História Entrelaços - James Rodriguez - Capítulo 3


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Categorias James Rodríguez, Jérôme Boateng, Mats Hummels, Robert Lewandowski, Thomas Müller
Personagens James Rodríguez
Tags James Rodriguez
Visualizações 314
Palavras 2.880
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


passando apenas para avisar que Entrelaços não será um fic longa, com mais de 10 capítulos, por isso de conter muita informação em um capítulo só... é isto.

perdoem qualquer erro e boa leitura!

Capítulo 3 - Capítulo III


3. A cada dia que se passava Cecília e James ficavam mais próximos, pareciam imã e metal. Tudo, ao final do dia, estimulava a atração dos dois. Era perceptível a mudança da jovem, seus amigos e até sua mãe percebiam a alegria estampada nos olhos e na voz. Com James não era diferente, os amigos do clube conseguiam notar a diferença no rapaz; estava muito mais feliz. Ele mesmo estava feliz consigo, não se sentia tão vivo desde o divórcio.

Cecília estava esperando o jogador que já estava chegando para busca-la, iriam jantar.

–– Você está tão linda – enalteceu a amiga, Julian. – fico até emocionado em te ver assim tão bem. – a amiga sorriu em resposta, ela sabia que eram palavras verdadeiras vindas do rapaz.

–– Eu espero que dê certo. – confessou. – Você merece muito ser feliz, garotinha, quero que ele te faça mais feliz do que o outro. – falou com indiferença ao se referir à Thiago.

–– Não entendo o porquê dessa implicância com ele. – ela falou. Realmente não entendia.

Quando Cecília se mudou para Munique já havia entrado em contado com Julian e Nikolay que também estavam de viagem marcada para a Alemanha; eles se conheceram através de uma amiga em comum, Samanta, que morou um tempo nos Estados Unidos aonde conheceu o casal. Quando Ceci chegou e conheceu os meninos ela ainda namorava Thiago, o mesmo passou um mês junto da namorada para lhe apoiar na fase de adaptação em outro país, mas tivera que voltar para o Brasil. De imediato todos se deram muito bem; Cecília, Thiago, Julian e Nick. Ficaram realmente muito próximos. No entanto a distância acabou por afastar o casal brasileiro e Thiago não fez esforço algum para que o namoro desse certo, mesmo dizendo aos quatro cantos do mundo que amava muito Cecília, os meninos perceberam que as iniciativas para que tudo continuasse bem partia apenas da mulher. Quando eles terminaram, Julian passou a nutrir um ódio mortal pelo brasileiro que, ao seu ver, ao menos tentou fazer algo para que o namoro não acabasse, mesmo jurando amor à garota.

Cecília ficou devastada com o fim, motivo que fez aumentar ainda mais a raiva do amigo, e o fato dela se trancar em si o fazia pensar que era por ainda gostar do ex-namorado. Mas depois que James apareceu e ele pôde ver cor nos dias dela, desejou que aquele não a machucasse e continuasse a colorir os dias monótonos da amiga. E, se por acaso, o jogador ousasse fazer algo que a deixasse em brilho, como o outro fez, ele com certeza veria algo mais destruidor que furacão em sua frente.

–– Olha só quem eu achei perdido. – Nick entrou acompanhado de James.

–– Colombiano, você está uma tentação. – Julian falou deixando o jogador envergonhado. – Com todo respeito, meu amor. – falou para o namorado.

–– Mas ele está mesmo. – retrucou Nick. – Com todo respeito também, meu amor. Nós sabemos que ele tem dona e nós sabemos também como ela é quando fica furiosa. – olharam para a amiga que parecia estar mais vermelha do que o vestido que usava.

Cecília foi ao encontro de James e ele entrelaçou suas mãos fazendo os meninos suspirarem.

–– Bom passeio, bebês. – falou Julian. – Levam camisinha aí? – perguntou sem nenhum receio e a boca de garota abriu três vezes mas ela nada disse. James riu e entrou na brincadeira.

–– Sempre tenho.

–– Pena que não vamos usar – a moça entrou na brincadeira. – já que você não fez a reserva naquele motel cinco estrelas. – a garota saiu puxando James consigo antes que o amigo falasse algo a mais.

James a levou até um restaurante muito bonito situado no centro da cidade. O jantar fora agradabilíssimo para ambos, tanto por causa da comida maravilhosa que lhes foram servidas quanto pela companhia.

–– Você quer ir para minha casa? – perguntou o jogador sem malícia alguma na indagação. – Eu tenho um ótimo vinho que poderíamos beber enquanto apreciamos a bela vista que tenho de Munique. – cortejou-se.

