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História Era Pra Ser Apenas Um Negócio - Capítulo 3


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Capítulo 3 - 02: Sedutor Cafajeste


Fanfic / Fanfiction Era Pra Ser Apenas Um Negócio - Capítulo 3 - 02: Sedutor Cafajeste

— Certo. Eu preciso te dizer que isso não fez o menor sentido? Porque não fez. - Ele afirma franzindo o cenho. 

—  Me deixa explicar tá bom. A Melanie veio aqui mais cedo e...

— A Melanie? Queria tanto vê-la, como ela está? 

Porque as pessoas sempre me interrompem? Que falta de educação com a minha pessoa. 

— Santiago, foco! O assunto sou eu aqui. - Fiquei em pé e cruzei os braços.

— Tá, tá. Explica esse seu problema sem sentido. - Ele cruza as pernas, juntas as mãos e me encara.

— Como eu estava dizendo, a Melanie veio aqui mais cedo e começou a me contar que a mamãe acha que eu sou gay e...

Enquanto andava de um lado para o outro, contei para o Santiago exatamente tudo que a Melanie havia me dito. Ele esteve calado há todo tempo.

Agradeci mentalmente por não ter sido interrompido novamente. 

— Já levou em consideração que o motivo que levou a mamãe a pensar que você é gay é exatamente por causa do assunto que você está evitando falar? - Depois de longos segundos em silêncio ele falou alguma coisa. 

— É, eu até pensei nisso. - Concordei com ele.

— Talvez a mamãe esteja tentando te ajudar, concordo que foi muito exagero da parte dela, mas você sabe que o medo da mamãe é que você perca tudo, ela também não aceita nada disso. Com certeza ela começou a pensar nisso como uma forma de fazer o papai não te pressionar, por que uma hora ou outra ele iria fazer isso.  

— Eu só tenho seis dias, Santi. Apenas seis dias para resolver essa estupidez inventada pela nossa família. - Cruzei os braços. 

— Por essa razão eu nunca quis ser o presidente da empresa. - Disse ele olhando para as unhas. 

Olhei para ele arqueando a sobrancelha.

Ajudou bastante Santiago, pensei. 

— Tenho que conversar com a mamãe. - Falei. — Amanhã, assim que chegar na mansão.

— E sobre aquilo? O que você vai fazer? - Ele pergunta olhando para mim. 

— Eu não sei irmão, eu realmente não tenho a menor ideia do que fazer. 

— Caso você perca, eu não poderei ficar no seu lugar. Agora que terei que cuidar de um bebê, e tenho que dar total atenção pra ele, e já que eu trabalhei por um ano sem férias, está na hora de ficar um tempo longe do trabalho. 

— Bom, agora eu tenho que pensar em como vou me livrar dos convidados especiais da mamãe. 

— Talvez ela consiga desconvidar eles, ou você pode levar alguma amiga. 

— Não, isso não será necessário. Agora vamos falar com a Zoe. 

— Certo, nós vamos no meu carro. - Disse ele se levantando e ajeitando seu terno. 

— Tá bom, ligo pra ela de lá. - Digo por fim. 

Santiago e eu saímos juntos em seu conversível preto e fomos para o apartamento da Zoe, já que ela não atendeu a minha ligação.

Ao chegar no enorme prédio - que mesmo não sendo 5 estrelas ainda tem seus luxos e beleza -, o porteiros me informou que ela havia saído e que não iria continuar morando lá. 

— Que estranho, ela nem me avisou. - Digo intrigado. 

— Talvez ela tenha esquecido, liga pro Thomaz, ela deve estar com ele. - Sugeriu Santiago. 

Liguei para o irmão dela e felizmente ele atendeu.

Oi Thomaz, eu estou aqui no prédio da Zoe e o porteiro me disse que ela foi embora, ela está com você? 

— Está sim, não se preocupe, vou te mandar meu novo endereço por mensagem. 

Uns minutos após desligar a ligação, Thomaz me mandou seu novo endereço. 

— Ele está morando em outro lugar, toma é esse o endereço. - Mostrei o endereço no meu celular. 

— Conheço esse lugar, não é muito longe. Vamos!

Voltamos para o seu carro e Santiago começou a dirigir.  

Enquanto os olhos dele estavam presos no trânsito, os meus estavam olhando as ruas de San Diego - Vendo pessoas andando; indo trabalhar, passeando com seus filhos e até mesmo conversando e dando risadas - enquanto eu estava pensando no porquê da Zoe não ter me ligado, isso parece besteira, mas ela sempre me diz tudo, por que ela nem sequer me avisou que tinha se mudado?

Isso está muito estranho.

— Chegamos. - Sou tirado dos meus pensamentos pela voz de Santiago. 

Saímos de seu carro e ele tocou a campainha. Antes do Thomaz aparecer, notei que era uma casa muito bonita, sofisticada, e a vista é maravilhosa. Pelo visto ser pediatra tá sendo muito bom para ele. 

