História Entre seus lençóis (Incesto-Kim Namjoon) - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V)
Visualizações 202
Palavras 3.639
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 8 - De todas as farsas, a menor


 

 

oltei minha atenção para os meus papéis, a porta da sala foi aberta revelando Hoseok, andando calmamente parando em frente da minha mesa. 

—O que foi?—Questionei, apoiando meus braços sobre a mesa

—Problemas.—Disse simplista

—Mais? Manda!—Disse encostando minhas costas na cadeira

—Um evento amanhã na empresa.—Disse e eu revirei os olhos

—Não acredito.—Bufei

—Vai ter que trazer sua família.

—Não acredito, e que comecem os teatros.—Disse irônico, e o Hoseok riu

{...}

    Cheguei em casa, o silêncio se fazia presente  subi as escadas rapidamente indo para o meu quarto tomando um banho, sentindo meus músculos se relaxarem com a água morna, sai do banho com uma toalha enrolada no meu quadril, andando até meu armário colocando uma boxer preta e uma bermuda da mesma cor. Sai do quarto, andando a passos lentos pelo corredor indo até o quarto da S/n, abri a porta minimamente e encarei a minha garotinha dormindo, sorri comigo mesma, vendo sua expressão inocente. O seu sorriso me atraia de uma forma tão inocente e seu corpo me atraia de uma forma tão impura, eu não sabia explicar o que eu sentia por ela. Uma verdadeira confusão de sentimentos. Adentrei o quarto encostando a porta indo até a cama sentando na beira do colchão, passando a mão pelos seus cabelos, acariciando levemente seus fios castanhos médios que contrastavam perfeitamente com sua pele bem branquinha, retirei os fios de cabelo do seu pescoço vendo as marcas que havia deixado nela da nossa última noite. Ah, sim, havia sido tão gostoso, tão prazeroso.

Admito que, no começo, eu me envolvi com ela apenas pelo sexo. Eu lutei muito contra meu próprio instinto de pecador, mas, com o tempo criei sentimentos por ela, mesmo sabendo o quão errado aquilo era, mesmo sabendo que jamais poderíamos ficar juntos e mesmo que ficássemos jamais poderíamos ter um relacionamento normal.

Meu desejo por ela começou quando ela tinha quinze anos.

    A madrugada já se fazia presente no meu escritório, eu havia me afogado no trabalho na tentativa de esquecer os meus problemas. Olhei meu relógio digital que estava em cima da mesa do meu escritório; uma e meia da manhã, juntei meus papéis e fechei meu notebook, eu precisava dormir nem que fosse um pouco. Levantei-me da cadeira desligando as luzes subindo as escadas, assim que subi o último degrau ouvi barulhos vindos do quarto da S/n, achei que ela havia pegado no sono deixando a televisão ligada. Abri a porta do quarto minimamente, encarei minha garota, com o celular na sua mão esquerda com seus fones de ouvido enquanto seus dedos massageavam seu clitóris com rapidez, sua sainha estava erguida e sua blusinha abaixada até a altura da sua cintura. Porra, ela era tão gostosa. Mordi meu lábio, apertando minha ereção por cima do tecido.

—Assim...—Gemeu arrastado—Assim papai...—Disse manhosa fechando as pernas prendendo sua mão ali

Depois desse dia, passei a me controlar todos os dias quando a via, eu comecei a sentir uma necessidade absurda dela, de toca-la, de beijá-la, de protegê-la.

Minha garotinha se remexeu na cama abrindo os olhinhos, ela soltou um grunhido manhoso.

—Appa...—Disse baixinho, abrindo os olhos

—Oi minha princesa.—Disse sorrindo para ela

Ela se sentou na cama, me abraçando afundando a cabeça no meu pescoço, senti a respiração quente dela contra a minha clavícula, ela começou a espalhar beijinhos no meu ombro se afastando devagar.

—Como foi seu dia appa?—disse empolgada

—Foi bom...Tirando que amanhã tem um evento da empresa que vou ter que ir com sua mãe.

—Aish, que chato.—Fez uma carinha emburrada, confesso foi fofa

—Você vai também.—Dei um pequeno apertão na bochecha dela

—Aish... você sabe que eu não gosto dessas coisas...

—Mas você vai gostar prometo. Vai ser rápido.—Disse acariciando braço da menina vendo um sorriso singelo se esboçar nos lábios dela

{...}

    No outro dia não fui trabalhar, a empresa deu folga para os funcionários por causa do evento, durante todo o dia não vi a Hee muito menos a S/n, elas provavelmente foram se arrumar para o evento.

