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História Entre tapas e beijos - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


oi Meus amores demore eu sei até demais problema técnicos sérios mesmo, perdi três vezes o capítulos
mas agora achei um aplicativo melhor pra escrever e sem perder tudo me perdoem... Não vai demora o proximo. Agradeço a meus amores @Hestia_Goddess e minha beta que mais trabalhou nesse capítulo obrigadaaaaaa por suporta meus erro técnico @Mih6493

Capítulo 4 - 4. Alguem explica essa conexão entre os corpos



  



POV Obito Uchiha 

 

 

Acordei atrasado, vou direto para o banheiro para minha higiene pessoal, tomo uma ducha gelada rapidinho, visto o uniforme da empresa e desço correndo pelas escadas. Já encontro minha okasãn com um olhar de quem vai me bater.

—   Ohayõ, Little Obito, isso são horas? —  ela me olha me fuzilando com a xícara de café na mão 

—   Oi, Ohayõ razão da minha existência, minha rainha, minha deusa, dormiu bem? — dou um sorriso bobo coçando a nuca 

—  Tá chega de bajulação não vou te encobrir, se manda daqui antes que seu pai venha, dormir bem, bom trabalho, te amo. Não fique sem comer. — Ah, como cresce rápido! Ainda me lembro dele fazendo artes quase derrubando a casa com a pequena Rin.

— Também te amo, pode deixar que eu tomo café na empresa. — Saio em direção ao carro.  Minha sorte é que ele chega às nove da manhã. 

Chego na empresa e dou de cara com aquela que o senhor Uchiha  se satisfaz depois das brigas em casa. 

—   Bom dia, Little Uchiha! — ela fala com tom de deboche como se tivesse uma grande intimidade

—   Bom dia, Beth! Dirija-se à minha sala, por favor! E me traga um café e um pão doce de creme que tem na padaria aqui do lado, por favor!? —   ela parou com deboche depois que falei num tom rude e sério.

— Sim, senhor Uchiha, estarei lá em dez minutos!

—   Obrigada, Little Beth! Respondi com deboche.

Hoje resolvo isso, deixo tudo em pratos limpos, ninguém faz minha okaasan chorar e fica por isso mesmo. 

Vou para a minha sala, dou bom dia para os outros funcionários, entro para minha saleta começo a mexer nos papéis e ouço batidas na porta.

—   Entre!!!

—   Aqui está, senhor Uchiha, seu café e seu pão doce que me pediu. O que queria falar comigo?

—   Sente-se! E sobre  você e meu otousan — ela me olha com cara de espanto e arregala os olhos.

—    Tenho três coisas para falar com você, escute bem que não vou repetir; primeiro, ele é um homem casado, um sem vergonha que não respeita a família e minha okaasan sim, mas  é comprometido.

— Mas foi ele que...

—  Calada,  eu não  terminei!! — coloco a mão na boca  dela e continuo:

—  Segundo, eu sei o que você tem com meu  otousan e isso me enoja. Como consegue ser a segunda opção de alguém? o objeto dele? Isso para mim é uma pessoa que não sabe se dar valor. Você é linda, auto suficiente, capaz de  encontrar alguém melhor e solteiro para não ser trocada e deixada toda noite depois de ficarem juntos. É isso que você quer para sua vida Beth? Terceiro e último, se afaste dele! Se isso continuar, não vou ligar se você precisa desse emprego para se manter e que nós precisamos do seu serviço, até porque podemos contratar outra pessoa se tiver uma próxima vez. Estou falando sério e não vou repetir isso, é uma advertência, mas na próxima será demitida. Escutou bem? Não será ele que te trará de volta, você sabe quem faz admissão e demissão aqui, sou eu mesmo e já está avisada Beth.

—   Eu amo ele e não vou me afastar, nós nos amamos,  ele me prometeu deixar aquela sem sal da sua okaasan pra ficar comigo.  —  ela fala com  um sorriso no rosto.

