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História Entre Seus Lençóis (Jeon Jungkook - BTS) - Capítulo 27


Escrita por: e Maravilivian


Notas do Autor


Olha eu mais uma vez, hahaha

Capítulo 27 - Infelizes para sempre


Fanfic / Fanfiction Entre Seus Lençóis (Jeon Jungkook - BTS) - Capítulo 27 - Infelizes para sempre

Jeon Jungkook P.O.V


Imagine uma pessoa que um dia foi querido por você. Sua mulher, marido, irmão, esposa, pais ou até mesmo amigos, mesmo que hoje em dia seja realmente difícil encontrar uma pessoa que se possa confiar, mesmo que pertença a familia ou algo parecido.

Agora imagine um lado perverso, o próprio diabo em pessoa fazendo da sua vida um verdadeiro inferno incorporado na pessoa que um dia você achou que realmente queria seu bem ou qualquer coisa assim. Que você achou que poderia confiar e ela era seu mundo. Pensou? Pronto, para mim, esse demônio tem rosto, nome e sobrenome, e ela se chama Lalisa Manoban, minha esposa.

Pois é, o diabo é minha mulher, de papel assinado e tudo. Eu costumo chamar de meu próprio inferno particular, com alguém especial para infernizar somente a mim.

Lalisa e eu nos conhecemos ainda no jardim de infância. Nossas famílias eram amigas e consequentemente éramos também. Conforme crescemos, fomos ficando próximos e inseparáveis, passando por causa fase juntos. Só não trocamos as fraudas uns dos outros por que mal conseguíamos sentar sem alguém nos segurando ou até mesmo raciocinar.

Nós dois perdemos o primeiro dente juntos, aprendemos a andar de bicicleta e até a nadar. Aprendemos a lutar taekwondo e por ela até dancei balé e aprendi a tocar piano e violino. Quando a menstruação de Lisa desceu pela primeira vez, estávamos no cursinho de inglês e enquanto ela sangrava diante de todos, como um rio, eu me coloquei diante dela e lhe emprestei meu casaco e comprei absorvente. Trocamos de escola juntos e quando as primeiras espinhas começaram a aparecer, por mais nojento que fosse, espremia uma do outro e sinto ansia só de lembrar. O negócio é que eu sempre estive lá, com ela e para ela, seu melhor amigo e confidente. Mas foi no último ano do ensino médio em que tudo ruiu. Passei a ver Lisa não mais como uma irmã ou melhor amiga, alguém da minha família ou algo próximo disso, mas sim como uma mulher. Por que ela havia se tornado uma. Uma mulher incrível.

A atração abraçou nós dois e por mais que tenhamos lutado com todas as nossas forças contra o desejo de ter um ao outro bem mais do que já tínhamos para não estragar a amizade, não conseguimos lutar contra e cedemos, fizemos bem mais do que deveríamos, bem mais além do que apenas o primeiro beijo um do outro. Eu e Lisa fizemos com que pertencemos um ao outro para sempre, algo que jamais esqueceremos e fosse único. A primeira vez pra tudo um do outro.

No entanto, meses depois tivemos consequências dos nossos atos. Não um filho, é claro, Deus me livre por enquanto. Nunca imaginei do que Lisa era capaz, achei que estávamos de acordo de que nada mudaria, de que o que fizemos foi uma loucura, um teste para o que faríamos no futuro, a primeira vez de tudo um para o outro, para que não nos arrenpedessemos depois se tivéssemos feito com uma pessoa diferente, a pessoa errada. Eu a amava e estava com medo, medo do sentimento que a cada dia me corroia por dentro, do ciúmes todas as vezes que a via com flores entregues por outros garotos tanto da escola quanto das universidades, da obsessão em que eu estava tendo para tê-la sempre por perto de mim, para mim. Não era normal. Eu estava doente e então podia me entregar tão facilmente a essa obsessão.

Mas diferente de mim, Lisa cedeu, não só ao ardente desejo, mas a tudo, por que ela me queria somente para si.

