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História Epifania - Capítulo 29


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Notas do Autor


sou super desocupada ;D

sim quando eu era criança eu assistia O Encantador de Cães e era muito legal por algum motivo que eu provavelmente nunca vou saber justificar

aliás, atingimos minha humilde meta de 50 favoritos - em fato, 51. muito muito muito obrigada por lerem esse pedacinho de lixo 🦙💚

Capítulo 29 - Dos mesmo criadores de "Encantador de Cães";


Joseph bateu no quarto de Shiro impaciente. Na destra, carregava uma sacola de roupas que Jotaro comprara para ela. Ele sabia o tamanho certo dela. "Os peitos só cresceram um pouco. Não mudou muita coisa.", Kujo alegou.


Estranho. Seu neto era estranho. Às vezes se perguntava o que deu errado no parto de Jotaro.


Quando Joseph tenta bater na porta novamente, esta abriu-se. Lá estava ela, sonolenta, com os cabelos brancos presos em um rabo de cavalo baixa e relaxado, com os fios extremamente bagunçados. A nova Shiro bocejou preguiçosamente. 


— Eu não pedi serviço de quarto. — Boceja novamente, com os olhos bem fechados.


Joseph faz uma careta raivosa e sombria, não sabendo realmente se ela estava falando sério ou apenas zoando com sua cara.


— Acorde, pirralha! — Mandou. — Estamos indo agora.

— Agora? — Parecia agora mais acordada. — Caramba... São... Sei lá, seis da manhã. Eu quero dormir.


Joseph suspirou pela sua teimosia, e estendeu-lhe a sacola, que olhou-o sem entender.


— Jotaro comprou roupas novas para você. Se vista e vá lá pra baixo. Você tem vinte minutos. — Instruiu-a, que só concordou, ainda de olhos semicerrados e bocejando. Joestar parou, olhando por cima do ombro dela, vendo o quarto bagunçado e um Noriaki esparramado pela cama. — Então foi aí que Kakyoin-


Vendo agora, ela usava uma roupa diferente. Primeiro, Joseph achou que fosse um roupão do hotel, mas viu que era... o gakuran de Kakyoin? Ele imediatamente engasgou, soltando um som escandaloso de surpresa.


— Vocês...?!

— O que? — Ela não esboça reação e boceja mais uma vez, começando a fechar a porta, adotando um sorriso no rosto.— Tchau, senhor Joestar.


Fecha e tranca a porta, deixando Joseph lá, em estado de choque.


Agora ele tinha certeza.


Já tendo as suas conclusões tiradas, se virou, respirou fundo e correu rapidamente pelo corredor até chegar ao final deste, onde estavam todos os homens reunidos para organizar suas coisas. Abriu a porta com tudo, caindo no chão. Polnareff soltou um grito fino e alto pelo susto, corando e pigarreando em seguida.


— Senhor Joestar! Que porra foi essa?!


O homem velho apenas se sentou, apontando para trás, o que eles entenderam como o quarto de Shiro.


— SHIRO E KAKYOIN! ELES-! — Engoliu saliva e tossiu, engasgado.


Sem tempo para as brincadeiras de seu avô, Jotaro revirou os olhos tão forte que pensou que perderia a visão ali mesmo.


— Desembucha, velho.

— ACONTECEU! ACONTECEU! — Gritou. — ELES TREPARAM!


Enquanto Polnareff engasgou pela notícia mais do que inusitada, Jotaro só rosnou, quebrando o copo de vidro na mão nua em um aperto enraivecido.


— E lá se vai o otário atrás de anticoncepcional. — Rosnou para si mesmo, marchando porta afora na direção do quarto de Shiro para ter uma longa conversa com ambos os dois.



Shiro, entre Jotaro e Kakyoin, encarava o vidro de braços cruzados e rosto inexpressivo. Ela sentiu Kakyoin se inclinar mais sobre ela, suspirando ao relaxar, bem como Jotaro, que murmurou algo sobre ela ser macia. Os dois praticamente se apoiando em seus ombros, ora ou outra murmurando agradecimentos desconexos.


