História Era do Fim (Interativa) - Capítulo 9


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, EXID, EXO
Tags Interativa
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Palavras 5.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - 6.6


Fanfic / Fanfiction Era do Fim (Interativa) - Capítulo 9 - 6.6

"— Você pode acreditar no seu forte?"

— Era do Fim


Levi gemeu em desagrado mais uma vez e mexeu no cabelo claro ouvindo pela terceira vez a frase "eu vou sumir daqui!" saindo da voz da menina ruiva sentada ao seu lado. Pandora parecia cada vez pior. Sua raiva era tanta que ela parecia se conectar com a raiva escondida de todos os outros e fazer com que todos sentissem raiva também.

Levi não se sentia bem pela roupa que usava. Odiava a cor verde clara e ter que usar um uniforme naquela coloração era um tipo de tortura. O menino já havia tomado um banho rápido se segurando para não reclamar pela temperatura da água. Ele não sabia se o banheiro masculino na verdade não era tão bom mesmo, mas não ouviu Pandora reclamar da ducha no banheiro feminino.

— E aí aquela garota olhou para a minha cara e disse "Você vai demorar muito?" e eu quase senti que poderia bater a cabeça dela na parede! — a ruiva contava freneticamente reclamando de ter que tomar banho em um lugar tão frio e dividir com outras meninas.

— Você deveria levar em conta que ela é uma veterana… — Levi repetiu talvez pela quinta vez seguida, quase em uma ação automática.

— É impressão minha ou é a segunda vez que você diz a mesma coisa? — Pandora Klein questionou.

Levi virou a cabeça para analisar o rosto da jovem e quase deu risada vendo a loucura do cabelo alaranjado da menina em contraste com o uniforme verde claro. Levi estava evitando olhar para Klein ciente de que não seria sempre que conseguiria segurar o riso frouxo.

— Na verdade… já passou da quarta vez. — ele foi sincero apoiando a cabeça na parede que havia atrás de seu corpo.

Pandora revirou os olhos cruzando os braços com força.

— Não vou desistir de sair daqui. — a ruiva retrucou. — Também não abaixarei minha cabeça para essas pessoas estranhas. Foi assim que minha tia me ensinou.

— Olha, as coisas são bem estranhas por aqui. Nós viemos no mesmo transporte com o Kwan e o… Lucian? Certo… Lucian! Mas eles sumiram… sabe o que isso quer dizer? Que…

— Que eu ainda vou sair daqui! — Pandora o interrompeu estalando os dedos consecutivamente em uma tentativa de afastar a tensão de seu corpo. — Vamos sair juntos.

Levi arregalou os olhos de uma vez voltando a encarar a face da ruiva ao seu lado. O rosto do menino tomou uma coloração avermelhada enquanto o mesmo sentia sua pele quase entrar em erupção.

Pandora parou os movimentos repetitivos de estalar os dedos e inclinou o corpo olhando o rosto do jovem de aparência asiática.

— Eu… ahn…

— Você está com vergonha? — perguntou ela.

Levi desviou o olhar bufando irritado com sua personalidade traidora e ações fáceis de lhe entregar.

— Não. Claro que não. — Levi mordeu os lábios ainda sem olhar para a menina ao seu lado.

— Ei! Você não precisa ter vergonha. Talvez eu… esteja te fazendo passar vergonha? — Klein perguntou de mansinho.

— Você é um pouco… explosivamente barraqueira

— O quê?! — a menina exclamou voltando a cruzar os braços.

Levi mordeu os lábios com mais força sentindo seu rosto queimar com mais intensidade. Ele odiava ser tão timido e nunca conseguir usar as palavras certas nas horas certas.

— Eu disse que… preciso dos meus óculos…

Pandora levantou as sobrancelhas incrédula e negou com a cabeça desacreditada.

