História Enygma. (Imagine Kai) - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Kai, Personagens Originais
Tags Exo, Jongin, Kai
Visualizações 222
Palavras 1.550
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O quê? Mais um capítulo?
Sim, teremos um capítulo extra hoje para compensar os dias de segunda e terça que eu fiquei sem postar. Espero que gostem!

Capítulo 13 - Conjecturas e Cigarros na varanda.


No gabinete se encontravam apenas Sooan, Jongin e o Capitão Park. O veterano alisava os bigodes, em um gesto claro de tensão. A crise pela qual estavam passando na 1ª Delegacia era sem precedentes.

- Quantas vezes o Oficial Byun já foi interrogado?

- Umas 10, talvez. - respondeu o Sargento Kim. Sooan nada disse, apenas fitava o além com os olhos inexpressivos.

- E…?

- Ele nega até o fim, mesmo tendo todos os indícios indo contra ele.

O silêncio se instaurou de novo no gabinete do Capitão. Faziam 5 dias que Sooan havia dado voz de prisão para Baekhyun, e ele negava terminantemente tudo. Sooan sentia que algo no fundo estava errado, que o Enygma não deixaria se entregar tão facilmente. Havia algo que ela tinha perdido, no meio de toda a paranóia.

- Qual a versão dele? - perguntou o Capitão.

- Ele contou que ele dá monitoria de Física para estudantes, porém as aulas não são particulares e a maioria dos alunos dele é do sexo masculino. Fomos investigar isso na Universidade Hongkik, e é verdade. E para o atraso dele no encontro com Sooan, que coincidiu com a vítima em Hongdae, ele diz que estava ministrando uma dessas monitorias… e isso também bate.

- Vocês tem a noção que realmente temos o cara errado nas mãos, e que esse cara errado é um perito policial, não?

Ambos, Sargento e Detetive, assentiram. Nenhum dos dois conseguia olhar diretamente para o Capitão.

- Muito bem… essa é a última chance que dou à você, Lee Sooan de me provar que merece continuar nesse caso. E à você, Kim Jongin que merece estar com ela nesse caso. Ambos estão agindo muito por conta da emoção e pouco pela racionalidade. Essa prisão vai nos custar muito… saibam que me sinto decepcionado. - disse o Capitão balançando a cabeça. Sooan sentia verdadeira vontade de esconder-se sob as cobertas e nunca mais sair dali. - Vou pedir para soltar o oficial para que ele possa voltar à trabalhar e que limpem a ficha dele. É óbvio que continuaremos de olho. Realmente, as coincidências são demais… Dispensados. E quando eu digo “Dispensados”, é porque eu quero que voltem para casa e pensem bastante. Não vou admitir mais erros.

Os dois saíram, batendo uma continência e seguindo direto em direção ao estacionamento. Ambos estavam quietos, pensativos. Os dois sabiam que ter uma decepção vinda do Capitão Park é algo que todos querem evitar. E bem… eles não tinham evitado.

Antes de conseguirem sair do estacionamento, dentro da BMW preta de Jongin, um policial sai correndo atrás do carro, com um envelope em mãos. Jongin freia abruptamente.

- Detetive Lee… outra carta.

“Outra carta”. Ambos sabiam do que ele estava falando. O envelope não estava mais lacrado, porque obviamente teve de passar pelas mãos da segurança interna. Se o Enygma resolvesse não mais atacar Sooan, corpo a corpo e sim por meio de um vírus como o Antrax dentro da correspondência, isso seria inevitável sem eles. A carta era mais um indício de que Baekhyun, que se encontrava em uma prisão federal de segurança máxima esperando o andamento das investigações, sem acesso a um papel e uma caneta, com certeza não era o Enygma.

Sooan suspirou mais uma vez, diante do fato e pôs-se a ler a carta em voz alta, para que Jongin pudesse escutá-la.

 

Querida Detetive Lee,

Eu sinto muito pelo seu erro. Todos nós erramos, é a verdade.

Posso contar que você está apenas esperando um deslize meu, para tentar me capturar. No total, já realizei 4 vítimas. Uma delas, inclusive, bem debaixo do seu nariz. Você achou mesmo que Byun Baekhyun podia ser eu? Isso me deixou magoado. Não sabia que fazia tão pouco de mim. Bem, não se preocupe, você ainda tem oito chances de descobrir quem eu sou. Se não conseguir… já sabe. Já consegue sentir a corda no pescoço? Então, cave mais fundo.

Do seu,

Enygma.

 

PS: em sua homenagem, o próximo corpo mora em Sinchon.

 

- Sinchon? O canalha sabe que foi lá que você prendeu Baekhyun. - disse Jongin, assustado.

- Obrigada por trazer a carta, oficial. Vamos Jongin. - disse Sooan, apenas. Ela estava em estado de total torpor. Só conseguia sentir o carro movimentando-se sob o seu corpo, mas os olhos não focavam em nada. Tudo o que pensou saber na vida, caiu por terra, desde que o diabólico Enygma chegara. Ela se deixou levar pela paranóia e pela ansiedade, quando prendeu Baekhyun e agora, colheria as consequências desse impulso. E elas seriam amargas.

