1. Spirit Fanfics >
  2. Entre Tubos de Ensaio >
  3. Bússola Moral

História Entre Tubos de Ensaio - Capítulo 28


Escrita por: mills_trevosa

Notas do Autor


Boa tarde, meus amores! Tudo bem? Espero que sim!!!

Me desculpem a demora, essa semana realmente foi uma semana complicada na minha vida. Mas, aqui estou eu!
Já aviso que esse capítulo está um pouco tenso e que daqui pra frente as coisas irão desandar, mas apenas pra se encaixarem no final. Estamos chegando no ápice da fic e eu espero que vocês gostem, de verdade.

Tenham uma ótima leitura!

Capítulo 28 - Bússola Moral


Fanfic / Fanfiction Entre Tubos de Ensaio - Capítulo 28 - Bússola Moral

Regina

A ida até o interior foi inútil, como eu achei que seria. Uma enorme perda de um precioso tempo, que nós realmente não tínhamos. Depois de todo aquele teatro e bajulação que eu sabia muito bem que eram apenas uma desculpa para esconder o que realmente estavam fazendo, decidimos ir embora o quanto antes. Já passava das 18h00, o que nos faria chegar tarde na capital. A volta pra casa foi feita em silêncio, pelo menos a maior parte. Não estávamos dispostas a falar sobre o que havia acontecido ali, apesar de ter nossas mentes fervendo com tudo o que sabíamos que viria a seguir. 

— Se importa se formos para a minha casa? — perguntei assim que pegamos a marginal. 

— Não! Na verdade, eu até prefiro — Emma respondeu e ficou em silêncio por alguns instantes, mas eu sabia que ela queria perguntar algo, então apenas esperei — O que você acha que fizeram com eles? 

— Eu não faço ideia! Fiona não deu notícias, Ruby não deu notícias… — soltei o ar com força — Espero que não tenha acontecido nada muito absurdo. Apesar de esperar o pior, estou tentando focar que tenha acontecido o menos prejudicial. 

— Esse silêncio delas me assusta! 

— De duas uma; ou não aconteceu nada ou aconteceu algo muito sério pra ser dito pelo telefone — pontuei.

— Eu espero mesmo que seja a primeira opção — foi a última coisa que Emma disse, enquanto ainda estávamos na rua. 

Quando alcançamos a garagem da minha casa, tudo aconteceu de maneira natural e parecia até que já fazíamos aquilo com frequência. Estacionei o carro e destravei o porta-malas. Enquanto Emma retirava nossas bagagens do carro, eu abri a porta e logo voltei para ajudá-la. Não havíamos levado muita coisa, então apenas uma viagem bastou. Após trancar a porta atrás de mim, subimos juntas até o meu quarto, ainda em silêncio. Um silêncio bom, acolhedor e que demonstra o quão confortáveis ficamos na presença uma da outra. 

— Eu estou morrendo de fome! — Swan soltou e eu deixei um riso baixo escapar. 

— E quando você não está, Emma? — ela deu de ombros, me fazendo rir um pouco mais — Vamos tomar um banho e quando sairmos, pedimos algo, pode ser? 

— Adorei a ideia… — se aproximou mais de mim, apoiando suas mãos na minha cintura — Principalmente a parte em que tomamos banho juntas. 

— Sabe que só iremos tomar banho, né? — perguntei com uma das minhas sobrancelhas erguida e sorrindo de lado, enquanto deixava meus braços apoiados nos ombros de Emma. 

— Apesar de ser quase impossível resistir a você e ao seu corpo, eu sei que não temos energia para nada hoje — riu e eu a acompanhei. 

Adentramos o banheiro e logo nos desfizemos das nossas roupas. Não demorou muito para estarmos dividindo o box e compartilhando o banho. Enquanto ensaboava meus braços e barriga, Emma lavava minhas costas. Depois fizemos ao contrário e tudo envoltas num silêncio tão nosso e tão acolhedor quanto qualquer conversa extensa que tínhamos. Aqueles momentos casuais estavam se tornando cada vez mais corriqueiros entre nós e a cada vez que aconteciam, faziam eu me sentir absurdamente amada e acolhida. Não demoramos muito para sair e assim que nos enrolamos em nossas respectivas toalhas, ouvimos nossos celulares tocarem no quarto. Apressamos o passo para encontrá-los e Emma foi a primeira a alcançar o seu. 