— Essas pessoas são monstros. Não se deixam pessoas que usam óculos sem seus óculos! — Pandora praticamente gritou atraindo a atração de alguns jovens que andavam pela sala aberta onde estavam aguardando por algo que nem mesmo sabia o que era.

Levi quase se escondeu em baixo da mesa morrendo de vergonha da gritaria vinda da ruiva de cabelos longos que o acompanhava. Lidar com atenção das pessoas literalmente não era o forte de Levi.

— Eu estou com meus óculos! — Levi exclamou quase em sussurro olhando para a garota. — Mas eles estão rachados!

Pandora tomou os óculos das mãos do menino e olhou de perto com uma leve careta no rosto.

— Eles deveriam te dar outro! Que absurdo!

Levi negou com a cabeça sem graça com mais uma sessão de voz alta de Pandora Klein Hoffmann, pensando se deveria se arrepender de ter continuado com a menina.

— Você sempre fala tão alto assim mesmo? — Pandora se virou já irritada com o comentário da pessoa que nem mesmo conhecia.

Ela deparou-se com um menino de pouca idade, pele negra, rosto decaido, orelhas chamativas e bochechas do rosto altas. Dora pousou levemente as mãos na cintura.

— As pessoas costumam se meter nas conversas do outros aqui?

— Não sei. Eu também sou um novato. — o menino de pele negra respondeu sarcástico.

— Grande coisa… — a ruiva murmurou.

Uma agitação mais próxima foi ouvida quando passadas rápidas transitaram pelos corredores imensamente lisos. Os três jovens olharam para o lado quando um enorme homem com o famoso uniforme verde escuro de soldado se aproximou expondo sua presença amedrontadora. O homem ficou de pé parado feito uma estátua com uma bela expressão de infelicidade no rosto. Levi se perguntou se todos que trabalhavam na Demotti tinham uma grande parcela de infelicidade no peito.

— Quem de vocês é o 0008? — o homem soltou em uma disciplina quase robótica.

Brian Simon levantou os ombros e se encolheu levemente quando ouviu seu número ser ditado.

Desde o ocorrido na lanchonete de seu bairro se tornou difícil não ter receio de encarar a realidade em que se encontrava. Na última vez em que o número de seu chip foi chamado, uma pequena tragédia aconteceu e sua vida foi virada de ponta cabeça. Sem contar o fato de quase ter colocado todos os órgãos para fora de uma só vez graças à longa viagem de muitas e muitas horas que teve de encarar dentro de uma vã moderna. Winston nunca foi bom com viagens sob rodas.

Simon levantou a mão quase trêmula vendo o soldado já se aproximar de si em um mandato para que o mesmo se levantasse.

— Lhe deram permissão para ver o outro novato 08. — quando Winston ouviu o que foi dito, sua tensão não foi embora de primeira, mas se sentiu mais aliviado ao saber que poderia finalmente saber como seu amigo estava.

— James está bem? — o rapaz de pele negra questionou.

— Me siga se quiser vê-lo.

Assim que o soldado foi ficando com o tom de voz cada vez mais rigoroso, Brian percebeu que se apenas confirmasse se poderia mesmo ver James, sua chance de saber sobre seu amigo poderia estar sendo jogada fora, graças à isso, Winston acelerou os passos para acompanhar o grandalhão deixando para trás Pandora e Levi, esses que não tiveram tempo de se meter no que havia acabado de acontecer.

Era inimaginável a aparência da Demotti. Muitos ou todos sempre tiveram curiosidade em saber como o local era, mas ninguém proposto à pisar no chão da sede tinha a oportunidade de voltar para casa e dizer como foras os dias de aprendizes. A regra era clara: Apenas 16 viravam Protetores e saíam para fora das barreiras da Mezzonia, mas os aprendizes continuavam dentro da Demotti, treinando e treinando até envelhecerem e quando podiam voltar para casa, não tinham mais família ou amigos, sendo assim, passavam à viver nas extremidades da Sede Demotti, bairros espalhados por perto do local.

