História Equinócio - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Armas, Bts, Drogas, Gangue, Hoseok, Morte, Obssessão, Psicologia, Sequestro, Sobi, Sope, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 43
Palavras 1.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 3 - Perigo



Em certas ocasiões você não precisa pecar para ser condenado ao inferno.







O silêncio dominava a minúscula sala de estar, na mesinha de centro havia uma caixa que Taehyung havia pego na traseira da SUV de Jinyoung, a tensão era palpável e eu podia ver o desespero estampado nos olhos dos mais novos.

— Por onde começamos? — Taehyung perguntou para Jinyoung.

— Apenas o necessário por enquanto.

Taehung assentiu e respirou fundo antes de começar.

— Não é segredo pra todos as mortes que estão ocorrendo, né?

Eu e Jin assentimos.

— Bom, nós conhecemos a gangue que é responsável por elas, aconteceram muitas coisas no passado mas nós conseguimos nos livrar deles, até agora.

— O importante é que... — Jinyoung tomou a palavra. — Vocês tomem cuidado, nós não sabemos o que aconteceu desde que nos separamos desses caras mas pelo que parece isso passou à envolver vocês e pelo visto eles nos encontraram.

— Não confiem em ninguém daqui em diante. — Taehyung disse.

Encarei Jin que estava pasmo também, engoli em seco e voltei o olhar para os dois. Taehyung abriu a caixa de madeira revelando quatro armas e duas adagas junto à um único colar.

— Vocês terão que andar com isso daqui em diante, treinem pois irão precisar.

Jinyoung pegou o colar, havia um pingente estranho, era um círculo, dentro havia um triângulo e no meio dele havia um crucifixo invertido.

— Esse é o símbolo da gangue, os membros custumam ou ter isso tatuado ou usar em qualquer coisa, eles são os TFA.

O que aquelas iniciais significariam?

— E o que fez vocês se envolverem? — Perguntei.

— Isso não podemos contar ainda.

— Só saibam que vocês não estão seguros e nem a polícia pode ajudar agora.

...Duas Semana Depois

Haviam se passado duas semanas desde o ocorrido, agora saíamos na rua apenas em caso de emergência, quando saía da faculdade tomava o máximo de cuidado possível, a adaga que Jinyoung me deu era minha companheira em todas as horas do dia e da noite.

Agora eu e Jin jantávamos em silêncio, nenhum de nós falava muita coisa desde o dia da festa, não parecia ter muito o que ser dito.

— A faculdade entrou em recesso de férias... — Me pronunciei querendo quebrar aquele silêncio todo.

— Ótimo, pelo menos você não precisa mais ficar na rua até tarde da noite.

Eu parecia lidar com tudo melhor que o mais velho, a faculdade de psicologia deixava a gente mais preparado psicologicamente mas Jin era alguém delicado que se abalava facilmente.

— Eu estava pensando... E se nós saíssemos do país? — Jin falou.

— Taehyung disse que não adianta, esqueça essa ideia, nós estamos de mãos atadas neste momento.

— Tem que haver um jeito!

— Tem que aceitar que estamos sem saída à não ser nos protegermos.

Seokjin riu sem ânimo.

— Por que nós temos que pagar pelo erro dos outros? Nós não temos nada haver com essa história, não tem lógica nós estarmos envolvidos.

— Jinyoung não contou toda a história e precisamos saber o lado do TFA.

O toque de meu celular soou pelo cômodo, fitei o aparelho e um alívio me invadiu ao ver o nome de Taehyung brilhar na tela.

— Alô?

— Mais uma morte próximo à casa do Jimin, estamos indo 'praí agora mesmo, estamos à mais ou menos nove quarteirões, vá lá em baixo e autoriza a nossa entrada.

— Ok.

A chamada foi encerrada e só então percebi os olhos curiosos de Seokjin sobre mim, lhe expliquei a situação e me levantei.

— Não saía daqui, eu vou rápido. — Digo.

— Ok mas por favor, não ultrapasse a portaria.

Assenti e então saí do apartamento enquanto colocava a pistola no cós da calça.

Adentrei o elevador e apertei o botão do térreo, as portas se fecharam e meu reflexo foi refletido graças às portas metálicas incrivelmente limpas. Eu havia emagrecido no máximo dois quilos e meio, as olheiras estavam meio perceptíveis graças à noites mal dormidas.

Saí às pressas do elevador quando as portas se abriram, caminhei até a portaria e informei sobre a liberação da entrada de Taehyung.

Sentei-me em um dos bancos que ficavam espalhados por um jardim frontal que havia alí, abracei minhas próprias pernas enquanto buscava me esquentar mais, o frio em toda Coréia era bem rigoroso assim como o calor.

Olhei para a frente vendo uma silhueta do outro lado da rua, eu sabia que a pessoa podia me ver por causa das partes onde o muro do edifício eram de vidro.

Era claramente um homem, trajava um moletom preto de capuz, calça da mesma cor e nas mãos haviam luvas de motoqueiro. Não usava sapatos, cobria o rosto com uma máscara e o capuz, podia ver uma mecha de seu cabelo castanho, seu nariz grande mas fora isso mais nada. Estranho.

Quem sai por aí sem sapato?! E ainda mais no inverno!!!

Sou interrompido de meus pensamentos com um barulho de buzina, olho para o portão e vejo o carro de Taehyung entrando rapidamente.

Quando volto meu olhar novamente para o homem estranho ele havia sumido, levantei-me do banco e segui até o estacionamento onde Taehyung e Jinyoung retiravam mochilas do porta-malas.

— Querem ajuda? — Perguntei.

— Só preciso que pegue as malas de rodinhas cinza. — Taehyung respondeu.

Assenti e caminhei até o banco do passageiro onde haviam duas malas de rodinhas, coloquei ambas no chão e não tardei à puxá-las sendo seguido por Taehyung e Jinyoung que olhavam para todos os lados.

Taehyung chamou o elevador e logo chegou, entramos e apertei no botão de número nove fazendo as portas se fecharem.

— Nós temos uma casa no interior de Ilsan, estamos arrumando as coisas para irmos pra lá. — Jinyoung disse. — Deixem as malas prontas e quando tudo ficar pronto, nós partimos.

— Por que ainda não podemos ir? Além de que Taehyung disse que não adiantava sair do país.

— O TFA é uma gangue espalhada pelo mundo, além dos parceiros que tem. — Taehyung disse e logo em seguida Jinyoung completou.

— E a casa de Ilsan é planejada, cada canto de lá tem algo escondido e como somos donos é mais fácil de transitar caso ocorra algo.

— Como um coelho em sua toca? — Perguntei.

— Como um coelho em sua toca.

***

Entramos no quarto do hóspedes e os dois mais novos jogaram as malas pelo chão, Jinyoung pegou as duas malas e as colocou na cama de casal logo as abrindo revelando armas de todos os tipos, armas brancas, armas de vários calibres, silenciadores, armas de choque e até mesmo uma chave mestre.

— Pra que tanta arma?! — Seokjin perguntou nervoso.

— Proteção e prevenção. — Taehyung respondeu. — Nunca se sabe quando o inimigo irá atacar.

Nos olhamos profundamente, eu sabia que, apesar do olhar sério de Taehyung, ele estava com medo, afinal, todos estávamos.

— Estejam de pé às cinco da manhã, vai ser dia de treinamento. — Completou.




Quando o diabo quer, ele tem.






Notas Finais


Espero que tenham gostado❤


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