História Entre sósias melancólicas e aquarelas inorgânicas. - Capítulo 1


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Categorias Loona
Personagens HyunJin, JinSoul
Tags Amor Lésbico, Doppelganger, Drama, Hyunjin, Hyunsoul, Jinsoul, Kmra, Loona, Romance, Universo Alternativo, Yuri
Visualizações 11
Palavras 1.584
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


bom dia!! eu queria postar essa história ontem mas o spirit caiu então deixei pra hoje, hehe! eu tive essa ideia enquanto voltava da padaria e acabei colocando ela em prática, unindo a pequena teoria de doppelganger do mv da hyunjin + um pouco de ficção e romance! eu fiz a capa na pressa por isso não está tão bonita como eu esperava deixar para essa fanfic, mas assim que eu achar uma capista com pedidos abertos irei dar uma nova roupinha pra fanfic! eu espero que gostem dessa fanfic assim como eu estou gostando de escrevê-la! boa leitura!!

*o capítulo não foi betado.

Capítulo 1 - CAPÍTULO I: Entre rosquinhas, porta-retratos e recomeço.


Em um mundo onde o misticismo era mais presente do que qualquer outra coisa considerada desnecessárias pelos seres que ali viviam, havia cerca de 2% de pessoas que nasciam com o dom de terem um doppelganger seguindo-os por onde fossem, como suas sombras em forma material; entretanto, apenas o ser original no qual tinha um sósia poderia vê-lo, e quando o verdadeiro ser se fosse, o doppelganger entraria em seu lugar como um ser vivo no mundo real, deixando de ser uma simples sombra. 

Kim Hyunjin fazia parte da minúscula porcetagem mundial que tinha um sósia lhe acompanhando, e durante os anos de sua vida, diferente de outras pessoas que tinham medo de ter alguém tremendamente parecido consigo andando atrás de si e repetindo os mesmos movimentos que si, Hyunjin era uma garota de coração puro que apenas queria que a sua sósia pudesse sentir as mesmas emoções que si; e que não fosse apenas uma sombra para ser a substituição de sua presença na Terra. 

Hyunjin era vista todos os dias conversando sozinha, seja em parques ou fazendo caminhadas; as pessoas estavam acostumadas com seu jeito estranho e até mesmo espalharam boatos que a garota sofria de uma esquizofrenia não tão crônica; entretanto, sua namorada, Jinsoul, era uma das poucas que entendia que a pureza da Hyunjin não a fizesse enxergar que até mesmo o para sempre tem um fim, até mesmo a sua vida, e a de sua sósia. 

Uma semana antes de se formar em sua queridíssima faculdade de artes cênicas, Hyunjin decidiu sair para festejar com sua namorada e sua convidada especial era sua própria sósia — a qual carinhosamente nomeou de HyunHyun — e por mais que Jinsoul não pudesse ver ou se comunicar com a doppelganger de sua amada, faria de tudo para vê-la feliz, nem que tivesse que fingir uma conversa e simpatia com alguém que sequer sabe se há existência; afinal, para a Jung, apenas o sorriso adorável de sua namorada era o suficiente para seu coração se encher de amor. 

Após Jinsoul deixar a Kim em frente à sua casa, ambas se despediram com um leve selar nos lábios enquanto juravam amor eterno uma à outra; mesmo sabendo que o fim era incerto. Hyunjin se abraçava ao casaco azulado da loira enquanto via ela se afastar pouco a pouco, até desaparecer entre a neblina daquela noite densa e escura. Olhou para o lado e viu HyunHyun com o casaco de sua namorada amarrado na cintura, e logo fingiu estar brava ao ver que sua sósia não tinha os mesmos sentimentos que si pela Jung.

HyunHyun, por quê você insiste em negar os sentimentos que nossos corações sentem pela Jindollie? — Hyunjin perguntou curiosa enquanto abria a sua porta e adentrava a casa, fechando a porta e vendo a sua sósia fantasma atravessar a porta com um rosto desinteressado, afinal, HyunHyun era um ser espiritual até o momento em que se materializasse cem por cento. — Eu já disse que mesmo você sendo um ser inexistente para muitos, isso não lhe impede de ter sentimentos. 

A sósia encarou a sua original e refletiu na lição de moral que havia recebido; entretanto, HyunHyun não queria se apegar à Jinsoul como Hyunjin era apegada, pois a doppelganger sabia que se Hyunjin morresse em algum momento de sua vida, ela teria que lhe substituir e fingir ser uma pessoa com sentimentos que não lhe pertencem. Mesmo que tenham a mesma aparência e o mesmo espírito, HyunHyun e Hyunjin são como gêmeas de diferentes personalidades e opiniões. 

Hyunjin soltou um suspiro desanimado ao perceber que novamente, sua sósia fingia que ‘‘espíritos não são seres evoluídos o suficiente para terem o mesmo sentimento que um ser vivo’’, mas ela sabia que não era assim que o mundo espírita funcionava; qual é, Hyunjin poderia ser lerda para muitas coisas, mas quando envolvia a vida do além ela entendia perfeitamente cada mínimo detalhe e sabia que espíritos podem sentir tanto quanto sentimentos, quanto detalhes minúsculos do mundo. 