— Olá rapazes, como estão? - Perguntou Thomaz assim que que abriu as portas de sua casa, exibindo um sorriso alegre. Thomaz estava descalço e vestia uma calça moletom e uma camiseta preta.

— Cheios de problemas. - Respondemos juntos. 

— Tudo bem, eu acho. - Declamou Thomaz franzindo o cenho.  — Entrem, Zoe está na cozinha, me acompanhem.

Seguimos ele até a cozinha, no caminho até lá eu não deixei de notar como essa residência é bela por dentro, e muito luxuosa. Thomaz deve ter pago uma fortuna nela. 

Quanto mais andávamos o cheiro que comida ficava mais forte e apetitoso. 

Se conheço bem a Zoe, ela deve está preparando um prato tradicional francês. 

— Zoe, preciso da sua ajuda. - Diz meu irmão assim que entramos na cozinha. 

— Oh! Olá meninos. - Percebo que ela se assusta ao me ver, mas logo sorriu para tentar disfarçar. 

— Podemos falar em particular? - Perguntou Santiago. 

— Claro, vamos para o escritório, e por aqui . - Ela sai sem ao menos me cumprimentar, Santiago vai logo em seguida atrás dela deixando eu e Thomaz juntos na cozinha.

Croissant? - Ele me oferece e eu nego com a cabeça. 

— Por que a Zoe veio morar aqui? - Pergunto de uma vez para acabar com a minha curiosidade e impaciência. 

— Fernando Dávila sempre direto. Bom, não vejo porque não te contar. - Ele então começou a me confessar que Zoe foi demitida e as coisas que aconteceram depois.

— Entendi, obrigado por contar. - Agradeço e ele assente. 

— Aí meu Deus! - Falou Thomaz levando minha atenção para ele. 

— O que foi? - Perguntei. 

— A Zoe está preparando Boeuf Bourguignon, meu prato favorito! - Ele sorria.

Dou de ombros, não fazendo a menor ideia de que prato é esse. 

Ficamos alí por mais uns 15 minutos, mas logo o Santiago apareceu. 

— Thomaz, Zoe está te chamando no escritório. - Ele está com um papel nas mãos, parecia ser uma lista. 

O irmão da Zoe sai da cozinha e vai em direção ao escritório. 

— Vamos? - Perguntou Santiago. 

— Só um segundo. 

Segui Thomaz para me despedir da Zoe, o vi entrar em uma sala - certamente o escritório. - A porta estava entreaberta e quando eu estava prestes a abrir para entrar, escuto ela falando de mim. 

— É melhor você falar com ele. - Indaga Thomaz. — Isso que você quer fazer é um tremendo exagero. 

— O que eu posso fazer ? Já cansei do Fernando me sufocando. Ele vai ficar insistindo para que eu trabalhe com ele e eu não quero.

— E como vai fazer ? Você sabe que ele vai se preocupar e tentar te ajudar. - Afirmou Thomaz. 

— Tá-talvez eu...talvez eu deva me afastar dele por um tempo. - Ao ouvir isso sentir uma dor forte no peito  — As vezes ele não entende que o que eu amo é cozinhar, eu nunca vou trabalhar em um escritório junto com ele. Eu não sou igual a ele. - Confessou ela. 

— E se ele ficar te ligando ou mandando mensagens? - Perguntou Thomaz. 

— Eu ignoro e pronto.  

Depois de ouvir todas aquelas coisas eu não irei falar com ela. Voltei para a cozinha e vejo Santiago encostado no balcão e entretido com seu celular. 

— Vamos? - Chamei ele.

— É, vamos. Por que está bravo? 

— Não estou. - Respondi.

— Fechou suas mãos formando punhos e sua expressão está muito séria, mais que o normal. 

Nem havia percebido que estava com as mãos assim. 

Talvez eu não tivesse percebido nada, pensei com tristeza. 

Decido não prolongar mais esse assunto e vou em direção a porta e Santiago veio logo atrás de mim. 

— Você se despediu da Zoe? - Perguntou ele. 

Será que ele não pode calar a boca, pensei com raiva. 

— Não, e não acho que ela vá se importar. - Respondo ríspido. 

Santiago ficou boquiaberto a surpreso com a minha resposta, mas preferiu não dizer nada. Apenas ligou seu carro e nós fomos embora. 

Eu não fazia a menor ideia de que ela se sentia assim. Nunca foi a minha intenção, eu só queria ajudá-la, mas acho que eu só atrapalhava. 

Bom, se ela quer se afastar, pois bem, eu que não irei forçar novamente, mesmo que ache isso infantil demais, não posso continuar forçando. 

O caminho de volta foi um total silêncio, sinceramente eu não estava afim de falar mesmo. Santiago me deixou no meu apartamento e foi embora. 

Ao entrar eu vejo que Manolo já não estava mais, e que estava tudo arrumado. Já são 22:00 horas da noite, o tempo passou rápido. 

