História Ephemeral - hunhan - mpreg - Capítulo 7


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Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Lu Han, Personagens Originais, Sehun
Tags Hunhan, Kai, Kaisoo, Kyungsoo, Luhan, Sehun
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Palavras 1.302
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Não conta pra ele


Eu estava me sentindo tonto e muito enjoado. Quando acordei pela manhã, a primeira coisa que fiz foi vomitar.

Estar na escola me fazia sentir mais ânsia ainda. Sehun havia me cumprimentado na entrada, avisou que iria sair com o pai dele para não sei onde e que eu deveria ir ver sua mãe, pois ela disse querer me ver. A possibilidade de desmaio hoje está alta. Vi na internet que pode ser normal na falta de nutrientes no organismo, principalmente na gravidez. Não liguei muito para isso, pois desde que conheci a família Oh, comer era o que eu mais fazia.

Na hora do intervalo, Hyuna me encarava como se eu fosse uma ameaça. Ela e seu grupinho ㅡ cujo Sehun ainda fazia parte ㅡ estavam sentados na mesa mais perto da janela. Já eu estava bem afastado, mas ainda assim não havia atingido meu sonho de ser invisível.

Sehun me olhava sempre que ria de alguma coisa que seus amigos falavam. Era assim: comentava algo com um sorriso bobo, olhava para Hui, os dois riam e Sehun me olhava, para então sorrir mais ainda e então voltar a brincar com Hui. Hyuna era simplesmente esquecida naquele meio, e como forma de ocupar seu tempo, me olhava feio. As vezes eu a encarava também, ora bolas, quem é ela para ficar me encarando dessa forma? Mas o que mais prendia minha atenção era a leveza de Sehun, seus hábitos naturais, seu sorriso, seus cabelos e seus olhos.

Eu estava, possivelmente, muito mais envolvido do que queria estar.

Na hora da saída, vi Sehun me esperando na porta da minha sala. Quase confundi a parede e ele, pois estava usando uma camiseta no mesmo tom de cor que o papel de parede da escola. Ah, para, foi engraçado, sim.

ㅡ Meu pai ta lá na frente, me esperando. ㅡ Avisou ele. ㅡ Não vamos poder te levar lá em casa porque vamos no sentido contrário.

ㅡ Tudo bem, sem problemas. ㅡ Lhe sorri e ele fez o mesmo.

Fez um gesto para que eu fosse junto com ele para a saída. Vi Hyuna remoer de ódio e quase enviei-lhe um beijo, mas preferi manter o nível e somente caminhar ao lado da porta.

Vi a caminhonete do pai de Sehun estacionada na frente da escola, e ele tamborilava os dedos no painel de tanta ansiedade. Deveriam estar atrasados para sabe-se lá o que iriam fazer.

ㅡ Olha, talvez a gente só volte de madrugada, então você pode dormir lá em casa? ㅡ Foi quase uma pergunta, beirando um convite extremamente disfarçado. Ele hesitava, mas ainda assim tinha calma no olhar.

O jeito que ele me olhou, como se não quisesse que eu negasse, como se fosse doer nele caso eu dissesse poxa, não vai dar, não quase partiu meu coração. Ninguém nunca havia me olhado daquela forma, como se uma passada de noite comigo fosse a coisa mais importante do mundo. Como se eu fosse importante o suficiente para ir dormir na sua casa.

Ainda estava sentindo um pouco de enjôo quando maneei com a cabeça. Estávamos muito próximos à caminhonete de seu pai, beirando a calçada.

ㅡ Tem certeza que não tem problema? ㅡ Ele sorriu, como uma criança que ganha um brinquedo novo, e assentiu.

ㅡ Claro que não! Olha, vai direto, minha mãe tá te esperando. Toma um banho e põe alguma roupa minha, acho que na terceira gaveta tem umas que ficaram pequenas e eu nunca usei. ㅡ Ele sorria tanto que temi estar pensando em algum tipo de psicopatia.

ㅡ Tá bom, Sehun. ㅡ Resmunguei, ele parou de sorrir quando chegamos no carro. ㅡ Boa tarde, senhor Oh.

ㅡ Oi, Luhan! ㅡ Desligou a caminhonete para me ouvir melhor. ㅡ Você está muito bonito hoje, passou maquiagem?

ㅡ Não. ㅡ Eu sorria constrangido enquanto respondia e ele assentia em compreensão. Sehun entrou no carro e baixou o vidro da janela.

