História Entre verdades e Mentiras - Interativa - Capítulo 1


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Categorias Ben Barnes
Personagens Ben Barnes, Personagens Originais
Tags Ben Barnes
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Palavras 6.313
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei trazendo mais uma história pra vcs, diferente das minhas outras histórias esta é um pouco curtinha, mas espero que vcs gostem.
Conto com vcs.
P.S: Substituam a sigla (S/N) pelo seu nome ok.

Capítulo 1 - Encontro Inesperado



Meu nome é (S/N), eu estudo história na University College London, em Londres e a minha maior meta na vida é me tornar uma historiadora respeitada e de sucesso, por isso me preocupo muito com a minha imagem e acho que me envolver com artistas famosos não seria uma boa ideia principalmente para a área onde quero atuar, as pessoas deste meio são mais velhas e podem interpretar errado uma relação assim, mas todos os meus planos mudam quando eu conheço Ben Barnes, agora eu terei de escolher entre manter minhas convicções ou viver um grande amor.


— Eu jamais namoraria um ator! – Afirmei veementemente.
— Ah, qual é, (S/N)?! Até parece que se o Leonardo Di caprio aparecesse aqui, de joelhos aos seus pés, você daria uma fora nele. – Yasmim sorriu dúvindando de minha firme opinião.
— Ok, eu até entendo que esse é o sonho de muitas mas nem tudo são flores, relacionamento por sí só já é complicado, quem dirá relacionamento com uma pessoa famosa, além do mais a vida de uma namorada de ator é muito difícil, ele tem de ficar viajando para gravar filmes, dar entrevistas, sendo assediado o tempo todo por fãs assanhadas, e eu nem vou falar sobre a exposição da vida deles, imagina vocês viajam juntos e no dia seguinte a notícia já está em algum tabloíde por aí, eu não teria paciência para isto. – Afirmei novamente plenamente convicta do que falava.
— Aí, mas que o George Cloney é lindo, isso ele é. – Mariana suspirou pelo seu galã Hollywoodiano.
— Ok, será que agora podemos focar na vida real ? ,porque não pegaria bem entregar pra Sra. Gladdis uma pesquisa falando sobre atores famosos, lindos e inalcansáveis.- Eu disse tentando ser sensata.
— (S/N), você é tão inconveniente às vezes sabia?! – Jeniffer estreitou os olhos em minha direção.
— E eu estou sempre melhorando. -Dei uma piscadela debochada pra ela.
Discutíamos assim, nosso trabalho era uma pesquisa sobre os cavaleiros Templários, não é fácil ter 21 anos e ser aluna de História em Londres, estávamos na lanchonete do Yoshito a um bom tempo, Yoshito foi um veterano da universidade, que abandonou o curso alguns meses antes de se formar em ciências da computação para abrir sua lanchonete, próxima à faculdade, era ali nosso ponto de encontro, nosso e de toda a galera da universidade.
Suellen explicava animadamente seu ponto de vista quanto ao que entendeu da pesquisa que fez, enquanto eu olhava para a rua mais interessada na paisagem do que no que ela falava, foi quando a porta da lanchonete se abriu e por ela passou o homem mais lindo que já vi em toda a minha vida, ele entrou com um outro homem, devia ser amigo dele e sentaram-se em uma mesa de canto discreta, assim que ele entrou seus olhos negros foram imediatamente atraídos pelos meus como um imã , seus cabelos castanhos compridos balançando de acordo com a brisa leve da tarde.
Tratava-se de um perfeito Apolo... não Apolo ficaria envergonhado diante da beleza daquele homem, alto, pele clara, cabelos castanhos lisos e compridos na altura dos ombros , e olhos negros penetrantes como dois punhais, também reparei na linda covinha que ele tinha no queixo, e ele manteve seu olhar em mim sem se quer desviar! Meu Deus, aquele gato estava realmente olhando para mim, fiquei perdida em seus olhos, parecia uma conexão silenciosa entre nós, seus olhos negros prendiam os meus azuis, impedindo-me de desviar o olhar, o homem ao seu lado falava com ele, mas ele jamais desviava seus olhos dos meus e eu apenas ouvia distantemente o que as meninas falavam.
— (S/N), (S/N), (S/N), acorda! – Jeniffer, minha melhor amiga de todas, me sacudia.
— (S/N), por que você está com esse olhar de peixe morto? –Suellen perguntou. — Para quem você está olhando? - Jeniffer seguiu meu olhar, mas o carinha tinha virado, impedindo-a de ver o rosto dele, aparentemente, seu amigo falou algo que lhe chamou a atenção, mas assim que Jeniffer voltou a tagarelar sobre o assunto do trabalho, ele voltou a me encarar.
— Er... não é nada...então...onde estávamos?- Falei tentando voltar ao assunto do trabalho.
— (S/N), isso não é hora de paquerar! Se fosse a Suellen ou a Mariana tudo bem mas você sempre tão séria?! – Jeniffer ironizou.
É difícil se concentrar em um trabalho mesmo sendo importante, quando se tem um cara perfeito olhando incessantemente para você e por mais que eu quisesse ou tentasse, não conseguia desviar dos olhos dele.