— Alô! Oi, Chapeuzinho!  — falou e franziu a testa em seguida — Fiona? — franzi as sobrancelhas também e chequei meu celular. Haviam algumas mensagens e ligações tanto de Murray, quanto de Luccas — Sim, estamos juntas! Só um minuto… — se aproximou de mim e colocou a ligação no viva-voz — Ela está te ouvindo. 

— Regina, precisamos de vocês duas no CCSP o quanto antes… — Emma me olhou com um semblante sério e saiu em direção a sua mala, pegando a primeira roupa que viu pela frente. Ouvi a respiração de Fiona falhar um pouco e logo sua voz voltou a soar — Estava tudo certo! Fizemos tudo o que tinha que ser feito e os dois estavam bem. Passamos a maior parte do tempo aqui e eles estavam estáveis, então decidimos ir tomar um banho e comer algo, quando voltamos… — Swan apareceu no meu campo de visão já trajando uma calça jeans, mas logo voltou a desaparecer — Eu não sei o que fizeram, mas precisamos de vocês e que seja logo. Não sei quanto tempo eles ainda tem. 

— Okay! Chegamos em 30 minutos! — falei e não lhe dei a chance de responder, desligando o celular em seguida. 

— Eu peguei essa calça aqui pra você — Emma falou, mostrando uma calça jeans preta e eu assenti — Não sabia qual das duas você iria querer, então… — ergueu uma camiseta numa mão e uma camisa na outra. 

— Pode ser a camiseta, obrigada! — peguei a camiseta branca da sua mão e então percebi que Swan já estava devidamente vestida. 

— Vou preparar um copo de café para levarmos, vamos precisar — assenti, terminando de secar meu corpo e indo atrás de uma lingerie — Te encontro no carro? 

— Sim! Já desço! — Emma deixou um beijo casto na minha testa e saiu. Vesti a calça e a camiseta que ela havia separado, calcei um tênis e joguei um suéter por cima, para aplacar o frio que já estava começando a fazer. Agradeci por não termos molhado o cabelo, senão estaríamos perdidas. Apaguei todas as luzes que havíamos acendido no andar de cima e desci as escadas o mais rápido que pude, encontrei Emma no final da escada. 

— Já levei nossas bolsas! Vim buscar o café e algo para comermos, não jantamos ainda. 

— Acho que tem algumas maçãs na fruteira — ela apenas assentiu e seguiu para cozinha, enquanto eu já ia em direção a porta. 

Swan não demorou para voltar e logo já estávamos dentro do carro, deixando minha casa para trás. Nunca vi Emma dirigindo tão rápido como ela estava fazendo naquele momento. Normalmente, fazíamos aquele trajeto em 40 minutos, mas naquela noite, fizemos em metade do tempo. Assim que Emma estacionou o carro, nos apressamos em descer e ir de encontro com Ruby e Fiona. 

— Gostei de ver você usando tênis, Regina! Deveria usá-los com mais frequência — um sorriso de lado brincava nos lábios de Emma e eu sabia que, apesar do comentário ser legítimo, ela o estava fazendo para tentar me relaxar. Lhe respondi com um sorriso contido e seguimos para a ala em que Henry e Neal ficavam. 

Eu estava aflita. Muito mais do que esperava estar. Uma parte de mim já sabia que a possibilidade de tudo aquilo acontecer era imensa, mas a outra parte queria acreditar que não, que eu estava errada. A verdade é que ainda havia um lado meu que esperava acordar um belo dia e descobrir que tudo aquilo não passava de um terrível pesadelo. Infelizmente, isso jamais iria acontecer. Alcançamos a ala específica e acredito que o barulho da porta destravando chamou a atenção de Ruby e Fiona, porque assim que atravessamos o batente, a doutora Luccas nos abordou. 

— Ainda bem que chegaram! — sua voz carregava um tom nervoso, que eu nunca achei que escutaria. 

— Como eles estão? — perguntei já tirando o suéter que cobria meu corpo, deixando meus braços livres para caso precisasse usá-los e na intenção de me sentir menos sufocada. 

— Quando chegamos aqui, eles estavam bem piores, por isso o carrinho… — apontou para um dos cantos da parede, onde estava estacionado um carrinho de parada, pronto para uso — Mas o Henry deu uma melhorada depois que administramos um pouco da solução que fizemos para eles mais cedo, mas parece que o efeito já não está sendo o mesmo. 