Mas, para Brian Simon, naquele momento… estar pisando no chão da sede nem parecia real. Era tudo tão liso e tão branco que chegava à ser encantadoramente assustador. Nunca foi o desejo do jovem entrar na Demotti, mas, de fato, tudo ser perfeitamente planejado o assustava de um jeito menos cruel que viajar horas dentro de um espaço nada grande.

A porta estranhamente grande de vidro temperado foi aberta automaticamente para que Simon passasse junto do soldado. O espaço estava quase vazio, exceto por duas meninas de estatura baixa e pouca idade, James que estava sentado com um curativo na perna exposta e um rapaz de cabelo dourado no outro canto do sofá também branco.

James levantou a cabeça mostrando sua face claramente cansada e naturalmente judiada graças às condições dos povos da Mezzonia, e então assistiu Simon se aproximar em passos calmos até si.

— Jesus, James… você ainda sente muita dor? — Simon questionou imediatamente.

— Dez minutos. Não estão em lazer. — o soldado anunciou alto indo para o canto da porta automática de vidro.

James revirou os olhos dando pistas de sua personalidade afrontosamente corajosa.

— É isso mesmo o que você está me perguntando depois de eu tomar um tiro do seu tio, aguentar horas dentro de um veículo e ser jogado dentro da Demotti? — James questionou.

— Você pode responder sim ou não. É mais fácil. — Simon coçou a nuca embaraçado.

— Ele ainda sente dor. — James e Simon olharam para o lado visualizando o menino de cabelo dourado e face asiática sentado no canto do sofá com os braços cruzados e o olhar perdido no chão.

— E como você sabe disso? — James perguntou respirando fundo.

— Te colocaram ao lado do meu quarto. Mesmo que as paredes e as portas sejam grossas, consegui ouvir seus resmungos de madrugada. — o outro respondeu. — E se levou mesmo um tiro, é mais saudável que admita que sente dores ainda.

James mediu mais uma vez o corpo do menino que falava calmo sem tirar os olhos do chão.

— Ele está fazendo o que aqui? Parece bem... — Simon comentou baixo para James, levamente curioso.

— Vi a ficha dele do lado de fora da porta. Ele é o 092, se chama Aaron William. — James respondeu. — Atropelamento, eu acho.

— Você podia ter perguntado diretamente pra mim… — Will deu de ombros chamando a atenção dos meninos enquanto passava os dedos pelos fios louros na cabeça.

— Mais um veterano? — Simon perguntou respirando fundo. — Vou sair antes que reclame por estar ocupando tempo aqui…

— Não sei o que quer dizer com "veterano", mas não é isso o que sou. Ainda não sei o que estou fazendo aqui… — Aaron falou tão baixo, como se estivesse apenas conversando consigo mesmo.

— Pra mim está claro que você foi sorteado. — James falou.

— Eu nunca soube sobre isso. Só estava ciente de que precisava chegar em casa rapidamente para o aniversário do meu irmão mais novo, mas corri na chuva, fui atropelado e agora estou aqui. Não seria mais justo terem comunicado antes? — Will demonstrou sua falta de paciência com ter que lidar com as burocracias da Demotti.

— Então se acostume. Eu duvido que veja seu irmão mais novo de novo. — o soldado soltou ácido se dirigindo à William.

Aaron apenas virou o rosto e se levantou com a intenção de ir para seu quarto no corredor do fundo da enfermaria.

O cabelo longo castanho foi jogado para o lado pela terceira vez seguida, a expressão cansada e gasta também não parecia algo agradável. Não era só a face de Katsumi que não se encontrava em um bom estado, ela mesma reconhecia a séria situação em que seu psicológico estava.

A sala onde a jovem se mantinha sentada era branca, como todo o resto, com cadeiras brancas e sofás no mesmo tom. Katsumi se perguntou várias vezes sobre o real intuito da Demotti tendo uma sede inteiramente branca.