Mais cedo, tiveram uma conversa sobre responsabilidade que não foi bem o esperado, visto que Jotaro não era realmente muito responsável, Shiro era plenamente capaz de cometer um aborto e Kakyoin não tinha muita experiência prática no ramo. No fim, estava tudo bem porquê - para a surpresa geral - o casal javia usado proteção. Sobre os outros dois homens presentes; ambos demoraram um pouco para digerir que o estudante certinho e a delinquente fofinha tivessem mesmo se envolvido até aquele nível - e tão cedo.


Polnareff e Joseph conversavam sobre o quão caras eram as casas de lá e o quão o carro, luxuoso e caro, era confortável. O francês olhou pelo retrovisor do automóvel recém comprado e gargalhou.


— Shiro é um bom travesseiro? — Questiona.


Joseph, que olhava um mapa, virou para trás, soltando sua costumeira risada escandalosa.


— Sim, ela é. — Jotaro não esboçava reação.

— Ela exala uma onda fria e refrescante. — Kakyoin suspira, olhando a paisagem. Se acomodou contra o ombro da menor, que rosnou baixinho.

— O que tem a dizer, Shiro? — Polnareff provocou, se divertindo com a expressão raivosa da garota. Esta cruzou uma perna sobre a outra, com um tique nervoso no olho direito e um sorriso sem humor no rosto.

— Vocês vão desmaiar de calor se continuarem com essas roupas pesadas. E eu não vou ajudar. — Ela resmungou. — Saiam de cima de mim!

— Não. — Jotaro negou. Shiro sentiu o queixo cair em uma incredulidade quase palpável.

— Como é que é?!


Jotaro apoiou o braço no topo da cabeça da albina, que sentiu o queixo cair com a audácia do mais velho.


— Você é um ótimo travesseiro. — Resmungou. — E cale a boca. Travesseiros não falam.


Shiro rosnou de raiva, levantando o cotovelo e atingindo o plexo solar do pobre moreno, que se encolheu com dor, e sem ar, grunhindo pelo golpe.


— Travesseiros te atacam?! — Estava furiosa. Soltou um gemido alto quando ele golpeou seu busto com o cotovelo, e se encolheu para o lado de Noriaki, chutando a coxa de Jotaro. — Seu merda!


Parou e bufou ao sentir o interior das coxas e sua feminilidade doerem pela noite passada. Não que Kakyoin tivesse sido muito bruto, mas fora o suficiente para que ela sentisse alguma dor.


— Baixinha!

— Sua avó!

— Vocês são crianças por acaso?! — Joseph questionou alto, sendo ignorado pelos adolescentes que continuaram trocando insultos àsperos. — Parem!


Então Kakyoin suspirou pesadamente, atraindo a atenção do grupo. Jotaro se desencosta de Shiro, cruzando os braços, enquanto Makarov sentou-se direito no banco, olhando-o com preocupação nos olhos vinhos.


— O que foi, Kakyoin? 

— N-nada... A vista é ótima. Se houvesse alguém nos seguindo, veríamos. — Explicou, meio de maneira desconfiada. Shiro suspirou, fechando os olhos e abraçando-o, encostando a cabeça em seu peito em conforto. Kakyoin pousou uma das mãos em sua cabeça, fazendo um carinho, mostrando que estava tudo bem. — Eu tenho a sensação de estar sendo observado, então eu... fico olhando.

— Hm, certo! Tendo isso em mente, pensei na nossa rota. — Joseph mostrou-lhes o grande mapa. — Daqui cem quilômetros, entraremos numa cidade chamada Yarpline. Por causa das montanhas, a estrada é bem sinuosa.

— Quantos dias de carro? — Jotaro questionou, cruzando os braços. Joseph pareceu um pouco pensativo.

— Leva dois dias de carro, então os moradores usam um Cessna para viajar. Acho que devemos ir à vila, comprar um Cessna e cruzar o deserto Arábia Saudita. Só tô preocupado com os ataques dos inimigos, mas o Cessna eu posso pilotar.

— Nem a pau que eu vou entrar num Cessna com um cara que caiu de avião três vezes. — Jotaro vira o rosto. 


