História Épocas Distantes - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.398
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - A Grande Descoberta


Fanfic / Fanfiction Épocas Distantes - Capítulo 2 - A Grande Descoberta

Ponto de visão da Silky

-Então temos muito o que conversar....

Ele fala isso e fico mais confusa ainda. Ele me leva até os jardins do castelo, onde as flores ainda não haviam brotado pois estávamos no final do inverno e a primavera estava por vir. Então os altos arbusto de flores, estavam meio amarelados, dava para perceber que estavam se recuperando-se do inverno pois pequenos brotos verdes surgiam de seus galhos.

Puxo meu casaco para envolver mais ainda meu corpo e me manter quente, cruzando os braços. Enquanto andamos olho algumas vezes para ele, e sinto algo familiar vindo dele, tendo não pensar na possibilidade de ele ser meu pai pois isso seria loucura.

-Eu sou o seu pai. -Ele me olho rapidamente

-O QUE?! -Digo quase histericamente, paro no meio do caminho e olho para ele perplexa -Como isso é possível? Eu vivo com os meus avós! Não tenho muito dinheiro, nunca tive noticia dos meus pais!! Santo deus isso é loucura, eu to ficando louca!! -Começo a andar de um lado para o outro desesperada, tentando entender, ou ligar os pontos dentro da minha cabeça.

De repente ele pega pelos braços me fazendo para subitamente e sou obrigada a olhar para ele. Seus olhos de profunda imensidão me encaram, parece até que ele lê minha alma.

-Eu preciso que voce se acalme, irei te explicar essa história. Mas antes se acalme. -Ele diz com firmeza, puxo devagar o ar gelado e expiro na mesma intensidade, faço isso algumas vezes e me sinto realmente mais calma. -Isso -Diz ele me soltando e se distanciando um pouco de mim e se sentando em um banco de madeira. Eu me sento ao seu lado devagar e mantendo o máximo de distancia dele.

-Acho que vc pode começar a contar....

-Tudo bem

Eu e sua mãe tínhamos apenas 17 anos quando Izzy (sua mãe) descobriu que estava gravida, não podíamos fazer nada além de seguir com a gravidez. Izzy se mantia escondida na casa de seus pais ( seus avós), pois anda não tínhamos nos casado, eu estava me preparando para receber o titulo de rei e era inadimissível um casal de adolescentes terem filhos tão novos. Quando vc nasceu ficamos pouco tempo convivendo com vc logo Izzy teve que se mudar para o castelo pois iriamos nos casar. 

Sua mãe tentava te visitar algumas vezes mas ela não podia sair das rendondezas do castelo se não fosse uma emergência. Com o tempo passando. Quatro anos depois nos casamos e tivemos Noah e Narciso quatro anos após, tomei posse do trono quando as  gêmeas nasceram. Já não tínhamos mais tempo e nem contato para ir te visitar. Acabamos esquecendo de vc, e eu me arrependo profundamente de ter feito isso, nunca irei me perdoar. 

10 anos depois (hoje em dia) Izzy e eu fizemos uma viagem ao Norte, para negociações, mas infelizmente todos que viajaram conosco pegaram peste negra, e em pouco tempo Izzy faleceu pois estava fraca de mais e os remédios já não faziam mais efeito, uma morte extremamente injusta. Alguns dos nossos servos também faleceram, conseguimos salvar poucos desta maldição.

E a sua convocação aqui é para ser rainha, vc é a nossa filha mais velha, a unica que pode reinar. Eu morrerei em breve, não é mais possível salvar-me da peste negra.

Enquanto ele me contava a história tive que me segurar muito para não chorar, estava tentando assimilar tudo isso mas era muita coisa para minha cabeça. Sinto ele me olhar, provavelmente preocupado.

-Voce esta bem?! -Ele pergunta

-Eu... To... Mais ou menos -Digo confusa e olho para ele -Como voce se chama? 

-Caleb, Caleb Reynolds.

Pronto ta ai, mesmo sobrenome. Reynolds Wood, minha mãe se chamava Isabelle Wood Reynolds. Santo deus que doideira.

-Olha, eu preciso voltar para casa para pensar nisso tudo. Amanhã eu volto, e nós conversamos com mais calma, tudo bem? -Eu digo me levantando.

-Não espere, passe a noite aqui no castelo. Já esta tarde para voce ir embora.

Depois de um pouco de relutancia minha acabo aceitando, apesar não trouxe uma mala pra nada.

