História Entre você, pingas e meu fusquinha amarelo - Capítulo 1


Escrita por: e truetaehy

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Jimin!top, Yoongi!bottom, Yoonmin
Visualizações 84
Palavras 1.379
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Opa, opa, opa!

Eai, tudo belesma?

Tô aqui, pela primeira vez, me arriscando em Yoonmin. E, dessa vez, com a presença ilustre da maravilhosa @truetaehy que não faz nada além de me motivar. Se isso tá saindo é graças a ela que aceitou escrever comigo.

Isso é uma comédia "romântica", onde, sim, o Jimin é um cachaceiro de marca maior. Eu sei que alcoolismo é algo sério e que ninguém gosta de pessoas assim, mas eu vim aqui tentar trazer uma comédia sem ofender ninguém ou parecer babaca por estar "idiotizando" um assunto desses. Jimin tem seus problemas, tem suas razões e não quer que ninguém tire conclusões precipitadas sobre ele.

Se você acha isso aqui de alguma forma ofensivo, por favor, não leia. Eu realmente não fiz esse plot com essa intenção e sim apenas com a de divertir vocês!

Espero que gostem desse plot e boa leitura.

Capítulo 1 - Entre você, o maldito coelho e Seu Janeilson


Bar do Seu Janeilson, 2018

 

 — Sabe, eu acho que todo mundo deveria ter um fusca — Jimin disse simplório, segurando em mãos o copo com uma alta dose daquela bebida transparente — eles nunca saem de moda.

Quem visse de fora poderia achar que Jimin estava apenas gesticulando com a boca enquanto saboreava o gosto amargo da bebida, ou então tendo alguma alucinação de bêbado enquanto curvava os ombros e balançava seus pés incansavelmente do alto da cadeira, sem realmente abrir ou fechar os olhos. Mas a verdade era que ele conversava consigo mesmo pelo espelho entre as prateleiras do bar, que refletia seu corpo todo detonado preenchido por olhos e bochechas vermelhas, questionando-se o porquê de realmente ter seu amado e idolatrado fusca.

— Eu realmente não consigo entender o porquê de acharem o fusca um carro feio — seu rosto expressava total confusão, enquanto continuava a conversar consigo mesmo e virar copos e mais copos de bebidas. — Eles são tão charmosos.

Acontece que Jimin tinha um fusca, e não, não era qualquer fusca. Era um fusca 96 amarelo! Ele considerava aquele carro seu bebê, cuidava dele como um filho, e como todo pai babão, considerava-o a coisa mais linda existente. As pessoas a sua volta não entendiam o fascínio do homem naquele carro, mas para ele não era algo difícil de se compreender. Simplesmente amava o carrinho amarelo que jamais saia de moda. Seu eterno e único bebê, a coisa que mais amava no mundo.

— Psiu — gesticulou para o cara que se encontrava de costas para si, limpando as incontáveis prateleiras. O homem virou-se, checando com os olhos. Quando estes capturaram os vermelhos de Park, já pôde saber bem para que lhe chamava. — Me vê mais uma da marvada!

— Jimin, por Deus, vai pra casa! — O barman riu. Ah, era deplorável o estado do homem de fios loiros. Já fazia horas que ele estava ali, na mesma posição, pedindo cada vez mais a sua danada pinga. Embora aquilo fosse bom para os negócios, já que, admitindo ou não, Park sempre arrumava-lhe inúmeras cédulas pedindo sempre a mesma coisa, da mesma forma era ruim, pois sabia que fazia dias que este estava virado, sem dormir; e, se de alguma forma, ele resolvesse desmaiar ou vomitar por ali, o trabalho seria todo seu. 

— A minha casa é aqui, junto a todas as minhas preciosas — ele balançou as mãos, fazendo um movimento de granditude. — Você, seu salafrário, devia agradecer por ter uma companhia ilustre e divina como a minha. Não é pra qualquer um esse ofício, rapaz.

O homem apenas revirou os olhos e bufou, já acostumado com a insolência do jovem à sua frente.

— Seu Janeilson vai te comer vivo se você vomitar neste balcão — o balconista disse, passando aquele pano branco pela milésima vez sob a madeira escura bem cuidada do balcão, enquanto ria da cara acabada e das olheiras do loiro que acompanhavam aquela expressão de indiferença proeminente em seu rosto. 

— E tem lugar melhor pra vomitar?

— Tem sim e esse lugar é na sua cara, seu otário — fechou sua expressão.

— Iti, ‘pistolou.

Nunca que Park, com toda a sua imaturidade e infantilidade, parecia estar ao auge de seus trinta anos. Não exatamente trinta, mas, quase lá. Bom, talvez achasse que quanto mais se adicionava em seus anos peculiares de vida — a contar com a rotina e certas experiências que teve em sua juventude — mais inexplicável seria sua decadência. Não que achasse que as suas amadas bebidas fossem o seu cubículo imaginário — como as outras pessoas denominavam seu estado inerte ocasionado pela pinga — de ruína e desprezo. Pelo contrário, achava, realmente, que as outras pessoas causavam-lhe aquela dor de cabeça. 

Povo besta. 

— Eu só quero tomar minha pinguinha, sô — choramingou. — O que custa deixarem minha vida em paz? 

