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História Entre Tubos de Ensaio - Capítulo 27


Escrita por: mills_trevosa

Notas do Autor


Boa tarde, pessoal! Tudo bem?
Eu espero que sim!!!

Gostaria de me desculpar pelo atraso e a falta de comunicação do mesmo, mas ontem recebi uma notícia que me deixou um pouco fora de órbita... Bom, mas aqui estamos nós e espero que gostem desse capítulo.
As coisas vão se agitar de vez por aqui...

Uma ótima leitura!

Capítulo 27 - Operação Genoma


Fanfic / Fanfiction Entre Tubos de Ensaio - Capítulo 27 - Operação Genoma

David

Eu já estava começando a ficar nervoso. Emma e Regina disseram que chegariam antes mesmo que pudéssemos notar sua ausência. Mas como eu poderia não notar? Faltavam exatos 30 minutos, para iniciarmos seja lá o que James e os outros planejaram para aquele dia e elas ainda não tinham aparecido. Nem dado sinal de vida. Enquanto eu esperava, as palavras do meu irmão não saíam da minha cabeça.

— Regina se acha muito esperta e acaba levando todos com ela. Ela está tão certa de que vai conseguir o que quer, que foi capaz de convencer todos vocês de que será dessa forma — uma risada seca preencheu o ambiente — Lembre sua querida irmãzinha que a mãe dela está sempre um passo à frente e que quando ela menos esperar, vocês todos irão se arrepender de terem escolhido o lado errado.

Eu ainda não tinha entendido como James havia chegado àquele nível. Eu sabia que ele estava com Cora e Gold, sempre soube. Mas ele nunca havia dito de forma tão clara e explícita que eles estavam tramando algo e que o alvo, mesmo que indiretamente, era Regina. Algo havia mudado. Tinha que ser. Ele sabia de algo, eu sentia que sim.

— Mas como? — pensei alto, deixando minha mente começar a processar tudo de uma única vez — James sabe mais do que diz e do que deixa transparecer, o que só pode significar que… — parei meus passos ansiosos e levei uma das mãos a cabeça, tentando não acreditar no que estava pensando, mas ao mesmo tempo tendo certeza de que aquela era a única explicação. Comecei a ficar ainda mais preocupado e ansioso com a chegada das duas, que parecia que nunca iria acontecer.

— Bom dia, David! — a voz de Regina surgiu atrás de mim, me assustando ao mesmo tempo em que me acalmava. Me virei em sua direção e suas expressões, que até então eram tranquilas, se tornam preocupadas. Assim como as de Emma.

— Você está bem, Nolan? — Swan perguntou já se aproximando e tocando minha testa.

— Estou! — respirei fundo, tentando controlar meus pensamentos — Mas precisamos conversar.

— Sobre? — Regina perguntou com as sobrancelhas franzidas.

— James… — olhei em volta só para ter certeza de que não tinha ninguém ali e as chamei para mais perto com um aceno de cabeça — Ele sabe de algo, Regina! Ontem ele veio com uma conversa estranha, algo sobre você sempre se achar mais esperta que todos e que isso ainda iria acabar com você e com os que estão ao seu lado — estava tentando me manter calmo, mas minha voz demonstrava toda a minha preocupação e, ao contrário do que achei, um sorriso surgiu nos lábios de Mills — A forma como ele falou… — balancei a cabeça, tentando não pensar no fato da minha irmã não parecer preocupada — Eu tenho certeza que ele sabe do nosso plano, sabe quais serão nossos passos e se for esse o caso, isso significa que eles tem um infiltrado entre nós — olhei de relance para Emma, esperando alguma reação mais exacerbada dela, mas ela também não demonstrou surpresa. Franzi as sobrancelhas.

— Sim, David! — Regina começou, com seu sorriso aumentando ainda mais, me fazendo sentir um leve frio na espinha. Nunca tinha visto-a sorrir daquela forma, era quase sádico — Eles possuem um informante entre nós.