    Olhei as horas no meu celular, cinco da tarde, subi para o meu quarto abrindo meu armário pegando um terno começando a me arrumar, algo que não seria tão demorado. Assim que saí do banho, encarei a Hee pondo um vestido preto longo com uma fenda lateral sobre a cama.

—Uau, meu marido está um gato!—Ela disse vindo até mim, espalmando suas mãos no meu peito—Dance conforme a música hoje, amor.—Piscou para mim



 

                                          S/n;



 

Adentrei meu quarto, me sentindo de plástico de tão maquiada que estava abri o armário retirando o vestido devidamente passado que minha mãe tinha separado para mim, um vestido vermelho bem decotado que ia até o meio das minhas coxas, era bem bonito, confesso, tirei a roupa que usava colocando o meu vestido, me encarando na frente do espelho.

—É até que estou apresentável.—Disse reparando que o vestido acentua minhas curvas

Calcei os saltos pretos que deveria usar, coloquei os saltos voltando para frente do espelho.

Que as cortinas se abram e que comece o teatro.—Disse a mim mesma pegando minha bolsa de mão que mais parecia uma carteira colocando meu celular ali dentro

Sai do quarto andando pelo corredor recém encerado ouvindo o barulho insuportável que aqueles saltos faziam, eu me sentia tão artificial sabendo que teria que fingir a noite inteira, forçar sorrisos e cumprimentar pessoas que eu sequer conheço. Desci as escadas devagar por mero medo de cair, vi appa sentado no sofá mexendo no celular, ele estava bem concentrado certamente, era algo bem importante, parei na sua frente e o vi entreabrir a boca e piscar várias vezes me encarando de cima a baixo.

—Você está incrível!—Disse se pondo de pé na minha frente

Eu me senti tão miúda perto dele, mesmo de salto alto eu ainda me sentia pequeninha perto dele, eu vi minha mãe descer as escadas assim como eu, os saltos dela faziam barulhos altos, Minseok veio logo atrás muito bem vestido por sinal. Todos nós saímos nos dirigindo em silêncio até o carro adentramos veículo, o caminho todo foi em silêncio até porquê não tínhamos sobre o que conversar. 

    Chegamos no evento, era um salão bem grande cumprimentei várias pessoas que sequer conhecia, eu me sentia tão horrível por estar sorrindo mesmo sabendo que aqueles beijos que meu pai dava na minha mãe e os abraços que meu irmão me dava eram falsos, assim como eles. Estávamos sentados numa mesa, enquanto meu appa conversava com algum dos seus amigos do trabalho.

—Você e a Hee são casados há quanto tempo?—O rapaz que aparentava ser mais velho

—Dezenove anos.—Appa disse simplista

—Foi amor à primeira vista.—Minha mãe disse com um doce sorriso naquele lábios falsos que destilava veneno

—Ah, então esse rapaz não é seu filho?—Disse se referindo ao Minseok

—Ah, não.—Appa negou com mão levando o copo de bebida até a boca, o quinto naquela noite, devia ser modo que ele encontrou para suportar toda aquela farsa—Mas é como se ele fosse meu filho, criei esse menino.—passou sua mão pelos ombros do garoto que sorriu fraco

—Namjoon é como se fosse o pai que eu não tive.—Ele disse e eu senti meu estômago se revirar. Como ele conseguia ser tão falso?

—O pai do Minseok nos abandonou, e logo em seguida conheci o Namjoon e me apaixonei—Puxou ele, dando um selinho rápido nele que correspondeu mesmo sem muita vontade, eu conhecia o appa muito bem aquilo foi tão falso quanto a própria falsidade

Ah, mamãe se soubesse o jeito que ele me beija loucamente enquanto me fode, teria inveja.

Pensei comigo mesma, soltando uma leve risada em seguida abaixando a cabeça.

—O que houve, querida?—A voz dela soou doce

—Nada mamãe.—Sorri, entrando naquele teatro pela primeira vez naquela noite 

    Eles continuaram toda aquela farsa e eu me levantei da cadeira, pedindo licença a todos, indo até o banheiro passei por algumas pessoas até que vi um garoto de cabelos escuros que me era familiar.

