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História Equinócio de outono - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


...
Eu sei que disse que eu lançaria um cap após o outro, já que a fic tecnicamente já tá pronta, mas fiquei com preguiça de transcrever ela.
Não tenho orgulho de assumir isso então; sorry pela demoraa.
A fanfic passou por algumas modificações pois eu fui envoluindo as minhas ideias e tals
Talvez fique uma porcaria, mas, mesmo assim amei fazer ela.
Ps: eu não sei quanto tempo vou levar para escrever o terceiro e ultimo capitulo, então beijinhos e novamente desculpa pelo o atraso.

Capítulo 2 - Apenas um drama adoslecente


Já haviam se passado três dias.

Três dias após a traição.

Três dias após o beijo.

Três dias que elas não se viam.

A situação não estava tensa, nem um pouquinho, na verdade estava ótima, podia se dizer até que era primavera, se não fora pelo fato de ser outono, só que isso não influenciava em nada, simplesmente nada.

Era dia 24.

24 de março.

Um dia escolar qualquer para uns, provavelmente para a maioria, para outros tinha algo de especial.

Talvez algum aniversário, alguma data comemorativa ou até mesmo confissões poderiam rolar, quem sabe, né?

Por sua vez, Lexa estava empolgada além da conta, não sabia o que fazer, não sabia o que falar, só sabia que estava com uma estranha sensação que seu coração sairia pela boca, e pasmem, ela se sentia bem com aquilo, muito bem.

Com certeza ela estava eufórica.

Eufórica, ansiosa, até mesmo nervosa.

Nem sabia se sua morena iria para aula, já que tinha virado rotina receber falta nas chamadas.

Se bem que ela estava confusa naqueles dias.

Confusa e romântica; uma verdadeira filósofa abstrata. 

“Porque o mundo existe e qual a explicação de tanta beleza e porque, para ela, a morena cativava a sua atenção?”

Ela estava extremamente feliz, óbvio, ela se intitulava nas garras do amor.

Algo meio besta, mas bem sincero.

Talvez seja por isso que a cena a abalou tanto.

A cena da garota aos braços do traidor.

Aquilo, claramente, foi um impacto muito grande para ruiva. Notasse logo pelo sorriso radiante desfeito na mesma hora.

Apesar dos seus sentimentos pela morena serem fortes e a sensação de ser traída era angustiante, ela não deixou de ser preocupar com a amiga.

“Será que ela está confusa?”

“E se ele a trair de novo?”

“Meu Deus, ela vai ficar arrasada.”

“Será que devo falar com ela?”

“Será que devo falar com ele?”

“Não.”

“Agora sou eu que devo parar de ser trouxa.”

É, agora ela estava magoada e seu orgulho não permitiria ela conversar para esclarecer as coisas.

No mínimo era estranho, elas que eram grandes amigas, desde o fundamental, uma evitar a outra, na verdade o afastamento foi por parte de Lexa, mas não deixava de ser incomum.


EXTRA; EXTRA;

NOTÍCIA BOMBÁSTICA QUE VAI ABALAR A TODOS;

TAMPA E PANELA SE SEPARAM;

BOATOS DIZEM QUE TAMPA SE ENGRAÇOU COM FRIGIDEIRA. 


Talvez se houvesse um catálogo de fofocas no jornal da escola e se a vida delas fosse tão relevante, o instituto amanheceria com essa bomba, mas não, apenas não.


E, mesmo que elas ficassem na mesma sala de aula, não foi difícil de evitar a Yan, pois, a mesma, não tinha comparecido à aula.

Ela e o seu namorado haviam gazetado aula. Isso tinha deixado ela mais relaxada, leve, tranquila.

Agradecia aos céus por não ter esbarrado com ela pela rua.

Ela só não esperava a tecnologia do século XXI.

Ao chegar em casa optou por não jantar, as cenas de hoje haviam mexido no seu estômago.

Poderia a cena ter a enojado ou talvez as borboletas de sua barriga haviam morrido e isso lhe servia como jantar, quem sabe?

Estressada, subiu logo para o aposento real, seu quarto.

Após se jogar na cama, sua mãe, bateu na porta com o telefone na mão.

-Sua amiga -disse a matriarca da família que entregou tal objeto para a filha sem esboçar emoções de empolgação.

-Aló.

-Ruiva?

-Sim

-Eu preciso falar contigo, podemos nos encontrar agora?

-Sabe o que é? É que tá tarde- Lexa falou fazendo uma careta desinteressada.

-São dez para as seis, é essa sua concepção de tarde?

-Estou cansada -a ruiva respondeu ríspida.

