História Era do Fim (Interativa) - Capítulo 9


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, EXID, EXO
Tags Interativa
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Palavras 4.023
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Primeiramente... buenas!

Sorry pela demora!

Agenda para postar: Terça-Feira. Sem horário definido.

xxcass

Capítulo 9 - 7.7


Fanfic / Fanfiction Era do Fim (Interativa) - Capítulo 9 - 7.7

"Entenda o que pode ser considerado política ou não. O que acha sobre apoiar a monarquia?"

— Era do Fim

 

— Senhor presidente! Pelo respeito que tenho ao senhor e pela confiança que o senhor depositou em mim durante todo o tempo em que estamos juntos… eu te peço… escolha outros Protetores! 

Jaffar ergueu o olhar analisando o rosto marcante da diretora da Demotti. 

— O sorteio já foi feito, e foi feito diante de todas aquelas pessoas. Nada mais pode ser mudado. — ele respondeu. 

— Tudo pode ser mudado. O senhor é o presidente! Pode mudar o que quiser! 

— Não me faça querer entender todo o seu desespero. — o presidente retrucou sério. 

— O senhor deveria tentar. As coisas estão cada vez mais complicadas lá fora. A última leva de Protetores foi massacrada em menos de um mês... e o senhor acha mesmo que um bando de novatos vai dar conta de sobreviver ao menos uma semana? — ela riu sarcástica olhando ao redor óbvia. 

— Quantos novatos foram sorteados desta vez? 

— É mais fácil me perguntar quantos veteranos foram sorteados. — ela o corrigiu. — Quatro veteranos foram sorteados, e são apenas eles capazes de não me fazer enlouquecer de vez. Minha maior aposta é no 0948, Park Jeon Hee. Está conosco há anos.

— Eu entendo que seja constrangedor mandar tantos novatos para fora assim… mas foi um sorteio! Eu não posso fazer mais nada quanto à isso. 

— Senhor… você é um presidente!

Jaffar riu divertido negando com a cabeça, então se aproximou da mulher em passos lentos. 

— Você não está entendendo… as regras… elas mudaram. — a mulher franziu o cenho curiosa. — Se apresse e leia as novas regras oficiais. Muitas... muitas coisas mudaram, Safira. 

O ar-condicionado era o único capaz de impedir que uma bola de calor se apossasse da sala em que dezesseis pessoas se mantinham juntas. O sofá imenso e branco estava ocupado por seis e os outros dez se encontravam em pé encostados em algum canto. 

Sun Hee — a única agachada no chão — tentava analisar de longe e discretamente o jovem Sam. 

Seu coração já estava assustado demais, mas saber que pelo menos o menino que lhe ajudou estava mais uma vez na mesma situação que a sua, lhe acalmava pelo menos um pouco. 

— Você conhece ele, não é? — Sun Hee virou ouvindo a voz de Da-Hye ficando na mesma posição que a sua para perguntar. 

Sun engoliu saliva. 

— Ele tentou me ajudar na noite em que soube que viria para a Demotti. — explicou baixo e envergonhada. 

— Por que não vai falar com ele? É só se levantar e dizer um oi. — Hye sugeriu pensativa. — Ou então, no final vai acabar nunca dizendo uma palavra. 

Sun Hee olhou incrédula para Da-Hye. A ideia de ir até Sam chegava a ser mais assustadora que ser uma dos Protetores. Um pensamento quase infantil, mas não tanto para alguém como Sun que era extremamente sensível e tímida. 

Sun escondeu por alguns segundos o rosto entre as pernas cobertas pelo uniforme verde claro folgado, fazendo questão de continuar se fazendo de invisível diante da situação a qual se encontrava. A menina levantou a cabeça apenas momentos depois, se desequilibrando no instante em que visualizou o que estava de frente para si. 

Sam estava agachado a sua frente com um sorriso acolhedor e isso foi o que quase a matou de susto. 

— Ei! Você tá bem? — ele perguntou preocupado quando a viu cair de bunda no chão com uma expressão assustada no rosto.

 — É! E-eu... e-eu sim... — balança a cabeça repetidamente. — Estou sim!

