História Envolvente... - Capítulo 21


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Delfina, Gaston, Jazmin, Jim, Luna Valente, Matteo, Miguel, Monica, Nina, Personagens Originais, Ramiro, Rey, Sharon, Simón, Tamara, Yam
Tags Gastina, Lutteo, Ruggarol, Sou Luna
Visualizações 278
Palavras 2.282
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capítulo! Olhos abertos pois é o penúltimo! !
Boa leitura! 😙

Capítulo 21 - Livre de verdade.


-Não precisa ser assim, Sol! Por favor, não faça isso! -A voz de Matteo pedia. E mesmo que alcançasse a mente dela, ela não conseguia obedecer. Seu pensamento era apenas um. 

-Se eu não posso viver, ela também não pode! -Sol gritou, certa de sua decisão, e determinada a terminar o serviço, apunhalando a si mesma com grande faça que segurava. 

Matteo olhou ao redor, se sentindo imponente ao ver que nada ali lhe serviria como arma. Nina estava abraçada a Gastón, chorando, com medo do que poderia acontecer.

Era o fim. Luna morreria, e eles não poderiam viver o recente descoberto amor.

-Não! -Nico gritou, quando a faca estava perto de perfurar as vestes e o peito de Sol. Era notável que as mãos dela tremiam, e que ela não queria realmente fazer aquilo, e o grito dele foi capaz de trazê-la um pouco de volta a realidade. Mas não o suficiente.

-E por que não? Tem outra saída? Eu não vejo outra maneira de sumir! Não tenho ideia de como ir embora! E se eu despertar no meio de uma transa desses dois? -Ela retrucou, apontando para si mesma e para Matteo. A indignação e a tristeza se faziam presentes em sua voz.

-Mas e eu? E esse amor todo que passou esse tempo todo guardado esperando você voltar? O que eu faço com ele? -Perguntou Nico, e as lágrimas em seu rosto não poderiam ser falsas. 
-Não seja injusta, Sol! Não é assim que tudo tem que terminar! -Matteo pediu, tentando se aproximar.

-Não chega perto!! -Ela gritou ao notar a intenção dele. Logo ele ergueu as mãos em desistência.

-Lembra o que você me disse naquela noite? Que era como se algo te prendesse aqui? -Nico perguntou, se aproximando a passos lentos. Sol ainda segurava a faca apontada para seu peito, mas sua mão já não estava tão firme. A lembrança daquela noite era a mais perfeita que tinha. E depois fora tão deturpada...

-É, eu lembro disso sim. -Respondeu ela, tentando manter a voz firme e falhando.

-E lembra também de como passamos a maior parte da noite? Te mantendo presente das formas mais deliciosamente malucas possíveis? -Prosseguiu ele, ciente de que aquela lembrança podia mexer com ela. E surtia efeito.

-Claramente. -Um sorriso inesperado surgiu em seus lábios. Ah, as coisas que eles haviam feito aquela noite! Foi mesmo inesquecível! -E é bom você se lembrar bem disso também. É o que vai te restar quando eu me for. -Ela completou, a voz quase num sussurro, pela já proximidade de Nico. 

Matteo observava não tão de perto e muitíssimo aflito o que acontecia. Já imaginava qual seria o fim do discurso de Nico, e torcia fervorosamente para estar errado.

-E o fato de ainda ser você ao despertar, hein? Não foi uma surpresa e tanto?

-Aonde você quer chegar com isso? -Ela cortou sua fala, cansada daquilo tudo. As lembranças feriram demais.

-Você não percebeu ainda? Eu sou seu assunto pendente, Sol! -Ele concluiu, já de frente a ela. Os poucos centímetros a mais a fizeram olhar para o alto, para seus olhos. Eles estavam brilhando tanto que seu coração quase não aguentou. Quis se lançar sobre ele naquele instante.

-Como assim? -Ela perguntou, a faca caindo de suas mãos, e sendo recolhida por ele. Ele sorria e chorava ao mesmo tempo.

-Eu posso estar muito errado, mas acho que o destino quis dar essa segunda chance a gente, para que pudéssemos saber que nada foi culpa nossa, e nosso amor foi e ainda é verdadeiro. -Ele explicou, da maneira que sentia. Era bem louco, mas fazia sentido.

Matteo percebeu que aquilo ainda ia em concordância com sua teoria. Ela precisava ser amada para se manter ali. Ser desejada trazia sua presença, ser amada fazia ser duradouro.

-E em que isso muda as coisas? Eu continuo sendo a mulher presa num corpo que não lhe pertence! -Ela disse, sentindo uma lágrima solitária em sua face. Era fraqueza, ela sabia. Mas se permitiu ser fraca naquele momento.

-E eu estou pronto pra te dar liberdade. Uma frase que a Luna disse me fez ter certeza! Quando ela estava prestes a te deixar vir, disse que o Matteo era o único que podia trazê-la de volta. -Nico continuou, com sua teoria que era praticamente um fato para Matteo. 