—Ah, S/n!—O garoto proferiu empolgado

—Tae!—Abracei o garoto pelo pescoço, senti um alívio tão grande pela primeira vez naquela noite vi alguém que eu não precisava fingir que não precisava ser artificial

—Ah, você está linda! Parece uma bonequinha!—Disse me encarando de cima a baixo

—Obrigada! O que faz aqui?—Questionei surpresa

—Meu pai. Ele pediu que o acompanhasse.—Disse meio triste, definitivamente não fazia o estilo dele aquele tipo de festa

—Meus pais também.—Estalei a língua no céu da boca—Não queria ter vindo.—Fiz um biquinho manhoso

—Como eles estão?—Perguntei apoiando suas mãos no meus ombros descendo os meus braços até chegar nas minhas mãos entrelaçando nossos dedos 

—Bem Tae. Obrigada por perguntar!—Disse simpática

—Tae, seu pai está te procurando!—Um homem alto disse parando atrás dele

—Ya está bem!—Disse mexendo a cabeça mostrando que havia entendido—Tchau bonequinha, foi bom te rever!—Ele deu um beijo estalado na minha bochecha se afastando acompanhando aquele homem

    Caminhei até o banheiro dali, e felizmente ele estava vazio parei em frente ao espelho encarando meu reflexo. Eu não devia estar me sentindo péssima por estar vestida daquele modo mas eu me sinto, me sinto de plástico e artificial, parece que meus pais haviam me tirado da prateleira para brincar, ter visto aquela cena de pais perfeitos meu estômago embrulhava, minha visão mesclava de cores como um blecaute, apoiei-me no mármore preto da pia respirando fundo, duas mulheres adentraram o banheiro e eu sai dali as pressas voltando para a mesa dos meus pais me sentei, observando Minseok tão entediado quanto eu.

{...}

Transpassadas uma hora naquela enorme farsa nós finalmente estávamos indo para casa. Entramos em casa em silêncio, minha primeira atitude foi retirar aqueles saltos que castigavam meus pés longe, appa jogou blazer que usava no sofá eu me sentei do seu lado soltando um longo suspiro minha mãe e o Minseok subiram as escadas e assim que eles sumiram da minha vista abracei ele apoiando minha cabeça no seu peito sentindo ele acariciar meus fios de cabelo.

—Uma noite e tanto não é?—Disse baixinho encostando seu queixo no topo da minha cabeça 

—Sim, estava cansada de fingir.—Disse baixinho, levando minhas mãos para os botões da sua blusa os abrindo lentamente, botão a botão deixando seu peito a mostra ainda com os arranhões que havia feito recentemente ergui minha cabeça colando nossos lábios num beijo lento, ele me deitou no sofá ficando por cima de mim.

A língua dele explorava a minha boca e a minha fazia o mesmo, eu amava os lábios dele a boca dele era tão macia seus lábios que eram bem cheinhos deixava tudo mais gostoso, separamos nossos lábios com vários selinhos demorados, ele colou sua testa com a minha, nossos olhares se encontraram e eu levei minhas mãos até sua nuca a acariciando lentamente. 

Definitivamente, eu o amava mesmo sabendo que ele jamais será capaz de sentir o mesmo por mim.


 

Permanecemos ali por longos segundos, meu olhar cruzado com o dele e nossas respirações se misturando minha mão presa na sua nuca fazendo um leve carinho ali, eu amava estar com ele qualquer lugar que ele estivesse era o meu lugar favorito. Ele saiu de cima de mim, se ajeitando no sofá eu fiquei do lado dele o observando com atenção cada pequeno traço dele. Ele é perfeito!

Vi ele se levantar do sofá em silêncio e caminhar até as escadas subindo os degraus a passos lentos, até sumir da minha vista, fiz o mesmo indo para o meu quarto adentrei o quarto rapidamente me livrando daquele vestido apertado e suspirando aliviada, fui até o banheiro, retirando a maquiagem do rosto tomando um banho vestindo meu pijama e logo me rendendo ao sono.

    Acordei na manhã seguinte com sons altos de conversa vindos do andar debaixo, me remexi cobrindo a cabeça virando para o lado oposto que estava tentando voltar a dormir sentindo o sol quente adentrar meu quarto pela janela e esquentar o cômodo, logo senti meu cobertor ser puxado e a voz da minha mãe soar pelo quarto.

—Levante e se arrume agora! Seu tio chegou! —Abri os olhos encarando a mulher parada na minha frente com o meu edredom nos braços

—Tio Yoongi? —Questionei com a voz rouca, tomada pelo sono

—Seokjin. —disse simplista—Vamos! Levante-se logo!

    Me pus de pé indo até o banheiro me deparando com meu reflexo e meu rosto todo inchado de sono, tomei um banho gelado trocando a minha roupa e descendo as escadas indo ver meu tio, que eu particularmente não gostava muito.