—   Lave sua boca pra falar da minha okaasan sua … saia da minha sala! Não terá uma próxima vez, será rua, Beth.  — levanto da cadeira e bato na mesa  falo com a voz alterada 

—  Obito, entenda, o casamento dos seus pais não existe mais. Sou eu que ele chama na hora que fazemos amor, esse casamento é uma farsa, aceite isso.Eu amo ele, não vou parar de me encontrar com ele, pode parecer interesse da minha parte, eu uma mera secretária me envolver com o meu chefe,   mas  não, é amor — ela sai chorando e gritando pela empresa —   EU AMO ELE, EU AMO ELE,  EU AMO ELE!...

 Quando ela sair vejo meu otousan chegando e chamando ela para sala dele ouvirei, mas vai ser bom dar um jeito neles.

 

POV Rin Nohara

 

Levanto meio atordoada, saio da cama, olho no relógio do criador mudo “meu kami!”. Estou, como sempre atrasada, ela vai me matar. Já não basta  a conversa de ontem, corro para o banheiro para tomar um banho. Foi o banho mais rápido da história. 

Pego meu celular, tentei ligar para a saky, mas ela não atende desde ontem, vou ter que ir lá, já tô atrasada mesmo, a Ryo vai surtar, mas não vou ouvir seus surtos só. Saio de casa

 Desço as escadas e ouço a voz maravilhosa que faz meu dia ficar lindo mesmo chovendo ou mesmo que tenha tido uma noite péssima de sono, meu porteiro maravilhoso. 

—   Ohayo, Rin-chan — ele dá aquele sorriso maravilhoso e uma piscadinha. 

— Ohayo, Itama-kun. Ah, esse porteiro é um amorzinho, faz questão de me entregar as correspondências na minha porta, me receber com o melhor sorriso e com essa voz grossa e suave, uma junção perfeita 

—   Tenha um bom dia, Nohara-kun 

—  Arigato, para você também, Itama-kun 

Ah, já até esqueci o porquê estava com pressa...

Sigo para a casa da Sakura toda boba e preocupada porque ela não atende esse celular

 

POV Sakura Haruno

 

Acordo, sinto um incômodo com a claridade da luz, esfrego os olhos, procuro com as mãos alguém que deveria está alí, mas só encontro um bilhete que me deixou completamente decepcionada, nele estava escrito:

 

“Desculpa, minha flor, por ter saído sem falar com você, estava dormindo tão linda que não quis acordar, você me entende, o dever de professor me chama, mas saiba que estou feliz demais por nossa noite, estava com saudades de você, prometo me controlar, te amo! Até a noite!, te amo…”

 

“Ah, Kakashi sempre me decepcionando, será que realmente vale a pena continuar com isso? Para ele pareceu apenas uma noite como qualquer outra. Como foi capaz de sair assim e deixar um bilhete? Sinceramente isso já está me cansando…”

   Saio da cama, vou para o banheiro um pouco dolorida, claro né saky depois da noite passada queria tá plena sem nenhuma dor? você não é de ferro saky! Tomo banho, ouço batidas na porta e gritos... Já sei quem é pelo escândalo, ando devagar e vou até o porta.

—   SAKURA HARUNO, ABRE ESSA PORTA, SE VOCÊ DEMORAR MAIS EU QUEBRO ELA, SE ESSE PROFESSOR TE FEZ ALGO, EU JURO QUE MATO ELE, NINGUÉM MEXE COM MINHA AMIGA! RESPONDE, TESTUDA, SE ESTIVER VIVA!  

—    Rin para de ser louca, já tô indo, só pra te lembrar, são nove da manhã, tem gente dormindo e ainda é uma sexta feira. —  tento falar em meio aos gritos dela que ecoavam nos corredores. —  Abro a porta com uma cara  de quem não está entendendo por que ela grita tanto. 

—   Oi, sua louca , tudo bem? pra quê esse escândalo todo? Eu tô um pouco dolorida, mas bem! — abro a porta e me jogo no sofá da sala 

—   Cadê ele? Vou bater nele até estragar aquele rosto maravilhoso, aquele nariz perfeito, aquela boca bem desenhada, bem vermelha, aqueles lábios lindos e carnudos. E você, por que  não atende essa praga de telefone? Estou ligando desde ontem, pra quê tem isso, em? — ela continua na porta falando com os punhos cerrados  esperando alguém atacá-la...

