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História Entre Seus Lençóis (Jeon Jungkook - BTS) - Capítulo 26


Escrita por: e Maravilivian


Notas do Autor


Olha eu mais uma vez pessoal, irrrrraaaaaaa

Capítulo 26 - Lágrimas não combinam com você


Fanfic / Fanfiction Entre Seus Lençóis (Jeon Jungkook - BTS) - Capítulo 26 - Lágrimas não combinam com você

Isabella Mattos P.O.V


Os dias foram passando devagar. Uma tortura lenta e imperceptível do meu breve futuro e novo emprego na desconhecida Coreia do Sul.

Tentei não ficar chateada com Mark evidentemente me evitando e tentei não lhe encher de perguntas sobre a meu respeito e suas reais intenções. Praticamente prometi a mim mesma que não iria mais me incomodar com o que ele faz ou deixa de fazer, ou até mesmo sentir suas dores, já carreguei seu peso por tempo demais e agora tenho que viver por mim e pra mim. E eu sei que dói, que não foi fácil apresentar para mim essa proposta de emprego e me mandar para longe. Mesmo depois de tudo e até eu mesma tenha deixado de acreditar, sei que Mark Tuan me ama e estando de frente com toda essa situação atual, deve está suportando as piores dores de deixar a pessoa que ama partir.

Gabriela pediu os últimos três dias antes de eu ir embora de folga e Mark lhe concedeu sem nenhuma hesitação, segundo ela. Viajamos, fomos para praias e shoppings, restaurantes que antes mal conseguimos colocar os pés de tão caro. Gastei o que nunca antes havia gastado, presenteado Gabi pelos anos dr amizade, mesmo que não precisasse eu queria lhe deixar algo de lembrança além das nossas memórias.

Ao chegarmar-mos em casa, consultei o saldo da conta pelo celular e soube que não havia gastado nem cinco por cento dos cinquenta mil dados por Mark. Meu coração pesou ao ver o dinheiro, não queria que ele achasse que eu fosse interesseira ou algo do tipo, mesmo que o dinheiro e tudo mais tenha bons na hora certa. Consultei meu outro saldo e mal chegava a quinze mil. Cobriria os gastos por alguns meses até eu começar a trabalhar e enfim receber meu primeiro salário. Eu deixaria o dinheiro de Mark intocável e o devolveria assim que retornasse, um dia, mesmo que demorasse demais.

Apertei o celular e me segurei para não mandar mensagem para ele, não queria perturbá-lo tão tarde da noite. Mas ainda assim entrei no bate-papo e visualizei sua última mensagem, nada amigável e sim profissional. Ele dizia que os exames já estavam prontos e que eu partiria em breve, não havia nada de errado comigo ou com a minha saúde, além de precisar de assistência psicológica. Mas Mark já havia providenciado isso.

— Tudo bem? — Gabi apareceu na minha frente enrolada em um roupão e o cabelo molhado, havia acabado de sair do banho.

A olhei e assenti, largando o celular, afastando o nome "Mark Tuan" da minha cabeça.

— É... Só uma mensagem de Mark — espremi os lábios e ela sentou-se ao meu lado.

— E o que diz?

Respirei fundo.

— Em resumo, parto amanhã — esfrego o rosto e jogo o cabelo para trás.

— E isso é ruim? — Ela se coloca em meu campo de visão. — Quer dizer, claro que é mas, Isa, é uma oportunidade perfeita para abrir mais portas pelo mundo todo para você. Eu vou morrer de saudades de você e ligar todo santo dia, claro, mas ainda assim não deixa de ser uma oportunidade maravilhosa.

— É, eu sei de tudo isso — segurei o choro e desviei o olhar, tentando não derramar mais lágrimas diante de Gabi em relação a minha partida. — Mas eu não sei se estou pronta, Gabi, não sei se estou pronta para ir para tão longe sozinha.

Sem mais dizer uma palavra, Gabi simplesmente me abraçou e me manteve firme aos seus braços até o dia seguinte, enquanto eu chorava sem parar até dormir.


O dia seguinte logo veio, parecendo que eu havia dormindo apenas alguns segundos. Gabi havia feito a generosidade de me enrolar antes de ir. Meus olhos ardiam e quando os toquei, estavam inchados.

Me levantei cedo e sem hesitação cuidei em ajeitar minhas coisas para viajar de noite. Gabi me ajudou por uma ou duas horas e depois voltou para o trabalho na empresa de Mark Tuan. A ajuda havia economizado algumas horas do meu dia, agora me faltava era só arrumar a bolsa pequena com meus produtos de pele, rosto e cabelo que Gabi havia me permitido deixar em seu banheiro.

Eu não estava levando muito, Mark disse que, sem ofensas, o meu estilo de roupa brasileiro não serviria muito bem na Coreia. Eu teria que comprar por lá, botas e roupas quentes. Sempre quis usar botas até as coxas, mas o calor é demais e morreria sufocada. Além disso, estou ansiosa para conhecer neve e as outras estações.

No fim do dia, Mark estava me esperando no sub-solo do prédio em que Gabi morava. Ele havia se voluntariado a me levar, mesmo eu tendo dito que Gabi me levaria em seu novo carro, a qual eu tinha vendido a preço de banana.