Na varanda do apartamento do Sargento, Sooan estava fazendo algo com o chefe que tinha feito poucas vezes. Fumando. Ela achava uma das coisas mais idiotas e sem sentido do mundo, mas era fato que era uma forma de se esvair e relaxar. Jongin além de fumar, trazia ao seu lado um copo de whisky que ele bebericava aos poucos.

- Nos precipitamos. - disse Jongin, por fim, depois de um longo silêncio. Ambos estavam silenciosos demais.

- Eu me precipitei, Jongin. Você confia no meu trabalho como profiler e behaviorista e só acata prisões quando eu tenho cem por cento de certeza do que eu estou falando. Naquele dia, eu não tinha nem cinco. - disse ela, soltando uma baforada de fumaça branca.

- Eu também me precipitei, acredite. Todos os ventos estavam batendo tão a favor da ideia que Byun era o assassino, que eu esqueci de todos os ventos contrários que nos sussurravam a toda hora que essa ideia era impossível.

- O diabinho venceu o anjinho. - disse Sooan, se referindo à imagem de diabinho e anjinho que a consciência humana toma forma, nos desenhos animados. - Quais são nossos passos agora?

- Sinceramente… esperar a próxima vítima, e a próxima, e a próxima… até que ele decida dar as caras e finalmente revelar a porcaria de cara que tem.

- Eu não aguento mais dormir pensando no rosto estrangulado de cada uma delas. Não vou conseguir esperar elas chegarem em 12, e ele vir atrás de mim.

- Sabe… ante ontem, logo depois do interrogatório de Baekhyun, eu liguei o computador e pesquisei o nome Enygma. Dois resultados me deixaram interessado. Um: Enygma foi uma máquina alemã, que transmitia códigos quase impossíveis de decodificar, com a localização do próximo ataque alemão aos inimigos. A guerra só foi ganha, porque foi descoberto um meio de decifrar os códigos quase em tempo real. Dois: o vilão do batman, charada, cujo nome era Edward Nigma. Ele assinava tudo com E. Nigma. Eu tenho quase certeza que o nosso cara, tirou inspiração de algum lugar e algo que me diz que vem desses dois, ou pelo menos algum deles.

Sooan deu uma última tragada do único cigarro que estava disposta a fumar. Apagou ele no cinzeiro que tinha a sua frente.

- Temos tudo na mão e ao mesmo tempo não temos nada. Algo nesse quebra cabeça não se encaixa, e é por isso que estamos tão no escuro… eu não quis interrogar Baekhyun, mas você que o interrogou mais de uma vez… não teve nada do que ele disse que chamasse a sua atenção?

Jongin pensou um pouco antes de responder.

- O álibi dele, de monitoria no dia do crime. Ele conta a mesma história todas as vezes, mas sempre tem um detalhe ou outro que não ficam bem encaixados… ele diz que ficou das 17h às 19h lecionando. No entanto, os alunos dizem que ele ficou fora de sala por bastante tempo. Quando eu perguntei o por quê, todos dizem que é por conta de uma ligação que ele atendeu. Ele não pôs os pés para fora de Hongkik, pois o cartão ponto afirma que ele saiu de lá apenas às 19h40, onde ele deve ter saído e corrido direto para te encontrar. Ou seja, segundo a lógica dos acontecimentos: às 17hs ele chega para dar aula, e a partir de umas 18h30 ele sai de sala e não volta mais, por conta de uma ligação. Os alunos vão embora, e ainda sim, ele só sai 1h10 depois, à pé. Ele ficou 1h10 minutos no telefone com alguém.

- E ele não disse quem era?

- Ele disse que não conhecia quem era. Era um aluno, que não tinha aparecido na monitoria ainda porque estava doente, mas conseguiu o telefone do professor para tirar dúvidas.

- Isso é tudo muito esquisito. Qual era o nome desse estudante?

- Tenho ele nos meus relatórios de interrogatório. Espere.

Jongin se levantou e foi até o quarto buscar os tais relatórios. E voltou a sala, lendo-os atentamente.

- Meu Deus, como não percebi isso na hora? - ele disse, assustado. Sooan arrancou os papéis das mãos dele bruscamente e leu o nome do autor da suposta ligação que durou mais de uma hora com Baekhyun.

- Eun YanGma. Enygma! Esse nome nem deve existir! O Enygma fez tudo conspirar para cima de Baekhyun porque ele tinha as mesmas características que buscávamos! Baekhyun pode ter um traço de sociopatia, mas não é o nosso assassino…

- Temos de ter acesso o quanto antes ao registro de chamadas do celular de Baekhyun e rastrear esse desgraçado. - disse Jongin.

Sooan assentiu. “Cave mais fundo”, disse ele. E ela faria isso. 


Notas Finais


Agora a verdadeira caçada começou, e cavar mais fundo, talvez traga decepções e segredos à tona.
O que vocês acham que vem pela frente?

Comentem, por favor <3


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