— Então acho que terminamos por hoje. – Suellen decretou, eu ainda não podia desviar dos olhos daquela estátua de Adônis. — Vamos para casa?
— Hãm...Não vou dormir no dormitório hoje, vou passar a noite no apartamento do mano, ele pediu que fosse para lá hoje.
— Aquele seu irmão gato? – Mariana perguntou.
— Olha... quanto ao gato eu não sei dizer, mas é meu irmão sim. – sorri.
Peguei minha mochila, joguei as minhas coisas dentro e me despedi das garotas,quando saí, não consegui desviar os olhos do cara misterioso, ele me olhava de um jeito que parecia ler minha alma, quando estava pondo os pés na rua, ele sorriu para mim, e, que sorriso! O sorriso mais lindo que já vi na vida, como um homem tão sexy conseguia ficar com uma expressão ainda mais linda sorrindo? Quando ele sorria, seus olhos quase fechavam e ruguinhas no canto dos olhos apareciam, dando-lhe certo ar de inocência, quase parei de respirar com aquele sorriso e o pior, ele sorriu para mim e eu fiquei tão sem ação, que simplesmente virei! nem um sorriso para o cara lindo que me sorria eu consegui dar! 
A caminho da casa do meu irmão, longe do efeito devastador daqueles olhos nos meus, senti vontade de me socar, como pude agir daquele jeito, feito uma tonta diante de um homem? Tudo bem que era o homem mais lindo que já vi em toda a minha vida, mas eu já saí com homens lindos! namorei alguns dos caras mais disputados da universidade e nunca agi como uma boba na frente deles, ah, mas de qualquer forma, quais as chances de ver aquele cara de novo? Aquilo foi apenas uma atração momentânea, ele nunca mais voltaria naquela lanchonete de novo e eu nunca mais me sentiria uma boba como me senti hoje, é melhor deixar pra lá.... Enquanto discutia internamente comigo mesma, ouvi a buzina de um carro, que dirigia em baixíssima velocidade para acompanhar meus passos lentos, o vidro baixou e pude ver um belíssimo rapaz de aproximadamente trinta anos fazendo “psiu” para mim sua pele era aveludada, cabelo bem cortado, seus olhos eram num tom verde-água, mesmo dentro do carro era possível perceber que se tratava de um cara alto, seria facilmente confundido com um modelo da Calvin Klein seu carro era um belíssimo BMW prata, olhei para o rapaz e sorri, ele correspondeu ao meu sorriso com um sorriso torto e uma piscadela.
— E aí, gata, está indo para onde? – O carinha me perguntou.
— Hum, para casa do meu irmão, um mala que acha que ganha alguma garota com esse sorriso torto e piscadela de olho. – Sorri irônica para ele.
— E pego mesmo, maninha, nenhuma garota resiste ao meu charme você sabe.
— Como você é cínico, mano!
— E você adora.
— Pronto! cínico e convêncido.
A essa altura o mano já tinha estacionado o carro de qualquer jeito na rua para vir me abraçar, rodeou a porta do carro e pediu que eu entrasse, ele estacionou na garagem do prédio e pegamos o elevador.
Como já me sentia de casa, fui entrando e me jogando no sofá, sua sala era bastante espaçosa, toda em tons de branco .
— Não entendo por que você não vem morar comigo, tenho certeza que esse apartamento é melhor do que um quarto do dormitório da universidade, sem falar que o papai ficaria mais tranqüilo se você estivesse aqui comigo. – Ele insistiu.
— E vir para cá presenciar os seus encontros promíscuos? não muito obrigada! – Mano estreitou os olhos e eu sorri.
— Eu não tenho encontros promíscuos tá maluca, eu não trago mulheres para cá, meu apartamento é sagrado, a única mulher que pode viver nele é você.
Com essa eu tive de derreter, adorava o meu irmão.
— Muito meigo da sua parte irmãozinho. – Pendurei-me no pescoço dele. — Você sabe que amo você, não sabe?
— Teria mais certeza se você aceitasse vir morar comigo, e como já falei o papai ficaria mais tranqüilo também...
— Chantagem emocional comigo não funciona.– Ele fez bico.
— Então quer dizer que convido a minha irmãzinha caçula, a quem amo de paixão para morar comigo, por que quero protegê-la e resguardar sua integridade e pureza e sou acusado de chantagem emocional? – Fez cara de falsa mágoa. — Posso processá-la por calúnia e difamação, Srtª (S/N) Holloway. - Estreitei os olhos.
— Está fazendo de novo. – Cruzei os braços e o olhei presumidamente. — E depois, já não tem mais pureza que você possa “resguardar”, já a perdi faz muito tempo.
— Esse é o tipo de coisa que eu não gostaria de saber, mas esse curso não está fazendo bem a você (S/N), você nem acredita mais quando me faço de coitado para você vir morar comigo!
— Finalmente uma pessoa para rivalizar com o importante advogado, Dr. Andrew L. Holloway, que é conhecido por convencer todos os juízes a decidirem-se a favor de seus clientes.
