História Entre Segredos (Livro 1 completo) - Capítulo 31


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Categorias Pretty Little Liars
Tags Liars, Mistério, Pretty Little Liars, Segredos
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Palavras 1.806
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense
Avisos: Bissexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sejam bem vindos ao último capítulo!...

Capítulo 31 - Capítulo 30: Adeus, mundo


= CAPÍTULO 30 =

Adeus, mundo

(NICHOLAS)

Finalmente pude narrar alguma parte da minha vida, falaram sobre toda a minha glória e no fim da minha vida foi que deixaram que eu dissesse alguma coisa. Triste situação eu mesmo me coloquei pessoal, se vocês viram tudo que aconteceu nesses dias perceberam que minha vida é e sempre foi uma grande merda, essa merda está para acabar agora.

Me sinto muito lisonjeado por ter um narrador observador falando de mim, porém, ele me deixou uma brechinha para falar sobre meu fim trágico, isso aqui tá pior que final de série quando o protagonista morre para matar o vilão. Pior que eu nem faço ideia se sou o vilão ou o bonzinho, acho que meio a meio, uma coisa boa por que a muito tempo não sabia quem eu era. Pelo menos depois de tudo isso eu pude perceber que não sou melhor que as pessoas que me circundam, na verdade consegui ser bem pior que qualquer um que passa e me olha admiradamente por causa de minha grandeza.

Parei para pensar no assunto e me sentei em uma pedra gosmenta nos lados, que assunto eu tinha para pensar? Eu tinha que me jogar de um penhasco para dar o antídoto a Mylenna, eu a amo assim tanto? Porque tenho certeza absoluta que acabei de ser trocado por meu irmão morto vivo que renasceu das cinzas feito fênix e já chegou arregaçando a coisa toda.

Quando ela voltou de seu sequestro com a minha aminimiga Emma, nos beijamos de um jeito que não fazíamos a muito tempo, sou a segunda opção dela e agora que a primeira tinha retornado e ela já sabia não importava se eu a salvasse, ela ia ter apenas um pouco de gratidão quando eu queria que ela tivesse amor por mim. Sempre fui muito besta para chorar por essas coisas, já estava chorando por causa dela e esse romance indecifrável com essa paixão amedrontadora e triste me revelaram um babão.

Já tive tantas paixões na minha vida e essa quem estava para me destruir, eu amei o Gabriel de uma forma que nem eu acredito que deixei aquilo de lado e o retribui com o mesmo ódio que ele me demonstrou ter. Talvez por causa de tantas decepções eu tive que me tornar quem eu sou hoje, o menino descolado, que todos devem odiar, que não tem tempo de nada ou pelo menos não demonstra, o menino que não quer pena de nenhuma forma e aquele que afronta e te joga sarcasmo sem nem ao menos perceber.

Acho que minha vida acabou de se destruir no momento em que li que nunca fui filho biológico dos Drummond. Ali eu desmoronei e soltei tudo o que eu ainda tinha dentro de mim, querendo respostas, buscando respostas, respirando as teorias conspiradoras com os próximos inimigos que meu caminho atravessasse e agora que penso sobre tudo isso posso dizer com toda certeza- Sou muito idiota e se você está ouvindo isso é por que sou adotado- estou rindo agora só para constar, minha cara é um circo pode rir também não tenho como te afrontar mesmo.

Olho para a minha mão e percebo que a coitada já rodou bastante em vários lugares no corpo de pessoas em momentos que fui agresivo. Bati na Emma, no Jared, Na Rúbia, No Call e enfim, se até no meu melhor amigo quis dar uma de pai imagina o que as outras pessoas que foram contra mim não sofreram. Tem uma coisa diferente nisso tudo, retirando a Rúbia, os outros eram inocentes e ficaram comigo indireta ou diretamente, sou grato por isso.

Já estava caminhando para a morte. Ou eu fazia isso ou a Mylenna nunca ia receber o antídoto. Era a hora de me arrepender de tudo que eu já fiz para ir até o paraíso conversar com Deus, mas, eu não consigo me arrepender de nada que eu já fiz, achei tudo legal demais e amei fazer tudo aquilo que já aprontei. Mas, talvez eu me arrependa de alguma coisa, penso e reflito em alguma coisa mas, não consigo me arrepender de nada, só me lembro agora da coisa que mais gostei de fazer.

Ah... Como eu amei fazer aquilo que eu aprontei, cada parte daquele momento foi ótimo. Vocês já sabem disso, até parece que eu sou uma pessoa inventada falando assim e contando sobre o dia no qual eu morri, eu sou real galera. Quem sabe eu não sobrevivi a esse dia e estou sentado na minha sala agora apenas contando o dia de glória em que eu pulei do penhasco, marquei história e sobrevivi.

Variável é a palavra certa, mas, voltando ao que eu gostei de fazer, foi definitivamente gratificante expulsar Emma de casa, eu me senti tão poderoso, tão eu mesmo que nem consigo explicar direito. Foi mágico, foi bem poético, pena que depois eu descobri que ela não era a víbora que eu achava que era, na verdade era mas, não era e eu não sei explicar isso, fica o mistério boa sorte e se descobrir me conte.

Acho que eu já sei de uma coisa na qual eu me arrependo, me arrependo bastante de ter deixado a Margareth sozinha, se eu morresse hoje ia morrer sem saber quem foi a pessoa que acabou com a minha vida. Se eu não tivesse fugido eu ainda viveria na mentira sei disso, mas, eu preferia a pessoa que me desprezava viva do que morta, porque além de tudo que fazia era minha mãe mesmo que adotiva, e se tem uma coisa muito importante é a família e ela não me tratava mal a todo tempo.