    Tio Seokjin era o irmão mais velho adotivo do papai, eles se davam muito bem, mas eu não gostava muito dele, quando eu era mais nova ele vivia aqui em casa ele e a minha mãe eram muito próximos e muito amigos essa proximidade sempre foi motivo de ciúmes por parte do appa e com razão, confesso. Ela andava com ele o tempo todo, era como se ele fosse marido dela eu sempre achei estranho a relação deles mas nunca questionei sobre, mas depois de um tempo acabei descobrindo que ela tinha um caso com ele, no meu aniversário, peguei os dois se beijando, meu estômago embrulha só de lembrar daquela cena horrível. 

Aproximei-me dele que estava sentado no sofá conversando com o appa.

—Olá—ele disse simpático fazendo appa se virar para me olhar

O braço do papai envolveu minha cintura, me puxando para si fazendo com eu ficasse do lado dele logo em seguida eu me sentei no colo dele.

—Nossa, como você cresceu! —Seokjin disse e eu sorri de modo falso para ele

—Você está ótimo também, tio!

—Eu estou sempre ótimo—Sorriu convencido, me fazendo soltar uma pequena risada

Mas é fato, tio Seokjin é um homem e tanto, porém não chega aos pés do Namjoon, não mesmo.

Ouvi barulhos de passos que certamente eram da minha mãe, eu quis sair do colo do appa, porém ele não deixou me pressionou contra seu colo, sem que Seokjin percebesse. Assim que ela terminou de descer as escadas eu a olhei e vi ela suspirar profundamente passando a esboçar um sorriso falso nos lábios se aproximando de mim e do papai, unindo seus lábios nos dele com um selinho e depois dando um beijo na minha testa. Ah, como é falsa.

Eles conversavam e eu só queria sair dali, eu estava me sentindo tão desconfortável naquele ambiente, na verdade eu queria voltar a dormir. Sai do colo do appa e me sentei do seu lado no espaço vago do sofá, ele e meu tio estavam tão distraídos que me levantei do sofá e subi para o meu quarto, assim que entrei, senti um alívio enorme no meu peito como se cinquenta toneladas tivesse saído de cima de mim. Me joguei na cama voltando a dormir.

Namjoon;

    Eu estava conversando com o Jin e quando dei por mim a S/n não estava mais ali. Seokjin se dispôs a preparar o almoço, ele é um ótimo cozinheiro, sem sombra de dúvidas. Subi indo até o quarto da S/n, ela estava dormindo toda encolhida na cama. Fechei a porta do quarto indo até sua cama, me sentando no colchão e ela abriu os olhos devagar sorrindo para mim, eu me aproximei para beijá-la e ela cobriu a boca com a mão, eu achei aquilo extremamente fofo.

—Ya, não me beije agora, devo estar com bafo. —disse descobrindo a boca

—O almoço já está quase pronto, seu tio que fez.

Ela se sentou na cama com um biquinho manhoso nos lábios coçando os olhos. Por Deus, como ela conseguia ser tão fofa!? Não resisti e dei um beijo na bochecha dela e ela sorri sem mostrar os dentes.

—Já vou appa! —disse com a vozinha rouca

Sai do quarto descendo as escadas indo para a cozinha vendo a Hee abraçada com Seokjin, sinceramente, não suporto esses dois, depois a Hee diz que me ama. Revirei os olhos adentrando a cozinha fingindo que não vi aquela ceninha ridícula deles. 

—Onde está a S/n!?—Hee falou se afastando do meu irmão, desfazendo seu sorriso

—Ela estava dormindo, estava cansada do evento de ontem.—Disse simplista 

—E então, como vão os negócios da sua empresa?—SeokJin proferiu abrindo uma das panelas observando o que preparava

—Estão indo bem.—Sorri sem mostrar os dentes, eu definitivamente não queria estender aquela conversa

    A porta da cozinha foi aberta vagarosamente e era a S/n ela entrou devagar, como se estivesse com medo. De uns tempos eu tenho percebido que ela está estranha parece que o tempo todo está com medo, acho que tem algo a ver com a  Hee normalmente é perto dela que ela fica mais nervosa. 

—Oi gente.—ela disse baixo se encolhendo assim que a Hee chegou perto dela

—Oi filha.—Hee disse simpática—Vem me ajude a colocar a mesa para o almoço.—Disse pegando alguns pratos 

—E-está bem.—Ela respondeu hesitante, indo para sala de jantar junto com a Hee

As duas saíram deixando apenas eu e meu irmão ali, Seokjin me olhou meio desconfiado, arqueando uma sobrancelha.

—O que foi?—Questionei me encostando no balcão olhando para ele

—Tem algo errado com a S/n ou é apenas por que eu estou aqui?—Questionou desligando o fogão

—Eu também tenho percebido isso, o pior é que ela não diz nada.—Bufei—Quero ajudá-la mas não sei como!