Joseph bufou indignado, rolando os olhos com a teimosia de seu neto.


— Acho que vamos cruzar o deserto antes de chegar à vila. Leva um dia de camelo. — Continuou. Polnareff subitamente perdeu o controle do volante, voltando a tê-lo segundos depois, engasgando.

— Camelo?!



Eles chegaram a uma pequena feira de beira de estrada. Joseph trocou o carro de luxo por quatro camelos, já que o dia estava anormalmente quente e Shiro, que não se dava bem com calor, poderia passar mal a qualquer momento; logo, precisava estar mais perto de alguém para um socorro rápido. Se não fosse por este pequeno fato, com certeza seriam cinco.


Bem, em compensação ao quinto camelo que fora mantido, Shiro exigiu mais água e um pouco de comida. Ela precisava mais que eles, agora que estava num ambiente totalmente inverso ao qual deveria ficar.


Polnareff estava reclamando do fedor dos pobres camelos, que não tinham culpa de nada, afinal. Ele até tirou um spray do nada e jogou no ar, deixando-o com cheiro de lavanda. Mesmo assim, nada poderia parar o ódio deste homem à qualquer tipo de sujeira ou mau odor.


— Senhor Joestar, como vamos montar?! — Continuou a tagarelar. — Eles têm, tipo, uns três metros de altura!


Joseph sorriu, sabendo que sua hora de brilhar ali estava.


— Então, num camelo, você deve fazê-lo sentar-se primeiro. — Ele puxa as rédeas do camelo, que não se mexe. — Você deve fazê-los... — Tenta novamente. — D-deve... — Puxou-o mais uma vez, não recebendo resultado algum, rindo nervosamente pela humilhação que estava passando.


Logo depois, uma série de tentativas desajeitadas ocorreu. O sofrimento e humilhação do pobre homem foram um show para Shiro, que não poupou-o de suas ocasionais risadinhas de deboche e comentários ácidos e cruéis sobre sua situação. A pior parte era que ele estava com tanta raiva dos camelos teimosos que nem se quer escutara-a.


— E-ei, o senhor já montou num desses? — Polnareff questiona, vendo Joseph se pendurando no pescoço do animal que nem se mexia.

— Já assisti aquele filme "Lawrence da Arábia" três vezes! Sei como se monta num camelo! — Ele diz. — Mas eu dormi em duas delas... e na metade da terceira...

— Filme?! — O francês parecia abismado.

— E ainda por cima dormiu... — Kakyoin estapeou a própria testa, decepcionado, já sem esperanças.

— Vocês tornam tudo mais desastroso. Sério, não pode ser tão difícil. — Shiro rola os olhos.

— Ok, mulher! Tenta você, então! — Jean-Pierre retruca como uma criança. Shiro revirou os olhos para ele, que lhe mostrou a língua, infantilmente ofendido.


Eles assistem Shiro andar até um dos quatro camelos. Ela arruma o lenço longo preso ao seu pescoço e encara o animal, pegando suas rédeas gentilmente.


— Abaixa. — Mandou. Gentilmente puxou as rédeas enquanto encarava o camelo de olhos fixados e bem abertos, quase como uma maníaca.


Em seguida, o animal abaixou-se de bom grado, e Polnareff soltou um grito de indignação. Shiro riu vitoriosa e montou no camelo, que logo se levantou, bufando - ou seja lá o que um camelo faz. Joseph bufou e cruza os braços.


— Dos mesmos criadores de "Encantador de Cães", vem aí "Encantadora de Camelos". — Jotaro murmurou. Kakyoin, ao seu lado, cobriu a boca com uma mão para evitar rir alto.

— Isso foi um caso a parte. — Joseph chamou a atenção dos homens. — O stand de Shiro é uma mistura de felino com humanóide, então ela naturalmente tem mais facilidade em lidar com animais.

— Tosqueira! — Shiro retrucou. — Vocês que são idiotas!

— Eu também te amo. — Kakyoin suspirou, decepcionado com a falta de empatia de sua namorada.