— Quando você descobriu? — perguntei, tentando manter meu tom o mais baixo possível. Estávamos sozinhos naquela área, mas eu não podia arriscar ser ouvido. A expressão de Regina não se moveu meio centímetro — Você sempre soube! — afirmei e ela assentiu — Por que não me contou, Regina?

— Preciso mesmo dizer?

— Okay! — respirei fundo, sabendo que se ela tivesse me contado, provavelmente eu não conseguiria esconder nada de James — Quem mais sabe? — olhou de relance para Emma — Desde quando você sabe mentir, Swan?

— Desde os 9 anos, quando precisava colocar a culpa na Ruby por alguma coisa idiota que tínhamos feito — sua resposta fez o clima tenso dar uma leve suavizada — Fica tranquilo, David! Vai dar tudo certo! — assenti e no momento em que iria respondê-la, ouvi passos se aproximando de onde estávamos.

— Achei que teria que buscá-los no hotel — a voz de Robin logo preencheu o ambiente e pela visão periférica vi o momento em que Regina revirou os olhos, enquanto Swan cruzava os braços — Bom dia, David! — esticou a mão em minha direção e eu o cumprimentei.

— Bom dia, Robin! — Locksley se virou na direção de Mills, para cumprimentá-la também e  depositou um beijo em sua bochecha, deixando-a visivelmente desconfortável.

— Bom dia, Regina! Sempre muito elegante — minha irmã apenas lhe direcionou um sorriso sem vontade em resposta — Bom dia, Swan! — estendeu a mão na direção de Emma, que não correspondeu ao gesto.

— Locksley! — a loira descruzou os braços e levou as mãos aos bolsos de trás da calça, deixando claro que não queria aquele contato.

— Bom, é melhor irmos! Gold, Cora, James e os outros já nos aguardam e, como sabem, temos muito o que ver — era notável seu desconcerto e nós três tentávamos não rir da situação. Robin se virou e saiu na nossa frente, nos guiando para o local que deveríamos ir.

— Idiota! — Emma resmungou e bufou em seguida.

— Escolheu a pessoa certa, Regina! — comentei fazendo as duas darem risada.

Seguimos Locksley que, enquanto caminhava, fazia questão de descrever cada ambiente pelo qual passávamos, como se não soubéssemos exatamente para o que serviria cada um daqueles lugares. Quando, enfim alcançamos a ampla sala onde todos nos esperavam, Gold começou toda a conversa sobre a história do CCSP e todas as coisas boas que fazíamos na vida das pessoas que nos procuravam. Sem deixar de mencionar, é claro, que em um espaço maior, teríamos ainda mais oportunidades de mudar as coisas.

— Hipócrita nojento! — Regina falou e apenas Emma e eu pudemos escutar, mas o seu semblante demonstrava toda a sua aversão.

— Regina, dá uma segurada — disse sem desviar meus olhos do homem à frente da sala.

— Isso tudo é ridículo, David e você sabe bem disso — falou ainda entre dentes.

— Nós sabemos, querida! Mas, no momento não podemos fazer nada — Emma se pronunciou — Vamos seguir com o plano, não falta muito agora, Regina — Mills apenas assentiu e seguiu com o seu semblante fechado.

— Acredito que nem todos saibam disso, mas o CCSP não é uma instituição independente… — prosseguiu Gold — Somos uma subsidiária do Konrad, um Instituto fundado por três cientistas brilhantes que eram motivados pela vontade de vencer e mudar o mundo. Bom, é isso que temos feito e o que pretendemos continuar fazendo. Sei que sabem a importância do nosso trabalho e o quão privilegiados são por fazerem parte do futuro da humanidade — naquele instante, até mesmo eu precisei me controlar para não revirar os olhos. Ouvi Regina respirar fundo e podia imaginar o quão tencionado estava o maxilar de Emma — Como escolhemos tudo em relação a cada mínimo detalhe presente nesse prédio, inclusive a distribuição das alas por grau de importância das pesquisas, gostaríamos que vocês escolhessem os laboratórios onde irão trabalhar junto com suas respectivas equipes — uma pequena salva de palmas tomou conta da sala e logo em seguida, Cora tomou a frente.