Lisa me traiu, mesmo que não estivéssemos namorando. Lisa traiu nossa amizade, a mim. Assim como eu estava obcecado em tê-la pra mim, ela estava obcecada em me ter para ela, mas a forma com que ela lidou com isso nunca mais eu iria perdoá-la. Me envolvi com outras garotas, tentando esquecê-la, aquela noite, seus lábios nos meus, os nossos corpos suados juntos, tudo me pertubava e me enlouquecia na época, principalmente por que eu queria de novo, mas eu não sabia como dizer. Não podia. Estragaria tudo entre nós, eu achei.

Depois de me ver sair e beijar outras garotas para tentar esquecê-la, Lalisa Manoban tomou uma atitude que fez dissipar todo desejo e amor que eu sentia por ela, não havia restado nada mesmo hoje. Ela havia contado nosso segredo, nossa melhor noite em toda a vida para nossos pais, forçando-nos ao namoro temporário e consequentemente ao casamento. E eu não tinha a opção da escolha, em aceitar ou não. Ela havia nos condenado ao infelizes para sempre.

E logo após a faculdade, nos casamos e fui obrigado a dividir não só a casa e consequentemente a vida com ela, mas sim a cama. Lalisa me arruinou com sua obsessão em me ter. Se ela tivesse esperado, me esperando a ter coragem, eu a tinha pedido para morar comigo, para casar comigo, para ficar ao meu lado, por que eu estava louca por ela, apenas estava esperando ficar estável, ter tudo que me pertence por direito, fazer meu próprio conglomerado, crescer sobre meu próprio nome. Mas ela só me mostrou do que era capaz, de como poderia ter tudo o que quisesse sem o consentimento de outra pessoa em um simples estalar de dedos.

Eu a odeio.

Mas nem isso havia me impedido de atingir o estrelato. Eu havia conseguido.

E então, Isabella Mattos apareceu e achei que fosse impossível alguém me fazer sentir aquele sentimento avassalador novamente e ainda mais uma pessoa que me faria sentir algo tão forte morar do outro lado do mundo.

Me senti vivo e capaz de amar mais uma vez depois de tanto tempo. O destroço do meu coração começara a se reunir novamente, pouco a pouco, acelerando quando eu estava ao lado dela, mesmo ainda sem tocá-la ou tê-la feito minha. E mesmo agora, quase três meses depois de tudo que fizemos em São Paulo, sempre me lembro dela, do seu sorriso, lábios e olhos, suas curvas e a pele lisa, o cabelo ondulado, cada detalhe que a torna única e inesquecível. Da mesma forma que entrou na minha vida, se foi, tive que deixá-la para trás, incapaz de abandonar tudo que tenho a minha disposição na Coreia do Sul. Queria tê-la trazido comigo, mas seria precipitado demais, desesperador demais, sem contar o fato de que ela poderia não está sentindo o mesmo que eu, a quantidade absurda de paixão e ansiedade. Eu queria ter Isabella a todo momento, mesmo quando ela estava ao meu lado ou eu estava em reuniões e assinando papéis.

Isabella havia me tomado completamente como um dia Lisa me tomou.

— Está tudo bem? — Ouço e afasto tudo da minha mente, voltando a atenção para a minha sala e minha mesa coberta de papelada, para meu secretário (Park Jimin) na minha frente, com sua cara irritante me olhando.

— Estou... Só... Só estou pensando... Lembrando de algo — esfrego o rosto e me encosto na cadeira, voltando a olhá-lo. — Então... O que estava dizendo?

Jimin me olhou e contorceu o rosto.

— Você tem estado estranho desde que voltou do Brasil. Em outras palavras, está distante. Aconteceu algo que eu possa saber? — Pergunta, sentando-se nas cadeiras em frente da mesa sem que eu permita.

Cerro as sobrancelhas e me ajeito.

— Não, nada — pego a caneta e um grupo de papel reunido, analisando a proposta. — O que veio me dizer, Jimin? — Pergunto sem olhá-lo.

A sala entra em um completo silêncio pela primeira vez e o olho já impaciente. Jimin adora me provocar.

— Bom, não é nada demais, só um convite da Corporação Kim, convidando-o para uma palestra que ele irá fazer daqui a duas semanas — ele me entrega o tablet, exibindo uma imagem de um ticket de ouro com o nome "Corporação Kim", com data, horário, local e a cadeira em que eu sentaria. Devolvo o tablet a Jimin e assinto.