—   Chega Rin, chegou tarde! Ele já foi, e o pior, nem me disse tchau e nem um beijo de despedida, nem nada, só me deixou um bilhete, acredita? Dever de professor o chama, isso cansa viu, eu enrolada com professor obsessivo, você com um baka que não vale nada.

—   Agora até você falando dele, ah obrigada! Anda, vista-se decentemente, preciso que você  me  leve no aeroporto para buscar minha irmã, meu carro está na revisão. Por favor.—  Entro e me jogo no sofá com ela.— E anda que já estamos atrasadas.

—   Minha vez de dizer, não lembra do dia do shopping que você fez eu ficar em casa com você? —   falo  arqueando a sobrancelha.

—   Nem vem, é uma coisa importante, minha irmã está no aeroporto me esperando, vamos? Por favor — faço uma carinha de cachorro que caiu da mudança.

—   Vou pela Ryo, vou deixar claro, pela Ryo. — sigo para o meu quarto para trocar de roupa e ela vem atrás.— Fala logo, desembucha! O que aconteceu? Você fica toda boba pensativa quando acontece algo com o leãozinho, te conheço melhor que você mesmo!

—   Digo o mesmo pra você, como assim dolorida o que andou fazendo? Está com manchas roxas no pescoço e mordidas, toda risonha e boba! Fala logo, Saky. Ela fala arqueando a sobrancelha com um sorriso malicioso.

—     Rin pare de me olhar assim, eu não fiz nada  que você não fizesse! —  Fico toda vermelha com aquele olhar dela.

—   Ah tá, sou menina pura, só depois do anel neste dedinho. Ela mostra o dedo anelar e com uma festa grandiosa — Fala logo SAKURA HARUNO!

—   Ta briguei com Kakashi, e depois saí com o palestrante, o Tobirama Senju. Calma, só foi um suco e logo ele me trouxe em casa. Encontrei o Kakashi no hall do prédio e lá estava o cãozinho arrependido com flores e um ursinho que amo, e daí já sabe o resto, as marcas dizem tudo! — Falo com olhar bobo mordendo os lábios. — É a sua vez, sua santidade em pessoa, deixa eu ver se não tem nenhuma marca, tá pura ainda? Boa menina! — falo procurando marcas e fazendo cócegas nela.

—   Para Saky, se não eu não conto nada!— tento falar em meio às cócegas frenéticas dela.

—   Você não é louca, eu te deixo em coma aqui de tantas cócegas. 

—   Tá eu falo, Obito me beijou!

—   COMO ASSIM? NINGUÉM BEIJA O OUTRO DO NADA! — grito bem alto.

—   Calma Saky, ficamos presos na diretoria, o baka trancou a porta, todo ser humano daquela faculdade sabe que se tranca a porta cair o trinco.Ele trancou! Eu surtei, gritei, falei alto demais e joguei coisas nele. Ele se irritou e beijou-me para eu parar de falar e levou-me até em casa.

—   Não creio! Ele te beijou e te levou em casa? Como se sentiu, como está em pé aqui agora? Deveria está mortinha no caixão por que tenho certeza que ficou sem reação!

—   Já surtei em casa, já gritei, agora estou bem! Agora vamos antes que fique morta de verdade se deixarmos a Ryo esperando mais! Agora vamos. 

 

POV Rin Nohara

 

Saímos correndo para o carro, seguimos ao aeroporto, chegamos, e ela estava com uma cara nada boa.

—   Uma hora  e meia de atraso Rin, caramba eu avisei sem atrasos, sabe que odeio isso poxa, só não vou te enforcar aqui porque tem muita gente, mas em casa eu resolvo.— ela fala entre os dentes e a cara fechada.

—   Oi, cabelo de chiclete, saudades.

—   Oi, Ryo Nohara, também estava com saudades, o que te  trouxe aqui.

