1. Spirit Fanfics >
  2. Entrelaços (abo-Minsung) >
  3. Capítulo 26 (Han Jisung)

História Entrelaços (abo-Minsung) - Capítulo 26


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, oi!
Eu voltei! Hoje não tenho muito a dizer.
Só, Boa leitura! ❤💕

Capítulo 26 - Capítulo 26 (Han Jisung)


Fanfic / Fanfiction Entrelaços (abo-Minsung) - Capítulo 26 - Capítulo 26 (Han Jisung)

A rotina na casa de Jisung e Minho já tinha sido reestabelecida. Jisung tinha aulas na faculdade durante as manhãs e o trabalho terminava logo as 17h30. Ele aproveitava que Minho só chegava por volta das 19h para gastar o seu tempinho livre cuidando da forma física, já que durante as férias ele não fez nada. Ele saia para o parque perto do trabalho onde ele fazia alongamento, corria e fazia seus exercícios diários num ambiente mais natural e convidativo. Não tinha nada melhor do que correr escutando os pássaros e descansar na grama verdinha no final. E quando Jisung tinha preguiça de sair para correr, ele lembrava de Minho e do tanto que o ômega apreciava sua barriguinha malhada. Muito embora esse não fosse o motivo principal dos exercícios, servia de incentivo. Ainda mais quando lembrava da sensação da boca de seu hyung enchendo-o de beijos e molhando com a língua os vãos entre um gominho e outro.

Aquela sexta feira foi um dia que Jisung acabou saindo mais tarde da empresa e, consequentemente, terminou os exercícios mais tarde também. Por isso ele acabou só conseguindo chegar em casa quando já se passavam das 19:30. Quando ele entrou em casa, levou um susto por não encontrar Minho em lugar nenhum, mas depois se lembrou de que seu hyung tinha dito que ia ao médico. Ele resolveu então ir tomar banho pra tirar todo aquele suor do corpo enquanto esperava Minho chegar.

Jisung demorou mais do que o normal no banho já que o relógio marcava 19:58 quando ele saiu. Minho ainda não tinha dado sinal de vida e não havia se quer uma mensagem no celular. Jisung não se preocupou muito porque ainda estava um horário aceitável para Minho ainda a estar na consulta. Mesmo assim, achou melhor mandar uma mensagem.

A preocupação só começou de fato quando, 20 minutos depois, Minho ainda a não tinha se quer visualizado a mensagem. Jisung tentou ligar e não obteve resposta nas duas primeiras tentativas. Quando ele já estava começando a desesperar, Minho atendeu na terceira chamada.

Oi Ji!

Hyung, onde você está?

Tô indo pra casa já. Eu tive umas complicaçõezinhas, por isso que demorei. Mas não precisa se preocupar!

Quer que eu vá te buscar?

Me buscar como? Você tem carro por acaso?

Minho podia ser irônico quando queria.

Eu posso ir de Táxi.

Não precisa. Eu já tô chamando um pra mim. Em 15 minutos eu chego! Tenho boas notícias!!

Boas notícias? É alguma coisa que o médico te disse?

Te conto quando chegar! Tchau Sungiee! Eu amo você!

Até daqui a pouco, amor da minha vida.

Com a chamada encerrada, Jisung se sentiu mais aliviado. Minho parecia animado para lhe contar seja lá o que for e a alegria do ômega deixou Jisung de bom humor. Ele resolveu aproveitar que ainda tinha um tempinho até Minho chegar e pediu a comida favorita do ômega pelo delivery.

Jisung estava no quarto desenhando quando escutou o som das chaves na porta e, logo em seguida o grito animado do ômega lhe chamando. Jisung levantou de um salto e saiu sorridente para a sala a fim de encontrar seu hyung, mas o sorriso desapareceu assim que colocou os olhos em Minho e deu lugar para o rosto preocupado.

- O que aconteceu? – Minho tinha um machucado na bochecha e outro perto da boca, mesmo assim ele sorria.

- Nada de mais, foram só uns contratempos. Eu tenho uma coisa importante pra te contar! – Disse animado vindo em sua direção. Jisung não se deixou contagiar por aquela alegria, Minho chegou em casa machucado e ele queria entender porque parecia que ele tinha sido socado.