— Certo, prestem atenção. — Joseph continuou, limpando a garganta e ignorando-os. — Camelos andam bem diferente de cavalos. Quem aqui já cavalgou?


Apenas Shiro levantou a mão, montada no camelo e balançando suavemente as pernas.


— Fiz equitação há alguns anos. — Explica.

— Você era péssima. — Jotaro retruca.

— Péssima? — Polnareff perdeu completamente as esperanças. Parecia à beira de um surto.

— Eu não diria péssima. — Ela retruca. — É verdade que caí do cavalo umas vezes. Mas eu teria me saído muito bem se Natasha não tivesse chicoteado a bunda dele, e entre outros. — Bufa.

— Você cairia de qualquer jeito. — Jotaro cruza os braços. Kakyoin riu do leve bullying com a garota.

— Tá. — Joseph elevou o tom de voz, os interrompendo. — Camelos andam com a perna da frente e a de trás do mesmo lado ao mesmo tempo, por isso vai balançar muito. É preciso pegar o ritmo. — Ele dá um tapinha na perna do camelo de Shiro, que imediatamente começa a andar.

— Heh! É estranho!~


Joseph puxa as rédeas de outro camelo, oferecendo-lhe uma maçã e, depois de alguma luta, finalmente subiu no famigerado animal.


— Viram? Eu sou um mestre! — Comemora.


O camelo não parecia feliz. O animal começou a correr em círculos, Joseph gritando escandalosamente em pânico. Shiro andava calmamente sobre o seu camelo, gargalhando da desgraça do amigo.


Ela parou ao lado de Kakyoin, balançando as pernas infantilmente.


— Vai querer ir na frente ou atrás? — Questiona.

— Hm? — O ruivo franze o cenho, não tendo tempo para processar.

— Eu tenho certeza de que ele vai atrás, Shiro. — Polnareff dá um soquinho no braço do mais baixo.

— Uh? O que? — Franze o cenho. Por menos inocente que fosse, ela ainda era lerda e ingênua - se isso fosse possível.

— Vejamos — O albino solta uma risada. Kakyoin se encolhe, tão vermelho quanto as cerejas que ele tanto gosta. —, se sentasse atrás, ele poderia te abraçar. Seguindo a lógica, a resposta é óbvia.


Shiro enrubeceu durante instantes antes de voltar à sua cor original. Olhou para Kakyoin e ergueu as sobrancelhas. O ruivo desvia o olhar, tímido às provocações. Jotaro franziu o cenho, tentando fazer seu camelo sentar-se, e observando a cena. Ele esperava que Shiro fosse mais tímida que Noriaki. Bem, aparentemente, apenas às vezes.


— Jean-Pierre, justamente quando eu acho que você não pode falar algo mais estúpido, você simplesmente caga pela boca. — Ela concluiu por fim. Polnareff ofegou indignado.

— Sua grossa! Quer brigar?! — Óbvio que não o fariam verdadeiramente. Se analisassem cuidadosamente, Shiro poderia facilmente chutar a bunda do francês.


Observaram Shiro dar dois tapinhas gentis no pescoço do camelo, que inexplicavelmente abaixou-se apenas para que ela descesse. Os três engasgam quando a garota simplesmente pegou Kakyoin no colo usando a força de Lovely Ice. O ruivo ficou vermelho, paralisado, encolhido nos braços da namorada até que esta colocasse-o encima do animal, que levantou-se novamente.


— Fiquem aqui. Eu vou pegar umas folhas de palmeiras pra amarrar no rabo desses carinhas, e...


Se afastou em passos calmos, parando e olhando-os por cima do ombro. Franziu o cenho para os olhares estranhos que recebia, se irritando.


— Perderam o cu no meu rosto?!

— Não. — Rapidamente todos os homens desviaram o olhar.


Shiro riu e deu de ombros, se afastando mais destes, divertindo-se com a discórdia que poderia causar com uma frase. Essa viagem seria longa...


Notas Finais


parece que a gay não é lá tão gay assim neah

enfim, sinto que a qualidade da fanfic tá decaindo de novo :( queria saber o que tá dando errado


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