Era uma coisa quase assustadora, mas com certeza não era o ponto mais assustador no lugar. Localizar por onde entravam e saíam as correntes de ar era muito complicado. Por mais que a menina tentasse achar, falhava percebendo que nem janelas haviam.

Katsumi não lembrava qual o nome da sala onde estava, mas o lugar começou a ser esvaziado aos poucos e por fim restou apenas ela.

Katsumi sentia muito sono. Sua fome havia sido saciada de manhã na hora do café. Diferente do dia em que os novatos chegaram, sobre as mesas não havia frutas ou comidas deliciosas, de manhã serviriam apenas papa e carne de porco. Nada diferente do que a população comia fora da Demotti. Quase uma miséria e o pior era saber que eles faziam isso por quererem e não por não terem condições de alimentarem seus alunos.

Além de toda a bagunça que sua vida estava, Katsumi sentia seu coração cada vez mais pesado e doído. Quando a mesma relembrava do porquê de estar entregue à Demotti, sua garganta secava em angustia reparando que nem mesmo sua família a quis mais. Simplesmente entregaram-na como uma mercadoria.

Katsumi passou as mãos pelos braços disfarçadamente olhando pelo chão. Ela viu que o mesmo não possuía outro tom, apenas o rotineiro branco, mas no canto, bem no canto, havia uma tampa em formato de quadrado que mostrava vazamentos de ar, logo Katsumi deduziu que se tratava que um possível ralo.

A japonesa inclinou a cabeça para o lado e posicionou levemente o corpo para frente com o intuito de enxergar melhor do que se tratava. Ela arfou em curiosidade percebendo que a passagem era grande o suficiente para seu corpo.

— Você pode até passar ali, mas não vai muito longe mesmo que consiga sair. — a número 147 deu um impulso para trás se desequilibrando por alguns segundos, mas conseguindo se manter firme em seguida.

Ela deu de cara com um jovem asiático de cabelos platinados e se afastou por alguns instantes.

— O que… quem é você?

O platinado revirou os olhos juntando os braços no uniforme verde claro.

— Lee Dong Hyuk. 082. E eu te vi planejando fugir. — o veterano provocou divertido com um sorriso maldoso no rosto.

Katsumi cruzou os braços pensando sobre como deveria responder o menino que mantinha o sorriso idiota nos lábios. Assim como ela, a boa aparência que o mesmo poderia ter estava escondida por trás das situações em que as pessoas tinham que viver. Sempre sem nada no rosto, sem vaidade em respeito à época horrível em que viviam.

— Você… não viu nada. — respondeu ela desviando o olhar.

Hyuk soltou mais um riso e ficou de frente para a menina curvado, procurando o rosto da mesma.

— Os novatos estão sendo chamados no salão principal. Eu não tenho obrigação de avisar, mas agora resolvi fazer isso só pra impedir seus pensamentos de fuga. — ele mordeu o lábio inferior venenoso e assistiu Katsumi se levantar de uma vez, quase rudemente.

Ela foi rapidamente até a porta grande de saída da sala onde estava ao mesmo tempo em que tentava segurar a roupa no corpo.

— Este uniforme não ficou muito folgado em você? — Hyuk voltou a se aproximar ainda mais provocativo.

Katsumi apertou o uniforme verde claro ridículo entre os dedos, tentando esquecer que o mesmo estava muito grande em si.

A japonesa optou por continuar não dando atenção ao menino e esperou a porta automática abrir de uma vez para que pudesse sair.

Mas foi apenas no meio do caminho que Katsumi teve que repensar sua ação e voltar a olhar para o 082.

— Pra… que lado fica?

Tensão acumulada instigava o coração que já havia se acostumado a bater forte desde que estivera dentro do lugar onde estava. Suas mãos estavam tremendo e seu lábio inferior estava sendo preso entre os dentes a todo momento. Fazia exatamente quinze minutos que Sun Hee estava em uma fila para pegar uma garrafa de água potável a qual pudesse passar o dia, mas a fila estava tão grande que ela sentia que suas pernas podiam abandoná-la a qualquer instante.