Ele estava com a feição fechada quando o vi, o rosto sério demais sempre combinou consigo, o deixa sexy e com cara de homem de negócios. Entretanto, a feição séria que ele fazia agora deixava a sua feição assimétrica, como se estivesse triste, como nos desenhos animados, os lábios curvados para baixo como um "U" ao contrário.

Quando me viu, ele ao menos se forçou a sorrir, se aproximou lentamente e tirou de mim a minha única mala e a mala de mão com meus cosméticos.

— Só isso? — Perguntou, dirigindo-se para o porta-malas do carro.

— É, estou levando só o principal e minhas roupas novas. Gabi deve está superfeliz com o guarda-roupa renovado sem gastar nada. — Mark não riu.

— Vive tem 1,59 de altura, é baixa, tem cintura fina e os quadris não muito largos. Coxas proporcionais aos corpo e, humm, calça 34?! — Ele me olhou de cima abaixo e apertou os olhos, me analisando. Mesmo sem saber exatamente, assenti, ele estava totalmente certo. — Você vai encontra roupas e calçados que lhe servirão bem sem dificuldade, relaxa.

Mark veio até mim e vi um vislumbre do seu sorriso, mas novamente seu rosto está sério.

— Vamos?

Assenti e fui para o banco do carona.

Fomos até o aeroporto em completo silêncio, somente uma música saindo baixíssima pelo rádio que, hesitante, eu liguei.

Tentei não me sentir incomodada com Mark ou até mesmo desconfortável, nos conhecemos a bastante tempo, fizemos coisas além de amigos, mas agora é como se fôssemos dois completos estranhos.

Limpei a garganta e Mark olhou para mim por um breve momento, mas na mesma rapidez em que me olhou desviou o olhar.

— Está com sede? — Perguntou. Olhei para ele e neguei.

O resto do trajeto foi tão silêncio tanto quanto o início dele. Quando chegamos no aeroporto, Mark estacionou o carro e tirou as malas, me guiando pelo aeroporto habilmente.

Depois de fazer todo o necessário para decolar, esperamos o vôo ser chamado. Mark explicou que daqui até Dubai seria comida brasileira, mas ainda assim me fez ir comprar uns lanches do meu próprio gosto e que depois de Dubai seria somente comida oriental e ficou com medo de que eu não gostasse tanto. Além disso garantiu que se eu não me adaptasse a vida na Coreia do Sul, me traria de volta ma mesma hora e me ajudaria a arrumar um emprego.

Também disse que talvez eu só pudesse trabalhar depois de três meses, mas como eu estava indo com visto de trabalho também era provável que não, poderia começar imediatamente se quisesse.

No fim, ele disse tudo o que me disse da outra vez, do homem, da casa e do dinheiro e no último quesito eu não consegui não ficar tensa e incomodada e ele obviamente percebeu.

—  O que foi? É pouco? — Se ajeitou. — Posso aumentar para 60, se quiser, ou me diga seu valor.

— Eu não quero seu dinheiro, Mark, nunca quis — sorri pequeno. — 50 mil? Eu construiria uma vida nova em qualquer lugar. — Soltei um suspiro e finalmente o olhei. — Mais uma vez, não queria seu dinheiro. A oportunidade de trabalho foi mais do que suficiente. Além de todo aquele dinheiro na minha conta você me comprou um apartamento, pagou a passagem e custeou todos os exames. Não me deixou tirar um centavo do bolso.

— E te comprei um carro também — arregalei os olhos.

— Mark! 

Respirei fundo, me recompondo.

— Apesar de tudo, você é uma pessoa maravilhosa e tudo isso que você fez, é demais e eu nunca, jamais, vou esquecer. Mas na mesma proporção em que você me fez feliz, também me machucou e essa ferida talvez eu seja incapaz de esquecer.

O vôo começou a chamar.

— Eu amo você, sempre vou amar, mas não o suficiente para está ao seu lado. Agradeço por esse dinheiro, mas não vou mais aceitar — me inclinei e pela última vez, lhe dei um beijo demorado nos lábios e quase que imediatamente senti suas lágrimas salgadas.

Me afastei e o olhei, acariciando seu rosto que de repente ficou vermelho.

— E pare de chorar, lágrimas não combinam com você — sorri e ele também também, abaixando a cabeça para secar as lágrimas. — E eu não odeio você, ok?

O vôo chamou mais uma vez.

— Eu preciso ir — me levantei e puxei as malas para o meu lado. Ele assentiu. — Tchau.

Foi difícil ir, tenho que admitir. Apesar de tudo, Mark foi importante pra mim.

— Isa? — Ele me chamou e eu me virei. — Se lembra dos investimentos que você fez? — Franzi a testa e depois de um muito esforço, assenti, lembrando-me do fuzuê de anos atrás. — Esse dinheiro que estou lhe entregando, é seu, é resultados dos investimentos. E esses cinquenta mil, não é nem cinco por cento do que recebeu. — Mark sorriu, mostrando-me seus dentinhos de dinossauro a qual eu sentiria muita saudade. — Conversamos depois, lhe explicarei tudo.

E ele me deu as costas e se foi, sem explicar direito o que acabara dizer, apenas lançando para mim uma bomba resumida de que, em outras palavras, eu estava rica.



Notas Finais


Hihihihi, mais uma vez e novamente. O que estão achando?


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