— Chega de puxar meu saco maninha, ainda estou ressentido por sua recusa em morar comigo. – Fingiu falso choro, mas era muito cínico. — Vá tomar seu banho que eu irei preparar o jantar.
— Ok. – virei-me para ir em direção ao banheiro, Claro, ele já era um importante advogado, era natural que ele se saísse muito melhor na argumentação de nossas discussões. Afinal, não era à toa que ele ganhava todas as causas e era temido no meio jurídico, quanto a mim, ainda estava na metade do curso de História e, apesar de todos os professores afirmarem que eu tinha bastante futuro, não conseguia ganhar do meu irmão nas discussões.
Já tínhamos jantado, eu estava esparramada no sofá e mano sentado em uma poltrona próxima, a televisão estava ligada, devia estar passando uma novela mexicana, eu não estava prestando atenção e mano estava cochilando. Na verdade, os meus pensamentos vagavam por aqueles olhos negros, cabelos compridos, covinha no queixo...aquele sorriso puro que o fazia parecer uma criança. 
Ai, por que eu ainda estava pensando no cara da lanchonete? Tudo bem que ele era lindo, mas eu não devia mais estar pensando nele, isso era errado.
— Hum, olhar perdido... – Mano despertou-me de meus devaneios, nem tinha percebido que ele havia acordado. — Isso seria paixão à vista?
— Não viaja, é claro que não. – Respondi como se fosse óbvio. — Quantas vezes você já me viu apaixonada?
— Nenhuma, e eu espero que continue assim. – Ele agora esqueceu a ironia e falava seriamente. — Quem é ele? É da universidade?
— Não tem ninguém! Foi só um carinha que me intrigou, nada demais.
— Só isso? – Estreitou os olhos.
— Sim, é só isso. – Fui levantando-me do sofá. — E agora vou dormir, porque amanhã terei esquecido isso e tenho aula cedo do Sr. Mentz, não posso me atrasar.
— Tudo bem, se é assim que quer. – Deu-me um beijo na testa. — Boa Noite.
Dei-lhe um beijo no rosto e segui para o meu quarto, mano não desistia de querer que eu morasse com ele, tanto que havia até mobiliado um quarto para mim, na tentativa de me fazer mudar de ideia, era um belíssimo quarto em tons de vermelho e branco Eu não assumiria a ele que não me mudava porque sentia-me mais livre no dormitório, nem que me dava ar de independência, sempre soube o quanto sempre quis que morasse com ele, já que eu era sua irmãzinha mais nova, além disso eu era a unica familia que ele tinha por perto já que nosso pai morava em outra cidade.
Acordei com os raios solares entrando pela janela, o dia seria ensolarado ao que tudo indicava, olhei despreocupadamente o relógio e quase pulei de susto, já passavam das oito e eu teria aula às nove, o Sr. Mentz não tolerava atrasos pulei da cama, corri ao banheiro, tomei um banho rápido, fiz minha higiene matinal, vesti uma calça jeans skinny de lavagem escura, uma blusa fina branca de mangas compridas, coloquei uma bota de salto médio, peguei minha mochila, penteei o cabelo rápido, passei apenas um gloss transparente nos lábios e corri para a cozinha, mano já estava lá preparando o café, a cozinha era bastante espaçosa, toda em tons amadeirados e moderna .
— Por que não me acordou? Tenho aula com o Sr. Mentz agora, você sabe que ele não tolera atrasos.
— Aquele velho gagá ainda dá aulas? Quando será que ele irá se aposentar? – Mano virou para a mesa, estava só de boxer preta e avental. — E, além disso, você estava tão fofinha dormindo, fiquei com pena de acordá-la.
— Mais uma razão para eu não vir morar com você, chegarei atrasada todos os dias, mas tudo bem. - Sentei, peguei um pedaço de bolo e um pouco de suco. — Você bem que podia vestir uma roupa, mano.
— Ah, (S/N), qual é, nós somos irmãos!
— É que eu não quero que a primeira visão que eu tenha ao acordar seja a sua linda cuequinha.- Ironizei.
— Tudo bem, mas eu já vou sair também!
— OMG, tenho quinze minutos para chegar na aula!
— Não quer que eu te leve de carro?
— Ficou louco? Até você tomar banho e se vestir já consumiram os quinze minutos, vou indo.
Dei-lhe um beijo na bochecha e saí correndo.
Eu mais corria no caminho à universidade do que andava, na pressa, nem coloquei meus papéis com anotações dentro da mochila e tentava organizá-los enquanto corria feito uma doida, quando dobrei a esquina, estava tão apressada e distraída que não percebi que uma pessoa vinha na minha direção e esbarrei nela, derrubando e espalhando todos os meus papéis e os dele.
— Ai, me desculpe, é que estou atrasada e não vi que você estava vindo... – Desatei a falar, enquanto estava abaixada ajudando a pessoa a recolher os papéis.
— Não se preocupe, eu estava também muito atrasado, acabei não a vendo. – Uma voz que mais parecia sinos se desculpou.