- Pode ir parando de tentar mudar de assunto, Minho! – Suas mãos já estavam no rosto de seu hyung, inclinando a cabeça dele com cuidado para que pudesse ver melhor os machucados. Realmente não parecia grave, mas Jisung não baixou a guarda. Se alguém tivesse feito aquilo com seu namorado... – Me conta o que aconteceu – Pediu enquanto fazia carinho no rosto de Minho.

- Não foi nada de mais, Ji. Só uns colegas do trabalho que perderam a cabeça e...

- Eles te bateram, Minho? – Jisung já conseguia sentir a raiva correndo em suas veias.

- Eles ficaram um pouco alterados, sabe. Mas não foi nada de demais

- Responde a pergunta, Minho. Eles que te machucaram? – Jisung estava muito sério e tinha que se controlar para não perder a cabeça.

- Foi, mas isso não importa! Já passou e eu já fui na polícia denunciar eles – Minho contou como se não fosse nada, talvez para tentar acalmar Jisung, mas não adiantou de nada. O alfa tinha sangue nos olhos. Nunca na vida ele sentiu tamanha raiva. Ele se afastou de Minho na mesma hora com passos pesados enquanto tentava respirar fundo e se acalmar. Ele se apoiou na bancada da cozinha e apertou o mármore com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. Não demorou para que ele sentisse Minho lhe abraçar por trás.

- Acho bom esses desgraçados me evitarem se quiserem ter uma vida longa – A voz de Jisung saiu tão carregada de raiva que ele mal a reconheceu.

- Não fique assim Jisungie... Eu tô aqui e estou bem. Não queria que ficasse preocupado.

Jisung se virou de uma vez para ficar de frente com o ômega.

- Como é que você espera que eu não fique preocupado!? Isso é uma covardia tão grande! Abusar da força física pra machucar uma pessoa é uma atitude nojenta. Eu queria ver se eles teriam essa coragem se eu estivesse lá. São uns covardes! Covardes que se aproveitam de quem tem menos capacidade de se defender. Não quero ver você ir trabalhar amanhã com essas pessoas, hyung...

- Tá tudo bem, Sungie. Eu já te disse que fui até a polícia denunciar eles. Não acho que vá dar grandes coisas, mas também não acho que a empresa vai ignorar esse fato totalmente. E eu tenho coisas boas pra te contar!

- Eu quero muito ouvir o que você tem pra me contar, Minmin – Jisung se permitiu suavizar um pouco a voz – Mas antes, quero saber porque é que você não me avisou antes? Eu teria ido com você na polícia.

- Justamente porque eu sabia que você reagiria assim. E, como eu já disse, não foi nada demais. Eles me bateram dentro da empresa, aí o seguranças apareceram bem rápido pra me ajudar.

- Mesmo assim! É nessas horas que eu queria muito que tivesse te marcado...

- Isso não mudaria nada! Só te deixaria mais preocupado. Ia fazer o quê quando sentisse a marca? Se teletransportar pra onde eu estivesse?

- Pelo menos eu saberia que você está bem! E se fosse uma situação mais grave?

- Mas não foi nada grave. Agora deixa eu te contar o que eu tô tentando contar desde que cheguei, por favor!

Jisung suspirou derrotado. No fim das contas, Minho realmente parecia genuinamente feliz em vez de bravo ou triste pelos episódios recentes.

- Tudo bem, Tudo bem! Vamos sentar e você me conta, pode ser? – Minho assentiu com um sorriso – Eu te amo, Minmin. Você pode contar comigo sempre e não precisa aceitar esse tipo de barbaridade calado. Eu quero estar aqui pra você sempre, quero te dar força, te dar carinho e te amar, então pode me contar sempre que estiver com problemas ou se você simplesmente quiser desabafar sobre qualquer coisa.

- Mas eu tô aqui justamente tentando falar desde que cheguei e você não deixa! – Minho reclamou, mas o sorriso não deixava ele mentir: as palavras de Jisung tiveram efeito, afinal. O ômega abraçou Jisung apertado – A notícia boa é que eu não vou mais trabalhar com esses idiotas porque EU ARRAJEI UM EMPREGO NOVO! Yayyyyy!!! – Minho disse pulando de alegria.