—    Um ser que é igual a mim, mas tem  um péssimo gosto desde pequena, acredita que ela gosta de uchiha mesmo o otousan e a okaasan falando do grande sábio  que dizia “Uchiha bom e Uchiha morto”, ela nunca escutou sabe, mas deixa, vou surrar ela depois.

—   Kami Sama! Vai começar isso de novo? Já não basta a vida inteira brigar com ele desde sempre — reviro os olhos porque sei que vou ouvir  até chegar em casa.

—   Vamos tomar um café, meninas, eu pago. — falo para ver se elas esquece essa implicância.

— Sim! Olha ela tentando tirar o foco dela e o ranço do Uchiha!! — Ryo fala debochando. 

— Pois é, Ryo mas vamos aproveitar. Ela não é assim comigo — ela me olha arqueando a sobrancelha   

— Ahhhh... Você tiraram  pra me irritar hoje… — falo revirando os olhos. 

—  Fazemos isso porque te amamos e porque não vamos dar a cara do Uchiha — elas falam juntas.

— Mas você é contra né, Saky. Até um dia desses falou pra mim se declarar pra ele e agora tá aí do lado da Ryo, traidora — franzo o cenho encarando ela 

— Não creio Saky, você falou isso como pode? Sabe muito do meu ódio do leãozinho — Ryo fala indignada e balanceando a cabeça em decepção

—  Chegamos. Vamos, pedem logo, tenho compromisso hoje ainda… 

Saky muda de assunto rápido porque sabe que deu merda 

— Pilantra ela né, nee-chan? 

— Calada que o seu tá guardado, que dizer, os de vocês três: Leão e vocês duas, suas traidoras…

 

Tomamos o café e fomos para casa. 

 

—  Enfim em casa, pode deixar que eu levo suas coisas para o quarto nee-chan, se quiser tomar um banho pra relaxar e descansar, fica a vontade.

—  Ah arigato nee-chan! Tentando escapar de mim e da minha conversa nee-chan? Não vai, vou falar com você e te surrar, como pode um Uchiha, um Uchiha, Rin Nohara, não acredito. — ela sai retrucando UCHIHA, UCHIHA, TANTO HOMEM NO MUNDO, MAS NÃO, ELA É  DO CONTRA, VAI SE APEGAR A UM UCHIHA! SE OTOUSAN TIVESSE FEITO IGUAL O SÁBIO ISSO NÃO TERIA ACONTECIDO.

—   O meu kami, o que eu fiz? Você e sua implicância. — reviro os olhos, franzi o cenho, olho para o céu e penso  “por que kami-sama? O que eu te fiz? Sei que vai ser assim até o dia de ir embora.

 — Te amo okaasan e otousan por  me darem  uma nee-chan, mas podia ser menos chata, nem pedi tanto assim só que entendesse meu gosto peculiar.

—  Eu ouvir isso, tudo culpa da sua convivência com Uchiha que te faz reclamar de tudo, e colocando a culpa em mim só tô falando a verdade, poxa Rin, qual o seu problema em? Por que uchiha, tanta família maravilhosa e cada homem gostoso, tipo os senjus, você já viu a família senju? Ah gente, sem palavras...

 —    Vai tomar banho Ryo Nohara, vou trabalhar daqui uma hora, vai passar o dia só, prometo que no final de semana fico com você. Bom, volto a noite pra ir pra faculdade, beijos, te amo e até a noite.

Saio de casa tão animada porque hoje é sexta e tem  festa de formatura de graduação depois da aula, enfim diversão.

“Ah saudades  do meu carro, odeio pegar ônibus, vou é de bicicleta pra manter esse corpinho lindo, depois ir pra aula de bicicleta também.”

 

POV Obito Uchiha

 

Terminou o expediente mais cedo hoje, vou para casa jogar água no corpo e ir para a faculdade, chego lá e me sento no banco perto do estacionamento. Vem Ita com uma cara péssima e se junta a mim.

—    Elas são loucas ou se fazem para se divertir, não  entendo elas. Quando a gente não dá atenção acham que a gente não gosta mais delas, quando damos atenção acham que a gente aprontou.—  ele coloca a mão no rosto de desespero.

