História Entregue-se (Norminah) - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Fifth Harmony, Norminah
Visualizações 153
Palavras 1.988
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey babys!! Obrigada à vocês que apoiaram a ideia de mais fics norminah e bom, essa aqui será bem hot.
Boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo l


Faltavam cinco minutos para as sete da manhã e ela ainda estava dentro do prédio.

Dinah Jane Hansen nunca foi uma garota muito organizada, por mais que tentasse, mas ainda assim, ela raramente se atrasava. Exatamente por isso, ela estava descendo as escadas do prédio em que morava o mais rápido possível nessa segunda-feira de fim de verão. Ela pulava os degraus, se abençoando por estar acostumada com o salto-alto. A bolsa pendurada de qualquer modo no ombro, o blazer em seu braço e ela ainda estava ajustando o cinto para a saia ficar no lugar quando saiu para o ar frio de Beschi. Em quinze minutos começaria sua entrevista de emprego e ela torcia para conseguir pegar um táxi.

Com vinte e dois anos, ela continuava sendo uma pessoa que não lidava muito bem com horários. Suspirou de alívio quando um carro branco atendeu ao seu sinal, pediu para o motorista dirigir o mais rápido possível para o restaurante do outro lado da cidade.

Não estava cursando faculdade, nunca teve interesse e não encontrou nenhum curso que parecesse valer a pena se esforçar e estudar. O terceiro ano do colegial foi marcado por testes vocacionais e ela tentando descobrir se seguia seu leve interesse por Sociologia ou tentava seguir o desejo do Sr. e Sra. Hansen: ser médica, orgulhar sua mãe. Ou ser advogada e continuar a linhagem dos Hansen no ramo da advocacia.

Por fim, acabou se formando no colégio, saindo da casa dos pais e arranjando um emprego no McDonald's do centro comercial da pequena cidade. Sendo assim, a filha única e decepção da família.

Ela até gostava de trabalhar no fast food, tinha colegas legais. Claro que nenhum era seu amigo, ela considerava apenas Camila Cabello, a garota que morava com ela, como sua melhor e única amiga. Entretanto, ela acabou começando a se aproximar do gerente daquela filial da rede, o que se revelou uma ideia bem ruim. Ela queria apenas uma nova amizade, um amigo para variar, e ele queria romance. Desejos conflitantes que acabaram causando uma briga entre os dois. No calor do momento, na raiva e no estresse, ela pediu demissão. Sem hesitar um segundo, o gerente aceitou.

No dia seguinte, Dinah Jane estava desempregada e sentada na sala do apartamento lendo anúncios de jornal. Mandou seu currículo para quatro restaurante, três por perto e um do outro lado da cidade. Como nada em sua vida era perfeito, o primeiro restaurante que mandou uma resposta e marcou uma entrevista foi justamente o que ficava do outro lado de Beschi.

Ela morava em uma parte não muito favorecida, onde era até perigoso. Perto dos limites da cidade, terrenos baldios, casas abandonadas e um matadouro desativado há décadas. E o restaurante ficava perto da área mais segura e movimentada da cidade, um núcleo onde estavam localizados: Instituto Davis Archer, o IML da cidade, a principal delegacia, o prédio principal do Evans Company (que alugava salas de escritórios), o Marley Rose High School e a Universidade de Beschi. Os cinco lugares mais importantes de Beschi. Além de ser a dois quarteirões do condomínio Primrose Dickens, o lugar mais caro para se morar naquela cidade.

Ou seja, era um ótimo lugar para se trabalhar. O centro comercial (que também pertencia a Evans Company - como metade de Beschi). Além disso, ela já havia comido algumas vezes em outra filial do restaurante, tinham uma cheesecake perfeita. Seu colégio antigo (que não era o Marley Rose e sim um particular que ficava perto da agência dos seus pais) ficava perto de uma filial do Mly, ela adorava ir almoçar lá entre o horário comum e as aulas extracurriculares.

Quando Dinah chegou ao restaurante, seu relógio marcava sete horas e oito minutos. Ela respirou fundo e parou perto no vidro, em uma parte que ela via seu reflexo perfeitamente, conferiu se estava apresentável.