Desde o momento em que finalmente colocara os pés dentro da Sede da Demotti, se via incapaz de pensar em outra coisa que não fosse relacionada à encontrar o garoto que havia tentado lhe ajudar.

Ela não conseguia se esquecer da noite horrenda a qual foi obrigada a bater em portas alheias implorando por ajuda, implorando para que não fosse levada para a Demotti, e a única porta que foi aberta para ela, fora a porta da casa de Sam; o grande problema era que o garoto também havia sido sorteado.

Fazia um tempo desde que viu o menino pela última vez, foi quando os dois foram tirados de dentro do automóvel que os levaram para longe. A partir desse momento, não se viram mais.

Sun levantou a cabeça quando reparou que as pessoas a frente dela estavam praticamente acabadas e que ela seria a próxima. A menina juntou as mãos na frente do corpo em um enlaço e assistiu o jovem com o uniforme igual ao seu sair de sua frente.

O soldado a encarou sério e entregou uma garrafa de água em suas mãos sem dizer uma única palavra. Sun franziu levemente o cenho sentindo a temperatura da água e abriu a boca um pouco pensativa.

— A água… está quente. — ela falou baixo.

— Eu não me importo. Sai logo da frente. — o soldado respondeu ignorante.

Sun Hee desviou o olhar trêmula e saiu da fila indo para o lado esquerdo do salão.

Ela andou devagar olhando a garrafa em suas mãos sabendo que um gole daquilo a faria vomitar provavelmente, mas sua boca já estava completamente seca de tanta sede que sentia.

Ela olhou ao redor estando ciente no momento seguinte que percebeu que não acharia lugares vagos para sentar e almoçar a papa gosmenta que eles serviam em todas as refeições.

— Novatos! Quero todos vocês aqui na frente!

Sun Hee levantou a cabeça ouvindo a voz forte de uma mulher. Ela reconheceu que se tratava de Maria, a Tutora Terra. Sun olhou ao redor percebendo que uma boa parcela de alunos se aproximava da mulher, então preferiu fazer o mesmo vendo que todos se juntando pareciam um único imã.

Sun ficou inclusa entre duas meninas de estatura mais baixa que a sua, mas as mesmas não diziam uma única palavra. Ela segurou a garrafa com mais força e voltou à ouvir Maria.

— Vocês, por acaso, já sabem o porquê de toda a Sede Demotti ser branca? Não me respondam. — a mulher interviu. — Porque branco representa a purificação, e esse é um dos maiores objetivos da Demotti. Assim como a paz também. — a bela mulher de expressão séria continuou a explicar. — Vocês, novatos, vão aprender aos poucos com isso. Por ora, hoje vocês receberão uma tarefa. Terão que limpar todo o chão deste salão, até deixá-lo sem nenhuma marca de pesada. Eu não quero perguntas e muito menos objeções. Esponjas serão entregues para vocês.

Sun Hee franziu a testa em uma pequena confusão, ela esticou a mão em frente ao rosto se lembrando que estava acostumada com aquilo. Em sua casa, ela mesma fazia as tarefas para ajudar sua mãe, então o sacrifício não seria tão grande.

Sun colocou a mão direita no lacre da garrafa de água para bebê-la logo antes de começar a concluir a tarefa, mas foi parada um pouco antes.

— Não bebe. — Hee olhou para o lado a tempo de enxergar uma asiática como ela, de cabelo negro e pele extremamente branca. — Pode pegar um pouco da minha, ela está em temperatura ambiente.

Sun não teve reação imediata quando sua mão foi preenchida por uma outra garrafa. A outra sorriu fechado em compreensão.

— Mas e você? Já bebeu? — Sun Hee perguntou olhando para baixo, pelo fato da outra ser menor que ela.