Deixar o David sozinho aquele dia logo após o confrontar também é uma situação digna de arrependimento de minha parte, nossa foi horrível a última lembrança do meu pai adotivo ser a nossa “briga”, salvamos o Call mas, e daí? Meu pai ainda poderia estar vivo, porque perto de mim ele nunca bebia. Pode até ter se casado duas semanas após a morte de sua esposa mas, se tinha uma coisa que ele amava era a mim. E nesse momento eu paro de caminhar e seguro a pulseira que nós dois tínhamos, eu não a tiraria de meu braço nunca, era minha marca registrada e ele jurou que nunca mais tiraria, é tanto que morreu e estava no túmulo a usando. Onde quer que estivesse, estaria com ela e se para ele é um para sempre, porque não deveria ser o meu também?

Salvei meu melhor amigo aquele dia, matei um homem e perdi meu pai. Podemos dizer que foi uma morte no lugar de outra olhando por esse lado. Agora ele podia viver feliz, deve estar pensando que eu vou voltar atrás, a Mylenna deve estar no mesmo hospital que a mãe, cheguei ao meu destino, ainda estava uns dois metros do lugar onde eu pularia, então eu decidi fazer isso o mais rápido o possível.

Comecei a correr, o que vinha na minha cabeça? Meu pai, minha mãe, meus amigos e acima de tudo, a Mylenna. Eu precisava fazer isso eu tinha que fazer isso, sem isso eu não me sentiria completo e não pense que fazia apenas pela Mylenna mas, por mim também. A.D. disse que sem um sacrifício eu nunca descobriria quem são meus pais e eu queria saber, e com esse pensamento eu pulei.

Pulei do penhasco e estava caindo e caindo e pensando que minha hora tinha chegado e esse era o meu último adeus que agora eu iria para sempre e encontraria paz, o incrível e maravilhoso Nicholas Drummond, filho de David Drummond e herdeiro da grande fortuna da família se suicidou, seria manchete em todos os lugares e em todos os países que tinha uma filial da empresa do meu pai, que agora era minha, que provavelmente ficaria com o Alec isso se ele se declarasse vivo e decidisse voltar ao mundo real.

A queda demorou uma eternidade e eu pensei até em uma trilha sonora, a resposta sobre eu estar escrevendo ou eu estar narrando... Quem sabe se não estou ardendo nas chamas do inferno e contando como é prazeroso e asqueroso fazer isso? Cai na água e depois que perdi meu fôlego completo eu desisti e tentei voltar a margem mas, eu não conseguia e eu me debatia tentando voltar para a vida, eu já tinha me arriscado, eu já tinha tentando me destruir e agora eu queria me salvar. Não pensei em nada além de quanto doloroso estava sendo não poder respirar, queria que a dor passasse. E quando ela passou fiquei em um estado de transe, com meus olhos fechados eu não conseguia mexer meu corpo, meus pulmões doíam e eu senti um frio horrível por todo o meu corpo, a única sensação que eu tinha era de estar descendo até o fundo e não ter mais vida.

Barry veio a minha mente, o modo como ele me salvou... Eu estava destruído e ele me encontrou, eu tinha perdido a minha vida completa e ele me salvou, tinha acabado de perder meus pais e ele me salvou, eu tinha matado um homem, tentado suicido, tinha sido até sequestrado e a única coisa que ele fez foi me abraçar para que eu me sentisse forte. Quero minha vida de volta mas, também quero a Mylenna salva. Acho que por isso alguém estava ali, alguém segurou minha barriga e levou meu corpo para o seu me tirando daquele lugar, salvando a minha vida e eu não sabia quem era. Não sabia como estava ali e nem porque estaria salvando uma pessoa que a vida toda tomou como conta principal a importância de si mesmo e nunca a das outras pessoas.

Não sei como e nem porquê mas, eu sabia que alguém estava me segurando e me levando até a margem, parei de sentir dor e comecei a sentir vários apertos em meu abdômen, uma vontade de vomitar invadiu toda a minha garganta até que cuspi muita água, levando uma sensação de alívio por todo o meu corpo e me permitindo respirar. Mas, não acordar, senti um sopro constante por dentro de minha boca e cuspi mais água e dessa vez abri meus olhos. Porém não conseguia fixar minha visão em quase nada.

Eu tinha me arriscado, o antídoto ia ser entregue a Mylenna e se A.D fosse uma pessoa de palavra me contaria o que eu mais queria saber.

- Quem é você?- Perguntei ao homem que estava na minha frente me encarando respirar com dificuldade.

- Meu nome é Patrick, e eu sou seu pai, seu pai biológico.

 Ele me contou, A.D cumpriu a palavra e revelou o que eu queria. Não sei se foi o choque, mas, eu me desacordei e dessa vez não pensei em mais nada.


Notas Finais


Ah... Acabou, o que será que aconteceu com o Nicholas em? Será que depois ele morreu mesmo? E quem na verdade é Patrick? Pai de Nicholas e isso já sabemos porém, de onde ele vem?
Quero agradecer a todos vocês que me apoiaram e leram que nao deixaram passar nem um mísero capítulo, que gostaram e que se não gostaram não falaram nada(mas, deveriam), enfim deixem nos comentários o que acham que aconteceu ao Nicholas, me dêem suas ideias pois eu ainda não uma realizada. Quem sabe eu não cito você que me ajudou no próximo volume? Com certeza citarei... Bjs


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