— Você está maluco. Pirado. Viajando nessa maldita pinga. — O balconista pronunciou-se, com toda a sua carranca impressa no rosto. — Eu vou te dar essa merda, mas, se vomitar, eu vou fazer você engolir tudinho do chão, capisce?

— Capisce.  

Após o balconista encher novamente o copo de Jimin de sua tão amada marvada, o homem começou a divagar, observando a decoração rústica do local e se impressionando com a mesma — coisa que não deveria acontecer, pois era um frequentador assíduo do bar. Jimin sempre perdia um pouco a memória quando bêbado.

Passou seus olhos por todo o local, notando claramente o piso xadrez chamativo e os diversos quadros da equipe e do símbolo do São Paulo espalhados por todo o bar. Seu Janeilson era mesmo um fanático pelo time. Haviam diversas mesas de madeira, tão brilhantes quanto o balcão do atendente chato, espalhadas por aí. Uma Jukebox pra lá de velha estava encostada ao fundo do bar, tocando Farra, Pinga e Foguete, dos cantores Bruno e Barretto, uma música bem conhecida por Jimin. A canção em uma língua estranha — sabia que era português, língua legítima de seu Janeilson, mas não deixava de ser estranha — parecia definir exatamente o que sentia naquele bendito momento enquanto tomava sua pinga. Era bem visível também um telão gigante que os frequentadores utilizavam para assistir a todos os jogos do campeonato estadual que estava rolando no Brasil. Perda de tempo na opinião de Jimin que odiava com todas as suas forças o tal futebol.

Era bem rústico o local. Delineava bem a personalidade estranha que o dono tinha. Mas, bem, não era importante. Apenas a versão dois ponto zero de seu estado inerte atacando.

E, novamente, virou o copo pequeno na boca. O líquido desceu queimando, em afinco, para seu estômago; para onde toda a mágica e fantasia acontecia. 

— Você é um completo noiado, Jimin — se intrometeu, outra vez (pela milésima vez) o balconista.

— Caralho, Jungkook, para de encher o saco! — Gritou. — Nossa senhora, eu vou enfiar esse copo na tua guela, parceiro. Mas eu vou enfiar tanto, mais tanto, que vai sair pelo buraco da tua bunda!

— Iti, ‘pistolou.

— Pistolei!? Você ainda não me viu pistola, seu coelho falsificado! Vê se me deixa aproveitar minha bendita pinga em paz antes que essa porra feche!

Jimin adorava implicar com o mais novo, unicamente pelo fato de seu Janeilson ser meio pervertido a ponto de ter mandado o garoto usar roupas que lhe fizessem parecer um coelho, seus dentinhos salientes apenas contribuíam para o toque final. Roupas de pelagem preta e orelhinhas de coelho da mesma cor, era esse o uniforme do balconista chato. Atraente, mas, ainda sim, chatíssimo e desnecessário. 

— Cadê o leãozinho? Ele é mais simpático que você.

— Quantas vezes vou ter que dizer pra não me chamar assim? — As orelhas de Jeongguk estavam vermelhas. Tamanha a raiva que sentia de Jimin quando lhe chamava daquele jeito ridículo. — O nome dele não é leãozinho. É Taehyung, seu escroto.

— Hmmm — chato, como sempre, Jimin olhou-o com certa perversão centrada. — Ciuminho, que lindo. 

— Você é tão pervertido quanto seu Janeilson. Por que você não pode simplesmente morrer, ein?!

— Eu tô pagando pra ficar aqui. Morrer, meu amigo coelho, seria a última das hipóteses. A não ser, claro, de cirrose. Aí sim eu morreria com dignidade e você poderia chorar por me perder. Eu estaria do outro lado rindo de você. 

— Cala a boca, idiota.

— Você não me manda, idiota — afinou a voz, debochando.

Jeongguk apenas revirava os olhos, ouvindo Jimin resmungar baixinho enquanto reclamava do ódio gratuíto que seu “amigo” coelho tinha nutrindo por si em suas orelhas de couro. Foi então que Jungkook avistou a solução de seus problemas entrando pela porta da frente com sua típica expressão de cansado.

— Ninguém te manda, certo, Jimin? — Perguntou, vendo o homem o olhar com cara de confuso.

— Quantas vezes vou ter que repetir, inferno? Ninguém me manda.

— Então olha lá quem acabou de voltar da faculdade.

E foi ao olhar para trás que Jimin constatou que adoraria ter alguém para mandar nele, especialmente se fosse aquele ser de fios extremamente negros e pele incrivelmente pálida como um papel. Se tinha uma coisa que amava, sem dúvidas, era a sua bendita e amada pinga. Entretanto, havia outra coisa que lhe fazia desmanchar de prazer. E essa coisa, sem rodízios, era a doce arte de expandir seu amor por certo morador da vizinhança, que, ao contrário de Jimin, apenas adorava expandir seu ódio pelo bêbado maluco do bairro.

Senta que lá vem história!


Notas Finais


truetaehy: e então, vocês gostaram desse primeiro capítulo? eu e a iza estamos dando nosso melhor aqui. Quem me conhece sabe que sou escritora de fluffy e drama, mas eu não pude me conter em começar uma comédia quando a Iza veio com essa ideia toda incrível. Eu to amando muito escrever com ela, gente, desculpa mas essa garota precisa ser enaltecida... DEEM MUITO AMOR PRA @ROZOK E PRA NOSSA NOVA FILHA!

Beijos e até o próximo capítulo <3


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