Jisung não pode deixar de sorrir com toda aquela animação. Para ele, também era um alívio saber que Minho não ia ficar trabalhando com aqueles idiotas.

- Parabéns, Minmin! Me conta tudo! Nem sabia que você estava procurando emprego! – Ele puxou Minho para se sentar no sofá com ele e olhou nos olhos de jabuticaba com grande expectativa.

- Então, foi meio que uma surpresa pra mim também. Hoje de manhã foi o dono de uma grande construtora visitar a nossa empresa pra falar com o meu chefe. Como de costume, os meus superiores mandaram eu receber o tal do Sr. Park e levar café pra ele, embora essa não seja minha função na empresa. Como eu não tinha opção, fui lá receber o homem. Só que o Sr. Park é um alfa de meia idade muito simpático. Eu fui mostrar pra ele rapidinho algumas das áreas da empresa e ele acabou descobrindo que, na verdade, eu sou engenheiro. Aí ele me pediu uma opinião em um projeto que tinha em mãos e eu ajudei ele e tudo mais. Depois disso eu deixei ele na sala do diretor da empresa e fui fazer as minhas coisas. Achei que ia ficar só por isso mesmo, mas de tarde, quando já tinha passado um tempão e eu nem estava mais pensando nisso, alguém me avisou que era para eu ir encontrar o Sr. Park na cafeteria da empresa porque ele queria falar comigo. Aí eu fui, mas já estava todo tremendo achando que tinha feito algo de errado. Quando eu cheguei lá, para a minha grande surpresa, ele me disse que estavam a tempos procurando um engenheiro competente desde que o deles se aposentou e me perguntou se eu aceitaria ser o engenheiro chefe da empresa deles. Por dentro eu totalmente SURTEI nessa hora, mas por fora eu sorri como se recebesse proposta como essas todos os dias e perguntei os detalhes: quando eu iria começar, quanto seria meu salário, qual a carga horária, etc. Agora pasme , Jisung: ele disse que eu posso passar lá amanhã de manhã para acertar os detalhes e que já posso começar a trabalhar logo na segunda feira, ganhando um salário bem maior e, ainda por cima, trabalhando menos tempo!! Eu acho que estou vivendo um sonho, só pode! Eu tenho o amor da a minha vida comigo e agora o emprego dos meus sonhos? Isso só pode ser mentira!- Minho dizia e os olhos dele brilhavam como nunca antes. A felicidade dele era tão genuína que Jisung se pegou explodindo de felicidade também.

- Meu amor... Eu estou tão feliz! Você agora vai poder usar o seu potencial de verdade no trabalho e eu sei que vai se sair incrível! – Minho se jogo nos braços dele de novo, mas Jisung não estava esperando por isso e acabou caindo pra trás no sofá, enquanto escutava a risada de Minho se misturar com a sua. Eles param de rir quando o interfone tocou e se entreolharam imaginando quem poderia ser. Minho saiu de cima de Jisung e logo os dois se levantaram e foram até o aparelho. Foi Jisung quem atendeu e assim que escutou a voz do outro lado, se lembrou de quem estava esperando. Ele abriu a porta para o estranho subir.

- Quem é? – Minho perguntou.

- Surpresa pra você! – Jisung respondeu.

Poucos minutos depois, apareceu na porta um homem com uma caixa lacrada: a comida que estavam esperando. O homem se desculpou pela demora absurda e disse que o dia estava sendo cheio, Jisung agradeceu a comida e voltou a trancar a porta de casa.

- Você comprou o meu favorito!

- Claro que sim! E agora a gente tem que comemorar o seu emprego novo! – Jisung disse.

Eles resolveram comer no sofá, uma exação a regra, apenas porque o dia era especial. Rapidamente pegaram tudo que precisavam e sentaram bem perto do outro.

- Então, você já contou pro seu chefe que não vai mais trabalhar com ele?