-Vai ser assim? Beleza então!

E foi assim que a ligação acabou.

Agora sim.

As coisas estavam bem chatas.

Uma tensão no ar.

Um clima ruim.

Um clima frio.

Apesar de sua insegurança, a ruiva, resolveu se distrair nas páginas de um livro que tinha sido um presente da morena, depois de lembrar as origens daquele objeto o fechou com força, se virou brutalmente e se obrigou a dormir.

...

Após uma noite mal dormida o sol logo clareou.

Aquele bendito sol que tinha sido o cúmplice daquele beijo.

E depois desse pensamento surtou em seu colchão.

Ainda estava bem abalada com tudo que tinha acontecido em poucos dias.

Pequenos flash assombrava sua mente.

O beijo, o outro beijo, e o essencial; aquele sorriso que a fazia estremecer de corpo inteira.

Até que virou bruscamente para outro lado da cama e chorou de raiva enquanto mastigava seu travesseiro.

Queria arranjar uma desculpa para faltar, mas qual?

Poderia dizer que estava menstruada, com cólica e tpm, porém não gostava de mexer em seu ciclo assim.

Poderia dizer que estava gripada, dor de cabeça.

Inventar uma espécie de enjoo ou mal-estar.

Nunca ia colar, sua mãe não era tão inocente assim, apesar de ser uma mentira mascarada, já que ela realmente se sentia mal.

Naquela manhã bem desconfortável ela fez um esforço e saiu da cama.

Era rotina chata.

E uma situação delicada.

O típico drama adolescente que se vê na mídia.

Okay, continuando com o plano de evitá-la.

Mas dessa vez foi diferente.

Agora era a morena que evitava a ruiva.

Às avessas.

Tudo bem, tecnicamente, a missão; evitar uma menina que foge do seu controle e que destrói a sua sanidade; está completa e com sucesso.

Talvez pudesse achar sua paz.

...

E, enfim, o sinal tocou e os alunos estavam liberados.

Foi tranquila atrás do seu ônibus, ela estava intencionalmente enrolando e se perdesse ele não ligava.

Pegou o caminho mais longo, cheio de curvas e paradas.

Pensaria na vida.

Ela e mais ela.

Distraída com as gotas de chuva que rolavam pelo vidro daquele transporte.

...

Ao se aproximar de casa estranhou não ser recebida por sua gatinha.

Achou estranho a possibilidade de sua mãe ter já a alimentado, já que a pequena Oeste era de sua responsabilidade e sua mãe deixava bem claro isso.

Deixando as desconfiança de lado continuou a seguir caminho; entrou em sua casa quentinha, tirou os sapatos e colocou-os em seu cantinho, logo depois se pois em direção a cozinha.

Ainda se sentia sem fome e disposição alguma, mas poderia fazer um esforcinho para agradar a sua velha.

Quando chegou ao cômodo encontrou, teve uma surpresa.

Surpresa ruim.

Aquela que era culpada por noites mal dormidas por euforia e por desgosto, culpada por seu mal estar, pelas borboletas em seu estômago e, o pior, culpada pelo coração partido estava lá.

Simplesmente assim.

Yan estava lá conversando animadamente com a sua mãe.

"Poderia ser um momento super fofo entre nora e sogra" - Pensou.

Logo estava se condenando por ter aquele tipo de pensamento tão repentino.

Não sabia porque estava nervosa, a presença daquela mulher a abalava todinha, não queria estar sentindo aquilo, mas estava e isso era o que a mais chateava.

"Okaay agora é só expulsar ela de casa, não deve ser tão difícil assim".

-Oi - Falou seca com cara de poucos amigos.

-Oi - Respondeu ela com uma voz calma e um sorriso em seu rosto.

Se não a conhecesse tão bem nem desconfiaria que aquele sorriso era cínico, pura falsidade.

Ela realmente queria expulsar a outra de lá, mas as palavras sumiram de sua boca, nem sabia como reagir direito.

-Sabe que eu nunca perderia o taco com estrogonofe que sua mãe faz, a comida dela é a melhor.

-Hum! E eu já alimentei o gato- Yan concluío  enquanto raspava uma panela suja.

-Cara isso aqui tá muito bom, quer provar?- Nessa hora a morena meteu uma colher na frente de sua amiga.

Sem falar uma só palavra ela automaticamente pegou a colher e provou.

Realmente a mãe dela era uma ótima chef.

-Vocês podem subir para o quarto, quando estiver pronta a janta eu vou lá chamar vocês- Falou a sua mãe enquanto se afastava do forno e se aproximando de sua filha dando um beijo em sua testa e lhe entregando um brownie que comprou durante o seu trabalho.