— Robert não está nisso há tanto tempo, mas eu pude ver Konrad construir e erguer esse Instituto — iniciou assim que as palmas tiveram fim — O vi dando seu suor e lágrimas para que pudéssemos chegar onde estamos hoje, e eu não poderia estar mais feliz por ver tantos cientistas brilhantes fazendo parte da sua nobre causa — seus olhos percorriam a sala, buscando o olhar de cada um. Cora era ardilosa e disso eu sabia. A conhecia desde que me entendi por gente e, por vezes, presenciei Regina e Zelena tendo que lidar com o seu gênio absurdo e temperamento descontrolado. Então, vê-la ali falando de maneira tão doce e sorrindo tão abertamente para todos nós, me causava náuseas — Espero que aproveitem o dia e explorem bastante o lugar. Logo iniciaremos as mudanças e nada irá me deixar mais contente do que vê-los satisfeitos — mais uma salva de palmas se iniciou e mais uma vez, não a acompanhamos.

— Ela deveria mudar de carreira, daria uma ótima atriz — Emma comentou com certa acidez na voz, o que me chamou a atenção.

— Regina, o que você fez com a doce e amistosa Emma Swan que eu conhecia? — perguntei em tom leve, enquanto todos se dispersaram da sala e iam em direção aos corredores, em busca de suas alas específicas.

— Eu fiz muitas coisas, mas aposto que você não iria gostar de saber nenhuma delas — respondeu sem me olhar e com o seu tom de poucos amigos. Olhei na direção em que Mills olhava tão fixamente e vi que ela e Cora mantinham uma troca de olhares intensa.

— Não deixe-a te provocar, Regina! — ela pareceu não me ouvir, então coloquei meu corpo na sua frente, tampando seu campo de visão — Ouviu?

— O que? — perguntou piscando os olhos, enquanto tentava se situar.

— Não deixe Cora te provocar — Regina ameaçou responder, mas eu ergui uma das sobrancelhas, da mesma forma que ela fazia, fazendo-a entender que eu conhecia bem aquele jogo entre elas e sabia exatamente o que estava acontecendo ali — Vamos? — as duas assentiram e saímos da sala, junto com mais alguns cientistas.

Caminhamos pelos corredores sem prestar a menor atenção em nada à nossa volta. Não nos importávamos com a escolha de um laboratório ou com qualquer outra bobagem que eles queriam que prestassemos atenção. Nada daquilo fazia sentido. Não iríamos usufruir de nada à nossa volta, então não nos preocupamos em escolher nada. Apenas andávamos de um lado para o outro, enquanto tentávamos manter um diálogo baixo e extremamente necessário.

— Qual é o próximo passo, Regina? — perguntei.

— A mudança já vai começar a acontecer, então eles irão sugerir que um de nós três fique para que a equipe e tudo relacionado às nossas áreas, sejam enviados pra cá — Mills me respondeu, no mesmo tom sussurrado que eu havia feito a pergunta.

— Mas eles podem escolher quem vai ficar e ter vocês duas aqui agora, não vai ser nada vantajoso — pontuei.

— E é exatamente por isso que você vai se oferecer para ser o primeiro — Emma respondeu e eu respirei fundo.

— Sei que você gostaria de voltar conosco, David, mas eu preciso de alguém de confiança aqui e esse alguém não pode ser a Emma.

— Ficaria óbvio demais se fosse ela — comentei e elas assentiram — Ok! Eu fico! — ficamos em silêncio por alguns segundos.