—Pede para Hee conversar com ela, sei lá, vai que com a mãe ela se abre mais, algo assim.

—Não...—Estalei a língua—Se ele não quer me contar nada duvido muito que conte algo para Hee, elas não se dão bem...—Passei a mão pelos cabelos

—Ah, entendo.—Ele disse tirando a panela do fogão

Um barulho de algo se quebrando se fez presente e logo um grito da Hee, rapidamente corri até a sala de jantar vendo o chão com vários cacos de vidro espalhados e a S/n abaixada catando os cacos um pouco chorosa. Fui até ela me ajoelhando do lado dela.

—O que houve?—Questionei segurando o pulso dela, fazendo ela erguer seu corpo olhando para mim

—Nada appa.—Disse enxugando as lágrimas

Olhei para Hee que estava com a cara mais dissimulada do mundo. Como eu a odeio! Odeio com todas as minhas forças!

—Deixa que eu limpo isso.—Seokjin disse segurando a S/n fazendo ela sair do chão

Seokjin saiu da sala de jantar voltando para a cozinha, um silêncio constrangedor se instalou ali, nenhum de nós nos atrevemos a dizer uma palavra sequer. S/n subiu a escada correndo, logo ouvi o barulho da porta do quarto bater com violência. Hee deu meia volta saindo da sala de jantar, eu sequer vi para onde ela foi.

 S/n;

    Já era quase de madrugada, eu havia passado o dia trancada no quarto, como sempre, eu não suportava a ideia de ter que cruzar com a minha mãe e meu tio ainda mais depois do que aconteceu, no almoço. Sai do meu quarto porque meu estômago já reclamava e doia eu precisava comer, pelo horário provavelmente, todos já estavam dormindo.

Desci as escadas devagar para não fazer barulho e não acordar ninguém, a sala de estar estava escura e silenciosa, andei por ali devagar indo para a cozinha, que era meu objetivo final. Antes que entrasse ali, vi uma luz acessa e barulhos baixos de conversa, eu não queria que quem estivesse ali me visse encolhi-me contra a parede da cozinha espiando o interior do cômodo vendo meu tio e minha mãe eles dois bebiam vinho enquanto fumavam, observei meu tio puxar a minha mãe, colando as costas dela no seu corpo espalhando beijos nos ombros desnudos dela. Meu estômago embrulhou com aquela cena, sabia que ela traia com ele. Meu peito se encheu de raiva e meus olhos se encheram de lágrima. Seokjin inclinou a cabeça para o lado cruzando seu olhar com o meu fazendo um sinal de silêncio na frente da boca.

Puta que pariu, ele me viu! 

    Corri para o meu quarto, me deitando na cama me encolhendo meu corpo tremia de tanto medo que sentia, eu queria chorar mas não conseguia, tio Seokjin vai contar para minha mãe que me viu se intrometendo e ela não vai gostar nada disso. A porta do quarto foi aberta revelando meu tio, com uma camisa social com os primeiros botões abertos com marcas nítidas de batom escuro no seu pescoço e com um cigarro preso no seu lábio superior.

—T-tio?—Engoli seco me sentando na cama apoiando meus pés no colchão, dobrando os joelhos abraçando minhas pernas

—Você é muito enxerida, não é mesmo meu doce?—Se aproximou da cama, passando a ponta dos seus dedos pela minha bochecha, eu me esquivei dele—Ya, não precisa ter medo meu doce. Não irei fazer nada.—Retirou o cigarro da boca os deixando entre seu dedo médio e indicador, expirando a fumaça, fazendo aquele cheiro impregnar meu quarto

Ele levou uma das mãos até o bolso da sua calça, tirando um maço de dinheiro, com várias notas diferente, mas tinha certeza que era uma boa quantia. SeokJin jogou o dinheiro sobre a cama levando o cigarro de volta a sua boca dando uma tragada profunda, expirando novamente.

—Esse dinheiro é para você comprar essas suas besteiras de adolescentes. Fique bem longe de mim e da sua mãe enquanto eu estiver aqui, não quero uma pirralha se metendo.—Disse soltando um sorriso ladino, um sorriso totalmente cafajeste—Boa noite, meu doce.—Se inclinou, dando um beijo na minha bochecha—Bico fechado.—Sussurrou, próximo ao meu ouvido em seguida piscando para mim e saindo do quarto

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Para quem já leu a fic sabe que a partir daqui as coisas começam a complicar, para quem não leu bom jogo e que a sorte esteja com vocês!


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