Ela amava demais a sua mãe, ela foi extremamente fofa em trazer a guloseima favorita da filha.

Por um milésimo de segundo esqueceu de tudo que tinha acontecido em quatro/cinco dias, mas logo veio o balde de água fria, ao ver sua mãe se afastando sentiu nervosa outra vez.

Respirou fundo e foi para o quarto com ela sendo seguida pela gata que estava energizada.

Ao chegar no quarto a gata Oeste foi correndo em direção a sua cama, seguindo seus passos Lexa se jogou em sua cama, ficando por lá mesmo, com a cabeça enfiada nos lençóis bagunçados.

Intuitivamente, Yan foi em direção a cama e se sentou em uma das pontas.

-Sabe, nós precisamos conversar.

Aquilo realmente estava acontecendo, sua amiga, a qual guardava uma (agora, não tão) secreta paixão havia invadido sua casa depois de terem se beijado, para depois voltar com um namorado que, inclusive, havia lhe metido um belo par de chifres.

"Como assim precisamos conversar, eu não quero conversar mas porra nenhuma com você"

Estava indignada e conseguia transmitir bem esse sentimento através da careta que fez na hora.

-É realmente sério.

-Quero te pedir desculpa por tudo que te fiz passar e principalmente por ter mentido para você.

-Caso não tenha percebido eu só vim para falar com você.

-não atendia mais as minhas ligações, me evitava.

-Admito que eu fiquei com muita raiva de você por isso, depois percebi que você estava completamente certa em ficar com raiva de mim.

-E tudo bem se nada se resolver entre a gente, apesar de realmente amar a comida da sua mãe eu invento uma desculpa para sair às pressas.

"Folgada" - Pensou

Realmente amava aquele jeitinho dela, aquele jeitinho a encantava.

Ela conseguia ver que todas aquelas palavras eram verdadeiras, mas tava magoada e também preocupada, não queria que a amiga passasse por aquilo novamente, então limpou a garganta e falou:

-Cê sabe que ele vai te trair dnovo, né?

-Não, não vai.

-Ele vai sim cara, eu conheço esse tipo, na primeira oportunidade ele vai dá-lhe com a lingua na garganta de outra menina.

-Lexa…

Naquele momento o seu sangue gelou, nem a sua mãe chamava pelo seu nome.

Tá certo que a conversa era séria, mas… precisava?

-Eu realmente sinto muito, mas como eu disse e menti para você.

-Ele não me traiu e nunca me traiu, não que eu saiba.

-Naquele dia eu tinha terminado com ele.

-Eu fiquei com medo.

-Eu estava desesperada.

-Inventei toda aquela história porque precisava desabafar com alguém e fiquei com vergonha.

-Eu sei que errei e e-eu sinto muito.

-Mas, como assi- tentou perguntar mas logo foi barrada pela amiga.

-Daqui uns meses eu vou sair da escola.

-V-você vai se mudar? Voltar para sua terra natal? O que? Me respondee vai!- nesse momento ela já estava aflita, não conseguia mais esconder seus sentimentos e assim começou a chorar.

Igual a cena do dia 21.

Mais ou menos.

Na verdade não.

Só que dessa vez as duas estavam chorando com a cara vermelha e inchada.

-Não, talvez, eu não sei, eu ainda não sei o que vou fazer da minha vida agora.

-Eu to com medo Lexa.

-Eu…

Enxugando suas lágrimas e limpando sua garganta, tentou mais uma vez parecer forte e intocável, mas fracassou humildemente.

-Na verdade eu e-estou grávida dele.

...

Um filho.

Ela estava esperando um filho dele.

Essa notícia veio como um tiro.

Não esperava isso.

E como toda notícia inesperadas, ela não sabia como reagir.

Então agiu de forma bem natural.

Agiu de forma sincera e boba

Como uma criança.

Meteu as mãos no bolso de seu suéter, puxando o pequeno brownie que havia ganhado naquele dia.


-Sabe, as vezes gosto de pensar que comer chocolate me faz sentir melhor.


-Quer dividir?


-Quero.




















...fim do segundo ato...


Notas Finais


Mais uma vez desculpa pelo atraso de um ano.
O proximo capitulo é o ultimo.
Depois eu num sei.
Fiquem em casa.
Usem álcool em gel
Koronga não é bricadeira
Beijinhos
E antes de tudo uma pequena observação/curiosidade.
Yan é koreana e a fic se passa no canada, talvez eu tenha errado as datas, mas relevem isso


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