História Entre sombras e luz - Capítulo 3


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Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Chuck Shurley, Crowley, Dean Winchester, Lilith, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Anjos, Castiel, Dean, Filhos, Sam, Spanking, Supernatural
Visualizações 101
Palavras 1.375
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Era para esse capítulo ter saído ontem. Como não foi possível, trouxe ele hoje ❤️

Capítulo 3 - Tio Dave


POV William

Acordo com a luz do sol penetrando pelo vidro da janela, que está com as cortinas abertas. Provavelmente Angel esqueceu de fechar antes de deitar. Me movo um pouco e procuro meu pai com o olhar. Ele não está aqui...

Sento na cama passando as mãos nos olhos.

— Papai? – Chamo ouvindo o barulho do chuveiro ligado. Levanto da cama ao não receber resposta e segundos depois sinto minha calça cair pela coxa. Bufo baixo e subo a mesma quase tropeçando na peça.

Essa calça é muito grande para mim. Tento caminhar segurando a mesma mas é extremamente difícil. Dou de ombros e deixo a calça cair no chão. Sorrio e coloco a peça de roupa sob a cama correndo para fora do quarto, apenas com a camiseta enorme que Angel me emprestou.

Não me preocupo muito, até porque essa camiseta tampa minha intimidade.

Desço os degraus devagar com certo medo de cair. Sorrio ao chegar na parte plana. Caminho em direção à cozinha, olho meus braços e vejo que não há mais cortes ou ferimentos.

Por sorte sempre me curo rápido, ontem antes que eu conseguisse escapar me submeteram a uma situação realmente complicada. Achei que iria demorar mais para que eu me curasse. Mas ainda bem que estava enganado.

Por alguma razão me sinto bem ao lado de Angel.. Sinto que ninguém mais pode me ferir. Que ele irá me proteger de tudo... Minha mãe me disse isso e eu acredito nela.

— Bill cadê a sua calça? – Ouço a voz de papai atrás de mim. Me viro e lhe vejo com uma expressão confusa.

— Não é minha calça.

— Mas eu havia te emprestado.

— Ela não serve e não para no lugar. – Falo rodando os olhos.

— Não rode os olhos para mim menino. Isso é falta de educação.

Rodo os olhos novamente, eu confesso que gosto de irrita-lo.

Angel me agarra pelo braço, o que me faz recuar instintivamente.

— Calma papai eu só tô brincando! – Tento argumentar, céus ele é muito bravo e definitivamente não possui senso de humor nenhum.

— Pois trate de se comportar. Eu não estou brincando rapaz. – Diz entre dentes.

Concordo com a cabeça rapidamente e logo ele me solta.

Angel é um homem alto e com um corpo bem definido. Possui a pele bronzeada e o cabelo liso e castanho, assim como os olhos.

Ele é um tanto intimidador olhando de longe, mas sei que é uma boa pessoa.

Boa pessoa... É estranho um híbrido dizer isso. Tecnicamente eu deveria ser malvado, mas não me sinto assim... Às vezes sinto que sou capaz de fazer coisas realmente terríveis. Mas no minuto seguinte toda essa vontade se esvai. Mamãe ficava muito brava quando isso acontecia. Ela sempre me considerou seu herdeiro... Eu deveria ser ainda pior que ela. Deveria honra-la.

Angel se vira e caminha em direção ao fogão, não sei como ele conseguiu viver tanto tempo sozinho.

— Você gosta de panquecas?

— Eu como qualquer coisa. – Digo com sinceridade enquanto olho ao redor – Papai posso te ajudar com o café da manhã?

— Receio que não.

— Por que?

— Lugar de criança não é na cozinha.

Rodo os olhos e rio baixo ao ver que ele não viu. Angel se acha tão esperto.

— Então eu posso ir conhecer o resto da casa?

— Vai... Mas não entre em meu escritório. Não quebre nada e não saia de casa. – Avisa sem ao menos se virar para me ver.

Sorrio e concordo com a cabeça correndo em direção a sala. Essa sala é tão bonita... Vejo algumas peças bonitas, algumas feitas de vidro e outras de cerâmica. Todas enfeitam o cômodo de forma estupenda.

Encosto em um desses objetos, o pegando com cuidado, para olhar mais de perto.

Sorrio acariciando o mesmo com a ponta dos dedos. Aonde eu morava não tinha nada disso.

Coloco novamente no lugar do qual peguei para evitar confusões com Angel.