-E...? -Sol o instigou a proceder.

- Eu posso fazer isso por você também. Claro que o processo é diferente, mas vai te libertar. E me libertar junto, creio eu. -Finalizou ele, girando a faca em mãos. O único que percebeu o que ele faria foi Matteo. E percebeu tarde demais.

A faca atravessou o abdômen dele, num ponto que em pouco tempo ele estaria morto. E ele mesmo fez isso. 

-NÃO! -Sol gritou, vendo o corpo dele começar a ceder. Era impossível! Não era pra ser daquele jeito! Era ela que devia estar morrendo agora, não ele! -Seu estúpido! O que você fez! -Ela disse, indignada, tentando estancar o sangue com as próprias mãos. O corpo dele estava estirado no chão do local. Os funcionários foram chamar uma ambulância e fechar o estabelecimento.

Sol puxou a faca pelo cabo, de uma vez só para que a dor fosse rápida. Viu os olhos dele se fecharem e um grito mudo em sua garganta. A dor dele parecia penetrar a alma dela.

-Eu tô libertando você. Nós dois! Vamos ser livres para escrever nossa própria história! -Ele explicou entre tosses e ofegante. Ela segurou a mão dele, chorando e apoiando a cabeça no peito dele.

-Como a gente vai fazer isso com você morto, seu estúpido?! -Ela perguntou, trêmula. Estava com raiva, triste, e sem vontade de continuar ali. Mas tinha uma outra sensação presente. Parecia que ela estava com sono, como se fosse adormecer, e não mais acordar. Uma fraqueza estranha estava se apoderando dela.

-Se você morresse... voltaria para um lugar... onde eu não mais te encontraria... -Ele disse, falando com muito esforço. -Agora eu morro,  você se liberta, e nós nos encontramos do outro lado. -Finalizou ele, e era notável que se continuasse a falar, logo partiria.

-Como você pode ter certeza disso? Eu morri e continuei aqui!

-Porque eu ainda estava aqui. Eu já não comsigo mais ficar, vou estar te esperando, por favor, não demora... -Ele pediu, tossindo e expelindo  um pouco de sangue. 

Ela, mesmo duvidando, assentiu. Queria dá-lo esperança.

-Eu te amo. -Sussurrou, antes de beijar sua boca suavemente. E assim ele morreu, enquanto beijava os lábios dela. Porém algo mais acontecia.

O corpo fraco, a mente parecia ondular. Seus olhos ainda estavam fechados e sua boca ainda sobre a dele quando finalmente enxergou aquela luz, dentro de sua cabeça. Seu corpo cedeu sobre o dele, e a última coisa que ouviu antes de mergulhar na escuridão foi a voz de Matteo gritando o nome de Luna.

《 -Onde eu estou? -Sol perguntou, ao abrir os olhos. Tudo que via era branco, como uma tela pronta para ser pintada. Ouvia uma canção ao fundo, e sabia bem que canção era aquela, e ainda mais quem era a dona da voz que a cantava. -Luna? -Ela chamou, procurando pela ex melhor amiga.

A canção continuou, o que fez Sol pensar que estava enlouquecendo de vez. Decidiu-se por seguir o som e ver onde dava, mas era difícil caminhar por uma imensidão branca sem nada que indicasse um caminho.

De repente ela viu um tipo de inclinação, como um morro abaixo, e percebeu que a música vinha de lá. Desceu o pequeno morro e viu algo muito diferente. Foi como se tivesse atravessado um portal, ela realmente sentiu seu corpo atravessar algo. 

Fixou em dúvida, então, sobre qual era o maior choque: O bosque que via diante de seus olhos, rodeado de pinheiros e flores brancas, com uma estrada de pedras que davam no banco ao centro do bosque, ou ela estar usando a mesma roupa do dia em que morreu.

Ignorou o fato de ser um pijama e seguiu o caminho que via. Luna estava sentada no banco, de olhos fechados, cantando a canção que elas haviam escrito juntas a tanto tempo atrás.

Agora ao seu redor não havia mais a imensidão branca, e sim um lindo céu azul com partes rosadas, indicando o amanhecer, e o bosque de pinheiros, que foi onde as duas escreveram a canção.

-Luna? -Ela chamou de novo, ao se aproximar.

-Foi a primeira vez que eu vim parar aqui... Sabe, das outras vezes era apenas como uma longa noite de sono, e agora cá estou eu, no nosso bosque. -Luna falou, ainda de novo olhos fechados, como se gostasse da sensação que estar ali  causava.

-Eu também, mas isso me confunde. Por que estamos aqui? -Perguntou Sol, se sentando ao lado dela. Luna finalmente abriu os olhos, e virou o rosto, vendo Sol ao seu lado. Luna parecia bem mais tranquila do que o esperado.

-Não sei bem. Talvez a gente precise conversar de verdade. -Luna disse, parecendo pensar. Sol imitou a posição delas e as duas ficaram um longo tempo apenas se encarando.

-Você começa então. -Sol pediu de repente. Ela não queria falar primeiro.

