História Entre(laços) jikook - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Gay, Jikook, Jimin, Jungkook, Romance, Yaoi
Visualizações 15
Palavras 2.319
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá amoras, me chamo Any, e essa é minha primeira fanfic... Mentira, na verdade é a segunda, mas a outra eu apaguei. Motivo? insegurança. 

Maaaas essa eu espero não apagar. Vou escrever mesmo se flopar. 

1; Todos os fatos tratados aqui são FICTÍCIOS, ou seja, nada é real nessa porra. As coisas sobre a reserva, os animais, o trabalho dos biólogos e veterinários, eu tirei da minha cabeça. Deve ter alguma coisa que seja real? (Tirando o amor dos Jikook é claro, por que isso é 100% real né meu bem) Deve. Mas eu não sei. Por isso se eu falar alguma caquinha, me avisem e eu me retrato. Okay?Okay.

2: Não é sadfic, porém, entretanto, toda via, eu adoro um drama, então se acostumem rs

3: Vai ter cenas +18? Não sei, talvez? Provavelmente. Mas esse não é o foco da história.

Meu usuário no tt é @anyrrss, se quiserem me mandem perguntas lá. Sou um amor ok.

beijos e boa leitura.

Capítulo 1 - 01


Sempre tive a sensação que não deveria estar aqui. 

Quando digo aqui, sim, quero dizer o mundo. Não gosto de sentir que a minha vida vá se resumir à estudar, crescer, casar, ter filhos e morrer, toda essa baboseira que a sociedade indiretamente nos impõe.

Se a vida é isso então talvez eu não queira continuar. 

Meu pai sempre me disse que temos um propósito, uma missão que devemos cumprir, mas eu não acredito que eu esteja no lugar certo, é como se eu estivesse sempre procurando por algo, como se eu estivesse no lugar errado e vivendo uma vida que não deveria ser a minha. 

Acordar cedo em uma segunda feira no meio do inverno canadense, é mais uma prova que eu não nasci pra esse lugar.

Sério, será que é pedir muito não ter mais aulas no inverno?

Como eu vou aprender se meu cérebro está quase congelando.

Invernos são feitos pra tomar chocolate quente e assistir Grey's Anatomy na tv, ou fazer anjos de neve, igual naqueles filmes de natal que ninguém mais aguenta assistir. E não pra acordar cedo com os gritos da minha mãe. Mas não podemos ter tudo né?


Meus pais são veterinários, moramos ao norte da Columbia britânica no Canadá, na cidade de Whistler. Famosa pelos seus centros de esqui

É, quando eu reclamo de inverno, tô falando do inverno canadense de -10°c. Não é frescura minha não tá?

Estamos bem longe da diversão e do luxo, claro, depende do que você considera diversão. Pra mim, com certeza esquiar não é, escorregar na neve em um projeto de skate, enquanto meus pés estão congelados, não é bem o meu ideal de uma coisa divertida.

Diversão pra mim seria...

Uma tarde toda deitado na pelagem de Koya enquanto leio algum Yaoi e como algum salgadinho de queijo, daqueles que tem cheiro de chulé.

Moramos perto da floresta, onde se encontra uma reserva natural e santuário para animais selvagens. Meus pais cuidam e monitoram animais em toda a extensão dessas florestas. Normalmente os animais que chegam aqui, sofreram abusos físicos e psicológicos de lugares como circos, zoológicos, ou foram feridos nas temporadas de caça. São tratados e devolvidos a natureza o mais rápido possível.

Desde que eu consigo me lembrar, eu acompanho eles em quase todos os resgates, e a cada dia perco mais a fé nos seres humanos. Como podem machucar um ser tão inocente e puro como um animal? E pior, por diversão.

É claro que ver todas essas coisas acabou me afastando muito das pessoas, se conseguem fazer atrocidades com um ser tão puro, imagina o que podem fazer comigo? Prefiro a comodidade do meu quarto a conhecer gente nova.
Crescer praticamente isolado teve seus prós e contras, mas no meu ponto de vista, nada que afete muito a minha vida.

Estou no meu primeiro ano da faculdade de biologia, e mesmo que eu ame muito cada parte dessa matéria, ainda tem dias que eu me pego querendo desistir de tudo e só desaparecer. Mas quando lembro que ainda vão continuar existindo pessoas horríveis e consequentemente animais precisando de ajuda nesse lugar, eu resolvo continuar.

— Park Jimin, se você não levantar dessa cama agora, eu juro que jogo água gelada na sua cara.— escuto a voz da minha mãe do outro lado da porta. — Os meninos já estão chegando e você ainda tem que se despedir do Koya.

Não ia brincar com ela, afinal, ela já tinha feito isso ontem, depois de eu me recusar a sair da cama pra comer. Cara, eu só tinha dormido por dezenove horas, qual é o problema nisso? Claro que foi depois de tomar meus remédios, já que dormir pra mim é uma luta.

Eu demoro pra pegar no tranco, mas quando pego também, sou pior que um urso hibernando.

Pera, ela disse se despedir do Koya?

