História Equidistantes - Capítulo 3


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Categorias Dreamcatcher
Personagens Siyeon, Yoohyeon
Tags 2yeon, Dreamcatcher, Sihyeon, Siyeon, Siyoo, Yoohyeon
Visualizações 46
Palavras 757
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


4:20 da noite e eu quebrando a cabeça pra escrever o último capítulo dessa 3shot. Acho que o final ficou meio indefinido, mas creio que dá pra captar tudo o que rolou.

Capítulo 3 - Pontos adjacentes


 

 

Nem a jovem violinista e a pintora, tampouco, sabiam como foram parar no quarto da Lee. As pinturas as quais houvera apresentado à jovem música jaziam jogadas pelo assoalho de madeira, derrubadas pelos passos cegos das duas garotas que se agarravam ali, trocando toques, carícias e beijos ousados, tais que desconhecidos jamais ousariam trocar.

 O calor deixava de se fazer presente apenas no corpo desnudo e em chamas de ambas as artistas e passou a se expandir pelo cômodo. A mãe de Siyeon, já atingida pelas máculas da idade, carecia de audição, assim tornando os gemidos de Yoohyeon um soneto exclusivo para a Lee. Mas a troca de gestos artísticos não parava por aí. A pintora tingia a pele alva abaixo de si em tons de carmim e lilás, em mordidas e chupões, utilizando dos próprios lábios e língua como pincéis.

A Kim jamais houvera se entregado a alguém antes. Julgava a todos como asquerosos; inferiores. Siyeon, no entanto, fora diferente. A olhava e não sentia qualquer sinal de repulsa, apenas empatia. Sentia-se acolhida no olhar da humilde pintora que não tinha muito a oferecer além de o suficiente. Siyeon, por sua vez, viu na garota algo que lhe remeteu o passado. Suas melodias a enchiam de coisas que nunca houvera provado antes, e se Siyeon não acreditava em amores à primeira vista, naquele momento havia se provado errada.  

Yoohyeon sentou-se na cama, segurando o lençol na altura dos seios. Nunca houvera antes sentido-se tão plena.

Siyeon já havia começado a se vestir. As roupas simples e sujas de tinta anunciavam a vinda de mais uma obra, e a Kim, como uma boa amante e modelo, deixou que o pano fino caísse e posicionou-se atrás da tela onde a pintora havia se sentado.

Umedeceu as cerdas em um tom semelhante à cor da derme da musicista e pôs-se a pintar, tendo um sorriso adornando-lhe os lábios enquanto desfrutava do corpo esguio e desnudo da violinista e da tela que tomava cor e forma, servindo de abrigo para todos os sentimentos que haviam sido despertos naquele fim de tarde.

O silêncio se instalou no quarto, sendo interrompido somente nas vezes em que as cerdas do pincel resvalam na tela. Um longo traço reto acima, um outro traço tênue ao lado. E não importa quantas vezes Siyeon repita ou insista, a pintura que se forma está longe de conseguir reproduzir a magnitude da mulher à sua frente.

Yoohyeon, como uma boneca de cera, permanece imóvel enquanto posa para a Lee. Está em pé, deixando evidente toda e cada curva de sua anatomia tão bem desenhada enquanto Siyeon se remexe sobre o banco antiquado, tentando ter uma visão melhor da violinista. Suas curvas passam a ter um contorno alaranjado por conta da claridade que escapa pelos furos da cortina, indicando que o sol já estava para ir embora, em breve dando lugar à noite. Os fios castanhos terminados em loiro que desciam retos por seus ombros faziam sua pele parecer ainda mais branca quando contrasta.

 

Ela era indecentemente linda.

 

Linda desde o quadril bem contornado até as mãos grandes que cobriam os seios pequenos.

 

O barulho das pinceladas era o único presente até que ela o interrompe com sua voz calma.

— Pergunto-me se foi assim que Monalisa se sentiu quando Da Vinci passou horas a encarando.

Seu pensamento repentino fez Siyeon rir. Havia, de fato, muito tempo que não achava algo engraçado. Desviou os olhos da pintura para o corpo alheio e ela me a fitou de volta com um rubor tomando conta das bochechas. Envergonhou-se, provavelmente pela Lee estar descaradamente a comendo com os olhos, mas ela não tinha motivo, afinal, haviam acabado de transar e a pintora estava bêbada o suficiente para pedir um retrato dela logo após aquilo tudo.

— E isso te incomoda? Pensei que estivesse acostumada a plateias e fotografias, alteza.

— Ah... Não me chame de alteza, por favor. Faz-me lembrar que estou nua na frente de uma pintora qualquer que conheci hoje mesmo, pela qual me encontro perdidamente apaixonada.  

Manteve o sorriso nos lábios e voltou a pintar.

Aquele era apenas mais um dos muitos quadros da Lee e a perfeita desculpa para que a Kim voltasse lá mais vezes, tornando os encontros às escondidas de ambas cada vez mais frequentes.

Porque a pintora adorava a melodia dos gemidos da jovem violinista, que amava quando a Lee tingia sua derme do jeito mais depravado imaginável.

Consumiam-se como chama. Uma tornou-se a salvação da outra, enquanto a outra, o próprio caos.

                                       

Resta saber qual tornou-se qual. 

 

 



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