–– Me parece ser uma boa ideia. – respondeu a moça interessada pelo convite antes feito. – Eu gosto de vinhos e de Munique. – ambos sorriram e foram para a casa de James.

O clima, entre os dois, dentro do carro estava ótimo; conversavam sobre algumas músicas que tocaram na rádio, Cecília indicava alguns lugares que ela considerava legais na cidade e que o colombiano ainda não havia visitado.

James deixou seu carro no estacionamento do prédio e os dois subiram para o apartamento do rapaz que ficava localizado na cobertura. E que apartamento deslumbrante era aquele, pensou Cecília. Era tudo muito bonito; o espaço, a decoração, a sacada que possibilitava uma vista fascinante de algumas ruas de Munique. A garota pensou em como os amigos ficariam loucos só de entrar no “prédio dos ricos”, imagina se conhecessem o apartamento do jogador.

–– Minha nossa, James, essa vista é muito mais do que bonita. – falou para o rapaz que sorria feito um tolo por ver a mulher maravilhada com tudo aquilo. – Eu posso ir lá? – pediu permissão para abrir as portas de vidros e ir para a sacada.

–– Claro, mi amor. Mi casa es tu casa. – Cecília se arrepiou ao ouvir James praticamente sussurrar aquelas palavras.

Ela caminhou até a grande porta de vidro e a abriu sentindo o vento noturno de Munique adentrar a casa. Deu uma boa olhada nas ruas abaixo de si e se sentou em uma grande cadeira que havia ali. James não demorou para se juntar a ela com duas taças de vidro e uma garrafa de vinho que ela julgou ser muito caro, ele se sentou ao lado dela e lhe deu uma das taças os servindo com o vinho em seguida.

Ficaram um tempo em silêncio, um silêncio bom, mas que fora quebrado pela voz do colombiano.

–– Então, Ceci – chamou a moça pelo apelido sem ao menos notar que já chegara àquele nível de intimidade. – me conta sobre você. Percebi que não sabemos de muita coisa um do outro. Ela balançou a cabeça concordando.

–– E o que você quer saber?

–– Tudo. – ele falou e ela pensou, viu que “tudo” era coisa demais e não soube por onde começar.

–– Tudo é abrangente demais, eu não saberia como te contar tudo. – ele concordou.

–– Certo, então vamos por partes. Me fale sobre a sua família, em que parte do Brasil mora, como veio parar aqui... essas coisas.

–– Ah, minha família é maravilhosa. Eu moro em Brasília com minha mãe, minha vó e minha tia, eu usei o possessivo propositalmente só para enfatizar que elas são minhas mesmo. – explicou fazendo o jogador rir. – Meu pai não vive com a gente, bem, ele e minha mãe namoraram quando estavam no colegial e por pura falta de sorte, ou não, ela engravidou. No fim ele acabou tendo que voltar para a cidade natal, Porto Alegre, mas sempre teve contato comigo por ter uma relação amistosa com mamãe. Meu pai tem uma bela família e eu tenho dois irmãos, filhos dele, mamãe resolveu parar em mim. Mais alguma coisa? – pensou. – Ah, sim. Eu sou formada em publicidade e descobri essa agencia a qual eu estou funcionária aqui, eles oferecem contratos de no máximo dois anos para os formados que procuram experiência. Bem, meu contrato vence em março do ano que vem.

James tentava abstrair todas aquelas informações que julgou ser importante sobre a vida da mulher que ele estava interessado, mas uma em questão lhe chamou atenção, o vencimento do tal contrato. O ano estava por acabar e março não tardaria a chegar.

–– E o que você vai fazer quando esse contrato vencer?

–– Provavelmente voltarei ao Brasil, como estava nos meus planos. – o colombiano sentiu um nó se formar em sua garganta ao ouvir sobre a probabilidade de Cecília retornar ao Brasil.

Mas por que esse mal estar súbito por saber que ela estaria de partida? Ele se fez essa pergunta e não soube responder.

–– Você quer voltar para seu país? – perguntou de repente.

–– Claro. – respondeu dando de ombros.

–– Mas eu não entendo – pareceu confuso. – aqui deve ter mais oportunidades do que lá, estou errado?

–– James, veja bem, você sente saudades da Colômbia, da sua família? – ele acenou freneticamente com a cabeça sussurrando um “muitas”. – Eu também sinto saudades da minha família, do Brasil, dos amigos que eu tenho lá. Não seria muito mais fácil trabalhar no que gosta e ainda ter as pessoas que amamos por perto? – ele concordou novamente. – Então você entende.

