História Ephemeral - Capítulo 1


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Categorias One Piece
Personagens Monkey D. Luffy, Nami
Tags Au Japão Feudal, Luffy X Nami, Luffyxnami, Luna, Lunami
Visualizações 68
Palavras 1.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu inovei com o formato desta fic, tudo pensado nos mínimos detalhes da minha preguiça. Os capítulos serão compostos por no máximo 1200 palavras, assim se algum dia eu quiser sentar e escrever, eu termino rápido e posto, sem enrolação de ficar revendo tudo e etc etc. É uma short fic, planejei uns seis ou sete capítulos apenas, porque eu quero terminar, nossa, como eu quero, eu nunca terminei uma fic antes e apesar de amar um slow burn, não vai ter isso aqui!
Por favor, atentem-se à faixa etária e avisos iniciais no disclaimer. Esta fic vai contra todos meus princípios como ficwriter, rs.

Capítulo 1 - Adorável despretensão.


Era muito tarde quando Sanji e Luffy deixaram o bar, o loiro estava bêbado e andando aos cambaleios carregado pelos ombros, voltavam pelas ruas agora silenciosas de Edo. A temporada de inverno acabara de começar e aquela noite prometia um frio intenso. A respiração quente que saía por suas bocas era visível e uma fina camada de neve juntava-se acima de suas cabeças. Os flocos desfaziam-se ao alcançarem o chão impedindo a neve de acumular nas ruas.

— Vamos lá, vai ser divertido — prometia o amigo aos soluços.

Ele o propôs uma noite no paraíso, uma noite no prostíbulo mais caro do distrito, tudo incluso e pago. Luffy completou a maioridade na semana passada e acabara de alcançar um novo nível com sua espada, ambos grandes motivos para um homem celebrar, se ao menos ele fosse considerado como um por seus companheiros.

— Você precisa experimentar, Luffy! — Sua voz era expressiva, de um tom indignado, mas não havia dúvidas em suas palavras. — Você precisa saber o que é estar em uma mulher, você não será um homem até provar uma.

O menino consentiu com o presente depois de muita insistência. Realmente tinha outras prioridades e nunca deixou que sua virgindade lhe afetasse o desempenho nas aulas práticas ou o seu bushido, sequer pretendia perdê-la tão cedo, mas a ideia de Sanji não parecia tão ruim agora depois de algumas garrafas de saquê.

A casa de prostituição não era distante de onde estavam e não demoraram para alcançarem seu destino. No entanto, Luffy sentiu-se intimidado logo que passou pelas grandes portas iluminadas, ali transmitia uma estranha energia, como se nada fosse o que seus olhos realmente viam. Os sorrisos e as risadas pareciam falsos, comprados, as mulheres não pareciam sentir de fato o que suas expressões demonstravam. Era uma casa de mentiras e prazer, o auge da promiscuidade de Edo, o prostíbulo mais exorbitante da cidade e o lar das mulheres mais desejadas do país. Uma mancha a ser apagada pela sociedade conservadora e ainda assim, o lugar mais frequentado pelos patriarcas e samurais da região.

O salão principal era como um bar caro qualquer, havia gueixas no palco destacando-se por suas roupas floridas de um vermelho vibrante, a beleza da dança e da música delas era capaz de entreter qualquer homem naquele ambiente, entretanto, não era permitido tocá-las, eram como vasos formosos de porcelana, apenas para exposição. A bebida era distribuída por recepcionistas preocupadas, perguntaram a Luffy se estava confortável diversas vezes, todas que o serviram foram formais e muito educadas, mas ele percebeu que elas esperavam que se decidisse logo com quem deitaria aquela noite.

Sanji abriu as comandas e pediu por uma rápida para ele, a de Luffy estava marcado que tinha direito a uma noite inteira. Ele despediu-se ao entregar o comprovante e sumiu de sua vista antes que pudesse contestá-lo.

Agora sozinho, o nervosismo da primeira vez o saudou. Os pensamentos mais insensatos tomavam-no a consciência, de maneira que foi-lhe servido mais saquê sem que pedisse e ele sequer havia notado. Ele levou o copo masu aos lábios, saboreou a bebida em lentos goles e esperou até ser capaz de sentir o poder do álcool já acumulado em seu organismo desde o bar mais cedo. Sentiu-se pronto.