— Depois que as mudanças começarem, eles irão fazer tudo o mais rápido possível. Como você será o primeiro, provavelmente suas coisas podem já chegar hoje mesmo ou amanhã pela manhã — Regina quebrou o silêncio — Emma virá logo depois de você, já que a Laura está sob seus cuidados e faz parte do estudo de edição.

— Eles querem tirar os mais importantes e ilegais do caminho antes de transportarem os mais "banais" — Swan disse, mostrando que realmente estava mais que envolvida naquilo tudo — Aposto que depois que enviarem a mim e a minha equipe, não irá demorar nada para enviarem a sua, Regina.

— E realmente não vai. Como eu te mostrei, eles possuem um cronograma, onde trabalham com as possibilidades e as certezas, então sabemos que das três áreas, a minha será a última e que a grande questão era só qual viria primeiro.

— Nesse cronograma, diziam qual seria a primeira? — perguntei.

— Emma viria primeiro, depois você — assenti — Mas se você se voluntariar, eles não poderão dizer que não e terão que mudar os planos.

— Que seriam? — questionei.

— Não sabemos exatamente o que, mas sabemos que estão fazendo algo com Henry e Neal na capital, com a intenção não só de concluírem a pesquisa, mas também de desestabilizar Regina com isso — levei uma das mãos ao rosto ao ouvir as palavras de Emma — Me afastar dela era uma das cartas na manga, mas não vamos deixar isso acontecer. Voltarei para a capital junto com ela e iremos resolver o que quer que esteja acontecendo lá.

— Temos também a vantagem de sabermos o que eles irão fazer, o que já nos ajuda e muito… Mas, eu sei que não serei forte o bastante para vê-los sofrer e não fraquejar — minha irmã completou. Respirei fundo e dei alguns passos pelo laboratório em que estávamos, tentando encaixar aquelas novas peças do jogo.

— Como vocês sabem de tudo isso?

— David, eu não sou a garotinha ingênua que eles acham que sou. Eu tenho cérebro e ele é extremamente capaz de traçar um plano que eles não esperavam que eu traçasse.

— Eu sei! Nunca duvidei da sua capacidade, Regina! Mas, tem um intruso entre nós, alguém que, sem a menor dúvida, está passando todas as nossas informações para eles e nós não… — parei de falar no momento em que vi um sorriso de lado surgindo nos lábios de Regina — Você sabe quem é o espião — ela assentiu — E por que você permitiu que essa pessoa continuasse entre nós e ouvisse todas as nossas conversas?

— Porque isso faz parte do plano, David! Precisava que alguém os fizesse pensar que estavam um passo à nossa frente — seu sorriso aumentou um pouco mais. 

— E eles não estão? — ela balançou a cabeça em negativa — Por…?

— Porque nós também temos um espião trabalhando com eles — eu realmente não esperava que ela me dissesse aquilo, apesar de ser a cara da Regina algo assim.

— E quem é essa pessoa? — questionei, mas ela não respondeu, apenas deu de ombros e se afastou um pouco. De primeira eu não entendi, mas assim que ouvi passos se aproximando de onde estávamos, entendi que nossa conversa havia acabado.

POV - Narrador

— Fiona, você tem certeza de que vai funcionar? — Ruby perguntou um pouco afoita.

— Não, eu não tenho certeza! Mas, que escolha temos no momento? — perguntou retoricamente, enquanto ela e a outra morena tentavam encontrar uma fórmula capaz de ajudar Neal e Henry naquele momento.

— Eu espero muito que isso dê certo — Luccas levou as duas mãos à testa e as usou para pentear os cabelos para trás.

— Você sabe que mesmo isso aqui dando certo… — ergueu o frasco em sua mão, enquanto ainda observava algo no microscópio — Será apenas um curativo até eles voltarem e quando chegarem, teremos que ser rápidas.

— Mas o que você sugere? Eu já pensei em muitas saídas, mas ainda não consegui encontrar uma viável e a única que vem à minha mente, eu não sei se eles iriam aceitar — Ruby estava ficando cada vez mais agitada e nervosa com aquela situação.

