História Epa! Estou no universo da DC - Capítulo 7


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Notas do Autor


Oiê, voltei!! Sentiram saudades!?
Sinto muito pela demora.

Boa Leitura!

Capítulo 7 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Epa! Estou no universo da DC - Capítulo 7 - Capítulo 6

Bruce Wayne

Quando se vive bastante tempo em uma rotina monótona, você acaba abominando a mudança e tende a agir com desprezo e retaliação quando ocorre tal momento.

  Quando Clark Kent desceu do céu, esbanjando poder e glória, eu temi pelo desconhecido e respondi com a única coisa ao  qual eu sabia lidar,  violência. Aquela ação impensada e mal calculada quase rendeu na morte de um homem inocente. Porém, quando me juntei a ele eu não deixei de temê-lo e todos que mostravam ter em posse tal poder. Eu abri meus olhos e vi que o mundo estava mudando, agora homens e mulheres voavam enquanto outros corriam na velocidade do som. Eu tentei abraçar a mudança, porém sempre estava preparado para agir com retaliação quando necessário, colocar o plano de contenção quando o mundo precisa-se. Mas, sempre existe um porém que nos coloca na guilhotina. Eu podia lidar com bandidos, palhaços loucos e até alienígenas, mas pessoas de outro universo, pessoas que sabiam sobre a minha identidade, sabiam sobre tudo da minha vida, aquilo me causou algo que não sentia a muito tempo, medo.

E isso era uma mudança, uma mudança no meu humor, na minha vida, na minha mente. Adotei a paranóia de sempre estar muito atento e nunca, nunca revelar a minha identidade para ninguém, agora, eu tinha que lidar com uma “fã” tagarela que a qualquer momento poderia colocar tudo a perder por seu estupido entusiasmo e seu irritante jeito adolescente. A guilhotina estava sobe o meu pescoço e a qualquer deslize poderia ser acionada.

Joguei novamente Susan no chão. A morena parecia se esforçar ao máximo, porém, não conseguiu resultados na sua falha tentativa de me derrubar.

— Lute direito. Parece que está namorando o chão, não para de beija-lo — Me posicionei novamente enquanto ela levantou furiosa. Seus olhos azuis ardiam em fúria enquanto alguns fios grudavam no seu pescoço por conta do suor.

Eu poderia até sorrir com a determinação e a garra pela qual ela carregava. Susan me lembrava Diana, sem papas na língua e sempre disposta a ajudar quando precisa-se, mesmo sendo algo que Diana nunca foi, estúpida e infantil.

— Meu Deus, até parece que essa não é uma luta de verdade. Você nunca brigou na escola ou participou de alguma aula de educação física? — Questionei. Ela tentou avançar porém eu me esquivei. 

Muito devagar.

— Não! Eu assistia muito Karatê Kid. Sempre pensei que quando alguém fosse me ensinar a lutar a primeira coisa que eu faria seria tirar e colocar casaco — Ela respondeu ofegante. Segurei a minha vontade de revirar os olhos e continuei a analisando. Os pés estavam muito separados e os punhos não estavam na altura dos olhos. Se fosse em uma briga de verdade, ou eu poderia deixá-la cega ou à derrubar com uma rasteira. Optei pela segunda opção, mesmo que a primeira fosse muito atrativa. 

Pensado e feito, Susan foi ao chão, rendendo um resmungo de dor junto com um xingamento desnecessário.

— Eu odeio Karatê! — Ela munmurrou e eu não pude deixar de corrigí-la.

— Não e Karatê gênia, é Taekwondo.

— Deveriam reformular para Tô com dor, pois é a única coisa que eu sinto agora — Ela resmungou com o rosto contra o chão. Pegue-a pelo braço e a pus de pé.

— De novo! — Anunciei e a mesma revirou os olhos e arrebitou o nariz. Corpo de mulher, jeito de adolescente.

Íamos começar a treinar – se é que eu podia chamar aquilo de treino – novamente, porém a porta foi aberta e Alfred adentrou.

— Sinto muito pela intromissão, patrão Bruce, porém a senhorita Allende precisa provar o vestido para hoje a noite. O senhor Stone está chamando o Senhor — Mal pude responder ao meu mordomo quando Susan pulou sobre ele e lhe deu um abraço.

— Salva pelo gongo, ou melhor, pelo mordomo. Graças a Deus eu vou sair dessa sala infernal, nem na minha época de carnaval no Brasil em que eu dançava até o chão senti tanta dor assim. Devo ter emagrecido uns dez quilos só com os socos que eu levei — Ela resmungou e depois saiu da sala, aos pulos e sorrisos. Alfred tinha um sorriso engenhoso nos lábios porém o mesmo sumiu quando ele se virou para me encarar. 