Quando levantei os olhos para encarar a pessoa que atropelei, encontrei os mesmos olhos negros penetrantes de ontem, assim que seus olhos encontraram os meus, foi estabelecida nossa conexão imediatamente não era preciso falar nada, era como se pudéssemos ler a alma do outro através dos olhos ele usava uma camisa vermelha fina de mangas e calça jeans, ele abriu a boca para falar algo, mas ouvi as badaladas da Igreja próxima à faculdade, eu tinha de chegar à minha sala antes do Sr. Mentz.
— Ai, meu Deus, eu tenho que ir! – Dizendo isso saí correndo em direção à faculdade.
Quando já estava chegando aos portões da faculdade, me virei e percebi que ele ainda estava ali, olhando-me com intensidade, os lábios carnudos entreabertos, deu um sorriso e continuei a correr para a sala não sei se alguma vez na vida já corri tanto. Cheguei na minha sala junto com o Sr. Mentz, que me deu sorriso frio. Cachorro, eu esbaforida para não atrasar para a aula dele e aquela peste me dava um sorriso frio.
A aula se passou sem nada demais, eu não conseguia prestar muita atenção ao que o professor falava, apenas lembrava-me daquele rosto perfeito, de traços delicados e olhos capazes de me hipnotizar. No horário do almoço, eu continuava como uma débil, não conseguia escutar nada do que as garotas falavam, como uma pessoa que eu vi apenas duas vezes poderia exercer um poder tão imenso sobre mim?
— (S/N), você trouxe as anotações que te pedi? – Suellen Perguntou.
— Hum? – Sim, eu não escutei absolutamente nada do que ela falava.
— Aconteceu algo, (S/N)?- Yasmim nossa outra amiga que não estava na lanchonete no outro dia me questionou.
— Não, nada, só estou um pouco distraída hoje. – Direcionei-me à Suellen. — Estão aqui as anotações.
Estendi os papeis para ela.
— Espera, isso aqui não são anotações. – Suellen franziu o cenho.
— Como assim? – Peguei o papel das mãos de Suellen.
Realmente aquilo ali não eram as minhas anotações, era um roteiro, Jeniffer, que estava sentada ao meu lado, espiou por cima do meu ombro.
— Caramba, isso é o roteiro de Dorian Gray! – Disse, tomando os papéis das minhas mãos.
— De quem?-Perguntei sem entender.
—Espera, mas esse filme ainda está sendo gravado. – Suellen ponderou. – Como você conseguiu esse roteiro, (S/N)?
Como eu consegui esse roteiro? Ai, os meus papéis caíram, o cara me devolveu, mas estávamos tão compenetrados em nos encarar, que ele deve ter trocado os papéis.
— Meu Deus, eu devo ter trocado hoje mais cedo, quando esbarrei em um carinha, a caminho daqui.
— Nossa, esse filme nem foi lançado ainda, nós podemos colocar esse roteiro na internet! – Jeniffer sugeriu.
— Mas é claro que não, ficou maluca?
— Não há nenhuma lei que me impeça disso. – Jeniffer deu de ombros.
— Nenhuma lei jurídica, mas e as normas morais? Nós não vamos colocar esse roteiro na internet de jeito nehum. – Tomei os papeis da mão dela e os enfiei na minha mochila. — Eu vou devolver isso aqui para o dono.
— E como você pretende fazer isso, você nem conhece o cara. – Jeniffer ironizou.
— Ela tem razão, (S/N), você nem conhece esse tal homem que esbarrou com você. – Suellen concordou.
— Era o mesmo cara que eu vi ontem na lanchonete do Yoshito, talvez ele apareça por lá hoje e eu devolva, agora vamos voltar para aula. – Me levantei, Jeniffer pareceu contrariada.
— Esse não é o filme com o gostoso do Ben Barnes? – Suellen perguntou. — Ow, (S/N), você podia deixar eu dar só uma espiadinha, você sabe que sou maluca pelo Ben Barnes.
— Suellen, você é maluca por todo e qualquer ator em ascensão e ninguém vai espiar nada aqui!


— E então ela disse: “mas isso”... – Jeniffer contava uma fofoca para a Suellen e eu, como era de se esperar, visto minha lerdeza extrema desses últimos dois dias, nem estava prestando atenção na conversa. — Hey, (S/N), aonde você vai? O nosso dormitório fica na direção contrária.
— Não, eu sei, é que eu vou na lanchonete do Yoshito.
Jeniffer deu de ombros.
— Tudo bem. – E virando-se para a Suellen. — Onde eu parei? Ah, e então a Megan disse...
Segui meu caminho em direção à lanchonete. Era estranho a chuvosa Londres estando ensolarada, mas apesar desse aparente sol, fazia um friozinho gostoso, perfeito para minha blusa branca fina de mangas compridas.
Estava a caminho da lanchonete quando meu celular tocou, olhei no visor. Era o mano, ele queria saber se eu tinha chegado a tempo, perguntou como eu estava, o típico irmão mais velho super-protetor, falava animadamente com ele, quando sinto alguém tocar meu ombro, desliguei o celular e olhei para o indivíduo, só para constatar que era meu ex- ex-namorado idiota, o Leonardo.
— O que você quer?- Perguntei ríspida.