Enquanto a original se preparava para deitar e mandar um áudio desejando boa noite para sua namorada, HyunHyun encarava as fotos de Hyunjin e Jinsoul em porta-retratos espalhados pelo quarto colorido da garota; fotos felizes e com sentimentos que, de fato, a doppelganger almejava um dia sentir. Ver o sorriso de sua original cada vez que falava de Jinsoul lhe deixava feliz, mesmo HyunHyun não sabendo se era por ter criado afeto com sua original, ou por de fato ter, no fundo de seu coração, resquícios do amor que Hyunjin sente pela Jung. Tocando em um porta-retrato em que o casal está posando para foto ao mesmo tempo que trocam selinhos, HyunHyun sente uma corrente elétrica passar por seu corpo e se afastou rapidamente da foto quando sentiu algo que não conseguiu explicar.

Ao se virar para Hyunjin, viu a garota dormindo com o celular em mãos e percebeu que ela estava falando por ligação de voz com Jinsoul, e logo deitou-se ao lado da garota; mesmo que espíritos não tivessem que dormir para repor energias, HyunHyun criou o hábito de dormir ao lado de Hyunjin para, assim quem sabe, sentir-se mais parte daquele mundo vívido e curioso demais para um espírito zombateiro. 

Hyunjin corria pelas ruas de Seul enquanto carregava os copos de café pertencentes à si e sua chefe, ao mesmo tempo que comia uma rosquinha de chocolate para passar a fome momentânea. Trabalhar como secretária auxiliar de uma empresa pequena e que enfrentava crises de fato não era um dos melhores empregos que pensou conseguir aos 20 anos, todavia, não poderia reclamar já que o dinheiro que recebia daquele humilde emprego era o suficiente para lhe manter viva na entediante vida adulta. 

HyunHyun caminhava atrás da garota, vendo as pessoas olhando a sua original com um olhar julgador por estar passando tão rápido na calçada que acabava atropelando as pessoas; a doppelganger pensou o por quê dos seres vivos serem tão egoístas ao ponto de julgarem os outros por mínimos detalhes. HyunHyun estava distraída olhando a paisagem da rua enfeitada especialmente para o Halloween; algumas lojas já tinham suas próprias promoções e isso instiga a curiosidade da sósia, afinal, como funcionava a vida?

HyunHyun acordou de seu transe de admiração de paisagem quando escutou gritos ecoando pela rua e um freio de carro falhar, mirando seu olhar na direção em que achava ter vindo o som, viu sua original caída no chão e com ferimentos tão graves que, pela primeira vez, HyunHyun desejou ser do mundo vivo para poder ajudar a única pessoa que se importou consigo. Viu as pessoas chamarem a ambulância e logo a colocaram na maca dizendo ser código preto — mas, afinal, o que era o código preto? 

A visão de HyunHyun escureceu assim que Hyunjin entrou na maca e uma escuridão tomou conta de sua visão. O espírito não enxergava nada além de seus próprios pés caminhando entre um rio fundo e desconhecido; suas pernas caminhavam automaticamente e HyunHyun sentia um sentimento se alastrar por seu corpo; o medo. HyunHyun sabia que algo estava acontecendo com Hyunjin e o medo dominava sua mente, pois ela sabia que, ao mesmo tempo que perderia Hyunjin, ela perderia si mesma. 

Quando parou de caminhar, uma luz cegou os olhos temporariamente de HyunHyun e quando ela os abriu, estava deitada em uma cama de um quarto totalmente branco, ao seu lado tinha um homem de jaleco e prancheta anotando informações com rapidez e em sua frente, Jinsoul com a cabeça deitada na cama e os olhos inchados, sendo um notório vestígio de choro itensivo. O homem lhe olhou e abriu um sorriso, finalizando sua anotação e se aproximando de si. 

Senhorita Kim, que bom que acordou. Eu achei que tinha perdido você. — O homem disse enquanto ajeitava o soro em cima da garota, que lhe encarava confusa, arrancando uma risada do mesmo. — Você sofreu um acidente de carro três dias atrás, fizemos uma cirurgia de emergência pois seu fígado estava totalmente danificado com a batida direta do carro nele e estava em coma desde então, já tínhamos dado o óbito mas, você estar viva foi realmente um milagre. Parece que é uma mulher mais forte do que eu esperava.

HyunHyun olhou para suas próprias mãos e as viu enfaixadas e com pequenas manchas de sangue, a garota tocou tudo ao seu redor sentindo o material se encaixar em sua pele e, tocando seu rosto delicadamente, gemeu baixo ao tocar em um corte perto de sua bochecha. HyunHyun arregalou os olhos; ela havia sentido dor, e espíritos não sentem nenhum tipo de sentimento físico ou mental. Enquanto tentava digerir o que estava acontecendo, viu um vulto passar correndo por si e lhe abraçar de lado, sentimento lágrimas grossas cair em seus ombros.

Jinnie… Jinnie… você voltou! Você voltou pra mim, Jinnie! — Jinsoul dizia enquanto abraçava a garota e chorava de uma maneira surreal; até mesmo as enfermeiras ali dentro da sala sentiam a dor que a loira sentiu. HyunHyun encarou o médico que sorriu e deixou a sala com as enfermeiras, e, retribuindo o abraço, a garota percebeu o que de fato havia acontecido. 

Kim Hyunjin havia ido embora para sempre daquela Terra, e agora, era o dever de HyunHyun, sua simples e antigamente inexistente doppelganger, assumir o seu lugar no mundo dos vivos e aprender sentimentos nunca antes vividos. HyunHyun era Kim Hyunjin a partir do momento em que acordou e nada poderia mudar esse fato, nem mesmo sua vontade de trazer sua original de volta.


Notas Finais


vocês podem me encontrar além do spirit nos links abaixos!

→ twitter: https://twitter.com/oIiviahyevr
→ curious cat: https://curiouscat.me/13112001

obrigada por ler, até a próxima, orbits!


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