— Eu vou. Coloque na minha agenda — ele pega o tablet e assente, digita algo rapidamente e se levanta, saindo da sala silenciosamente.

Ao ouvir a porta bater, largo o grupo de papel, a caneta e tiro os óculos de grau, cansado da rotina repetitiva e da quantidade obscena de trabalho diário. O tempo no Brasil foi bom e prazeroso, mas não o suficiente para me fazer descansar e descarregar todo o cargo de trabalho e sentimentos odiosos que venho carregado a mais tempo do que posso aguentar. Preciso de férias de verdade, um tempo longe de tudo e todos, preciso de férias de Lalisa Manoban e seu inferno insuportável, sua arte me de fazer se estressar e odiá-la com toda a minha força.

A porta é aberta novamente, e quem entra agora não é Jimin ou qualquer outra pessoa da empresa, mas a demônia que tenho tentado manter longe dos meus pensamentos o dia todo. Depois da sua última artimanha, ela só tem me causando dores de cabeça.

— O que eu fiz dessa vez para ter a sua ilustre presença no dia hoje? — Pergunto em um tom alto, levantando-me, pronto para iniciar o bate boca que ela insiste toda vez que me vê.

— Quem é ela?

Lalisa caminha na minha direção de forma furiosa, o salto quase perfurando o piso de mármore pela força que usa, com uma bolsa preta segurada no antebraço e um envelope na outra mão.

Habilmente ela tira umas fotográficas do envelope e os joga na minha cara e poe um momento temo ser imagens minhas e de Isabella no Brasil, que Lalisa foi louca o suficiente para mandar um detetive até lá para me vigiar. Mas a pessoa que vejo é Kang Yu-Ra, a modelo de antes mesmo de eu partir para o Brasil e a pertubadora situação a qual ela se colocou.

Toco meu rosto ao sentir uma ardência e fico surpreso ao perceber que uma das fotos me cortou superficialmente. A olho e sorrio com o canto dos lábios, voltando a me sentar.

— Uma louca que se atirou em mim — me inclino e pego um band-aid, me olho pela tela escura do computador e o coloco.

— Se ela se atirou, é por que você deu corda — berrou, sem se importar se alguém estaria nos ouvindo. — Vou acabar com a carreira dela! — Grita mais uma vez e se aproxima da mesa, tirando tudo de cima dela com apenas um empurrão.

Em seguida ela pega meu celular e o joga no chão, pisoteando em cima com os olhos completamente vermelhos. Juro ter ouvido o salto ter menção de quebrar, mas não acontece. E logo depois do surto, ela se vai, chicoteando o longo cabelo loiro no vento.

Poucos segundos depois dela sair, Jimin entrou com os olhos evidentemente assustados. Ele olha ao redor da sala e depois os para mim, plenamente sentado na cadeira, também olhando a bagunça que levaria dias para organizar.

— Se ela passar a vir aqui frequentemente, vai ficar impossível de organizar essa papelada antes do prazo — ele se abaixa e começa a apanhar as folhas.

— Apenas imprima tudo de novo e triture isso — dou as costas.

— E suas anotações? — Pergunta.

— Tenho tudo mentalmente.

O silêncio reverbera.

— Deve estar excitado com Lalisa vindo aqui quase sempre — comento e Jimin ao menos responde, sequer me dou o trabalho de olhá-lo.

A sala continua silenciosa e me viro para olhá-lo. Ele está com a cara fechada, pegando cada folha de papel, parando em meu celular quebrado. Mais um.

— É o quinto só este mês? — Ele pergunta, erguendo o aparelho destroçado para mim.

— Sétimo. Ou oitavo, sei lá — dou de ombros. — Ela acha que tenho o número de todas as mulheres com quem saio nos celulares. — Suspiro. — O único que eu queria perdi completamente — sussurro, pensando em Isabella e seus lábios que me deixa saudade.

— Devo providenciar outro? — Assinto.

— Imediatamente, por favor.

Me levanto e caminho até a porta, sem me dar o trabalho de tomar cuidado para não pisar nos papéis jogados no chão.

— Vou comer algo, não tomei café da manhã.

Respiro fundo e saio, pensando seriamente em inciar um estoque de celular.



Notas Finais


E então, o que acharam desse capítulo?
Até amanhã....


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