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História Era pra ser só um amistoso - Haikyuu - Capítulo 17


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Notas do Autor


Pensaram que tinha sido só o Kageyama? Kkkkkkk se preparem pq esse vai ser pior

Capítulo 17 - E o problema só continua...


Fanfic / Fanfiction Era pra ser só um amistoso - Haikyuu - Capítulo 17 - E o problema só continua...

Já era terça e ninguém mais aguentava ter aula. Eles queriam que o campeonato chegasse logo, ansiavam por uma vingança contra a Seijoh. Mas antes de irem para o campeonato, teriam que lidar com seus problemas pessoais. Kageyama estava começando a se acostumar com o seu pai daquele jeito, em certas horas era até bom não ouvir ele falando merda. Hinata estava ajudando o namorado o máximo possível.

Tsukishima e Yamaguchi estavam cada vez mais próximos, mas não chegavam a se pegar na frente dos companheiros do time. Eles estavam lidando bem com esse lance de 'ficar', era algo novo para Yama-chan, mas já se sentia feliz só de ter conseguido agir de acordo com seus sentimentos na volta de Tokyo, finalmente podia estar com quem gostava de verdade.

O treino acabara de se encerrar e todos foram para casa. Asahi e Nishinoya foram juntos pelo caminho, chegando na esquina da casa do menor, o outro ia continuar andando até a casa do parceiro se não fosse ele pará-lo.

- Não precisa ir até a frente do meu portão. Aqui já é caminho para sua casa. - falou Nishinoya. Azumane não entendeu o porque do certo desespero que o menor o puxou pelo braço para pará-lo, mas fez o que ele pediu.

O maior puxou o pequeno para perto, para dar um beijo de despedida. Nishinoya ficava na ponta de seus pés só para beijá-lo, mas valia a pena. Se separaram do beijo com ambos dizendo um "tchau" e sorrindo que nem dois idiotas apaixonados.

O menor voltou a andar, em direção a sua casa. O real motivo de não querer que Asahi o acompanhasse até a frente do portão, era porque ele temia que seu pai o visse se pegando com um homem. Sempre sofreu com o preconceito do próprio pai, que vivia o colocando para baixo, dizendo que o esporte que ele praticava era para meninas e deveria largá-lo, que sua aparência não era "máscula" o suficiente e que estava sendo o pior exemplo possível para seus irmãos mais novos. Nishinoya tem dois irmãos mais novos, um de 11 anos e outro de 6 anos. Não vivem com a mãe, ela os "abandonou" quando o irmão mais novo tinha acabado de nascer. Antes de sua mãe os deixar, ela disse para Nishinoya, "um dia eu tiro vocês daqui, eu prometo", e em seguida sumiu completamente. O mais velho ainda tinha esperança de que ele e seus irmãos um dia poderiam ir embora daquela casa e parar de serem abusados por seu pai.

Ao entrar na casa, já esperava levar um sermão do pai, por chegar tarde de novo, mas ao fechar a porta viu que o mais velho não estava na sala, como era de costume, estava na cozinha preparando o jantar. O menor correu até seu quarto e foi tomar banho rápido, seu pai odiava que ele ficasse atrasando a janta.

Já na mesa, todos aproveitavam a comida, mas Nishinoya estava sorrindo, lembrando do companheiro que o deixava sempre sem jeito, e seu irmão percebeu a felicidade dele.

- Porque está sorrindo tanto, nii-san? - perguntou o menor de 11 anos.

- Não é nada. - falou ficando meio corado ao perceber que todos na mesa o olhavam sorrir que nem bobo.

- Finalmente achou uma namorada? - perguntou o pai, conhecendo aquele tipo de sorriso.

- É... Mas na verdade... - Noya concordou parcialmente, mas foi interrompido quando foi se explicar.

- Tava demorando para finalmente virar homem. - falou o pai novamente. O filho mais velho ficou nervoso, precisa contar a verdade mas tinha medo da forma que o pai iria reagir.

- Na verdade, não é uma menina e sim um menino. - teve que ter muita coragem para dizer aquilo sem gaguejar ou travar, mas quando viu já tinha falado. Seu pai arregala os olhos, ele estava com uma cara de... Nojo? Ele fica uns segundos em silêncio, até que volta a falar, com uma mudança totalmente repentina de humor.

- O que?!! Você quer me dizer que além de afeminado você ainda é gay? Você me dá nojo, eu não te criei assim! - falou muito bravo, batendo na mesa, o filho mais velho não sabia mais como reagir, estava travado. - Você não tem vergonha de dar esse tipo de exemplo para seus irmãos?! Você não tem vergonha de vir com esse papo de ser gay embaixo do meu teto?! - ele estava muito alterado já, até se levantou da cadeira. - Você está influenciando os seus irmãos a seguirem esse caminho! E se eles virem você beijando homens por ai e quiserem virar gays também? Você não pensa na má influencia que está dando a eles?!! - naquele momento o pai já estava berrando e os mais novos estavam com medo. Nishinoya se levantou da cadeira para falar de igual para igual com seu pai, seu orgulho não era pouco.