Antes de subir para o "meu" temos um jantar gigantesco na sala de jantar, quando eu entro no recinto o cheiro de comida boa e bem temperada toma espaço dentro do meu corpo. Me deparo com uma extensa mesa de mármore branco repleta de cadeiras de madeira escura com estofado beje claro. Em cima da mesa há um candelabro monumental caindo do teto, consigo imaginar o titilar dos cristais e como esse som e relaxante. Quando volto a olhar para a mesa finalmente reparo nas duas meninas sentadas em duas cadeiras ao lado direito da mesa, próximas a ponta. Elas me olham com curiosidade nos olhos, e quando eu me sento a frente delas percebo que são as meninas do quadro no hall, só que um pouco mais velhas. Elas são indenticas, não consigo encontrar para diferencia-las

-Olá -Digo timidamente 

-Oi!- As duas respondem ao mesmo tempo com a mesma intensidade.

-Voces são Noah e Narciso não é? -Pergunto

-Sim! -Respondem também juntas

-Eu sou a Noah -Responde a menina da direita

-Eu sou Narciso -Responde a da esquerda

-Ficamos sabendo que voce é nossa irmã agora. É verdade? -Pergunta Noah

-E soubemos também que sera rainha! -Pergunta Narciso

-Ééér... Mais ou menos. -Digo pausadamente -Sim eu sou a irmã de voces, mas não sei ainda se serie realmente rainha

-A mas por que? Voce se parece tanto com mamãe! -Narciso diz com uma leve tristeza na voz -Voce se daria muito bem como rainha

-É verdade posso sentir o extinto de liderança vindo do seu coração -Noah fala com esperança.

Nesse momento Caleb entra no recinto e se junta a nós, sentando-se na ponta da mesa, apesar ele é o rei. Me sinto um pouco intimidada então abaixo um pouco a cabeça encarando meu prato de porcelana talhado em ouro. Acho que eles gostam de talhar as coisas em ouro por aqui.

-Silky, sinta-se a vontade. Pegue o que quiser -Diz ele puxando a colher do pure de batata a nossa frente.

Timidamente sirvo o meu prato e como em silencio. As meninas e Caleb conversam sobre a primavera e de como o jardim ira ficar bonita em pouco tempo.  Eles tenta fazer comunicação comigo mas estou devagando em meu mundo de pensamentos, tentando resolver esse problemão. 

Como que diabos vou entrar aqui com a Agatha? Como vou explicar que ela é minha noiva? E se eles não permitirem um casamento lésbico dentro do castelo? Como vou ser rainha? E os meu avós? Não posso abandona-los como minha mãe fez,vou precisar da ajuda deles se caso meu pai morra antes de me ensinar a reinar.

Escuto alguém me chamar e percebo que todos já terminaram de comer.

-Silky voce esta bem? -Pergunta Cabeb

-Ahh sim, estou ótima. Só pensativa. -Digo -Posso me retirar?

-Claro! -Caleb diz com um tom doce na voz -Hellen irá te mostrar seu quarto.

Quando me levanto da cadeira uma moça com o rosto simpático me leva para o "meu" quarto, tamos que subir dois lances de escadas e passar por umas trilhões de portas até chegar. Quando entro fico mai suma vez impressionada, me deparo com uma cama extremamente grande, cheia de travesseiro e cobertas rosadas. Á direita do quarto vejo uma penteadeira branca com detalhes em rosa claro, do outro lado do quarto uma comoda gigantesca ao lado de uma porta que imagino que seja o banheiro.

Hellen me explica algumas coisas básicas e me deixa sozinha no quarto, o que me faz ter um leve surto. Vou até uma porta de vidro coberta na metade por uma extensa cortina, abro a mesma e me deparo com uma varanda cercada de trepadeiras verdes, e uma vista maravilhosa da cidade. As estrelas extremamente brilhantes e a lua cheia iluminando o jardim, dando um ar assustador para o mesmo.

Fico na varanda té sentir frio, o que não demora muito, e entro de volta para o quarto, tiro meu casaco e o vestido pesado, dobro-os e coloco em cima do pequeno sofá, onde foi colocada a minha mala. Apago a chama das velas espalhadas pelo quarto, deixando apenas a da cabeceira acesa, e me deito na cama. Sinto que estou no céu de tão macia e gostosa que é a cama, ajeito alguns travesseiros e tento pegar no sono.


Notas Finais


Espero que tenham gostado deste capítulo. Não está revisado então me perdoem qualquer erro de gramatica.


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