Sam balançou a cabeça positivamente e esticou a mão para ajudar a jovem a se levantar. Sun engoliu seco encaixando seus dedos nos dedos grossos do garoto em sua frente. Sam colocou força no braço e puxou a asiática a ajudando a se manter de pé.

— Você foi mais uma que não conseguiu comer as comidas horríveis que eles estavam nos dando? Está sem força e com fome? — Sam questionou tentando fitar o rosto da menina pálida. 

— Você... está bem? — Sun perguntou ignorando a pergunta do mais alto. 

Sam deu de ombros abaixando o olhar e encarando o chão por alguns momentos. 

— É impossível estar bem na Mezzonia. — ele riu sem ânimo. — Eu queria estar com minha irmã, mas estou aqui... e agora tenho quase certeza de que nunca mais a verei.

— Seremos um trio então? — Sam ouviu uma voz atrás de si e se virou vendo Kwan falar. O loiro avaliava Sun curioso, em seguida deu um sorriso. 

— Trio? — Sam levantou uma sobrancelha.

— Estou tentando brincar para transformar esse momento em algo menos tenso. — Kwan respondeu dando de ombros e respirando fundo. 

Sam moveu a cabeça e aspirou o ar gélido da sala cruzando os braços. Ninguém falava mais nada na sala, exceto pelos três jovens que logo se calaram também quando a porta da foi aberta. 

Safira Natzike, a diretora da Demotti, entrou com sua habitual pose inalcançável por qualquer outro, e sua expressão duramente arrogante. A mulher esperou até que os soldados fechassem a porta da sala e cruzou os braços avaliando cada um dos jovens dentro do espaço. 

Sam sentiu Sun se encolher em um medo natural da mulher e por instinto se colocou um pouco mais de frente à ela, querendo, de alguma forma, mostrar que estava tudo bem. 

Os dezesseis permaneceram em silêncio sem esconder a confusão por verem a mulher parar e continuar calada com o olhar oscilando entre o duro e o pensativo. Safira olhou para os próprios pés por alguns segundos, inspirou e voltou a demonstrar objetividade.

— É um prazer estar diante dos 16 Protetores. — ela começou calma. — Sinto que minha vida parece um disco arranhado... não faz muito tempo desde que estive diante de outros 16. 

Lucian, que era um dos que estava sentado no sofá, inclinou um pouco mais o corpo para o lado se mantendo o mais longe que podia de Natasha, mesmo ciente de que a menina nem mesmo havia notado sua existência. Ela parecia realmente interessada no que era dito. 

— Conhecem a Flor de Gorkies, não é?

Ninguém chegou a responder, mas era óbvio que todos conheciam a famosa Flor de Gorkies. Flor de Gorkies era uma flor de coloração dourada que na maior parte de sua vida se mantinha fechada, e apenas em temporadas abençoadas se abria e brilhava tanto que era praticamente impossível se manter no mesmo ambiente que a raridade. Os humanos acreditavam que a Flor de Gorkies era algo sobrenatural, levando em conta o fato de que a mesma não morria e não podia ser arrancada. 

Acreditavam que ninguém na Mezzonia tinha mais poder que a flor, e sempre que ela se abria, novas regras para a purificação eram ditadas. 

— A Flor de Gorkies se abriu um dia antes do sorteio, e graças à isso, novas regras foram incluídas aos Protetores. — continuou explicando de forma calma. — Peço encarecidamente que ouçam e aceitem de bom grado todas as novas regras. 

Will chegou a revirar os olhos disfarçadamente sem deixar de demonstrar também o quanto sentia dores no corpo por conta do baque do automóvel sobre si. Preferiria que ao menos tivesse tido uma morte a ter que estar ouvindo a voz daquela mulher.

— A partir de hoje, ninguém pode se dirigir à algum de vocês informalmente. Caso sejam chamados por qualquer outra forma que não seja "senhor" ou "senhora", o responsável será punido. — aquilo sim foi uma grande surpresa para todos os jovens que logo trataram de franzirem os cenhos. — Nas novas regras é dito que os Protetores são o símbolo extremo da purificação, graças à isso, os Protetores são intocáveis. 