- Primeiro, ninguém vira gay por influência, se eles forem gays, eu não influenciei ninguém a isso e segundo... Você já pensou no exemplo que VOCÊ está dando para eles, ver o pai deles perder a cabeça por causa da sexualidade do filho? Se tem alguém sendo um mal exemplo aqui é você, deve ser por isso que a mamãe foi embora. - essa última parte, ele disse baixo, mas o mais velho acabou ouvindo claramente.

- O que disse? - ele se aproxima do filho e da um tapa muito forte no rosto dele, o que fez ele cair no chão. - Nunca mais fale daquela vagabunda nessa casa! Ela abandonou vocês porque ela é covarde, ela não aguenta uns tapinhas de vez em quando. Que nem você!

Nishinoya estava derramando algumas lágrimas no piso. Seus irmãos estavam com muito medo, mas foram ver como o irmão mais velho estava e seu pai gritou com eles.

- Não o ajudem! Se ele for homem o suficiente ele vai conseguir se levantar sozinho! - gritou, Noya estava tremendo no chão por causa do choque que teve com a superfície, não conseguia se levantar. - Foi o que pensei. Quando estiver pronto para ser homem de verdade, vem falar comigo. - ele cuspio no mesmo que estava no chão e saiu da sala de jantar.

Ele mandou seus irmãos irem para o quarto, para não serem punidos por desobedecer o pai. O mais velho ficou por bastante tempo chorando naquele chão frio. Estava com raiva, mas a tristeza o dominava naquela hora, só conseguia chorar.

Depois de um tempo ali parado, ele decidiu ir para seu quarto, nem sabia mais com que cara iria olhar seu pai, como iria comer com ele na mesma mesa. Estava sentado na sua cama, se segurando para parar de chorar, mas não conseguia. Seu rosto ardia muito, com certeza ficaria um vergão com a marca da mão.

Seu irmão mais novo, de 6 anos, entrou no quarto, escondido do pai. Ele estava com um saco cheio de gelo na mão. Se sentou do lado do irmão e entregou o gelo.

- Nii-san, você está bem? - era uma pergunta ingênua, mas era de se esperar de uma criança.

- ...Estou. - falou baixo porque se não seu irmão iria escutar sua voz trêmula. Mentiu na hora, mas o menor preferiu acreditar nas palavras do mais velho.

- Eu quero que você saiba, que você é uma inspiração para mim. Eu acho você muito corajoso. Não vou ser mal influenciado pelo papai. - disso aquilo de uma forma tão inocente, que Nishinoya achou muito fofo. Ele passou a mão pelos cabelos do mais novo.

- Você é muito fofo, sabia? - falou tentando animar o irmãozinho e o mesmo sorriu todo envergonhado.

- Eu só quero o seu bem nii-san. Agora eu tenho que ir, se não o papai vai me bater. - falou quando viu alguém saindo no corredor.

Nishinoya ficou ali, imóvel depois de ouvir as palavras do irmão. Acabou soltando as lágrimas que estavam presas para seu irmão não ver, o que fez sua bochecha doer ainda mais. Ele colocou o gelo que acabara de receber e mesmo doendo um pouco, manteve aquilo ali por bastante tempo.

Noya fechou a porta do quarto e apagou a luz, se deitando para chorar até dormir. Sem se preocupar muito com a cara que iria acordar no outro dia. Só precisava por tudo para fora.

Ele ignorou as mensagens que chegavam em seu celular do Asahi. Não estava com cabeça para mexer no celular naquela hora.

Mesmo tendo confrontado seu pai com muito orgulho, ele ficou se questionando se realmente estava dando um bom exemplo para seus irmãos. Não no assunto sexualidade, até porque sexualidade não é influenciável. Ele pensava se seria bom deixar seus irmãos crescerem perto de um homem tão agressivo que é seu pai, e talvez confrontá-lo não fosse a melhor opção, eles poderiam se machucar também. Ficou remoendo aquela situação toda na sua cabeça. Provavelmente acordaria acabado no dia seguinte.


Notas Finais


Se perceberam qualquer erro me avisem, para eu fazer melhor da próxima vez.
Gostaram? Comentem a opinião de vcs. Eu fiquei bem triste escrevendo esse cap, pq o Noya é meu fav, mas eu quis fazer algo mais emocionante na história, se fosse td mt fácil ia ser sem graça.
(OneShot de Ushiten em andamento...)


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