— Qual a base que vocês usaram para essa solução? — Emma perguntou, enquanto já nos aproximávamos das portas. Olhei de relance para Neal e vi que havia um monitor registrando seus batimentos cardíacos e um acesso no braço direito.

— Juntei o DNA de vocês em uma solução, o que não foi tão difícil, já que os genes de vocês conversam entre si — Fiona saiu da sala onde Neal estava, já nos respondendo — Mas, parece estar perdendo o efeito. Não sei se fizeram algo com eles enquanto estávamos fora, mas assim que chegamos, eles estavam assim — soltou o ar com força. 

— Nem o DNA do David, nem o do James são compatíveis para o tratamento, apenas o da Regina — Emma pontuou — Por isso que não está mais fazendo efeito — assim que terminou de proferir as palavras, ouvimos o monitor cardíaco parar de contar as batidas e emitir um som contínuo. 

— Parada cardíaca! — uma das enfermeiras anunciou. Senti todo meu corpo tremer, mas ao mesmo tempo o instinto que achei estar adormecido dentro de mim, gritou. 

— Desfibrilador! — pedi já adentrando o quarto. Avistei uma enfermeira fazendo a massagem cardíaca, enquanto outra se aproximava com o equipamento solicitado. Peguei as pás e anunciei a primeira carga — Carrega em 100! — esfreguei uma na outra, como lembrava que fazia na época da residência — Afasta! — e descarreguei o choque contra o tórax de Cassidy. Aguardei alguns instantes e nada. Anunciei a segunda carga — Carrega em 200! — repeti o processo, enquanto tentava fazer o meu próprio coração bater de forma coerente — Afasta! — acompanhei, quase que em câmera lenta, o solavanco que o corpo de Neal deu com a segunda descarga e prendi a respiração, esperando uma reação do seu corpo. Alguns segundos se passaram e o monitor voltou a registrar sua pulsação. 

— Temos batimentos! — anunciou uma enfermeira ao mesmo tempo em que retirava as pás das minhas mãos e levava o desfibrilador — Parabéns, doutora!  

— Puta que pa…. Regina! — ouvi a voz de Emma soar em algum lugar atrás de mim — Eu não… O que foi isso? — balancei a cabeça, tentando recobrar a consciência, mas não conseguia. A adrenalina corria solta pelo meu organismo, eu podia sentir e junto a ela, veio uma tontura repentina — Ei, ei, ei… Calminha! — senti os braços de Swan em volta da minha cintura, me mantendo firme — Você está bem? 

— Estou! — falei finalmente — Só… — puxei o ar com força, tentando me estabilizar — Só fazia muito tempo desde a última vez, não me lembrava o quanto de adrenalina isso libera no nosso corpo. 

— Você foi incrível! — falou, deixando um beijo na minha testa e sorrindo largo pra mim. 

— Realmente! Isso foi… Uau! — Ruby corroborou. 

— É, mas isso foi só um paleativo — olhei de relance para Neal e logo prossegui — Precisamos de algo que o mantenha estável e rápido — as duas concordaram e pensei por alguns instantes — Ruby, eu preciso que você vá até o laboratório de Imunologia, abra aquela estufa que possui aquela trava e pegue algumas coisas que estão lá — os olhos verdes da morena brilharam na minha direção, Luccas sempre quis saber o que tinha de tão valioso ali dentro e bom, agora era a hora que ela descobriria. 

— Certo! — assentiu — E qual a senha? 

— O número de identificação de Serena — falei o mais fria que consegui, não era o momento de deixar meus sentimentos falarem mais alto que minha razão — Eles estarão identificados e você saberá quais pegar e o que fazer com eles — Ruby apenas assentiu e saiu em disparada. Precisávamos ser o mais rápidas possível. 

— O que tem lá, Regina? — Emma perguntou, ainda com uma de suas mãos na minha cintura. 

— Congelei alguns óvulos meus, provavelmente ela irá precisar deles — Swan concordou, enquanto respirava fundo — E também tem material genético dos meus pais. 

— O que? 

— Ele me deixou isso e eu nunca entendi o motivo — passei as mãos pelo cabelo e caminhei em direção a uma cadeira que havia próxima a cama de Neal — Se o DNA do David não pode nos ajudar, talvez o deles possa. 

— A Ruby vai conseguir, ela boa no que faz — concordei — E enquanto esperamos, o que vamos fazer? 