— O que quer dizer com intocáveis? — Natasha perguntou sem pensar e sem desgrudar  os olhos da mais velha. Na verdade, ela nem ao menos estava ligando para o que pensariam. 

— Ninguém pode tocá-los sem permissão. Só podem ser tocados sem permissão caso sejam entre os 16. — explicou direta.

— Quando a senhora diz... "ser punido"... o que significa essa punição? O que acontece com quem tocar algum de nós ou usar informalidade? — Levi questionou forçando a vista, lutando contra a miopia para enxergar a silhueta feminina.

— Não tenho permissões para dizer, mas é o único crime ao qual nenhum de vocês pode intervir na punição. 

— Espera! Nos tocar é um crime agora? Como assim? Isso é... um absurdo. — Natasha disse sem intervalo algum entre palavras. 

— Você só ouviu essa parte? E quanto a parte de que esse é o única punição a qual não podemos intervir? Nós podemos intervir nas punições? — Lira perguntou de braços cruzados, movimentando apenas a boca. 

— Nas regras... temos dito... — Safira engoliu saliva antes de continuar. — Que a voz de um Protetor está acima de qualquer pessoa pertencente à bancada de líderes. 

O baque fora tão grande que os momentos passados não puderam ser incomodados por palavras já que ninguém tinha realmente algo para dizer. As caras de paisagem de todos chegava a ser algo engraçado, mas o que fora dito não foi uma piada. 

— Nossas vozes estão... acima das vozes dos presidentes? — Levi sussurrou para si mesmo confuso. 

— Sendo os senhores o símbolo da salvação e purificação, foi decidido que merecem o respeito de qualquer outro. São os únicos que arriscarão suas vidas para limpar nosso mundo das criaturas lá fora, diante disso, é mais que óbvio que são a autoridade mais respeitada da Mezzonia. — Safira molhou os lábios com calma. — A apresentação dos Protetores acontecerá em breve sendo transmitida para todos os cantos da Mezzonia. Depois da apresentação, os senhores passarão pelas ruas onde as pessoas os conhecerão de perto. Depois disso, a preparação para finalmente saírem das barreiras de proteção começará.

— Espera! Você simplesmente jogou que agora somos tipo uns deuses e agora simplesmente termina como se tudo estivesse normal?! Qual é a sua, afinal? — Pandora estourou sem paciência alguma olhando furiosa para a morena de roupas pretas.

Lucian praticamente agarrou o braço de Pandora a impedindo de seguir em frente quando se aproximaria de Safira a interrogando. 

Safira continuou calada e teve de matar dois leões dentro de si mesma para completar a próxima ação. Ação a qual ninguém nunca imaginaria ver.

Safira se curvou em direção à Pandora.

— Sinto muito que minhas explicações não tenham sido claras o suficiente, senhora Pandora. — a diretora se desculpou. 

Pandora relaxou o corpo sem reação, com boca entreaberta.

— Os soldados os guiarão até os quartos do último andar que pertencerão aos senhores, e mais tarde a equipe de aparência virá até a Demotti para saber como querem que sejam suas roupas para apresentação. Tenho permissão para sair?

Todos ficaram se reação, e Safira continuou parada, claramente em espera de permissão para deixar a sala. 

— Você... pode. — Da-Hye se pronunciou extremamente baixo. Safira se curvou mais uma vez e seguiu para fora, deixando os 16 para trás. 

Três soldados entraram sérios se curvando em seguida também. O maior apontou para a saída da sala em uma espera para que os Protetores saíssem e fossem conhecer seus quartos.

Os primeiros a saírem foram Katsumi seguida de Will. Aos poucos todos os outros fizeram o mesmo já visualizando o vasto corredor imenso, mas o lugar era tão igual que parecia nem mesmo terem saído da sala. 

Os soldados andando na frente era como se dissessem que o certo era que eles realmente apenas os seguissem. Muitos não estavam satisfeitos com a situação. Muitos ainda sentiam desespero e confusão. 

Sun ficou no final, de mãos juntas e um nó na garganta. Seus olhos transbordavam em lágrimas prontas para serem soltas em um só movimento. 