- Já! Assim que o Sr. Park foi embora, eu voltei lá pra dentro e fui direto conversar com o meu chefe. Eu pedi minha demissão e ele já arrumou os papéis todos pra mim, vou ter que passar lá pra terminar de ajeitar tudo amanhã de manhã também. Foi depois de eu sair da a sala dele que eu encontrei todos os meu colegas de trabalho e meus superiores me encarando. Um deles, que aliás é o mais babaca de todos perguntou se eu tinha pedido demissão e eu respondi que sim. Aí ele me perguntou se eu tinha choramingando um emprego pro Sr. Park e ele tinha deixado eu ser o cara que lambe o pé dele. Tudo isso daquele jeito irônico e debochado, sabe? Eu deveria ter só ignorado, mas eu acabei não me segurando e disse pra ele que, diferente dele, eu era um profissional competente e que não precisava puxar o saco ou choramingar pra conseguir alguma coisa. Ainda virei e falei que ele não devia entender o que significava competência, já que mandava os outros fazerem o trabalho dele. Ele ficou muito puto e levantou da cadeira para me encarar, mas eu não fugi. Aí ele perguntou se eu estava chamando ele de incompetente e eu respondi: “Eu sei que seu grau de incompetência é muito alto e que você precisa de ajuda até pra entender que está sendo xingando, mas eu não vou ficar explicando tudo pra você não. Se vira.” Nessa hora ele já estava vermelho de raiva. Aí ele aumentou o tom de e voz comigo e pediu pra eu repetir. Aí eu falei: “se não você vai fazer o quê? Me bater? Seu covarde". Aí ele me bateu mesmo. E eu chamei ele de covarde e ele me bateu de novo e aí chegou um monte de gente pra separar a briga. Pare e cena de novela, né?

Jisung só negou, sério. Aquela história toda não o agradava em nada.

- Pelo menos você disse umas verdades para esse filho da Puta – Jisung disse – Mas da próxima vez, não entre em brigas assim! Eu morro de preocupação, min!

- Não fique! Eu sei me cuidar. E eu ainda tenho mais uma surpresa pra você! Só vamos terminar de comer que eu vou trazer pra você.

- Meu Deus, mais surpresas??

- Sim!! Agora termina de comer pra eu poder te contar!

Eles comeram o resto da comida a jato e deixaram tudo na pia. Minho correu até a mochila que leva para o trabalho todos os dias e voltou para perto de Jisung no sofá.

- Ok. Então, depois de toda essa confusão lá na empresa, eu tive que ir na polícia fazer a denúncia e deu um monte de confusão, mas eu consegui ligar pro meu médico e ele disse que não tinha problema em me atender mais tarde – Minho tinha agora aquele sorriso de lado que nunca falhava em fazer o coração de Jisung acelerar. Ele pegou alguma coisa dentro da mochila e escondeu atrás das costas. Logo colocou umas perna de cada lado de Jisung para se sentar em seu colo, de frente para ele. Instintivamente, o alfa levou as mãos para a cintura de seu hyung ajudando ele a se acomodar sobre seu colo – Tcharam!!! – Minho disse com um sorriso, tirando de trás de si uma caixinha de remédio que Jisung levou um tempo para reconhecer, mas quando o fez, o sorriso foi inevitável – Eu tenho que tomar por pelo menos uma semana pra fazer efeito. É bom que da tempo dos exames ficarem prontos também – Minho disse animado.

Jisung sorriu animado. Ele próprio estava esperando os resultados dos exames que tinha feito no dia anterior. Puxou Minho porque estava doido para beijar aquele ômega. Malas línguas tinham se encostado e Jisung já escutou Minho soltar um resmungo de dor. Ele se afastou na mesma hora, mas sem soltar as mãos dos fios onde estavam entrelaçadas.

- Esse desgraçado! – Resmungou olhando preocupado para o machucado no canto do lábios de Minho – Não posso nem mais beijar meu ômega? Humpf! – Ele reclamou antes de encher o rosto de Minho com beijos delicados, que desceram pelo pescoço e ele ainda tratou de puxar a blusa pra revelar até o ombro de seu hyung que ele também encheu de carinhos.

- Eu te amo, Ji – Minho disse lhe olhando nos olhos.

- Eu também te amo, hyung. E Eu vou te mimar o resto da noite porque hoje você merece – Disse fazendo carinho nos cabelos escuros.

E Jisung de fato passou o resto da noite mimando Minho o máximo que podia.


Notas Finais


Por hoje é isso!
Até o próximo xuxus! ❤❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...