Namorei com o Leonardo durante dois meses em quanto freqüentavamos o colegial, mas ele era exageradamente grudento, o típico cara popular, que todos pensam ser super seguro, mas que é um mala, grudento, ciumento e sem cérebro. Como acontecia com todos os caras que eu saía ou namorava, por algum motivo ele achava que era meu dono, oque me fez enjoar dele em menos de dois meses.
— Caramba, você já foi mais educada, (S/N). – Se fez de ofendido.
— Estou sem paciência, Leonardo, então fala logo o que você quer. – Fui direta, nunca tive paciência com imbecis.
— Você está indo para a lanchonete do Yoshito?
— Não é da sua conta.
— Ótimo, vou com você.
— Não me lembro de ter te convidado!
— Eu vou assim mesmo. – Ele desafiou.
— Azar seu.- Virei as costas e segui meu caminho, sendo irritantemente seguida por ele.
Cheguei à lanchonete, escolhi uma mesa e me sentei o qual o energúmeno sentou à minha frente, com um sorrizinho mais estúpido do que ele no rosto e sem tirar os olhos de mim.
POV Ben Barnes
Eu sentia que tinha de vê-la novamente, não sei o que aconteceu comigo no instante em que a vi na lanchonete, foi como se uma espécie de necessidade se apossasse de mim, sinto vontade de vê-la insistentemente, analisar cada detalhe daquele rosto perfeito, tocar aqueles cabelos negros tão lindos, olhar aqueles faíscantes olhos azuis, e claro sentir a doçura daqueles lábios tão delicados.
Quando a vi pela manhã, minha respiração parou por um momento eu estava atrasado, mas a necessidade de ficar olhando-a era maior, uma força estranha me prendia àqueles olhos, seus lábios entreabertos, respiração difícil denotando cansaço, ela estava esbaforida e quando ia apresentar-me, uma onda de frustração me tomou, pois ela saiu correndo fiquei ali parado, olhando-a adentrar os portões da universidade, olhando-me ainda uma vez e sorrindo para mim, sorriso este que não saia um minuto se quer da minha memória.
— Vai logo atrás dela, Ben.
— Hum? – Não ouvi uma palavra do que Rachel me dizia.
— Vai logo atrás dessa garota que você viu hoje de manhã, mais uma hora vendo você com essa cara de idiota e eu me suicido, sério.- Falava ela enquanto estava sentada na confortável cadeira do trailer enquanto tinha a maquiagem removida pela profissional da equipe.
— Mas como posso me aproximar? - Perguntei desfazendo o laço da gravata do meu figurino.
— E você ainda é considerado um promissor ator... – Rachel suspirou. — Ela ficou com o seu roteiro, vai com a desculpa de pedir o seu roteiro e devolver os papéis dela...o resto eu não preciso falar, não é?
Sim, nós havíamos trocado os papéis por engano, essa era uma ótima oportunidade de falar com ela! Fitei os papéis mais uma vez. Uma caligrafia perfeita, escrito (S/N)Holloway em uma letra elegante no alto do papel.
— Claro, entregarei as anotações da Srtª Holloway. – Sorri com essa nova possibilidade.— Você é um gênio Rachel!
— Eu sei, você vai conquistar essa garota e vai poder se concentrar em nossas cenas.
Rachel era realmente uma ótima amiga, ouviu tudo que lhe contei, dando-me a maior atenção e um romantismo indescritível, além de me dar a maior força para tentar uma aproximação com a Srtª Holloway, dei-lhe um beijo no rosto, em agradecimento abandonei seu trailer indo agora em direção ao meu para poder me trocar, estava nervoso e ansioso, me sentia um adolescente que ia convidar a garota mais popular do colégio para um baile tentei dirigir o mais seguramente possível em direção à lanchonete em que a vi ontem.
Desci do carro, respirei fundo e entrei quando ia colocar o pé para dentro, vi a garota dos meus sonhos com um cara. Pareceu-me o típico mauricinho esnobe, ele estava curvado para ela, segurando sua mão e parecia a ponto de beijá-la, claro, ela era uma garota maravilhosa, era natural que tivesse um namorado, uma mulher como ela não estaria sozinha senti meu coração se estraçalhar em mil pedaços e confesso que não sei por que me senti assim já que mal háviamos nos falado.
Mal conhecia a garota, por que sentia todos os meus ossos quebrarem e o chão ser tirado dos meus pés? Eu não poderia ter me apaixonado tão fácil por uma garota que nem mesmo conhecia, isso era ridículo, não sou mais nenhum garoto para me sentir assim, dei meia volta e fui para meu carro quis verter lágrimas, mas não sairia nada foi tudo uma ilusão, ela tinha namorado e eu não deveria interferir na vida dela.
POV (S/N)
— Tira a mão de mim Leonardo! – Era a milésima vez que tirava a mão daquele estupido de cima da minha. — Se você puser a sua mão em cima da minha mais uma vez, juro que desato a gritar que você está querendo me estuprar.