— Eles precisam de uma transfusão, Emma! Nada absurdo, mas eles precisam — sorri sem muita vontade e inclinei minha cabeça levemente, indicando meu braço para Emma — Como ele não está tão mal, acredito que 20ml serão o suficiente — falei me refererindo ao Henry — Já o Cassidy irá precisar de algo um pouco mais substancial.  

— Vou pegar as coisas e já volto! — saiu do quarto, me deixando apenas com Neal. O olhei, pensando em tudo que ele havia perdido da vida. Tudo o que ele não pode viver e que, naquele momento, corria o risco de nunca acontecer e tudo por conta da arrogância e egocentrismo humano. Senti meu sangue começar a ferver, mas busquei me acalmar, afinal precisava estar o mais controlada possível, já que doaria meu sangue. Não queria que houvesse nenhuma alteração — Pronta? 

— Sempre! — sorri sem vontade e Emma correspondeu. Assisti Swan fazendo todo o processo, conforme deveria ser feito e enquanto a assistia, deixava minha mente vagar por tudo o que eu sabia, tudo o que já havia acontecido. Neal, Henry, Laura e tantos outros… Aquilo precisava de um fim e daríamos. Não dava mais para esperar e por sorte não precisaríamos. 

— Prontinho! — falou indicando a seringa em sua mão. Emma seguiu em direção a cama e se preocupou em pegar um novo acesso no braço de Cassidy, já que o outro estava sendo utilizado para a administração de soro. Swan conectou o acesso de Neal em meu braço também e deixou um beijo na minha testa — Vocês vão ficar bem? — apenas assenti — Eu vou cuidar dele, tá bom? — falou se referindo ao Henry. 

— Eu sei que sim! — deixei um beijo casto em seus lábios e ela se retirou. Aquela seria uma noite complicada, disso eu não tinha dúvidas. Mas, esperava que fosse o menos possível. Fechei os olhos por alguns instantes, tentando espantar aqueles pensamentos da minha mente, acabei pegando no sono. 

*******

Eu sentia meu corpo inteiro gelado e até um pouco dolorido. Não sabia onde estava, mas sentia um tecido diferente contra a minha pele. Eu não estava com a roupa que me lembrava, e pelo visto, também não estava em casa. Aquela não era a minha cama. Abri os olhos devagar e os senti queimar por conta da luz branca e forte que preenchia todo o ambiente. Quando me acostumei com a claridade, me sentei na cama, tentando reconhecer onde eu estava. Era uma sala do Instituto, isso eu tinha certeza. Mas parecia mais ampla e mais branca do que o normal. 

— Olha só! A bússola moral acordou! — aquela voz me fez estremecer. Apesar de nunca tê-la escutado antes, só poderia pertencer a uma pessoa. 

— Serena… — sussurrei e tentei buscá-la com os olhos pelo quarto ou até mesmo no vidro que me impedia de sair, mas não a encontrei. 

— Está aproveitando a estadia, irmã? — sua voz pareceu estar mais próxima dessa vez, mas eu ainda não a enxergava — Não é um cinco estrelas, nem uma mansão como você está acostumada, mas até que não é tão ruim, não é? — e, de repente, uma das paredes de vidro fosco, se tornou translúcida e então eu pude vê-la. Seu rosto, como o esperado, era idêntico ao meu, exceto pela cicatriz no lábio e seus traços, que eram mais leves. Parecia mais nova também. 

— Como…? 

— Eu não estou aqui de verdade, você sabe, eu estou morta… — falou, revirando um pouco os olhos — Mas, por algum motivo, você gostaria que eu estivesse, Regina. Por que? 

— Eu não sei! — a respondi, levantando da cama e indo para mais próximo do vidro. Precisava estar perto de Serena. 

— Nós duas sabemos que isso não é verdade! — ergueu uma de suas sobrancelhas — Diga, irmãzinha! Não tenha medo!

— As coisas não seriam tão difíceis se você estivesse aqui… — falei quase sussurrando. 

— Acredita mesmo nisso, Regina? — apesar de sério, seu tom não era grosseiro e não carregava todas as proteções que o meu possuía — Acredita que nossa mãe seria diferente se eu tivesse nascido? — não a respondi — Provavelmente ela seria pior do que é hoje. Pensa só, ela teria em sua vida dois maravilhosos feitos para exibir por aí e se vangloriar do quão boa ela é. 

— Você acha mesmo isso? 

— Acho! — sorriu de lado — Mas, eu acho porque você também acha. Não é nenhum papo de gêmeos, mas eu sou você, Regina e estou aqui porque você precisa que eu esteja. 