-Tudo bem. Olha, eu acho que a gente passou por um bocado juntas. Em vida e depois da sua morte. Mas nossa amizade tinha tudo pra dar certo, a culpa foi nossa se não deu. -Luna começou a falar, expondo como se sentia a anos. -Quer dizer, eu era focada demais nas regras da minha mãe, na ambição do meu pai, e deixei muitas vezes você e os nossos projetos de lado. Lembra do nosso plano de acampar no quintal do Nico pra saber se ele estava de rolo com alguém antes de vocês engatarem o namoro? -Ela completou com um sorriso. Queria ter feito aquilo.

-É, e você cancelou pra fazer o vestibular da faculdade que sua mãe queria... -Sol retrucou, um tom de mágoa na voz. 

-Exatamente! Eu nunca fui livre de verdade, Sol! Não até me libertar das amarras da minha mãe e fazer o curso que eu queria. Naquela época eu era tola e imatura! Isso fez muito mal a nossa amizade...

-Eu fui egoista! Na verdade ainda sou! -Sol interrompeu Luna, por saber que também tinha culpa em tudo que aconteceu. Na verdade ela sentia que a maior parte da culpa era dela. -Me aproximei de você pela sua aparência, tentei mudar quem você era inúmeras vezes, só pra eu ter uma chance mínima de seguir viva, o que eu já sabia que não seria possível! -Ela completou, desabafando. As duas voltaram a fazer silêncio, absorvendo as palavras uma da outra.

-Perdoa a minha displicência? -Luna pediu, e Sol notou as lágrimas rasas rolando pelo rosto dela. -Eu queria muito que as coisas fossem diferentes. Eu te amei de verdade, Sol! Quando éramos só nós duas e a nossa amizade, eu sentia todo aquele amor que eu guardava, que eu não conseguia liberar para meus pais, fluir entre nós. -E as lágrimas se tornaram soluços. 

-Eu entendo. Até porque eu te amei também. Acho que foi a primeira pessoa que eu amei, Luna. Uma parte minha agia com egoísmo, mas nesses momentos que eram apenas nós, eu sabia o que era o amor, só não entendia. -E então ela também chorou. As duas passaram um longo tempo assim, chorando e pensando no que poderia ter sido. -Perdoa meu egoísmo? -Sol pediu, a voz baixa.

Luna se pôs de pé, e puxou Sol junto, a abraçando. Então mesmo chorando, cantou a tal música que elas haviam escrito a tantos anos atrás. Sol a acompanhou, sorrindo e chorando ao mesmo tempo. 

-Eu te perdoo!

-Eu te perdoo!

Elas disseram em uníssono quando pararam de cantar. Ficaram mais um tempo assim, até que Sol se afastou.

-Acho que é hora de ir. -Ela disse, sentindo um calor estranho em seu corpo. E notando também uma estranha transparência em sua pele.

-Por favor, não volte! -Luna disse num tom brincalhão. -Pra onde você vai, já sabe? -Perguntou ela, curiosa.

-Pro céu é pouco provável, pro inferno? Talvez! Ou eu vou simplesmente encontrar o Nico em algum lugar e nos dar a chance de contar a nossa própria história. Talvez alguém até se interesse em ouví-la! Ou ler, sei lá!  -Respondeu Sol, cada vez mais transparente.

-Eu gostaria. -Luna concluiu, certa de que seria uma história e tanto! 

-E por falar nele, não se assuste quando despertar e seu corpo estar sobre o dele sem vida. Foi ele quem me libertou, e agora vamos caminhar juntos em algum lugar por aí. -Sol informou, sabendo que Luna poderia se assustar com o que visse ao despertar.

-Nossa! Obrigada pelo aviso. Toda sorte do mundo pra vocês! -Luna agradeceu e desejou de boa vontade. 

-Pra você também! Que você goze bastante com o Matteo! Gozar a vida que eu tô dizendo, tá? -Sol falou rindo. Não podia deixar a piada passar.

-Obrigada, Sol! -Luna respondeu também rindo. E então ela ficou olhando enquanto Sol desaparecia. Enquanto ela ia para algum lugar distante. Enquanto ela alcançava a liberdade que tanto precisava. Luna sempre achou que ela estava presa, mas era Sol a prisioneira no corpo dela, e agora era liberta pelo amor.

Foi quando um estranho calor começou a tomar seu corpo  e ela soube. Estava voltando, e seria apenas ela, dessa vez para sempre.

Podia ter sido sim o amor de Nico que libertou Sol, mas no fundo Luna sentia que aquele momento salvou as duas. O perdão, junto ao amor. Elas se libertaram juntas, e não havia sensação melhor. E aquele era o momento de apreciar isso. Apreciar ser livre e amar sem culpa!

 


Notas Finais


Intenso? Chocante? Surpreendente?
O que acharam? Comentem aí em baixo! Amo ler seus comentários!
Beijos e até o próximo ( e último ) capítulo! 💋❤


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