História Epopeia Descontruída - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Haru No Ryu, Lou Blanchard, Owl's Dices, Textober
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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Saga

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Único


[ O NASCIMENTO ] 

 

Entre todas as pessoas do mundo, ou, 

pelo menos, do continente de Magis,

não havia uma igual à única dos Everwood,

que deitava sobre o milésimo livro lido,

em apenas seis anos de existência.

 

Rowan nasceu com algum distúrbio que, entre todas as 

motivações que alguém poderia ter, fazia-lhe surgir 

uma obrigação de conhecer mais. Ou tal impulso 

simplesmente se dava por, estranhamente, a

criança ter sido concebida de formas anormais.

 

Não possuía pessoas das quais poderia ter saído, e 

nem alguém que a criasse e educasse. Simplesmente era.

E a partir do momento em que teve alguma consciência,

passou a estudar sobre tudo o que existia, sobrevivendo 

por meio de algo no interior que ignorava fome,

 

sede e afeto. Talvez nem mesmo fosse uma pessoa, este 

termo era abrangente demais para uma garota que somente

era corpo e essência. Tal essência, que com o passar dos 

anos, foi confirmada como aquilo que a fazia existir, e 

que também era provinda de planos no subsolo. Do abismo.

 

Rowan não percebeu quando teve sua transição da juventude,

nem sequer se importava sobre como seu corpo evoluiu. Tudo 

o que tinha era um quarto pequeno, com uma lâmpada no teto,

milhões de páginas, e nada a mais além do isolamento em 

qualquer canto do planeta. Uma insignificância tremenda.

 

Adquirir conhecimento sobre tudo o que era o espírito,

sobre os costumes dos homens e suas capacidades de mudarem 

um mundo, gerava uma das únicas coisas nos pensamentos da 

menina: questionamentos. E a partir do momento em que já 

criava opiniões, passou a sentir, mais do que qualquer um.

 

O que existia do lado de fora daquele cômodo abafado?

O que poderia alcançar se tentasse se tornar uma deles?

O quão diferente seria? Eles sabiam tanto quanto ela mesma?

Quais seriam sua relevância e poder, com tantas informações?

Quem a fez existir, e por qual motivo existia?

 

A necessidade da liberdade se tornou maior do que 

a de conhecer. Julgava não ter mais nada que pudesse saber.

O mundo era que precisava saber dela.  Sua missão, agora, 

consistia fazer valer sua vida, e o universo de sabedoria 

que permanecia em sua cabeça.

 

[ A VIAGEM ] 

 

O primeiro passo era sair daquele lugar claustrofóbico,

e essa ideia já lhe dava uma certa ansiedade,

pois era a primeira vez em que pensava em se arriscar,

mesmo sabendo de todos os perigos que o lado de fora guardava.

Porém, sabia de tudo. E assim, também sabia como se proteger.

 

Andou aos tropeços no meio das enciclopédias, alcançou a

maçaneta da porta de madeira nobre e pesada , a empurrou,

e deixou a luz de verdade entrar. O vento bateu como um 

sopro forte de anunciação. Os olhos brilharam em lágrimas,

quando as palavras finalmente disseram: “estou livre, agora”.

 

Começou a caminhar pelos solos que havia estudado,

a presenciar os fenômenos que havia lido, a provar

de todos os frutos da terra, a namorar as estações

do ano, a se apaixonar pela essência existente em

tudo, a viajar pela realidade e se deixar voar.

 

Experimentou da sincronia que sua energia tinha com o redor,

das sensações que os diferentes dias lhe davam, da curiosidade,

do encanto de, enfim, aproveitar de tudo que deveria ter antes.

E com este mesmo pensamento, surgiu a pergunta ontem esquecida:

“Qual deveria ser meu propósito com isto? Quem me fez ser real?”

 

Então, Rowan continuou sua caminhada, em um rumo distinto.

O objetivo era conhecer mais sobre si mesma e seu passado.

Afinal, para que os povos soubessem da existência dela,

a própria estudaria seu passado e origens primeiro.

As terras já estavam lotadas e saturadas de pessoas vazias.

 

Nos confins de um enorme país, acabou por achar um homem.

Velho, mas não de aparência. Transpirava eras de sapiência.