— Ruby, iremos usar células-tronco embrionárias e você sabe bem quais. Não temos outra opção e não é como se tivéssemos mais tempo para procurar outra resposta — Murray falou trocando a placa que analisava no aparelho — Se eles se oporem, Neal morre e pelo estado do garoto, eu não estaria tão segura de que seu DNA modificado irá aguentar essa.

— Você não ajuda falando essas coisas, meu bem! — bufou um pouco frustrada.

— Sejamos racionais, querida! Essa é a única resposta rápida e eficaz. Se não fertilizarmos um óvulo de Regina com o espermatozóide do David, não teremos bons resultados e você sabe, eles precisam estar felizes.

— Precisaremos de um milagre daqueles — resmungou ao revirar os olhos.

— Daremos um jeito, afinal somos todos cientistas brilhantes… — Fiona se aproximou de Ruby e deixou um beijo casto em seus lábios — Encontraremos a resposta. Agora vamos? Acredito que ambos estão ansiosos por algum alívio.

Deixaram o laboratório para trás e seguiram em direção a ala onde Neal e Henry eram mantidos. Um calafrio percorria a espinha das duas mulheres. Ambas sabiam que algo aconteceria naquele fim de semana, assim como Regina havia dito. Apesar de saberem que algo aconteceria, não achavam que seria tão sério. O quer que tenham feito com os dois, teve início na sexta-feira e, até então, ambos estavam estáveis. Mas, naquela segunda, logo pela amanhã, apresentaram algumas alterações em seus estados. Ambos tinham a temperatura do corpo elevada e tinham calafrios, vez ou outra. Seus corpos transpiravam e deliravam um pouco.

— Você sabe o que fizeram com eles afinal? — perguntou Luccas, assim que alcançaram a porta que as levaria até os dois.

— Infelizmente, não! — Fiona suspirou — Eu falei para Regina que deveria tentar impedir que fizessem algo com eles, ela disse que levantaria muitas suspeitas, mas poderíamos tentar reverter seus quadros assim que estivéssemos sozinhas aqui — riu sem nenhuma vontade — Eu não sei como ela faz isso. Não sei como consegue pensar como eles e mesmo assim agir de forma tão diferente.

— Vocês se conhecem há muito tempo, não é? — questionou quando se aproximavam da porta do quarto de Cassidy. Murray assentiu e então adentraram o lugar. O homem se mexia de um lado para outro na cama, demonstrando o quanto estava desconfortável e buscava por algum alívio.

— Estamos aqui, Neal! Vamos fazer isso passar… — soltou o ar com força — Pelo menos por um tempo.

— Murray? — sua voz saiu grogue, enquanto tentava abrir os olhos para enxergar melhor.

— Sim, sou eu! — tocou sua testa para checar sua temperatura — Não se esforce tanto, ok? Eu e a Dra. Luccas estamos aqui para fazer isso passar, mas serei sincera com você, pode arder um pouco antes de melhorar — ele assentiu.

— Ruby… — sussurrou.

— Estou aqui, Neal! E agora, precisamos que você tente não se mexer. Consegue? — ele assentiu levemente — Muito bem! — os três ficaram em silêncio por alguns instantes, até que Fiona começou a injetar a substância que prepararam para retardar qualquer coisa que estivesse percorrendo seu sistema. Cassidy começou a tentar se mexer, mas Ruby foi mais rápida e apoiou suas mãos em ambos os ombros do homem, deixando seu peso recair ali, parcialmente — Aposto que você está adorando isso… Duas doutoras lindas com as mãos em você ao mesmo tempo. Tenho certeza que sonhou com isso muitas vezes — falou, tentando distrair o homem do que realmente acontecia. Neal soltou uma leve risada antes de sentir seu corpo amolecer aos poucos e apagar de vez — Funcionou?