Larguei minha pasta no sofá e subi para o quarto, tirei minhas roupas e fui para o chuveiro.

Liguei o chuveiro e deixei a água quente cair sobre meu corpo, eu estava estressado, triste e acho que meio decepcionado. 

Com os olhos fechados e a cabeça embaixo no chuveiro eu podia sentir toda aquela tensão indo embora, a água descendo pelo meu corpo estava fazendo eu me acalmar. Aproveitei e lavei o cabelo para ficar mais relaxado. 

É tão impressionante a forma que quando tomamos banho depois de termos tido um dia cheio, ficamos um pouco mais aliviados e colocamos a cabeça no lugar. Me sinto um pouco melhor. 

Após sair do banho,vesti uma cueca azul e uma bermuda listrada. Sai do quarto e fui para a cozinha, comecei a preparar panquecas para comer quando a campainha toca.

Ao abrir me deparo com alguém que pode me aliviar ainda mais e tirar parte do meu estresse. 

— Oi amor, estava com saudades de você. - Disse Natasha, uma mulher jovem de apenas 26 anos, ela é ruiva, tem os olhos castanhos, e é um pouco mais baixa que eu, no entanto, seu corpo é muito atraente. Ela não estava maquiada, apenas usava um batom vermelho vibrante, também usava brincos dourados.

— Que coincidência! Estava pensando em você. - Lanço um sorriso malicioso e abro espaço para ela entrar. 

— Não seja mentiroso, eu sei que não estava. - Afirmou ela com uma voz manhosa. Natasha usava um sobretudo cinza, que me impedia de ver seu lindo corpo. 

— Sabe que eu estava, só penso em você. - Falei a puxando pela cintura. 

— Você é um sedutor cafajeste Fernando Dávila. - Ela morde o lábio inferior e logo após abre um sorriso sedutor. 

— E você adora, Natasha Flores. - Digo pausadamente e aproximando meu rosto ao dela, e quando cheguei bem perto de seus lábios, comecei a alisar seu corpo até chegar em sua bunda por cima do sobretudo e apertei fazendo ela se contorcer. 

— Preparei uma surpresa pra você. - Contou ela se separando de mim e indo em direção ao meu quarto, comecei a segui-la, mas um pouco distante.

Enquanto andava, ela desamarra seu sobretudo e na porta do meu quarto ela o deixa cair no chão, o que me dá uma ótima visão da sua bunda maravilhosa. Vou até ela e a virei para mim agressivamente, podendo ter uma visão melhor da lingerie preta que ela usava, aquilo estava me instigando e eu já estava cheio de vontade de fuder essa mulher. 

A Agarrei com força e a beijei agressivamente, mordi seus lábios alguma vezes. Ainda nos beijando, nós andamos até a minha cama, eu a empurrei na cama e tirei minhas roupas, ficando nu em sua frente. Ela olhava atentamente para o meu membro duro e ereto, avancei novamente em cima dela e voltei a beija-lá. Depois de ter um dia péssimo, eu até que mereço um agrado, e Natasha sabe muito bem como fazer isso...

[...] 

O dia amanhece e a luz do sol adentra meu quarto. Pelo fato de morar na cobertura do prédio, eu tomei a liberdade de colocar janelas enormes de vidro, já que tenho um quarto enorme, que no mínimo ele seja iluminado. 

Ao me mexer percebi que tem uma ruiva dormindo sobre meu peito, e então me vem à mente a lembrança da noite passada. E que noite em! Natasha se superou.

Eu não costumo dormir com as minhas fodas, muito menos trazê-las para meu apartamento, e nem sequer sei seus nomes. Mas Natasha era um tanto preferencial - vamos assim dizer - era só eu ligar que ela vinha, e com o tempo ela passou a vir sem que eu a chame , no começo eu me incomodei, mas logo fui me acostumando, mas isso não me impedia de transar com outras mulheres, Natasha sabe que ela não é única e que isso não é uma relação. 

Me levantei cuidadosamente para não acorda-lá, fui para o banheiro e fiz minhas higienes matinais, tomei um banho frio e relaxante - sentia meu corpo estava mais leve -, e logo após fui em direção ao closet, peguei a primeira cueca que eu vi e a vesti. Para ir a casa dos meus pais eu escolhi vestir uma bermuda creme escuro e uma camisa social branca quase transparente, calcei um tênis branco e coloquei meus óculos escuros. 

Já estava pronto para ir. Voltei para o quarto e Natasha não estava mais lá, certamente ela já havia ido, isso era o que eu mais gostava nela, ela não se apegava e muito menos se despedia. 

Acordei tarde hoje, já eram 09:30 da manhã. Decidi não comer nada e fui para o estacionamento pegar o meu carro e ir para a mansão Dávila. Hoje será como das outras vezes, meus pais chamam a família toda para passar o dia, e a noite é o jantar com pessoas além da família, como sócios e amigos. 

Ao chegar na mansão da família, automaticamente os portões se abrem para que eu entre.



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