideia que o C-137 achava bem idiota.

Os dois se movimentavam habilmente pelos edifícios. Após absorver todos os núcleos de explosão que os Ceifadores roubaram, Midoriya obteve um tipo de corrente elétrica que o ajuda a se locomover muito mais facilmente pela cidade.

Mas uma coisa deixava Izuku bem enciumado... O C-137... Ele voava usando o poder de Napalm, onde está a justiça nisso?!

- Aí, Eugene! Por quê você não sai e vem se divertir com a gente? – Questiona Izuku enquanto o vento movia suas roupas e cabelo.

- Ah... Eu não sei se vou gostar do mundo aí fora, eu... Não sou como o Delsin ou como vocês, eu não tenho um cabelo legal ou roupas incríveis, eu sou só um nerd que joga videogames – Dizia Eugene através do comunicador, era possível notar um pouco de melancolia em sua voz.

- Cara... Eu era bem pior que você, e não tem nada de errado em ser nerd ou jogar videogame, você só precisa relaxar um pouco – Afirma Midoriya ainda mantendo a velocidade da sua escalada.

- Como assim? –

- Posso te contar um segredo? Não é só o cabelo, as roupas, ou as tatuagens. É o modo de agir, as garotas não gostam quando você se encolhe e se diminuiu, isso só transparece que você acha você mesmo patético – Dizia Tártaro flutuando em meio a uma nuvem de Napalm gasoso.

- Não vou mentir, pra gente como nós, mundo aqui fora é uma merda! Ele é selvagem, cruel, e fedorento... Mas... Eu nunca senti um gosto tão bom... Quando o gosto da liberdade, e do vento em minhas asas! – C-137 queria deixar bem claro para Izuku que ELE voava.

- Seus servos já te disseram isso? O quão bom é voar livre por esse mundo escroto? Por que eu imaginei que o cara que cria anjos e demônios seria o mais livre de todos! –

- É-É, parece ser muito legal, mas... Tem certeza que eu consigo me dar bem aí fora? – Questionava Eugene indeciso.

- Não há chance aqui fora para quem não tem estômago pra revidar! Você precisa atacar primeiro! Atacar com força, e esquecer a compaixão! Por que esse mundo vai te mastigar e te cuspir se você deixar. Eugene... Você tem potencial pra ser muito maior do que você acha que pode ser, eu vi isso no minuto em que te conheci. Então não desperdiça esse potencial, e vem arrebentar no mundo real! – Tártaro até parou de se movimentar.





- ... Tá... Tá bom, eu... Eu chego aí em um minuto – Eugene finalmente cede ao pedido de seus únicos amigos, o Sims finalmente vai dar uma chance ao mundo.

- É isso aí! – Izuku e C-137 fazem um High Five em comemoração.

Os dois condutores chegam a ao Denny Park do Distrito Lantern...


E Para a surpresa de todos, vários D.U.P’s e o pessoal da Milícia estavam lá pra proteger aquele cara, eles provavelmente iriam levá-lo como testemunha daquele ataque bioterrorista.


- Ah... Merda. Eugene, você vai demorar muito pra chega? – Questiona Izuku vendo a enorme quantidade de soldados que eles teriam que enfrentar sozinhos.


- Não muito, por quê? – Indaga Eugene confuso.



- HAHAHHAHA! Por que você vai acabar perdendo a melhor festa!! AGORA É GUERRA!! – Ruge Tártaro se teleportando para a luta.



- Que cara maluco – Izuku riu de leve antes que vários raios vermelhos tomassem seus braços.



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