Da-Hye olhou para o lado curiosa e formou um leve bico nos lábios ficando ao lado de Sun Hee. 

— Não chore... você foi forte esse tempo todo, então por que justo agora vai se deixar vencer? — Hye perguntou tocando os ombros da outra. 

— Eu estou com medo. Eu sei que vou acabar morrendo em pouco tempo e só de lembrar disso sinto meu corpo fraquejar. — Sun Hee explicou baixinho. 

— Morrer? Não... não pensa assim, é sério. — Hye pediu. — Eu me entreguei para estar aqui e acredite, também estou morrendo de medo... mas nós temos que confiar em nós mesmos ou realmente não sobreviveremos!

— Acho que é mais fácil para você dizer isso. Com toda certeza é muito mais forte e corajosa que eu. Eu... sou muito medrosa. Acho que minha maior inimiga sou eu mesma e não as criaturas lá fora. 

Hye respirou fundo derrotada ouvindo as palavras ditas. 

— Eu estou aqui com um objetivo, mas depois que coloquei meus pés aqui dentro, repensei muito minhas atitudes. Pensei mesmo na burrada e na loucura que cheguei a fazer por algo improvável, e no fim... acabei me ferrando totalmente. — Da-Hye contou arrependida. — Eu não pensei que seria um dos dezesseis. Agora não há mais volta.

Mais a frente, olhando tudo ao redor,  Hyuk mantinha os passos habilidosamente rápidos ao lado de Lira.  A morena — que mesmo maltratada pelas más condições de sobrevivência na Mezzonia, ainda tinha exposta sua beleza tentatora e marcante — estava de braços cruzados e queixo erguido à frente de todo o resto do pessoal. 

Hyuk encostou o ombro ao ombro de Lira chamando sua atenção e fazendo-a se questionar sobre o que o menino de cabelo branco gostaria de dizer. 

— Você acha que tudo o que a diretora disse é verdade? — ele perguntou baixo. 

— Sobre as regras?

— Sobre estarmos acima dos líderes. — retrucou como se fosse óbvio.

Lira deu de ombros. 

— Ela não teria motivos para mentir. Safira nunca perderia tempo com isso, é claro. 

Hyuk parou para pensar sozinho por um momento. Ele era um Aprendiz da Demotti há exatos dois anos e dentro desses dois anos, nunca vira Safira se curvar diante de ninguém que não fosse um presidente, e vê-la se curvar diante da ruiva problemática foi realmente surpreendente... suspeitou com todas as suas forças que aquela fosse mesmo a diretora impiedosa que todos conheciam. 

— É como se a glória estivesse finalmente nos dando um sorriso. — Hyuk deu um risada descabida. 

— Você realmente chama isso de... glória? 
Hyuk e Lira olharam para o lado visualizando o rosto masculino ocidental que os fitava. Era James e em seu rosto era possível enxergar uma confusão numa mistura de deboche. 

— E o que mais seria? — Hyuk retrucou.

— Já ouviu falar em alimentar as galinhas antes de matá-las para servi-las na ceia? — James perguntou indignado. — É quase isso o que eles estão fazendo. 

— Eu realmente não estou ligando pra isso. — Lira murmurou séria. 

— Não pensei que veteranos teriam o raciocínio tão vergonhoso... — James comentou com a mão no ombro, em cima do curativo.

— Não se preocupe muito com a glória. Diante do tanto de novatos que estão mandando para fora, vocês morrerão antes mesmo de poder provar da autoridade. — Hyuk provocou parando de andar aos poucos. — Um bando de novatos... com certeza não durarão por uma noite. 

— Isso é motivo de orgulho para você então? — Sam, que estava próximo de James, perguntou dando dois passos em direção à Hyuk. 

— Olha, parece que o estranho fala... 

— E você é ridículo. — Sam respondeu com os punhos fechados. 

— O que foi? Me ouvir dizendo a verdade te atingiu tanto assim? 

— Você sempre costuma falar merda? — Sam se aproximou um pouco mais. — Tenho certeza que o banheiro não é por aqui. 