Caminho até as escadas e subo os degraus devagarinho, tomando cuidado para não cair. Não estou habituado a subir escadas. Seguro firmemente no corrimão.

— Bill venha comer. –Ouço Angel chamar. Rodo os olhos, nem tive tempo de conhecer a casa toda. Mas estou com fome, então não irei discutir. A excursão pela casa pode esperar mais um pouco.

— Papai, eu gostei dos seus enfeites. – Sorrio.

Angel sorri levemente com minha frase, o que me faz sorrir ainda mais.

POV Angel

Depois do café da manhã peço para um amigo trazer umas peças de roupa. Já que somente assim posso sair com o menino para fazer umas compras.

— David! Você veio rápido hein. – Sorrio ao abrir a porta e ver meu amigo entrar em casa. David é um homem negro e robusto. É um amigo formidável e muito simpático.

— Claro que vim! Eu precisava conhecer o seu pestinha. – Sorri ele olhando ao redor, provavelmente procurando meu filho com o olhar.

Solto um risinho baixo, Dave é humano e sabe o que eu sou. Ainda assim ele esteve sempre ao meu lado. Então confio extremamente no mesmo.

— Bill, venha aqui um momento! – Chamo alto o suficiente para que o menino ouça desde o meu quarto.

Lhe deixei vendo TV enquanto eu dava uma breve organizada na casa. Não demora muito para William aparecer, ele encara meu amigo com curiosidade e acena com a mão.

— Olá.. – Sorri.

— Hey! Então você é o pequeno Bill! – Sorri Dave – Seu pai me falou muito de você.

— Ele não me falou de você. – Murmura com sinceridade. Rodo os olhos.

— Porque você não me deu tempo Bill. David é um amigo de longa data. Pode confiar nele. – Digo entregando as sacolas de roupas para o meu filho – Obrigado por ter sido tão rápido Dave.

— Não me agradeça, cara ele é muito parecido com você!

— Eu não acho.

— Não seja chato papai. Seu amigo tem razão. – Sorri Bill, um sorriso divertido.

Estreito os olhos para ele e lhe seguro pelo braço, aplicando três palmadas com força moderada em seu traseiro.

PLASS PLASS PLASS Aii papai!

— Não me chame de chato novamente, meninos bons não fazem isso. – Falo sério notando os olhos de William se umidecerem.

Confesso que sinto um pouco de pena, mas preciso ser firme com esse menino.

Bill leva as mãos até o bumbum esfregando as nádegas com um biquinho nos lábios.

— Angel não seja tão duro. Ele não disse por mal. – Intromete-se David arqueando uma de suas sobrancelhas para mim.

— Ele sabe que deve ter respeito Dave, William não é bobinho como parece.

— Não fale como se eu não estivesse aqui... – Murmura Bill em um tom choroso. Isso me irrita, esse garoto chora por tudo.

— William não me interrompa quando eu estiver falando. Não se intrometa em conversas de adulto rapazinho. – Aviso querendo evitar que isso se repita.

— Mas..

— Mas nada. Vai vestir uma roupa, Dave trouxe algumas que com certeza irão servir. – Falo um pouco mais suave ao ver que ele se encolheu um pouco.

— Angel não seja malvado. Vêm cá com o tio Dave Billy. – Murmura meu amigo puxando meu filho para um abraço. Céus, eu brigo e ele mima?? É isso?!

— David...

— David nada Angel. – Indaga me olhando de forma feia – Não precisa brigar com o menino por cada coisinha que ele faça.

Rodo os olhos ao ver meu filho abraçá-lo, ele mal conhece meu amigo e já está assim??

Bufo baixo pegando uma calça da sacola e ajudando meu filho a vesti-la.

— Você está mimando demais ele.

— Não reclame. Eu sou o tio, meu dever é mimar. – Sorri o homem, bagunçando o cabelo de Bill. – E você hein baixinho? O que me diz de irmos tomar sorvete depois das compras com seu pai?

Vejo os olhinhos do meu filho se iluminaram e ele não demora para concordar com a cabeça.

— Eu quero!! – Sorri o menino animado – Eu posso papai??

— David não me deixa escolha. – Respondo sem conseguir esconder o sorriso ao ver tanta animação em minha criança.

   Talvez o passeio seja um pouquinho mais interessante do que eu achei que seria. David vai comigo e ele realmente parece gostar do meu filho.


Notas Finais


O que estão achando amores?? Podem deixar sugestões se quiserem :)


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