— Eu espero que sim! — falou Fiona — Se ele não está espumando pela boca e nem tendo convulsões, acredito que tenha dado certo — Ruby assentiu. Deixaram Neal descansando e seguiram para o quarto ao lado, afinal ainda precisavam cuidar de Henry — Conheci Regina quando comecei a estagiar no Instituto. Eu tinha 19 e ela tinha 10… — usou seu crachá na trava magnética e as duas adentraram o ambiente — Já naquela idade ela era difícil de dobrar, mas nunca imaginei que ela fosse crescer e fazer tudo o fez, o que faz e o que está prestes a fazer — soltou sem perceber muito bem suas palavras.

O corpo de Henry tremia um pouco, enquanto sua respiração era leve e baixa, quase inexistente. Apesar de parecer, visivelmente, mais abalado que Neal, o pequeno estava numa situação um pouco melhor. Sua temperatura não estava tão elevada e os calafrios não eram mais tão constantes.

— O DNA dele está lutando contra o que está tentando lhe fazer mal — Luccas havia acabado de levar a mão ao rosto do garoto — Isso é bom, não é?

— De certa forma sim, mas acredito que isso aqui irá acelerar um pouco mais as coisas — respondeu Fiona. Assim que se mexeu com a intenção de limpar a área onde aplicaria o remédio, Henry se mexeu.

— Por favor, não faz isso! Por favor! — pediu, ainda com os olhos fechados.

— Ei, Henry! Tá tudo bem! Isso vai te ajudar, tá bom?

— Tia Ruby? — perguntou e a mulher respondeu apenas um "uhum" — Cadê a Regina? — a mais nova olhou na direção de Murray e silenciosamente pediu apoio, que prontamente veio.

— A Regina não está aqui nesse momento, Henry. Mas, logo ela irá chegar e virá ver você — respondeu.

— E a Emma?

— Também não está — Ruby respondeu — Elas estão trabalhando naquilo — falou baixo, como se contasse um segredo.

— Na Operação Genoma?

— Exatamente! Por isso elas não estão aqui, mas como você sabe, ela sempre estão ajudando de alguma forma e sempre estão pensando em você — conclui a morena.

— Eu também sempre penso nelas, tia Ruby!

— Ah, eu aposto que sim! — sorriu e o menino a acompanhou — Agora, o que você acha de eu sentar aí atrás de você e te abraçar bem forte, enquanto a Dra. Murray coloca nas suas veias esse remédio pra ajudar você a melhorar?

— Eu acho uma boa ideia — Luccas prontamente ocupou o lugar na cabeceira da cama de Henry e o puxou para mais perto do seu corpo, quase o sentando em seu colo — Vai doer? — perguntou diretamente para Fiona.

— Eu não vou mentir, Henry. Vai doer sim e talvez queime um pouquinho também, tá bom? Mas, não vai demorar muito e logo você vai conseguir dormir — ele assentiu — Ruby e eu não sairemos daqui até que esteja bem, ok?

— Tá bom! — o pequeno encostou sua cabeça no ombro de Ruby e estendeu o o braço na direção de Murray. A doutora tentou ser o mais rápida possível e logo o corpo do garoto reagiu da maneira que se era esperado, para depois apagar. 

— O que fazemos agora? — perguntou Ruby.

— Bom, levando em conta que o prédio está fechado e que, teoricamente, estamos de folga… — passou uma das mãos pelo cabelo, o jogando para trás — Eu sugiro que fiquemos aqui para observar como os dois irão evoluir e para termos o que dizer para Regina, assim que ela chegar — Luccas assentiu e se aconchegou, ajeitando Henry em seu colo.

— Há quanto tempo você está envolvida em tudo isso, Fiona?

— Desde sempre, Ruby! Desde sempre! 


Notas Finais


Eai, o que acharam? Espero que tenham gostado!!!!
Me deixem saber!!!


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