Eu estava frustrada. Estava há duas horas esperando o homem misterioso e nada dele aparecer e para completar a minha frustração, tinha de agüentar o idiota do Leonardo dando em cima de mim, por um momento pensei ter visto o carinha, mas acho que foi impressão minha, ele não apareceria. — Quer saber, Leonardo? Vai para os quintos dos infernos!- Não esperei resposta, peguei minhas coisas e saí da lanchonete, e aquele imbecil que pagasse a conta saí bufando lanchonete não pela presença insuportável do Leonardo mas sim porque o rapaz não hávia vindo, quem sabe amanhã ele aparecesse.
POV Ben Barnes
Eu sou um fraco, é isso que eu sou, um fraco eu jurei a mim mesmo que não tentaria mais vê-la. E aqui estava eu, uma semana depois, sentado em uma mesa central da Lanchonete do Yoshito, pedindo mentalmente que por uma força do destino, se é que ele existia, que ela viesse hoje.
Ainda não consigo entender como uma pessoa que sequer conheço pode exercer imensa influência em mim, sei apenas que durante essa semana, todos os dias de manhã tive de vencer uma batalha interna para não pegar o carro e ir para a porta da universidade dela, somente para vê-la chegar, de longe mesmo talvez o bom senso, ou o meu interior que dizia que estava ficando obssecado impediram-me de fazê-lo.
Após uma semana brigando comigo mesmo, resolvi jogar a toalha e mandar o meu senso de certo e errado as favas, eu queria vê-la e era isso o que eu faria.
POV (S/N)
Há uma semana, durante todos os dias fui à lanchonete do Yoshito na esperança de vê-lo, não sei dizer exatamente que força interna me arrastava inconscientemente até lá, se era para entregar-lhe o roteiro ou certeza de querer vê-lo e ter aqueles olhos negros profundos ligados aos meus mais uma vez.
— (S/N), você vem, não é? – Yasmim perguntou, com olhos pedintes.
— Huh, para onde? – Como já era de se esperar, não ouvi uma palavra do que elas falaram.
— (S/N), o que está acontecendo com você? Você está estranha essa semana. – Suellen sempre foi muito perceptiva, diferente da Jeniffer.
— Você vem ou não ao Shopping? – Jeniffer perguntou.
— Hum, agora depois da aula? – Perguntei, cautelosa.
— É, sim, o que você vão fazer agora depois da aula? – Mariana perguntou.
— Não vai me dizer que vai à lanchonete hoje de novo? – Jeniffer interferiu. — (S/N) isso já está virando obssessão, você tem ido a semana inteira até lá e não encontrou o tal cara, o que te faz pensar que ele estará lá hoje?
Como explicar que um estranho exerce tamanha influencia sobre você, que é capaz de senti-lo?
— Prometo que irei lá, entrego o papel e vamos ao Shopping.
— E se ele não estiver lá você vai párar com essa loucura? – Yasmim perguntou.
— Se ele não estiver lá, eu não vou mais procurá-lo , eu juro. – Não sei se conseguiria cumprir esse juramento, caso minha intuição estivesse enganada e eu não o encontrasse lá, eu estava ficando obcecada.
— Tudo bem, a caminho de lá você desce do carro e , assim que eu buzinar você volta. Ok?
— Ok.
Assim como combinamos, quando saímos da aula, passamos no dormitório, pegamos casacos, pois hoje o dia estava frio, entrei no carro um pouco apreensiva, eu o encontraria, eu sentia que o veria hoje, Jeniffer me deixou na porta da Lanchonete.
Respirei fundo antes de entrar, meu coração acelerou em antecipação, ao entrar, corri os olhos ao redor da lanchonete em uma mesa de canto, a mesma em que o vi pela primeira vez, encontrei aqueles olhos negros penetrantes, eu sábia!...quase sorri, assim que seus olhos cruzaram os meus, foi como se uma força desconhecida tomasse o meu corpo, uma corda invisível me puxava em direção a ele.
Assim que cheguei perto dele, o rapaz misterioso se levantou, ficando assim bem mais alto do que eu, sorrindo para mim sorrindo o sorriso mais lindo que já vi em toda a minha vida. Era como se seu sorriso fosse como o sol que tivesse aparecido para iluminar a minha vida. Foi necessária uma força sobre-humana para que eu recuperasse minha desenvoltura e conseguisse falar alguma coisa sem gaguejar.
— Finalmente te encontrei! – Não sei como consegui falar com um desconhecido como se eu o conhecesse há séculos.
Era esse o problema, ele me fazia sentir como se o conhecesse de outra vida. Ele apenas sorriu, parecia sem ação, mais paralisado que eu há minutos atrás.
— Quero te entregar isso. – Estendi o roteiro para ele. — Caiu no dia que nos esbarramos.
— Obrigado. – Ele sorriu e ia falar algo, quando ouvi uma buzina estridente vindo do lado de fora.
— Desculpe, as minhas amigas estão me esperando, nos vemos uma hora dessas! – Dizendo isso, saí correndo em direção ao carro que me esperava na porta.
Jeniffer estava lá fora, impaciente, em sua Mercedes  conversível, amarelo canário.
Era isso que eu esperava, que nos víssemos novamente, será que ele compreendeu a mensagem subliminar do que disse?