—   Oi pra você também, Ita, o que aconteceu? Por que está assim? O que a Izumi fez dessa vez, surtou com oquê? Ou o que você fez? Te conhecendo bem como eu conheço... — dou um sorriso maroto e coloco a mão no ombro dele.

—   Eu não fiz nada só dei atenção demais pra ela sem motivo, levei flores, chocolate, e ela surtou e gritou comigo, disse que tinha ficado com alguém e estava agradando com antecedência, sabe que posso ter meu momento pegador, que aliás aprendi com alguém, mas dona Mikoto criou um príncipe! Sei ser romântico e atencioso.

—   Ah,  só  um momento de pegador? Vai jogar a culpa no seu primo que é um anjo? Tô solteiro a um dia e não peguei ninguém.

—   Diga-me com quem tu andas que direi quem tu és, esse ditado te lembra alguma coisa, ninguém, ninguém mesmo tem certeza e a diretoria conta tá.— ele fala com deboche.

—   Ah ela não conta, foi só um beijo pra fazer ela se calar, que boca deliciosa, que pele mais fofa e sedosa.  — fecho os olhos e mordo os lábios pensando nela.  

—   Ah, pronto! Ele tá apaixonado, Obito uchiha, olha ele fisgado por uma estressadinha rabugenta. — ele me olhou arqueando sobrancelha e com um sorriso de deboche.

—   E você sofrendo por ser carinhoso e atencioso. E aí,  diz pro seu confidente, ficou ou não ficou com a Konan da fisioterapia? Ela te deu o maior mole, e pensa ela pode cuidar das suas torções depois do jogo e ser remédio depois... olha que perfeito...— falo com um sorriso malicioso 

 

—   Não fiquei, tô fiel, caramba.  E mais, aquela bajulação toda era para fala com você, acredita? Virei seu pombo correio — ele fecha o semblante 

—  Um lindo pombo correio diga de passagem... “não ia perde a oportunidade de tirar um sarro dele”. 

 —  Às vezes entendo aquele sábio sabe, não te mato não sei porquê.

—  CREDO...cadê o amor entre primos?

— Então como estou solteiro agora, sério primo cansei disso, você viu eu tentei, mas ela é impossível de se lidar, pra mim  chega, vou ficar com todas na festa de hoje, você vai né ? Dois solteiros numa festa, isso tem um cheiro nostálgico! Eu vou já, até mais tarde — ele vai caminhando.

Depois de ele ir vejo a Konan vindo na minha direção mas  viro o rosto e vejo a zebrinha e o cabelo de algodão doce chegando de bicicleta só escuto os gritos, vejo sangue escorrendo, e como me lembro, ela tem pavor de sangue até desmaiar e vou correndo ver:

— O que aconteceu, meu amor, não olhe pro sangue, não olhe! Vamos pra enfermaria. — Num ato repentino  pego ela no colo  e vou correndo, falo pra Saky cuidar das coisas dela — Olhe pra mim, olhe pra mim, estamos chegando. Isso não muda nunca, quando éramos pequenos era sempre assim: eu socorria ela até brincávamos que eu seria seu doutor particular.

 —   Ah, Obito, foi só  um arranhão na mão e no joelho, não precisa de tanto, quer  me colocar no chão, até parece que vou desmaiar por um pouco de sangue desse — ela fica se debatendo e tentando sair.

—  Como pode, até machucada, não parar de ser estressadinha e chata. E você fica quieta, já sabe do que sou capaz, não começa zebrinha — ela fecha a cara e se debate um pouco, olha para os machucados, começa a  fechar os olhos e desmaia — falei pra não olhar, que teimosia! Até desmaiada fica linda não se preocupe, meu amor, irei cuidar de você.