Dono de um olhar de quem já havia visto tudo, mais que ela.

Ali, a jovem encontrou sua fonte de respostas. Iria saciar-se.

“Você é capaz de me explicar a minha história, velho?”



 

[A HISTÓRIA]

 

“Você já a conhece, criança”, disse o homem, com um tom sereno.

“Como eu poderia conhecê-la, se não sei de onde vim?” disse ela.

“Você mesma optou por isto”, ele respondeu. “Este é o seu pacto.

Saber de todas as coisas, mas sempre ressurgir do zero, quando

parte em busca de si mesma, e chega muito perto de sua alma”.

 

Rowan se queixou, imaginando que o velho não sabia nada

além de absurdos. Mas, no segundo em que iria indagar

novamente, o viu fazer um gesto com o próprio dedo,

o qual tocou em sua testa e a fez sair daquele plano,

pelo menos em consciência. Reviu milhões de cenários.

 

Centenas de anos atrás, já existia. Já era Everwood.

A única informação que trouxe consigo: seu próprio nome.

Já havia percorrido aquele mesmo caminho inúmeras vezes.

A razão para tudo se igualar e repetir infinitamente,

era que Rowan havia decidido aquilo, em sua primeira vida.

 

Descobriu a fonte de sua essência, sua entidade maligna.

Teve com ela no abismo e negociou a alma para ter poder

e conhecimento sobre tudo. O acordo foi feito, se tornou

uma bruxa extremamente poderosa e inteligente. Só que,

mesmo assim, pagou a própria humanidade, para se livrar de

 

ser tão frágil. No teste cíclico das entidades, no qual deveria superá-la,

conseguiu sucesso. Entretanto, sua condenação continuou a perdurar,

e assim surgiu a extrema necessidade de se recuperar, de achar seu espírito.

E todas as vezes que saísse de sua “caverna” seguiria os mesmos caminhos até

que se aproximasse de si mesma, e, enfim, renascesse. Como um nada.

 

Saberia apenas seu nome, e sentiria a obrigação de estudar

sobre todas as coisas, desde o surgimento. Se questionaria,

se aventuraria, sofreria as mesmas agonias repetidamente.

Se devemos estar dispostos a sacrificar algo para termos o

que queremos, Rowan foi capaz de sacrificar sua totalidade.

 

Retomou sua consciência, olhou para o velho e o reconheceu.

Ele era o mesmo mensageiro que profetizou seu futuro, épocas

atrás. E assim que viu a inconformidade dominá-la, disse:

“Desta vez, porém, algo diferente acontecerá, criança.

Agora você tem a pequena chance de se desfazer disto.”

 

“E como eu posso fazê-lo?”, perguntou Rowan, desesperada.

“A solução virá até você. Deverá ser capaz de percebê-la

e saber que decisões tomar. O teste cíclico ocorrerá, outra

vez, e você terá seu herdeiro, enfim. Ele será a chave para que se

liberte. E antes disso, alguém a verá e guiará até seu destino.”

 

“E se ele falhar? Estou dependendo de um desconhecido, mesmo

tendo tanto poder”, ela indagou. O homem sorriu, como se a 

resposta fosse óbvia. Rowan notou e se preocupou. Em um

pigarro, ele continuou: “Você terá que torná-lo capaz. E,

para tal, deverá aprender sobre o básico com sua guia”.

 

“Aprender?”, se revoltou a bruxa. “O que mais eu aprenderia?”

“Essa resposta é o que deve procurar, criança”, ele se levantou,

dando um longo suspiro e olhando para o horizonte. “Meu trabalho,

enfim, acabou. Agora vá, antes que perca sua única oportunidade.”

A bruxa olhou para o mesmo lugar, percebendo o mar, e algo além.


Notas Finais


Esta foi a que me deu mais trabalho. sdajlasdkjaljk

Ainda não é um aprofundamento sobre a Rowan, mas é um estilo que eu queria tentar, e que daria uma base para a bruxa. Os maiores detalhes provavelmente sairão no livro da tripulação (ó, spoiler).

Enfim, perdão pelos atrasos. Aconteceram diversas coisas que me prejudicaram a seguir a rotina.

Logo tem mais.

O fim de uma história é apenas o começo de outra.


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