ㅡ Tudo bem mesmo você ir? Seus pais não-

ㅡ Eles não ligam, Sehun. ㅡ Cortei sua frase antes mesmo que acabasse ela. Não queria lhe contar sobre minha triste vida ainda.

Apoiando-se em seus pés no fundo do carro e inclinando-se para fora pela janela, Sehun beijou meu rosto, bem próximo ao meu queixo e sorriu. Foi o melhor sorriso daquele dia. O mais lindo. Logo depois eles foram embora e eu segui meu caminho para a casa dos Oh.

Havia ouvido passos atrás de mim assim que entrei na rua pouco movimentada de Sehun. Não liguei, pois era horário que todos saem das escolas, poderia ser qualquer adolescente ou criança. Já conseguia ver a mercearia de onde estava, quando decidi olhar para trás para atravessar a rua e aproveitar para ver quem estava atrás.

Era Bom, Park Bom. Com suas inúmeras cirurgias plásticas e peitos falsos com um sorriso maldoso no rosto. Ao seu lado, Gayoon com o mesmo sorriso. Revirei os olhos e então me virei para frente tomando o maior susto.

ㅡ Credo, garota! Não aparece assim do nada, quase me matou de susto! ㅡ Era Hyuna que estava parada de braços cruzados na minha frente.

ㅡ Qual é a sua, Luhan? ㅡ Ela falou, estava visivelmente brava. Fiz expressão de que??? e ela riu. ㅡ Eu vejo como olha pro Sehun e como conversa com ele.

ㅡ Ah... É isso... ㅡ Revirei os olhos de novo. ㅡ Ele é solteiro, né? Fala com quem quiser, é dono de si.

ㅡ É diferente quando você tá no meio, Luhan. ㅡ Ela riu. ㅡ Estragando tudo, fazendo ele se afastar até mesmo de mim e do Hui. ㅡ Ela balançou a cabeça. ㅡ Não acho que você deva se meter com a gente.

Eu até iria questionar, mas alguma daquelas meninas me deu um chute tão forte na perna esquerda e acabei caindo de joelhos no chão, completamente aturdido e assustado. Hyuna não perdeu tempo, segurou meus cabelos e me fez olhar para ela ao passo que desferiu um tapa forte no meu rosto. Eu já estava fraco, nem tinha como me defender. Tédio apanhar de garotas.

Grunhi levando a mão até a bochecha dolorida. Ela era fortinha. As outras duas seguraram meu rosto novamente para que ela desferisse outro tapa e então empurraram minha cabeça para o chão. Por sorte, consegui impedir que batesse contra o asfalto. Incrível como nessas horas ninguém passa nessa rua.

ㅡ Isso foi só um aviso, Luhan. Na próxima eu juro pra você que esse seu rostinho de moça fica irreconhecível. ㅡ Prometeu, levantando a perna e passando por cima de mim.

Antes que ela fosse definitivamente embora, Park Bom me olhou com tanto ódio que senti minha pele queimar. Foi horrível, foi como se Jungmin estivesse me olhando. E ela olhou e olhou e olhou, com tanto nojo que fez careta. Ela se aproximou de mim, ainda estava caído no chão, e, sem piedade, chutou minha barriga.

Doeu. Oh, sim, doeu muito. E a primeira coisa que pensei foi no bebê.

Ela deu as costas e saiu andando junto com as outras. Uns trinta segundos depois senti minhas pernas serem molhadas e olhei para baixo.

Sangue.

Tentei me levantar, mesmo que com dificuldade, minha barriga doía muito e meu quadril parecia estar sendo esmagado. Minha perna doía, mais precisamente no joelho e, mancando, tentei correr até a mercearia. Tudo estava embaçado quando abri a porta e vi uma senhora fazendo suas compras, ela se assustou e chamou Jinhyo.

Me apoiei em uma das prateleiras fazendo cair qualquer coisa que estivesse ali. Ouvi meu nome ser chamado diversas vezes, meus olhos pesavam, minhas pernas fraquejaram, senti quando caí no chão e Jinhyo apareceu no meu campo de visão. Ela estava com um celular na mão, com o rosto vermelho e os olhos cheios de lágrimas.

ㅡ Não... ㅡ Sussurrei e ela não me ouviu, por isso gemi alto e ela me olhou. ㅡ Não, não conta... Não conta pro Sehun.

E então tudo ficou preto.


Notas Finais


eai, o que vocês acham que vai acontecer a partir daqui?


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