Chegamos na enfermaria, estava vazia devido ser muito cedo e as pessoas ali só chegam depois da primeira aula. Como eu entendia um pouco de primeiros socorros eu mesmo  coloco ela na maca e começo a fazer os curativos

— Ai que dor, seu baka! Não estou morta ainda, seja mais delicado. — Ela acorda já gritando e resmungando

—   Você é mais delicada desmaiada sabia? Para de ser irritante se não eu te mostro os algodões com sangue — pego o algodão, ela no movimento repentino tapa os olhos — Ah só assim pra você ficar quieta, cuidado com as mãos. Lembre-se que tá machucada zebrinha, continua a desastrada como sempre né, Rin Nohara? Lembro da gente brincando e você sempre caía à toa, só dava eu indo atrás de você para te socorrer, isso não muda, né?

— Vê se não enche, quando cair não lembro de ter chamado um leãozinho idiota  para me ajudar, a saky me ajudaria facilmente não precisava  vir atrás de mim que nem um cão fiel, até por que não somos nada  e nunca seremos nada e por favor termina isso logo .— ela revira os olhos e fecha a cara.

—  Sabe zebrinha, você é ingrata e mal agradecida,  e que tinha que saber ao menos ser mais gentil, e mais, queria ver se ela ia te carregar quando desmaiasse e vou deixar claro eu não sou um cão fiel seu, até porque, cães não ficam perto das pessoas que só retribui o amor com ódio  mesmo eles sabendo amar incondicionalmente, e mais, se não temos nada e nunca teremos explica esses pêlos eriçados a cada toque meu e a  sua respiração ofegante e reação querendo se proteger de algo, que sabe que se eu te tocar mais vai se entregar totalmente, como se pertencesse a mim, lembro-me da sua reação depois do beijo na direção se não sente nada, como me explica isso? Vai, tenta explicar quero ver.

 — chego mais perto, subo na maca, puxo  seu corpo mais próximo do meu, dou um cheiro no seu pescoço, dou beijo quente e demorado, desço mais um pouco e seu corpo estremece completamente. Seus pelos começam a eriçar  mais como se uma corrente de energia passasse por nós, dificultando nossa respiração. Dou uma mordiscada no lóbulo da sua orelha e falo sussurrando.— Tem como me explicar? Porque seu corpo fala totalmente  diferente da sua boca?

Desço da maca, ela continua muda e não esboça nenhuma reação por um bom tempo. 

  E  como dizem, quem cala consente, e pronto, troque os curativos quando puder, esse foi improvisado, até porque não tinha muita coisa aqui. Vamos, te levo até a sala de aula.— pego ela no colo  novamente seu corpo se arrepia mais, ela já nem retruca mais. Será um jeito de acalmar a fera indomável que ela se tornou, queria saber a razão, nossa convivência era  boa quando mais novos, até antes de entrarmos na faculdade. O que será que deixou ela assim? Tive uma ideia só pra testar ela e ver se realmente o que falou é verdade.Se bem que eu já sei que é mentira, mas amo irritar ela,  ela fica linda brava. Caminho até a porta e passo pelos corredores, todos os olhares se voltaram para nós.

—   Arigato por me ajudar, você já deu seu show pela faculdade inteira, eu consigo andar, pode me colocar no chão por favor.— ela fala entre os dentes

—   Não segue o roteiro, você a atriz principal, por que tá assim, como você mesmo disse  não somos nada e nunca seremos, estou sendo gentil com uma amiga que está machucada. — continuo andando dando o show na faculdade. 

Em nossa direçao vem a Saky...

—   Amiga, você está bem? Você quase me mata assim, tinha esquecido da sua fobia de sangue.

—   Saky já estou bem, obrigada pela preocupação, agora vamos para a sala de aula, preciso colaborar com ele, vou deixar ele dar esse show. — ela revira os olhos.

 — Irei levá-la até a sala — viro de costas para ela, dou um sorriso maroto e continuo andando. —Ela se debate no meu colo, seguro ela mais forte contra meu corpo — Quieta, Rin Nohara, vou te levar até a sala, você está machucada não deu para fazer muita coisa, se você se debater mais passo a aula inteira com você no meu colo. Adoro ver ela estremecendo aos meus apertos nos meus braços.

—   Não se atreveria. — Ela me bate e fecha a cara

 —    Tem certeza que isso é coisa pouca, porque tô pensando em fazer.