— Sim. Cheguei um pouco mais cedo e consegui pegar duas garrafas.

Sun Hee abaixou a cabeça levemente envergonhada.

— Qual o seu nome?

— Sou Da Hye. Uma novata também.

A mais alta pensou em responder, mas as duas disfarçaram em seguida quando um soldado se aproximou entregando alguns materiais em suas mãos para que começassem suas tarefas.

Sam bufou tão alto que foi quase impossível não terem ouvido a forte lufada de ar que escapou de seus lábios. O menino se abaixou mais uma vez passando a esponja com extrema raiva no chão tentando o manter limpo, mas os soldados sempre olhavam como se algo estivesse errado.

Ele raspou a esponja cinco vezes seguidas com toda a força que tinha, mas nem isso parecia o suficiente.

Ele olhou para o lado vendo uma menina de longos cabelos ruivos soltar xingamentos irritada com o que estava fazendo. A menina virou a cabeça de uma vez e Sam quase arregalou os olhos desviando o olhar antes que fosse questionado por algo.

Pandora ignorou a olhada vinda do asiático pouco distante de si e voltou a esfregar o chão rudemente.

— Você vai acabar machucando o pulso assim. — ela ouviu a voz ao seu lado e grunhiu.

Fazia vinte minutos que havia reencontrado com Lucian, e o mesmo não abria a boca para nada, mas quando abria acabava irritando Pandora de alguma forma.

— Por que eles mesmos não limpam esta droga de chão?! — ela retrucou ignorante.

Lucian coçou a nuca prestes à acabar com o assunto e jogou sabão no chão para voltar a limpar.

Ele passou sua esponja por repetidas vezes vendo o branco por baixo bem visível, mas logo isso foi tampado quando um maldito par de sapatos verde claro apareceu. Lucian passou os olhos por toda a perna e por fim enxergou um rosto masculino.

— Você está cego?! — Lucian ouviu Pandora quase gritar ao seu lado.

— Tá tudo bem. — Lucian murmurou para impedir que Pandora provocasse o veterano, o vendo se afastar pisando no chão que limpavam.

O veterano mantinha um sorriso idiota nos lábios e parou de frente para Sam, com as mãos juntas.

— Eu estou limpando. — Sam avisou entredentes.

— E eu estou pisando. É só continuar limpando, novato. — Sam tombou a cabeça para o lado sem paciência. — Quer limpar meus pés também?

— O verde claro da sua roupa já me parece bem o suficiente. — Sam respondeu com a intenção de finalmente voltar a limpar.

— Você se acha com direito o suficiente pra me responder? Vocês novatos deveriam respeitar os veteranos. — o cara deu risada. — Você não é nada aqui dentro.

— Será que você pode parar de falar, Angelo? — Sam ouviu uma voz feminina soar saída de uma menina sentada na mesa em frente.

— Você sabe que é essencial mostrar qual o lugar dos novatos, Lira. — o tal Angelo respondeu ainda parado no mesmo lugar.

— Ei! Você é a garota idiota que sumiu com minhas coisas quando eu estava tomando banho! — ouviram Pandora falar raivosa apontando fulminante para Lira.

Lira levantou uma sobrancelha e revirou os olhos com os cotovelos apoiados na mesa atrás de seu corpo.

— Eu não sumi com suas coisas, garota. Não tenho culpa que sua calcinha sumiu enquanto você reclamava da água fria que saía do chuveiro. — Lira mexeu no cabelo e fez uma careta o sentindo pior que nos outros dias. Demotti nunca forneceu shampoo para os jovens.

Lucian entreabriu a boca por alguns segundos.

— Você está sem calcinha? — ele questionou Pandora arrancando um som reprovador da ruiva.

Pandora se levantou tirando o sabão que estava em seus joelhos e apontou novamente para Lira com a esponja que estava em suas mãos.