Ele caminhou pelo salão sem rumo, seguiu o corredor por onde Sanji entrara e então o som antes abafado pela música das gueixas deixou claro que ali era mesmo um prostíbulo. Os quartos tinham divisórias de papel, a luz das velas de dentro refletia as sombras das silhuetas aumentadas de quem estava dentro e o que faziam, Luffy engoliu em seco, Sanji muito provavelmente estava ocupado em algum dos aposentos pelos quais passava.

A primeira parte do corredor extenso estava inteiramente ocupada, além de ele não ter experiência com o ato em si, nunca esteve em uma casa de sexo antes, não reconhecia padrões e não sabia como guiar-se por ali. Sua impaciência o levou até o final dos quartos, onde encontrou uma passagem de decoração sofisticada pela direita, saiu do prédio original e chegou a um outro conjunto de dormitórios. O complexo não tinha o mesmo movimento da casa principal, não se via moças transitando pelos quartos e era silencioso ali. Todos os aposentos encontravam-se vazios e escuros, com exceção do último, de onde uma forte luz de velas iluminava todo o resto.

Seus passos tornaram-se firmes, suava e não sabia dizer se era simplesmente inquietação ou o álcool. Suas mãos vacilaram ao deslizar a porta, mas tomado de coragem, assim o fez.

— Não estou atendendo hoje — pronunciou-se uma voz feminina de timbre arrasador de dentro do quarto.

Luffy viu fios ruivos sendo cuidadosamente penteados, os ombros expostos em um quimono folgado, ela estava sentada em frente a um espelho. Havia roupas jogadas pelo chão e o futon estava amassado.

— Você me escutou?! — A mulher virou-se agora furiosa, o pente nas mãos sobre as pernas e as sobrancelhas franzidas em irritação. Seus olhos encontraram-se e um sentimento de alívio a tomou quase de imediato. — Oh, é só um garoto — sussurrou para si mesma. — Não sei como chegou aqui, mas este lado da casa não irá funcionar hoje.

— Você é linda — disse em transe, Luffy não havia visto nenhuma mulher na outra casa como ela, talvez em toda sua vida.

— E muito cara — ela completou sem importar-se com o comentário, deu as costas voltando a pentear o cabelo de maneira religiosa, como fazia antes, deixou de vê-lo como uma ameaça logo que soube que aquela era a primeira vez dele ali.

O garoto adentrou sem fechar a porta, assentou-se no tapete e colocou o rosto entre as mãos, atento aos movimentos sublimes da bela mulher. Ela não se manifestou, mas certamente achou a atitude do desconhecido no mínimo diferente de todos os homens com quem já se deitara, seu interesse parecia ir além de uma noite com a melhor prostituta da casa. Imaginou que talvez fosse sua pouca idade evidente.

Ele observou silencioso até uma onda de soluços o dominar, arrancando um sorriso involuntário dela.

— Você veio fazer o que exatamente aqui hoje? — A ruiva desistiu de ignorá-lo, soltou o pente fino de madeira e virou-se para o jovem.

— O Sanji disse que eu precisava virar homem. — Ela não foi capaz de conter a risada. — Pode rir mesmo, no dojo é piada também! — Luffy cruzou os braços e virou-se para o outro lado emburrado.

Ela parou para fitá-lo enquanto recuperava o fôlego. Seus fios escuros e bagunçados eram um silencioso convite para um afago, caíam-lhe sobre os olhos, atrás eram compridos o suficiente para que fossem amarrados. Não era os maiores braços que ela já havia visto, mas eram muito bem trabalhados, resultados de algum treinamento rigoroso. Certamente era um seguidor do caminho da espada, novato em algum estilo da região. Seus trajes eram simples, por muito pouco maltrapilhos, o tecido tingido em um tom azul sujo e grosso devido o inverno que começava. Não lhe restava dúvidas de que o garoto não tinha pago por aquela noite com ela, mas isso agora também não parecia perturbar-lhe, ele a tinha feito rir em tão poucos minutos de companhia, talvez não houvesse mal nenhum em continuar aquela conversa despretensiosa por mais algum tempo.


Notas Finais


Eu espero de coração que vocês tenham gostado, é realmente uma inovação para mim postar algo do tipo, au e drama, com lunami ainda por cima!
Este primeiro capítulo foi bem introdutório, mas eu como eu disse, sem slow burn, as coisas não vão demorar um nada para acontecer e o foco será por completo no relacionamento, hã, carnal de lunami. Quero saber a opinião de vocês, certo? Conversem comigo! Até o domingo trarei o segundo capítulo recheado deles dois para vocês ♥.


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