Acordei com o despertador estridente no meu ouvido, o sonho estava tão bom, aquele sorriso lindo povoando meus sonhos e tinha de acordar para assistir aula da Srª Taylor, Jeniffer, que era minha colega de quarto, já estava no banheiro, pois eu ouvia o som do chuveiro ligado e sua voz desafinada arranhando alguma música, em qualquer outro dia aquela cantoria me irritaria, mas eu estava feliz. Afinal, tinha o visto ontem! Sentia vontade de dançar.
— Nossa, acordou feliz. – Jeniffer saía do banheiro, com uma toalha enrolada na cabeça. — Foi porque viu o estranho ontem?
Será que estava tão na cara assim? Eu estava me sentindo uma idiota, nunca agi assim com cara nenhum! Será que bati a cabeça e fiquei com seqüelas irreversíveis? Fechei a cara imediatamente.
— Mas é claro que não, bebeu? – Fui entrando no banheiro. — Está para nascer o homem que vai exercer esse efeito sobre mim.
Na verdade..... já nasceu.
Fui para o banheiro, tomei meu banho, me arrumei. Estava cantando sozinha. Quando saí, as garotas já estavam no quarto, nos esperando para irmos todas juntas para a aula. Saí do banheiro, cantando e dançando. Nem eu mesma sei explicar por que me sentia tão feliz, mas eu o sentia, parecia até que ele estava perto de mim, ele estava próximo. Eu sou mesmo uma boba.
— O que deu nela? – Suellen sussurrou para a Jeniffer, que apenas deu de ombros.
Estávamos na hora do Almoço, as garotas falavam animadamente sobre uma nova fofoca quentíssima, e até eu estava participando da conversa, quando recebi uma mensagem:
“Te espero na Lanchonete do Yoshito depois da aula. Não falte. Beijos, B.”
Beijos B??
Verifiquei o número e não reconheci.
Seria alguma brincadeira do idiota do Leonardo? Reli a mensagem e não encontrei nenhum erro ortográfico. É, não podia ser do Leonardo, se fosse dele “lanchonete” certamente estaria escrito com X. Algo me chamou a atenção, a pessoa assinou como B. Quem seria B? Seria o cara misterioso? Não, como ele conseguiria o meu número? Eu deveria ir à lanchonete?
— (S/N), o que aconteceu? – Yasmim perguntou.
— Nada, é só o mano querendo me encontrar depois da aula.
Não sei por que menti, só sei que quis guardar aquilo para mim. Que psicopata marcaria um encontro em um lugar movimentado como a lanchonete do Yoshito?
Não sei bem por que eu estava tão nervosa e nem o que eu fazia ali, verdade é que assim que minha aula acabou, fui correndo para a lanchonete do Yoshito com a desculpa de que iria me encontrar com o meu irmão.
Assim que cheguei, fiquei frustrada por não encontrá-lo na mesa que ele sempre ocupava. Nem sei por que pensei que fosse ele. Me dirigi a uma mesa, disposta a esperar o maluco misterioso que me mandou a mensagem.
— Desculpe a demora, não costumo me atrasar, Srtª Holloway.
Uma voz linda sussurrou em meu ouvido, minha nuca arrepiou com a proximidade de seus lábios. Eu estava de costas para a pessoa, mas tinha certeza de quem era. Gelei, reconheceria aquela voz em qualquer lugar, alguma coisa no meu corpo clamava e acusava que era ele, o homem de olhos intrigantes. Virei-me para encará-lo e pude constatar que era realmente ele. Ele estava ali na minha frente, lindo e sorridente. Uma calça de lavagem escura, camisa social azul, da mesma cor que os meus olhos e mangas arregaçadas até o cotovelo, deve ter deixado o casaco na porta, no local destinado a casacos.
— Tudo bem. – Foi a única coisa que pude murmurar.
Ele, educadamente sentou-se à minha frente.
— Espero não ter-lhe assustado com a SMS.
— Não, mas estranhei, por não conhecer o seu número. – Estava recuperando minha desenvoltura, ele me deixava como uma completa pateta. — Aliás, como você conseguiu meu número?
— Hum...tenho meus métodos. – Ele sorriu, parecia uma criança sapeca. Não sei como não babei. — Mas é segredo.
— E a que devo a honra, então?
— Queria entregar as suas anotações, você saiu tão apressadamente ontem que não me deu tempo de devolver seus papéis. – Disse estendendo meus papéis. — Srtª Holloway, você é da família dos Holloway? Filósofos existencialistas?
Claro que ele marcou comigo só para entregar os papéis. Eu só atraía idiotas mesmo, como um cara que conhece o existencialismo filosófico se interessaria por mim? confesso que essa ideia me entristeceu um pouco.
— Sim, tenho parentesco com Luís Henrique Holloway, Meu pai é espanhol e minha mãe francesa e eu sou inglesa.
— Interessante mistura. – Ele dizia olhando nos meus olhos. — Vejo que é uma mistura mais que perfeita.
Nesta hora meu coração acelerou, precisava mudar de assunto urgentemente.