Levanto da minha cama o mais rápido que consigo enquanto tropeço nas peças de roupas que estão jogadas no chão, digamos que eu não seja a pessoa mais organizada do mundo. Mas nesse momento nem tenho tempo de ficar irritado com isso, afinal, Koya estava indo embora, e eu nem teria tempo de me despedir.

Koya é um lobo do Ártico de oito anos de idade, ele foi resgatado de um circo à três anos atrás, e vive na reserva desde então. Ele é uma das melhores coisas da minha vida.

Todos os animais que chegam aqui ficam o menos tempo possível, só o necessário para o tratamento, já que cada dia deles aqui é menos um dia que eles vivem na natureza, e isso é tudo que não queremos. Porém, Koya, nasceu e cresceu em cativeiro, então pra ele é muito mais difícil esse processo de se adaptar a natureza. Nós invadimos o lar deles e os tiramos de suas vidas. Não acho que sejamos os racionais da historia.

A cada seis meses os biólogos e veterinários fazem um processo de "integração" tentando fazer ele sobreviver sozinho fora da reserva, mas em três anos isso não aconteceu, já que ele sempre nem se move de onde é deixado e acaba tendo que voltar novamente.

Meus pais não irão desistir, e por mais que me doa perder meu melhor amigo, ver ele livre é o único objetivo que eu realmente tenho. Assim como
eu, sinto que Koya não sente-se bem aqui.

Depois de escovar os dentes e vestir a primeira roupa que encontrei, desci escada abaixo, quase tropeçando nos degraus, não tinha muito tempo até os biólogos chegarem pra preparar o lobo pra ser levado.

— O senhor mentiu pra mim!— digo alto com a expressão emburrada, quando avisto meu pai sentado em uma das cadeiras na cozinha, bebericando o que me parecia café.

Meu pai é a definição de plenitude, nunca conheci na vida um homem tão calmo e despreocupado. Tá bom, eu não conheço muitos homens, mas isso não vem ao caso.

É claro que ele tem suas preocupações-afinal ele cuida de uma reserva natural, e resgata milhares de animais todos os anos-mas quando você o olha tomando seu café nas manhãs geladas canadenses, nem imagina toda essa responsabilidade.

— Eu não menti.— diz enquanto coloca a pequena xícara de porcelanato na mesa.—Disse que deveria acordar cedo e passar um tempo com Koya.

— Mas eu achei que ele só estivesse carente, e não que ele fosse ter uma integração. — digo colocando minhas botas de neve. Penso em ir sem elas, mas logo me lembro da ultima vez que fiz isso e quase perdi meus pés, acabo desistindo da ideia.

—Se eu te contasse provavelmente você não dormiria a noite, e eu sei da sua prova hoje.— suspirou cansado.

Ele tinha razão. Eu sou diagnosticado com TAG, ou Transtorno de ansiedade generalizada.

Tudo, absolutamente tudo, que seja fora da minha rotina, me causa medo e preocupação extrema. Isso é uma droga, desde pegar um ônibus diferente, até começar uma amizade nova, é um obstaculo pra mim. Já ouviu aquela frase:"Tudo que pode dar errado, dará errado" ou, como também chamam: lei de Murphy. Então, é a melhor explicação de como minha mente funciona. Pra mim nunca é só uma situação comum.

Meus pais tentavam evitar os famosos gatilhos, e esse era um deles. Saber que talvez esse seja o ultimo dia de Koya aqui, é perturbador pra mim.

Antes mesmo do meu pai tentar falar mais alguma coisa, abri a porta da frente, que dava até uma varanda e logo depois a um chão com pedrinhas brancas. No entanto, não dava pra ser visto, já que se escondia embaixo de uma grossa camada de neve. O começo da reserva ficava à poucos metros da minha casa.

Corria o máximo que conseguia, juntando todo o fôlego que uma pessoa sedentária e asmática consegue.
Se correr já é cansativo, imagina só correr na neve. Cem metros e eu já estaria jogando a toalha, mas hoje não posso fazer isso.

Koya fica na parte mais interna da reserva, próximo ao limite de terras, onde a floresta começa. Assim sua adaptação seria mais fácil, pelo menos na teoria.

Corro até próximo do lugar onde o lobo está, e começo a gritar seu nome.

Toda manhã antes de ir a aula, eu faço a mesma coisa, grito por koya e me despeço dele. Tem sido assim por três anos. E talvez essa seja a ultima vez. Koya não responde. Sim, normalmente ele me responde, ou melhor, ele uiva. Mas isso é um tipo de resposta, ok?

Provavelmente ele saiba da integração. Ele sente quando vai acontecer, e eu sei que ele tenta fazer dar certo. Assim como eu travo antes de uma situação nova, que me causa medo, Koya deve sentir-se do mesmo jeito.

— Vamos amigão, eu sei que você pode me ouvir. Venha se despedir de mim.— não escuto resposta.— Eu estou com saudades meu pequeno.

De pequeno ele não tinha nada, pesava quase 30kg e ficava da minha altura quando apoiado só nas patas traseiras. Mas era uma maneira carinhosa que eu adorava me referir à ele.

