1. Spirit Fanfics >
  2. Entre Rodas e Corpos Celestes >
  3. Mercúrio, o primeiro a partir do Sol

História Entre Rodas e Corpos Celestes - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


~a
eu não sei o que colocar aqui. socorro.
provavelmente essa história vai ser muito açúcar, então quem não gosta de lemon, não se preocupe, não vou por. o objetivo dessa história é, na verdade, mostrar que a gente não precisa disso sempre pra ser feliz, pois sempre vejo histórias que o casal é feliz, mas sempre tem os comentários pedindo os tão famosos “finalmentes”.
a capa maravilhosa e linda da história foi feita pelo @AlwaysBeMyBaby, um amorzinho de pessoa, créditos à ele, e o banner do capítulo foi feito pela @hollander, Susana que não me deixou em paz com a história, ela e a @mxnbebe, Alicia.
saitsfeitas? -q

Capítulo 1 - Mercúrio, o primeiro a partir do Sol


Fanfic / Fanfiction Entre Rodas e Corpos Celestes - Capítulo 1 - Mercúrio, o primeiro a partir do Sol

Sua mãe sempre dizia para não divagar demais por aí, porque a qualquer momento alguém poderia passar e lhe acertar em cheio num acidente. Coisa aleatória de mãe, talvez fosse pelo fato de estar dentro do estacionamento da escola.

Mas acontecia que divagar era o nome do meio de Byun Baekhyun.

Qualquer um poderia passar por ali e ver como o pequeno garoto estava viajando pelo  universo sideral que sua mente imaginativa e criativa formava. A maneira como se agarrava ao pequeno caderno marrom enquanto encarava um grupinho perto da entrada escolar até que poderia mesmo ser um pouco engraçada; as roupas amarelas que estampavam diversos desenhos de constelações e planetas brancos leitosos, e que arrastava o Chuck Taylor laranja pelo chão, produzindo um barulho irritante por causa da sola nova da borracha.

Talvez a cabeleira platinada fosse, de um certo modo, bem charmosa em contraste com aquelas roupas escuras e monocromáticas. Baekhyun teve uma certa impressão de ver estrelas azuis e vermelhas gravadas na blusa preta do motoqueiro, abaixo jaqueta. As correntes amarelas presas na calça igualmente escura, droga, era uma perdição total, ainda mais com aqueles sapatos iguaizinhos aos seus: pretos com adesivos de constelações, essas que o Byun sabia de cor.

A realidade que seu inocente coração construía era que, um dia, conseguiria finalmente dizer para o motoqueiro o quanto gostava dele, mas sempre que tentava, via-se desistindo no meio do caminho e correndo para o lado oposto, dando a desculpa para Kyungsoo de que estava com vontade de ir à sorveteria e que sua fome não podia esperar, ou que precisava concluir um desenho sobre planetas — geralmente, Saturno, o qual mais admirava pelos anéis.

Até mesmo o Do sabia o que ele realmente iria fazer trancado no próprio quarto, o qual era “arrumado demais para um garoto” — palavras de seus familiares. As polaroids do aluno bad boy da sala e adesivos, além das canetas coloridas, entregavam bem o que aquele pequeno diário que o Byun carregava continha.

Queria ser mais confiante como seu irmão mais velho, Baekbeom, que já havia terminado o ensino médio e ficava passeando por aí com a namorada pela cidadezinha que moravam, que era cercada por seis montanhas e isolada do resto do mundo. Apenas o caminhão com mantimentos que chegava da marcenaria do pai de Kim Jongin saía daquela segregação, mas de resto, a maioria dos estudantes dali herdaria os negócios dos pais.

E era exatamente isso que o Byun mais novo temia. Apesar de todos terem uma boa convivência, sabia que não era exatamente desse jeito consigo no fim das contas, afinal, gostava de usar uma certa roupa singular para um rapaz: saia. O moletom amarelo, com linhas e pontos, cobria certa parte da peça xadrez de tom mais escuro, além da meia-calça, gerando a dúvida da sua vida: não sabia se gostava de ser um homem ou uma mulher. 

— Você é um fracote, Baek. — Deu um sobressalto quando o melhor amigo chegou, vendo se mais alguém havia reparado que ele estava parado na estrada do estacionamento encarando o Park, este que se despedia dos amigos e parecia estar prendendo o capacete na própria moto, ainda sentado sobre ela. — Encarar não é ruim, mas também não garante que ele vá te notar.

— Eu não quero que ele me note — murmurou, abraçando ainda mais o caderno contra o próprio peito enquanto caminhavam para a entrada do colégio.

É claro, porque imaginar que ambos estão passeando em um campo com flores é bem melhor!

— Vou te dar um empurrãozinho, relaxa. — Tinha medo daquela face do Do, o cabelo alaranjado contrastando com o sorriso amarelo maléfico, se perguntava o que tinha acontecido com o melhor amigo naquele momento.

A única coisa que ansiava no dia era entrar nas salas de aula, assim poderia ver e admirar o rapaz alto do outro lado, enquanto ignorava os professores que davam as matérias, deixando os deveres acumularem para serem feitos em casa.

— E como você vai fazer isso? — suspirou — Soo, olha ‘pra ele e olha ‘pra mim. Ele é perfeito demais e, com certeza, é hétero.

Ver o próprio amigo nesse estado era lamentável, e pensar que ele mesmo estava assim era pior ainda. Não cogitava que Chanyeol era preconceituoso ou algo do tipo, mas ele exalava uma personalidade que qualquer sogro iria querer ver no namorado da filha.

E também jamais cogitou que Do Kyungsoo o empurraria na direção do dito cujo.

Não foi um empurrão com força, e sim apenas um leve tropeço no pé do Do. E sendo um belo desastrado como ele próprio, perdeu o controle das próprias pernas, tendo que ser amparado por uma certa pessoa que, naquele momento, pousava seu braço direito na sua cintura.

Poderia morrer ali mesmo.

Pensou em sair correndo. Talvez desse tempo de subir as escadas e adentrar a escola, se esconder atrás da mochila durante as cinco horas de aula e ir para casa fugindo em sua bicicleta, mas estava tão hipnotizado pelo olhar preocupado e recíproco, que ignorou a presença de Kyungsoo, que caminhava lentamente como se não estivesse acontecendo nada naquele estacionamento — que, naquele momento, estava vazio — e quase em cima da hora. Mas era que o olhar do rapaz estava focado em seus lábios antes de se encararem, os óculos do Byun entre os rostos, os narizes que quase se encostavam no caminho e as madeixas platinadas e castanhas em um contraste gritante.

Só um toque, só um beijo.

Que não aconteceu, porque no momento seguinte a ficha caiu, e Baekhyun partiu em disparada para dentro do colégio, deixando ali um Chanyeol confuso sobre o que ocorrera.

Foi quando tinha chegado no início do corredor que sentiu falta de algo. A mochila estava pendida no ombro direito e fechada. Entretanto, seus braços estavam vazios.

Então olhou para trás, vendo, pelo vidro das portas, Park Chanyeol com um caderno aberto nas palmas das mãos, concentrado na leitura.

Seu caderno.


Notas Finais


até a próxima. o capítulo foi bem curtinho por se tratar de uma introdução, mas como vou fazer ela ser uma short-fic, provavelmente os outros terão 5k. a


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...