— Você conhece o ator Ben Barnes? – Perguntei a primeira coisa que me veio à cabeça.
Legal, o cara ia me achar uma idiota ele me fala de existencialismo e eu pergunto para ele sobre atores, parecendo uma adolescente superficial.
— Você é fã dele? – Ele ficou um pouco mais sério, mas ainda mantinha um sorriso no rosto.
— Não, tenho umas amigas que gostam dele, na verdade elas são loucas por qualquer ator em ascensão.
— E você não? – Ele ergueu uma sobrancelha.
— Eu não, quer dizer... maioria deles são mesquinhos e superficiais, são simplesmente rostos bonitos sem nada de mais interessante que o físico atlético a maioria é simplesmente péssimos atores que se valem de ser bonitos.
— Nem todos, você não manteria um relacionamento com um ator?
— De jeito nenhum! Primeiro que eles preferem modelos esqueléticas e sem cérebro, segundo que a vida de namorada de ator é muito difícil, o cara vive viajando e é muito visado o namoro viraria um reality show, não sei se suportaria, isso sem falar nas cenas românticas, eu iria morrer de ciúmes e... – Fiz uma pausa, acho que estava falando demais.
— E? – Ele instigou.
— E que eu sou aluna de História, me formo daqui a alguns anos e isso poderia interferir na minha carreira.
— Como assim? – Ele parecia interessado.
— Esse meio é.... digamos, preconceituoso com esse tipo de coisa, a namorada de um ator fica conhecida simplesmente por ser namorada de determinado ator e essa imagem poderia afetar no que determinadas empresas mais fechadas pensariam de mim... é complicado.
— Mas nem todos os atores são assim fissurados em modelos esqueléticas e sem cérebro.
— Claro, nem todos esse Ben Barnes eu nunca vi na vida, mas você não me respondeu, conhece ou não?
Ele pareceu ponderar por um momento.
— Não, eu trabalho com publicidade e ia tirar itens do roteiro que pudesse utilizar, estou responsável por esse filme, mas não conheço o elenco.
— Ah entendo. – Não vou mentir que não fiquei aliviada, por um momento pensei que ele poderia estar fazendo uma participação no filme. — E, afinal, qual seu nome mesmo?
— Oh, me desculpe, me chamo Ben B...Button. Sim, Ben Button. – Disse estendendo-me a mão.
— O meu você já sabe, mas pare de me chamar de Srtª Holloway, me chame, por favor, de (S/N).
Já estávamos em nosso terceiro milk-shake, ele era simplesmente perfeito. Engraçado, sensível, lindo, me deixava sem fôlego e...inteligente! Foi com tristeza que olhei para o meu relógio e vi que já era hora de ir.
— Algum problema? – Ele ficou sério quando percebeu minha mudança.
— É que já tenho de ir.
— Mas já? – Ele pareceu entristecer também. – Huh, você está livre na sexta à noite? Depois de amanhã?
— Sim. – Droga acho que respondi rápido demais.
Ele deu aquele sorriso que me tirava o fôlego.
— Quer que eu te leve para casa? – Ele perguntou.
— Não precisa, moro aqui na universidade mesmo, bom, até sexta então.


Cheguei ao meu quarto, me joguei na cama, suspirando. Jeniffer me olhou de lado.
— Seu irmão ligou.
Não era justo manter segredo das minhas amigas, então resolvi contar para ela. Imediatamente Jeniffer convocou uma reunião e não demorou a Yasmim e Suellen estarem no quarto também para me ouvir contar a história toda. Nem preciso dizer que me xingaram horrores, no bom sentido, por não ter contado antes e ficaram fazendo aquele discurso de que poderia ser um psicopata. Eu estava tão feliz, que nem me importei em rebater.
Ouvi o telefone tocar, por um momento pensei que pudesse ser o Ben, mas vi no visor que era o mano.
— E aí maninha!!- Xiii ele estava alegrinho.
— Oi. – Não consegui fingir que esperava que fosse outra pessoa.
— Adoro quando você me recepciona com toda essa animação, sei que você também está feliz em falar comigo. – Ele foi irônico.
— Você é muito bobo, a que devo a honra da ligação?
— Quero saber se você não quer vir aqui para casa na sexta, daí você pode passar o fim de semana inteiro com seu irmão querido.
— Sua modéstia me comove, sabia? Mas não vai dar, tenho um compromisso.
— Que compromisso? – Eu sabia que nesse momento ele estava com uma sobrancelha erguida.
— Não é da sua conta! – Rebati. – É brincadeira, depois eu te conto.
— Tudo bem, então. Te Amo.
— Te amo mais.
Já era meia-noite quando fui dormir, por isso acordei na marra, logo de manhã recebi uma mensagem que dizia assim:
“Espero que você tenha um excelente dia, e que as horas passem logo. Mal posso esperar por sexta à noite. Boa aula, B.”
Pelo visto as horas demorariam a passar...

 


Notas Finais


Espero que acompanhem e se divirtam com essa fic, os capítulos serão todos bem grandes então peço que tenham paciência para ler.
Nos vemos na semana que vem.
Bjs a todos! ♥


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