Logo escuto um barulho entre as arvores. É ele. Eu posso saber só pelos passos abafados pela neve. O uivo alto e rouco finalmente vem, quase melodioso de tão choroso. Koya está se despedindo. Ele sabe.

Assim que avisto sua pelagem branca se aproximando, corro e pulo a grade que nos separa. Mesmo sendo expressamente proibida a entrada de qualquer pessoa que não faça parte do grupo de biólogos e veterinários responsáveis pelo lobo, eu me arrisco sem relutar. Faco isso todas as tardes, por que não fazer uma ultima vez?

Abraço Koya com toda força que me resta, e ele retribui como pode, se aconchegando em meus braços.

— Vai ficar tudo bem garoto.- choramingo apertando o lobo ainda mais.— Eu vou estar sempre aqui se você precisar voltar. Mas espero que não precise, ouviu?

Me afasto para poder olhar nos seus olhos grandes e escuros, consigo ver toda a dor que o pequeno está sentindo, assim como o medo. Sem nem perceber já estou chorando. Não era a primeira vez, mas parecia a ultima que eu me despediria dele.

Não tenho muito tempo com ele, já que estava na hora de o buscarem.

— Eu preciso ir, mas não esqueça de mim, está bem? — escuto passos em direção de onde estamos.— Seja forte por mim. Encontre uma família meu pequeno. Adeus.

Corro e pulo a grade novamente deixando-o para trás, por mais egoísta que possa parecer, eu estava pedindo para que ele voltasse pra mim. Koya era minha salvação. Sempre foi.

— De novo lá? — escuto uma voz conhecida e grossa ao me aproximar de casa.

— Oi pra você também Taehyung.– tento limpar as lagrimas na manga da minha jaqueta de inverno.

Taehyung é um dos únicos amigos que tenho. Ele é irmão adotivo de Yoongi, meu outro amigo. Os dois são filhos dos biólogos amigos dos meus pais, que vieram de Seul junto com minha mãe, antes dela conhecer e casar com meu pai aqui. Sim, eu sou um sul coreano mestiço.

Os conheci à quatro anos atrás, já que os dois moravam com os avós na coreia, antes de virem viver com os pais no canada, mais especificamente, aqui na reserva. Demorou pra nos tornarmos amigos, por minha causa obviamente, já Taehyung me perseguia o tempo todo. No final eu acabei sedendo, e foi a minha melhor decisão.

—Não chora Min, se não eu choro junto.— me puxa levando-me para si. — Ele vai ficar bem.

Assim como todos que trabalhavam na reserva, Taehyung também sabia da integração de Koya. O lobo é muito querido aqui. Mesmo que não deixe que ninguém se aproxime, além de mim e dos meus pais, por receio, depois dos maus tratos que sofreu antes.

—Eu sei Tae, não duvido que ele vá ficar bem.— me afasto do seu abraço. — Duvido é que eu fique.

—Jungkook você está indo pro Canada. Não sei se você estudou geografia básica, mas lá é frio sua mula. — Jin diz jogando uma almofada na minha cabeça.- Pra que tanta camiseta preta?

Pois é, daqui algumas horas eu vou estar bem longe de Seul. Estagiando em uma das maiores reservas de proteção animal do mundo, com os meus três melhores amigos. O sonho de todo jovem veterinário recém formado, né? Mas pra mim, é muito mais complicado que isso. Estou indo lá atras de respostas. 

- Eu gosto de camisetas pretas, fora que eu posso comprar roupas quentes lá. - pego mais alguns pares de camisetas e coloco na mala. - Lá deve ter roupas de frio mais bonitas, afinal, todo mundo só deve usar isso naquele lugar.

Olho para meu hyung e ele me encara com uma expressão pensativa, provavelmente tentando entender o que eu tinha dito. Kim Seokjin, ou Jin como prefere ser chamado, é alguns anos mais velho que eu, se formou em biologia ano passado, e desde então me espera pra me ajudar com meus planos. Ele é o mais perto que eu tenho pra chamar de família, desde a morte da minha mãe, 15 anos atrás. 

- Olha, odeio admitir, mas faz sentido. - ele diz com as mãos na cintura, analisando sua mala lotada de casacos de inverno.

Jogo uma piscadela pra ele e vou checar meu celular que não para de tocar.

Kim Namjoon, 10:47

"Kookie, estamos chegando. Por favor, diz que você tem roupas limpas sobrando?, Hoseok acabou de vomitar nas roupas dele, e no MEU CARRO." 

10:53

"É serio, me diz que não vamos passar as próximas horas com ele dentro de um avião."

11:08

"Eu disse mesmo que iria? Acha que dá tempo de pegar o dinheiro da passagem de volta?"

- Acho que teremos longas horas pela frente.- vou até minha mala tirando umas peças de roupas para Hoseok.

— Longos meses você quis dizer. 












Notas Finais


Espero que tenham gostado
beijinhos.
Comentários são sempre bem vindos. COMENTE POR FAVORZINHO preciso saber se estão gostando.


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