— Costumamos nos atingir quando o que foi dito se encaixa perfeitamente no que vivemos. — Hyuk ficou sério por alguns segundos, mas logo voltou a sorrir sarcástico. — Você é tão fraco assim a ponto de se doer tanto, estranho?

Sam travou o maxilar irritado sentindo sua pulsação correr e seu sangue quente por dentro de si o fazer perder a cabeça. 

Em um movimento rápido, Sam puxou um dos braços de Hyuk o virando bruscamente e o empurrando em direção à parede branca, prendendo o rosto do menino com força entre a estrutura fria, e forçando seu pulso esquerdo contra suas costas.

— Você quer descobrir? — Sam perguntou ameaçador. 

Hyuk transformou a expressão em uma careta, e no instante seguinte soltou algumas risadas cada vez mais irônicas. 

Hyuk impulsionou a perna para trás acertando a de Sam e virou o corpo se descolando da parede, rodeando o pescoço do 052 o fazendo ficar de costas para si, preso em uma chave de braço. 

— Ainda pensei em ser legal, estranho... — o platinado soltou alguns sons com a língua em divertimento. 

Pandora jogou a cabeça para trás com força e depois fitou os guardas intensamente. 

— Vocês não vão fazer nada? Sabia que eles podem se matar?! — a ruiva soltou raivosa. 

— Não exagere. — a voz grossa soou ao lado de Dora fazendo-a olhar. Ela visualizou o japonês de cabelo extremamente negro e pele branca parado. O homem não tinha expressão no rosto e olhava a cena de Sam e Hyuk brigando como se tudo não passasse de tolice. 

Se tratava de Ichiro Matsumoto. 

Pandora revirou os olhos. 

— Mas o que... eu nem te conheço. — ela franziu o cenho. 

Ichiro se afastou indo se encostar em uma das paredes com a mesma expressão. 

— Ela está certa. É melhor separá-los! — Katsumi pediu ao guarda com a voz oscilante. 

Sun tentava se aproximar de Sam de alguma forma, sendo chamada por Da-Hye que a lembrava que seria tolice se meter. Lira continuou de braços cruzados no mesmo lugar em que esteve desde o começo. Kwan tentou se meter algumas vezes, mas na terceira vez em que inutilmente encostou nas vestes de Sam, se livrou do fardo de tentar impedir os jovens de brigar. 

— Desculpe, mas não será possível. — o soldado respondeu direto. 

— Como é que é? — Pandora exclamou. 

— Não podemos tocá-los. 

Uma série de suspiros foi ouvida quando o soldado ousou dizer apenas aquilo. Então era mesmo sério o que Safira havia dito?

— Mas que porra é essa?! — Pandora falou alto. — Parem com essa frescura e puxem aqueles dois antes que eles se matem. 

— Não podemos tocá-los sem permissão, senhora. 

— Mas que caralho de permissão? Eu estou dando a droga da permissão para vocês separá-los! — Pandora voltou a se exaltar. 

Distante da discussão entre Pandora e o soldado, Hyuk e Sam ainda trocavam ofensas ao mesmo tempo em que se acertavam quando podiam. Levi tentou dar alguns passos para enxergar melhor o que acontecia, mas antes de fazer isso, foi acertado pelo cotovelo de James que já irritado avançava até Hyuk. 

James puxou a parte de cima do uniforme verde claro do platinado, depois o empurrou com força para trás o fazendo se desequilibrar completamente e cair em cima de Will. 

Will se afastou um pouco e raciocinou rápido no exato instante em que Hyuk voltaria para onde estava para manter a briga, então enfiou seus braços pelos braços do mais leve o segurando e o impedindo de completar o ato. 

James olhou sério para Sam como se dissesse que aquilo deveria acabar ali, mas era claro que a cota de paciência de Sam não estava vazia. Ele empurrou a mão de James brutalmente controlando sua respiração ofegante, tentando recuperar-se da cena vergonhosa. 

— O que é isso? Uma rebelião contra os novatos? — James questionou de braços abertos, de frente para Hyuk que ainda era segurado por Aaron William. 

— Cala a sua boca! — o platinado esbravejou. 

— Olha ao redor, babaca. Você é uma minoria no meio dos novatos inúteis. — Sam continuou chegando perto de Hyuk novamente. — Ou engole o veneno com a gente, ou morre antes. Tá todo mundo no mesmo saco! 