–– E as pessoas que você deixará aqui, não pensa nelas também? – perguntou o rapaz se incluindo nessas “pessoas”. Cecília sorriu ao notar a preocupação dele.

–– É claro que eu sentirei saudades; dos meninos, de você – o coração do rapaz apertou, aquilo estava parecendo uma despedida para ele. – aqui ficarão poucas pessoas, mas são as melhores pessoas, não tenha dúvida. Mas isso não significa que não vamos nos falar nunca mais, longe disso. E você sabe muito bem como é que funciona essa adaptação nos lugares; quem garante que você estará em Munique no próximo ano? – ele não havia pensado nisso, James, por causa da profissão, sabia mais do que ninguém como é deixar um pedacinho seu por cada lugar que passa. – Mas e você, jogador? Me fala sobre a sua filha, ela deve ser o seu grande amor, não é mesmo? – ele sorriu ao se lembrar da pequena Salomé.

–– Ela é sim, é o meu tudo. Senti muito medo de me afastar da minha filha quando me divorciei, mas nós continuamos muito conectados, sabe? Eu sou louco por ela e Daniela, mãe dela, sabe disso, por isso decidimos continuar amigos, por ela. Tenho sorte por ela não me privar da minha filha, eu sinceramente não sei o que faria se a separação afetasse a minha relação com a pequena. – os olhos do jogador brilhavam ao falar da filha. – Você precisa conhecer ela, é uma graça, tenho certeza que vai te adorar. – Ceci se assustou com a sugestão mas nada disse, ficou feliz por James querer lhe apresentar alguém tão importante assim.

–– É importante que os pais sejam amigos mesmo estando separados, digo por experiência própria. Acredito que se meus pais nutrissem ódio um pelo outro eu sofreria mais por não ter um deles por perto, meu pai mesmo morando longe se fez presente.

–– Mas eu penso que se não fosse por Salo, eu e Dani não seríamos nem amigos mais.

–– Por que diz isso? – Cecília estava curiosa, queria saber o motivo do casamento ter acabado, mas não queria parecer invasiva e mal educada perguntando.

–– Nós estávamos desgastados demais, um pouco a cada dia. – suspirou. – Tudo o que nós queríamos era ficar longe um do outro.

–– Como vocês conseguiram chegar a esse ponto? – Ceci criou coragem para perguntar, mas entenderia se o rapaz não quisesse falar sobre aquilo.

–– Nos casamos muito jovens, éramos tão ingênuos a ponto de achar que a vida era um conto de fadas. De fato, vivemos bons momentos, ela me fez muito feliz, mas chegou um momento em que nós estávamos andando por caminhos diferentes e que um dos dois deveria abrir mão do seu caminho. Nenhum de nós queríamos ir para o caminho do outro – riu sem vontade – mas percebemos isso tarde, quando a relação já estava desgastada demais. Por isso digo que se não fosse Salomé, nós nem amigos seríamos.

–– Eu penso que se uma pessoa foi capaz de fazer a outra feliz por muito tempo, ela não merece ódio, a não ser que no fim ela tenha sido muito filha da puta com o outro, aí sim. – James riu. – Sério, mas se o fim foi tranquilo, não há mal em manter um sentimento construtivo pelo outro.

–– Você tem alguém que mantém um “sentimento construtivo”? – James perguntou e Cecília lhe lançou um sorriso nostálgico.

–– Tenho.

–– E eu posso saber sobre essa pessoa? – perguntou acanhado, mas estava curioso demais para deixar a pergunta passar.

O jogador se sentiu compelido por saber que alguém já fora dono do amor daquela moça, mesmo não estando em um relacionamento sério com Cecília, James sabia do poder que ela tinha sobre ele e no quão incomodado fica só de pensar na sua garoto com outro alguém.

–– Bem, nós nos conhecemos na faculdade e começamos a namorar muito tempo depois, primeiro fomos bons amigos sem nenhuma maldade. Thiago foi o meu primeiro e único namorado sério, meu maior incentivador e eu sou muito grata por ele ter me apoiado em tudo, nunca me deixando desanimar. Quando eu fui contratada e tive que vir para cá, fiquei totalmente perdida e ele foi o meu norte, entende? Se aventurou nisso junto comigo e ainda passou um tempinho por aqui, mas teve que voltar. E a distância acabou por atrapalhar a relação, eu acho que ele se cansou disso logo e eu fiquei tentando de todas as formas que desse certo, demorei muito para perceber que estava sozinha nessa. Não guardo rancor por isso pois percebo o bem que ele fez em minha vida. Hoje eu compreendo que nós funcionamos muito melhor como amigos.