—   UCHIHA OBITO, SE VOCÊ DER MAIS UM PASSO NÃO RESPONDO POR MEUS ATOS, SABE QUE PRA QUEBRAR UM NARIZ, EU SOU BOA— ela fecha as mãos e a cara 

Na minha direção vinha o Gaara, ele me ignora e fala preocupado com a Rin 

—   Oi, minha pequena gafanhota, minha pequena hime, como isso aconteceu? — ele pega na mão dela e a beija.

—   Oh Gaara, um pequeno deslize, um erro na bicicleta. Obrigada por se preocupar, já estou bem graças ao meu cão fiel né, meu cão fiel.

—   OBITO UCHIHA LARGA ELA JÁ CHEGA DESSE SHOW NÃO VOU FALAR DE NOVO! — ela ergue o braço, mas alguém segura ela. 

Ele para de falar com Rin e corre para perto da Saky,  além do mais, foi a melhor coisa que ele fez, não gostei de como chamou ela.

—   Cabelo de algodão doce, pare por favor, não é necessário isso, se acalme — ela range os dentes de raiva 

—   Me solta Gaara, já entendi a desse baka, ME SOLTA GAARA, NÃO ME SEGURA, DEIXA EU RESOLVER ISSO COM OS PUNHOS, ESSE UCHIHA NÃO VAI EXPOR MINHA AMIGA A ISSO — ele segura ela pela cintura e segura as mãos dela — Por isso Obasan e o Ojisan nunca gostaram de Uchiha e dou razão. Me solta, Gaara, vou só quebrar o nariz dele, coisa pouca

—  Minha deusa, por favor se acalme, por amor de Kami, deixa  eles, ela está aceitando essa situação, você não vê? Eles vão se resolver.

 

Pov Sakura Haruno

 

Sinto ser puxada com força, esse toque, esse calor nas mãos. D, devido esse ato, machuco o  tornozelo, ele me leva a um corredor mais distante, onde os alunos não costumam nem frequentar. Seus toques em minha derme são firmes e mostram claramente seu descontentamento com algo, o que certamente me frustra até porque não gosto quando ele chega de supetão me arrancando em público sem ao menos me dar explicações.

— O que pensa que está fazendo, Kakashi? — Falo com um misto de nervosismo e impaciência.

— Eu é que ti pergunto, por que estava de conversinha íntima com aquele ruivo idiota? Já disse que não gosto quando age assim, quando deixam flertar com você…

— Você só pode estar ficando louco! Não tinha ninguém flertando comigo, e me solta agora mesmo!

— Não irei te soltar até que me diga o que você tem haver com aquele cara.

— Nada, Kakashi, nada! Agora me solta antes que eu arranque seus olhos de tanta raiva… deixa de ser estúpido!

Após as minhas revelações, notei o constrangimento dele, logo seus toques foram se afrouxando, mas sem desprender o contato.

— Desculpe, Saky… Você sabe o quanto fico louco quando vejo os caras assim tentando se aproveitar de situações frágeis para flertar contigo…

— Eu já cansei desse seu ciumes estúpido! Pra mim já chega, eu tô caindo fora…

Quando juntei toda a coragem que eu tinha para terminar com aquela palhaçada toda e dar as costas para o homem que mais me desestabiliza emocionalmente, o sinto me puxar novamente pela cintura e me virar para fitá-lo.

— Kakashi.... já disse para se afastar… 

— Então olha no fundo dos meus olhos e me peça!

“Maldição! Como eu poderia  pedir que ele se afastasse? Como falo isso para ele se meu corpo reage sozinho?”

Quando me dei conta já estava rendida aos seus braços, sua boca procurou a minha de forma urgente, me pressionando contra a parede e me fazendo arfar. Nossas línguas travavam uma batalha feroz e cheia de saudades, eu já não continha mais os meus atos, apenas sucumbimos aos desejos e nos beijamos intensamente, na pura adrenalina de alguém coincidentemente passar naquele corredor e nos ver, mas ainda assim assumimos o risco, sem nos importar de onde, de fato, estávamos.


Notas Finais


Ahhhhhhhh só começo da tretaaaaaa vai ter continua me aguardem


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