Sam só parou de falar quando sentiu algo gélido em seu pescoço livre. Ele olhou para baixo e enxergou a ponta de um canivete colado em sua pele. Lira segurava a arma pequena na mão pálida e olhava para cima, bem para os olhos de sua "vítima". 

— Isso é o que você acha. — Lira sussurrou firmando mais o canivete entre os dedos. — Isso é no que você pode acreditar enquanto estiver aqui dentro, bebê. 

Atrás de Lira, Will sentiu seu corpo vacilar por conta da força que colocava para manter Hyuk preso. O loiro gemeu baixo e relaxou os braços deixando o platinado se soltar de uma vez. Will sentou no chão com as mãos no abdômen dolorido, e com os olhos fechados. 

Hyuk se aproximou de Lira e rodeou o pulso fino feminino, tirando o canivete do pescoço de Sam. 

— Deixa pra lá, Lira. — ele mediu Sam. — Vamos deixar o mais divertido para depois. 

Lira se afastou ainda olhando para Sam, ao lado de seu companheiro de cabelo branco. 

— A palhaçada pareceu interessante só no início. — o veterano 0948, Park Jeon Hee, que estava encostado na parede ao lado de Ichiro, voltou a ficar no meio do corredor falando pela primeira vez. — Estamos mesmo todos no mesmo saco. Somos uma equipe só, ou era o que deveríamos ser. 

— Não pensei que o senhor cubo de gelo pensasse assim. — cantarolou Natasha ainda sendo observada por Lucian. 

— Não confunda as coisas, Natasha. — Jeon Hee respondeu. — É por motivos ridículos como esse que eu confio só no meu taco. Trabalho em equipe nunca é um trabalho de verdade. O melhor trabalho é o que podemos fazer sozinho. É por isso que... eu não quero ser incluso à vocês, então finjam que eu não existo. 

0948 saiu do corredor deixando todo o resto para trás, avaliando os soldados por alguns segundos, com uma decepção no rosto. 

— Esse cara sim me dá medo. — Lucian empurrou Natasha levemente. 

Natasha o olhou confusa sem entender o que o moreno de olhos azuis fazia. Simon, que se mantinha calado desde o início no canto, moveu a cabeça sentindo uma vergonha alheia tomar-lo graças à ação de Lucian. Lucian grunhiu em direção ao jovem mulato. 

— A intenção nunca foi nos dividir. Essa parte vocês ainda não entenderam? — Da-Hye lembrou de braços cruzados. 

— Eu não faço questão de estar do mesmo lado que essa barata de cabelo longo. — Pandora lembrou apontando com o queixo para Lira. 

— Você guarda muita mágoa, ruiva. — Lucian sussurrou mais para si mesmo.

— Esse é o ápice? — Lira soltou irônica. — Não me surpreende. 

A morena puxou Hyuk para voltarem a andar na frente. 

Com o tempo, recuperados da confusão, os Protetores voltaram a andar fazendo com que os soldados entendessem que já tinham permissão para concluírem seus trabalhos. O único Protetor fora do grupo naquele momento era Jeon Hee, mas ninguém ali além de Natasha e Ichiro tinha tanta aproximação com o homem, então não foi como se todos estivessem curiosos sobre o destino do mesmo. 

Novamente no fim, Sun olhou para as costas de Sam, acelerando os passos e tocando no braço do mesmo o fazendo olhar para baixo. 

— Você se machucou? — ela perguntou baixo, com as bochechas coradas. 

— Dentro da Mezzonia nós não temos o que temer. — falou rápido. 

— O que...

— Ninguém dentro da Mezzonia pode nos tocar, exceto outros Protetores. — ele a cortou. — Fique longe da Lira e do Hyuk, eles são Protetores, eles podem nos tocar e aqui dentro... é com eles que temos que tomar cuidado. 

— Não seremos mesmo uma equipe? — Sun Hee olhou para as próprias mãos pensativa. 

Sam respirou fundo massageando o próprio pescoço. 

— Nós nunca seremos uma equipe. 



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