Alfred deu uma tossida forçada e depois se retirou. Soltei um suspiro e me retirei também.

— Eu rastreei o Charada e encontrei o local da reunião. Será um leilão na avenida dezenove, tudo ocorrerá dentro de um cassino fechado e particular. Acessei o banco de dados e dei uma olhada na lista. Bruce, não sei se infiltrar a Susan é uma boa idéia, tem vários, vários criminosos na lista e também diversos meta-humanos — Victor explicou e eu não pude deixar de adotar uma postura séria.

Aquilo era arriscado. Susan era estúpida e irritante, porém era uma vida humana na qual eu não gostaria de por em jogo. Porém também estávamos falando da vida de milhares de pessoas, se conseguirmos pelo menos chegar perto da bomba e desarma-la com o nanochip, talvez valha o risco. Era a guilhotina, escorregando cada vez mais devagar, resta saber qual cabeça será decepada.

Susan Allende

Era lindo, muito, muito lindo. Lembro-me de usar um vestido parecido com este na minha festa de quinze anos. Lembro-me do meu pai me elogiando e me puxando pra dançar na pista de dança, um dos melhores dias da minha vida devo dizer.

Tentei me virar porém meu osso deu um estalo. Assumo que Bruce não pegou leve no treino, aquelas cinco horas me pareceram o inferno na terra. Todas as vezes em que eu era derrubada sentia a frustração me dominar, era pedir demais ele me deixar ganhar uma vez?

Dei um suspiro e comecei a me despir, colocando o vestido vermelho de lado. Olhei as minhas tatuagens no espelho. Após a morte do meu pai acabei me tornando uma jovem rebelde inconsequente e isso rendeu em diversas tatuagens, algumas sem sentido algum e outras com grandes significados.

Como a dos pássaros, uma tatuagem ao qual está na minha perna direita. Ela representa a liberdade que eu tive após me desvencilhar da saia da minha mãe. Ou uma tatuagem sem sentido, uma pimenta ao qual está tatuada na minha virilha. Meus namorados sempre perguntavam o significado e as respostas sempre variavam entre “eu sou quente ou, muitos gostam e poucos aguentam”, loucura é eu sei, porém dá uns créditos né? Eu tinha dezoito ano e nem tinha pagado o primeiro boleto na vida.

— Ah, os boletos, essa palavra doe mais que as minhas costas — Resmunguei e caminhei até o banheiro. Me lavei e depois vesti um pijama nada sexy ou adulto, com bastante moranguinhos e ursinhos de pelúcia de estampa. Me joguei na cama e deixei o cansaço me dominar, se é pra eu morrer hoje a noite que eu esteja descansada e bem alimentada, só assim pra morrer feliz.

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Já era noite quando eu acordei, o relógio marcava oito e trinta e dois. Levantei-me e tomei um banho demorado, fiz uma maquiagem e arrumei o cabelo, pus o vestido e depois me olhei no espelho.

— Nossa, nem Angelina Jolie me supera hoje!

Porque auto-estima é tudo né meus amores?

Dei uma piscada para o meu reflexo e calcei os saltos. Desci a escada e quase tombei para trás ao ver que todos me esperavam no salão de entrada.

Bruce me olhou de cima a baixo e eu não pude deixar de lançar um sorriso presunçoso para o mesmo. 

— Tsc, não entendo o motivo da demora, não vejo mudança alguma — Revirei os olhos e parece que Diana se sincronizou comigo, já que fez o mesmo.

— Vamos logo com isso! — Desci as escadas com pressa e peguei o comunicador que Ciborgue me ofereceu. Ouvi as instruções atentamente e não deixei de tremer quando Bruce me colocou dentro do carro. 

— Nós estaremos logo atrás de você, vamos cuidar de você, não se preocupe. O GPS vai te mostrar o caminho. Susan, não se esqueça, estamos com você, se ocorrer qualquer perigo, entraremos e iremos te retirar sem quaisquer arranhão, tudo bem? Eu prometo! — Clark assegurou-me e eu não pude deixar de adotar uma postura tensa assim como um sorriso.

— Você faz muitas promessas, Kryptoniano.

— E prometo cumprir todas elas! Agora, você está preparada? — Perguntou-me pelo comunicador.

—Sim, capitão! — Perco a vida mas não perco a piada.

Que tudo ocorra bem, já posso sentir a lâmina da guilhotina contra o meu pescoço e o sangue escorrer pela lateral.

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Notas Finais


Iai? Decepa ou não decepa? Essa guilhotina tá demorando demais para matar.

Um pouco pela visão do morceguinho e um pouco da visão da nossa piadista do dia. As vezes eu penso em tirar a Susan da Fanfic e transporta-la para um palco de Stand up.


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