Vestiu o blazer, que foi feito sob medida e se ajustava perfeitamente às suas graciosas curvas, assim como sua saia e sua camisa. Fechou o blazer e se olhou, parecia bem apresentável. Não gostava de salto alto, já que tinha 1,78m (herdados do pai, já que sua mãe mal chegava a 1,60m), era uma boa altura. Seus olhos eram cor-de-mel, bonitos e no sol, ah, eles eram maravilhosos. Era um tanto parecida com o pai, um queixo levemente quadrado, os traços polinésios fortes e marcantes, a pele branca com um leve bronzeado o cabelo loiro e ondulado, nariz quase empinado e lábios carnudos.

Dinah Jane era irresistível.

Ela entrou no restaurante no momento exato em que seu relógio apitou com o alarme programado na noite anterior. Respirou fundo e olhou ao redor, apenas uma mesa estava ocupada, duas garotas comendo torta e conversando baixo. Dinah viu o homem para quem ela entregou o currículo.

Ele estava no balcão. Era alto, pelo menos quinze centímetros mais alto que ela. O cabelo era curto e os fios que ainda restavam oscilavam entre pretos e grisalhos, eram cortado como um militar. Tinha algumas marcas de expressão. Os olhos eram negros, gentis e suaves. Ele sorriu quando a viu, era um sorriso gentil e de dentes alinhados. Ele fez um sinal para que ela se aproximasse e levantou o tampo do balcão para liberar a passagem.

Ele murmurou algo para a mulher que estava mexendo na cafeteira com um ar de irritação, ela parecia prestes a espancar a máquina. O homem riu baixo com a resposta e levou Dinah para o escritório. Ele se sentou em sua cadeira acolchoada e gesticulou para que a garota sentasse na cadeira em frente a mesa de escritório.

"Srta. Dinah Jane Hansen " ele disse, sua voz combinava com a aparente gentileza " Milika Hansen e Gordon Hansen, certo?"

"Sim, senhor."

"Eu posso perguntar por que a filha dos maiores advogados dessa cidade está procurando emprego?"

"Eu não me interesso pelos negócios da família."

"A srta. é sincera... gostei disso."

"Obrigada."

"Então, srta. Hansen" ele entrelaçou os dedos "Segundo seu currículo, você trabalhou no Mc desde que se formou no seu colégio."

"Foi o único emprego que eu encontrei."

"E o que aconteceu para precisar procurar outro emprego?"

"Tive um conflito com o gerente."

"Que tipo de conflito?"

"Ele queria algo mais que amizade."

"Entendo" ele sorriu "Garanto que Dashner, o gerente dessa filial, não vai ser desagradável desse modo. Ele é casado, tem filhos, a srta. vai gostar dele. É um bom homem. Se algum funcionário te encher, tem a liberdade de falar comigo."

"Isso significa..."

"Que você está contratada" ele continuou sorrindo amigavelmente "Foi a única com um currículo interessante, sabe? Filha de dois advogados que trabalhou em um fast food. Além de ter ótimas notas, quem não quer uma funcionária que parece tão boa?"

"Obrigada, senhor, muito obrigada mesmo" Dinah sorriu, animada por ter sido mais fácil do que ela imaginou "Quando eu começo?"

"Amanhã. Esteja aqui às seis, é um pouquinho antes do horário que nós abrimos. Eu vou estar aqui amanhã, mesmo que não seja o meu dia." Ele viu Dinah franzir a testa, levemente confusa "Eu costumo ficar no final de semana, mas como pedi para você vir hoje e você começa amanhã, são exceções. Nos dias da semana, quem cuida da loja é Dillian Dashner."

"Entendo" Dinah assentiu "Sua família toda trabalha na rede?"

"Sim, exceto a minha esposa. Como são cinco filiais, eu trabalho na maior e cada um trabalha em uma" Derrick  gesticulou para a janela do escritório. Dinah viu a mulher, que antes estava mexendo na cafeteira, atender um garoto com o uniforme do colégio ali perto "Essa é a minha filha caçula, Normani, ela vai te ajudar. Ela é praticamente a faz-tudo do restaurante."

"Entendo" Dinah continuou olhando, viu a mulher fechar o copo de isopor.

"Ela pode ser um pouco mandona, até mesmo rude, mesmo que ela costume ser gentil pelo mero costume de tratar clientes cuidadosamente. Então, por isso, se der algum problema, pode falar comigo. Só porque ela é minha filha, não significa que vou agir diferente. Está bem?"