— Devolve minha calcinha! — ela se aproximou de Lira prestes à encostar na mesma, mas antes o tecido de sua roupa foi puxado por Lucian.

— Eu acho melhor você não fazer isso. Ela é veterana, uma disputa com ela não vai acabar bem. — Lucian Satty avisou baixo.

— Eu avisei que os novatos estão achando que são grande coisa aqui dentro… — Angelo cantarolou, em seguida se abaixou e em um movimento rápido virou o balde de sabão na cabeça de Sam.

Sam se levantou no mesmo momento balançando o cabelo extremamente molhado e tirou o excesso de sabão do rosto.

Quando finalmente ameaçaria Angelo com um golpe, foi impedido pelo enorme barulho que soou pelo salão. Todos colocaram as mãos nos ouvidos tentando se livrar do zumbido irritante, quando em meio ao tormendo a famora voz robótica foi ouvida:

Todos os aprendizes, vão para o auditório em menos de três minutos. Todos os aprendizes, vão para o auditório em menos de três minutos. Todos os aprendizes vão para o auditório em menos de três minutos.

Uma grande quantidade de alunos seguiu direto reto antes mesmo do anuncio acabar totalmente.

Os novatos estavam confusos em meio à toda a bagunça, mas ao perceberem que se não acompanhasse os outros teriam que lidar com severas consequências, passaram a seguir também, aos poucos.

A quantidade de jovens com uniformes verde claro era quase assustadora. Todos andavam em esbarrões prontos para chegar o mais rápido que podiam.

O auditório estava todo preenchido por todos os Aprendizes da Demotti. No meio do auditório, a surpresa maior veio quando no meio do grande salão do auditório, as pessoas enxergaram Jaffar Creodio, o principal presidente da Mezzonia.

Era evidente o receio nos olhos de todos e não foi necessário nem mesmo que os forçassem à ficar calados.

Jaffar usava um terno caro, preto e seu cabelo para trás lhe dava uma aparência ainda mais rígida.

Quando todos mantiveram suas posturas firmemente rígidas, Jaffar arrumou o terno com a expressão objetiva e confiante o suficiente para começar a falar.

— Eu não preciso me apresentar quando todos vocês claramente me conhecem. Não estou aqui para perder tempo, tampouco para explicar o que todos vocês já deveriam estar cientes. Os antigos Protetores da Demotti foram todos mortos antes do tempo, o que foi uma surpresa. Nós geralmente damos um prazo de três meses que foi o tempo que todos os outros levaram para serem exterminados. O problema é que sem novos Protetores, o população e os gestores da Mezzonia podem ter uma crise por falta de proteção humana.

Todos escutaram claramente todas as palavras ditas pelo homem, iniciando o aviso sem enrolações.

— Por conta do problema em que nos metemos, a nova leva de Protetores deverá ser selecionada mais rápido do que o esperado. Com toda a pressão envolvida, os aprendizes, desta vez, não serão selecionados por suas habilidades… serão apenas sorteados. — Jaffar respirou fundo. — Os sortearei. Os 16. E todos deverão se posicionar ao meu lado para que os conheçam, e para que eu os conheça.

Murmurios baixos puderam ser ouvidos após o aviso. Aquilo nunca havia acontecido antes. Os Protetores deveriam ser aprendizes qualificados para tal cargo, por isso eram selecionados e não apenas sorteados.

Jaffar ignorou o barulho que se instalou no espaço e levantou o braço exigindo respeito imediato. Os soldados reprimiram as pessoas fazendo-as se calarem forçadamente.

Jaffar virou para o projetor dentro de seu antebraço. O silêncio absoluto reinou em seguida com os Tutores Elementos um ao lado do outro perto do presidente. Ele parecia cada vez mais sério. E todos já estavam cientes de que o sorteio começava naquele exato instante.

Jaffar analisou o primeiro indivíduo à surgir por cima de sua pele com uma cara de total concentração pronto para anunciar todos os que pudesse.

— Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 081, Jung Kwan.

Kwan levantou a cabeça de uma vez esquecendo que mordia os lábios nervosamente. Ele olhou ao redor em meio a expectativa e pediu licença para passar desconfiado sendo o centro das atenções ao parar ao lado do presidente. Jamais pensaria que passaria pelo o que estava passando.

— Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 161, Natasha Volkov Kamenev. — Natasha continuou com a postura firme apenas engolindo seco antes de tentar pisar firme e quase vacilar antes de se colocar ao lado de Kwan. — Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 11, Lira Rose.

Lira respirou fundo descruzando os braços e passou como um vento indo para perto de Natasha sem dar atenção para os olhares alheios.

— Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 052, Kim Kwan Sam. — Sam quase entrou em choque ao ouvir seu nome e número serem chamados. Ele tremia de frio graças à quantidade de água que fora jogada em sem corpo, sentia que sua quase vida estava por um fio quando cedeu indo à frente. — Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 038, Lucian Satty.

Lucian fechou os olhos desacreditado e deu apenas alguns passos para frente por estar na primeira fileira da multidão. 

Ele era bom em fingir que estava tudo bem.

— Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 146, Kim Sun Hee.

Sun Hee arfou quase desesperada. A menina coçou a garganta diversas vezes olhando para todos ao seu redor incrédula. Suas pernas travaram e sua mente não conseguiria levá-la à lugar algum. A inocente menina teve de ser levemente empurrada para frente enquanto continuava sem reação segurando as lágrimas no rosto.

— Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 097, Ichiro Matsumoto. — Ichiro era um cara extremamente inteligente e ciente de que tudo o que estava contecendo aconteceria mesmo um dia, então não se propôs à negar nada. — Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 107, Pandora Klein Hoffmann.

Pandora desfez a expressão em seu rosto prestes à soltar um "o quê?!" mas foi impedida antes sendo puxasa levemente pelo braço.

— Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 092, Aaron William Lemaire. — Aaron amoleceu os braços liberando a tensão de seu corpo e olhou para qualquer outro ponto quando a enfermeira que cuidava de si o cutucou como se ele não tivesse ouvido. — Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 013, Levi Belrose Roberts.

O rosto de Levi queimou imediatamente de timidez e desespero, e o óculos rachado em seu rosto tornava sua expressão de certa forma engraçada.

— Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 0948, Park Jeon Hee. — Jeon Hee assentiu para si mesmo tentando esconder a tensão dentro de si recebendo um olhar significativo da Tutora Ar do outro lado do auditório. — Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 08, James Lemaire. — James colocou a mão em seu ferimento de bala com a cabeça erguida e uma queimação em seu peito. — Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 198, Kim Da Hye.

Da Hye olhou Sun Hee de longe e se aproximou apressadamente já ouvindo a próxima pessoa a ser anunciada. 

— Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 147, Katsumi Yamada.

Hyuk levou oa olhos rapidamente à novata japonesa que provocara mais cedo e sentiu mesmo de longe que a mesma estava tão trêmula que seus lábios quase batiam um ao outro.

— Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 0008, Brian Simon Winston. — Simon faltou passar mal ouvindo o terrível anuncio adentrar suas entranhas, mas não foi corajoso o suficiente para apenas começar à andar, sendo conduzido à frente de uma vez, aéreo. — Em responsabilidade da Demotti, venha à frente; 082, Lee Dong Hyuk. Nosso último sorteado.

Hyuk não queria controlar a quase satisfação em seu peito por finalmente ouvir o que estava ouvindo. Ele treinava há tempos para aquilo e pela primeira vez estava ouvindo o que sabia que ouviria um dia.

O platinado foi colocado à frente funto à todos os outros em uma fileira reta de sentimentos entre homens e mulheres sendo direcionados à prováveis mortes, maa por fim, apenas ouviram o presidente dizer alto para o resto do auditório:

— Se curvem diante de nossos novos Protetores



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