–– Fico até enciumado de pensar em você beijando outro cara. – falou o rapaz em um tom de brincadeira, mesmo que no fundo ele realmente tenha ficado com um pouco de inveja de Thiago por ser lembrado com tanto carinho pela moça.

Cecília o beijou e isso o pegou totalmente desprevenido, mas ele não negou, gostou muito do ato da moça.

Os beijos ficaram cada vez mais intensos e ambos sabia que se ultrapassassem disse ninguém os atrapalhariam dessa vez, os dois queriam muito continuar o que não conseguiram fazer da última vez em que estiveram sozinhos.

O colombiano puxou a brasileira para seu colo e lentamente levantou o vestido dela. Tocou na pele macia da coxa de Cecília que se arrepiou com o toque suave das mãos de James. Não tardou para que ele retirasse por completo a peça de roupa do corpo da mulher a deixando apenas de lingerie. Cecília passou sua perna pela cintura do jogador e se sentou em cima dele retirando a camisa do mesmo.

–– Acho melhor irmos para o quarto. – ele falou em meio a lufadas de ar que saiam de sus pulmões, a menina concordou.

James levantou com Cecília em seu colo e foram até o quarto.

O jogador deitou a publicitária cama e começou a se despir, Cecília julgou aquela cena que vira como uma das mais bonitas que presenciou em toda sua vida. James retirou com a maior delicadeza as peças íntimas de garota que teve seus segundos de timidez diante o homem.

–– Você é tão bonita. – enalteceu-a.

Cecília estava deitava com as pernas fechadas, James por sua vez permanecia de pé em direção da jovem. Fora cortês ao abrir as pernas da moça e se abaixar em frente à ela. Ele beijou toda a parte interna das pernas da mulher até chegar na parte mais úmida do corpo dela naquele momento. James sugou-a lentamente fazendo a mulher gritar de desejo, ele ficou ainda mais extasiado ao ouvir o grito rouco. Seus movimento se intensificaram mas não deixou de ser prazeroso para Cecília. A moça chegou ao ápice do prazer fazendo James sentir o seu gosto.

O rapaz saiu de onde estava para pegar em seu criado mudo um pequeno pacote, Cecília já sabia do que se tratava. Enquanto ele vestia-se com o preservativo ela se acomodou na grande cama a sua espera, fechou os olhos sentindo o desejo pairar pelo lugar. Sentiu um peso na cama e abriu os olhos para olhá-lo. James se pôs entre as pernas da garota e pressionou o membro ereto conta o mais íntimo da mulher a fazendo suspirar e sentir um leve desconforto no início que passou em fração de segundos. O homem gemeu saboreado a sensação de estar tão conectado à outra que por sua vez chegou a lagrimar de tanto deleite por causa dos corpos fundidos.

Cecília tentava abafar os gritos a cada movimento mais ligeiro do colombiano, mas não conseguia conter-se.

–– Grite, amor. – falou o homem em um sussurro. – Eu quero te ouvir gritar, grite com gosto. – em seguida mordeu, não tão forte, o pescoço dela que se permitiu gemer mais alto.

O barulho que as pelves faziam ao se chocarem parecia música para os ouvidos.

–– Você pode ir mais rápido que isso, James. – ela falou tentando encontrar fôlego, ele fez o que ela queria.

–– Fique que quatro para mim. – pediu e ela prontamente assim fez.

Sentiu-se penetrada outra vez por aquele homem e foi ao delírio.

–– Eu estou indo tão fundo em você, Ceci, consegue sentir? – perguntou-lhe e ela assentiu falando-lhe coisas desconexas.

Continuaram com o sexo em tantas outras posições e muitas outras vezes naquela noite até chegarem ao último ápice juntos, suados e extremamente cansados.

Nenhum dos dois haviam sentindo algo tão inexplicável quanto sentira juntos, era assustador a forma como eles se davam tão bem na cama e fora dela, ninguém queria que aquilo tivesse um fim.

Era como a música de Lana Del Rey:

It's better than I ever even knew
They say that the world was built for two
Only worth living if somebody
Is loving you
Baby, now you do

Com certeza foi muito melhor de que eles imaginavam que seria, e se o mundo fora feito para dois isso só vele a pena se alguém estiver amando, bem, era muito mais que real, eles já se amavam.


Notas Finais


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