"Sim, senhor" ela parou de olhar através da fresta.

Quando os dois saíram, Derrick guiou Dinah até a porta. Ela conseguia sentir que alguém observava seus passos e isso a deixava um pouco confusa, não sabia se isso era bom ou ruim. Apenas não olhou para trás a procura do seu observador porque seu novo chefe estava sussurrando algumas dicas para ela. Dicas que Dinah sabia que seriam bem úteis, como não dar atenção às cantadas que os adolescentes podiam lançar e evitar chegar atrasada.

Derrick também avisou que Normani podia ser inconveniente (que era um eufemismo para "ela é tarada") algumas vezes. Dinah assentiu, registrando as dicas, Derrick era um homem legal.

Ela se sentia aliviada por não precisar correr atrás de um emprego. Caminhou lentamente em direção ao ponto de ônibus, aproveitando a sensação de já ter resolvido esse problema. Demoraria um mês para receber dinheiro pelo trabalho e ela não queria pedir dinheiros para seus pais, então sempre economizava. Havia ido de táxi apenas porque estava atrasada, mas precisava pagar as contar e comer, nada de gastar mais do que deveria.

Desde o momento em que decidiu que não seria uma garota exemplar, seus pais tratam ela quase como uma desconhecida. Sequer se falaram no Natal, mas ela não achava tão ruim, havia crescido sem tê-los presentes. Então, aos dezoito anos ela saiu da espaçosa e luxuosa casa dos pais para se apertar em um pequeno apartamento no subúrbio de Beschi. Não podia se bancar sozinha, então dividia o apartamento com sua melhor amiga: Camila Cabello, uma  latina baixinha  que cursava Música.

Dois quartos, um banheiro, uma minúscula área de serviço, uma cozinha e uma sala que eram divididas por um balcão pequeno, que podia ser usado como mesa. Dinah agradecia por Camila nunca levar Lauren, sua namorado, para o apartamento. Quando elas queriam transar, Camila e a garota dividiam a conta de um motel. Às vezes elas dormiam no apartamento, mas apenas dormiam.

Sexo... algo que Dinah ainda não havia feito e era sacaneada por causa disso. Camila adorava fazer piadas sobre sua virgindade. Ela não se importava nem um pouco com isso. Havia tentado uma vez com um garoto mais velho, mas foi um fracasso. Ela desistiu antes mesmo que ele colocasse o pênis ereto para fora da cueca. Dinah sentiu uma repulsa, uma enorme vontade de vomitar quando sentiu a ereção roçando nela, as mãos dele a segurando. Simplesmente o empurrou, vestiu a blusa e mandou ele ir embora. O garoto escarou ela por alguns segundos antes de murmurar um pedido de desculpas, vestir-se outra vez e sair do apartamento rubro de vergonha.

Nunca mais eles se falaram outra vez e nem ela tentou transar com alguém. E Camila não sabia dessa tentativa falha.

Ela até sentia certo orgulho disso, mas não costumava pensar muito. Claro, sabia que se encontrasse alguém por quem ela sentisse atração o suficiente, não hesitaria nem um segundo para fazer o famigerado sexo com essa pessoa. Por enquanto, ela não encontrou e nem tinha pressa de encontrar.

Dinah empurrou esses pensamentos para o canto quando seu ônibus se aproximou, ela subiu e buscou no bolso da saia alguns trocados para pagar a passagem do ônibus. Admitia que não gostava de andar em transporte público, já que era desconfortável, mas era barato e tinha um ponto de ônibus na esquina da rua em que morava.

Ela sentou no fundo da condução, parecia um tanto deslocada ali. Mesmo que não quisesse parecer alguém com dinheiro, era inevitável, era o que acontecia com quem nascia em berço de ouro.

Ela precisaria acordar um pouco mais cedo, mais ou menos meia hora antes do que estava acostumada. Ela programou seu despertador para garantir que no dia seguinte não perderia seu horário.

Dinah sabia que tinha que se esforçar, era apenas mais uma funcionária, mas parecia bem mais simples do que antes. Era outra garota precisando de dinheiro e que foi tentar a sorte no Mly. Mesmo sabendo que ela estava naquela situação por ser orgulhosa e teimosa, ela gostava disso. Derrick parecia um ótimo chefe e Normani não deveria ser tão ruim assim.

Era uma nova fase e Dinah estava feliz.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...