— Como assim? 

— Por algum motivo, você está fraquejando! — arregalei os olhos com sua constatação, eu não havia admitido aquilo nem para mim mesma — Mesmo que você tenha se libertado das correntes da mamãe, você mesma criou algumas aí dentro e elas estão fazendo você duvidar do que é capaz. 

— Não acho que um dia eu soube de verdade do que eu sou capaz — falei sem vontade, com um tom levemente debochado. 

— Claro! Passou toda a sua vida sendo movida pela raiva que sente da mamãe e pela vontade de provar que ela está errada — mesmo suas palavras fazendo meu peito doer, elas não eram ácidas e eu sabia que o seu intuito não era me machucar. 

— E como você queria que eu vivesse? Como acha que teria sido se eu não tivesse me transformado na mulher que eu sou hoje?

— Eu entendo que você teve que construir esse muro de proteção e até te admiro por isso. Certeza que se fosse eu no seu lugar, não aguentaria tudo o que você aguentou e também não teria me transformado numa cientista brilhante e reconhecida mundialmente… — vi a mão de Serena sendo espalmada contra o vidro e automaticamente eu levei a minha ao mesmo lugar — Mas, você não precisa mais ser assim, Regina — seus olhos castanhos encontraram os meus — Você não precisa mais ser guiada pelo ódio ou pela necessidade de se provar. Você já provou tudo o que poderia provar, tanto para a mamãe, quanto para o mundo todo. Na sua vida, já existe muito amor e eu aposto que em breve haverá muito mais — senti duas lágrimas escorrerem pelo meu rosto — O que tem te prendido tanto, Regina?

— Eu tenho medo! — ela sorriu fraco, me incentivando a continuar — Tenho medo de não conseguir concluir esse plano e fracassar. Muitas vidas dependem da boa resolução disso tudo, eu envolvi muita gente nessa história. 

— E todas elas confiam em você e acreditam em você. Você também deveria! Deveria acreditar neles e, principalmente, em você mesma, Regina — de repente, era como se o vidro não existisse mais, fazendo nossas mãos passarem a se tocar — Eu sei que que os nossos irmãos vivem te falando isso, mas eu espero que ouvir de mim, que sou sua gêmea e tenho o mesmo rosto que você, te faça realmente escutar e absorver essas palavras; não deixe que a nossa mãe tenha tanta influência negativa sobre você, Regina. Você sabe do que é capaz e sabe também que ela te provoca tanto, por saber que você é forte e que apenas você poderá destruir tudo o que ela tanto preza — uma das suas mãos tocou o meu rosto, me fazendo fechar os olhos — Acredite em si mesma! Tenha confiança nos seus passos e em suas decisões, só assim você conseguirá acabar com tudo isso — senti seus lábios tocarem minha testa suavemente e quando abri os olhos, já não estava mais naquele quarto.

Despertei aos poucos e fui me acostumando com o lugar em que estava. Havia voltado ao quarto de Neal e não havia sinal de Serena em lugar nenhum. Claro, ela está morta! Pensei comigo mesma, enquanto me ajeitava um pouco mais na cadeira. Olhei para o meu braço e notei que o acesso havia sido removido.

— Ele está bem! Os dois estão! — a voz de Fiona me fez olhar em direção a porta — Você os salvou, Regina. Outra vez! — sorriu e eu a acompanhei — Você dormiu logo após Swan ter colocado o acesso em vocês e eu não quis te acordar. 

— Eu realmente estava precisando descansar — sorri leve — Obrigada por tudo, Fiona! Desde sempre!

— Eu nunca concordei com nada do que eles fazem por aqui, Regina. Sempre tentei me manter o mais afastada possível e quando Henry me contratou para ser sua estagiária, me mantendo próxima a ele e me contou tudo o que acontecia e quais eram seus planos, eu não pude não concordar com tudo isso. 

— Eu queria que ele estivesse aqui! — comentei. 

— Eu também! Mas ele escolheu a melhor pessoa para terminar essa tarefa — sorriu largo e no momento em que eu iria respondê-la, ouvimos passos apressados se aproximando e uma cabaleira loira surgindo na porta. 

— Regina, é a Laura! Ela entrou em trabalho de parto. 


Notas Finais


Eai, o que vocês acharam?
Espero que estejam todos vivos e bem haha
Regina tava precisando desse conselho da Serena, né? Agora tudo vai seguir firme e forte, Regina vai meter o pé na porta dessa galera.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...