História Era só pra ser um jogo. Larry - Capítulo 43


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Categorias One Direction
Tags Gay, One Direction, Romenca Larry
Visualizações 169
Palavras 4.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Self Inserction
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI meus lindos, desculpem a demora, estou passando por uns problemas, mas não vou abandonar as fics, mesmo que demore ou vou terminá-las ok? não me abandonem! bjbjbjbj

Capítulo 43 - Dias difíceis!


Fanfic / Fanfiction Era só pra ser um jogo. Larry - Capítulo 43 - Dias difíceis!

Louis chegou no apartamento por volta das oito da noite, ele viu os amigos na sala e Harry não estava entre eles, andou até o quarto e ele estava lá, sentado na cama olhando pros sapatos. Ele teve um dia difícil, gazia algumas semanas que ele tinha entrado com uma ação contra seu patrão, mesmo com todas as evidências nada foi feito com ele.

- Hazz? - Louis o chamou e ele ergueu os olhos – como foi? - ele perguntou largando a mochila no chão e se aproximando do maior, viu ele erguer os ombros e baixar os olhos novamente, não precisava perguntar mais nada – sinto muito – ele murmurou passando os dedos nos longos cabelos dele, ele sentou no colo do maior que envolveu sua cintura com os braços e colocou a cabeça no seu ombro.

- Não tenho provas ou testemunhas, não pudemos fazer nada – ele murmurou triste – não podia pedir que o Dulam arriscasse seu emprego por mim.

- Tem razão, mas, pelo menos, aquele idiota viu que não pode tentar manipular todo mundo.

- Do que adiantou? - ele ergueu a cabeça – ele saiu de lá rindo como uma hiena – ele rosnou irritado e Louis suspirou.

- Vamos tentar esquecer isso, ele ainda vei ter o que merece – ele falou calmo acariciando os cabelos do maior.

- Que tal um banho? – ele murmurou e Louis sorriu.

- De banheira? - ele sorriu e assentiu, mas logo seu sorriso se desfez ao ouvir alguém bater na porta.

- Hazz, tem alguém querendo te ver – ele ouviu Josh do outro lado da porta, Louis levantou e foi abrir – é o pai dele – o outro murmurou incerto e Louis arregalou os olhos.

- Quem? Tá brincando né? - Harry perguntou irritado atrás de Louis.

- Harry. Se acalma …

- Era só o que me faltava hoje – ele interrompeu Louis, passou no meio dos dois e andou a passas largos sendo seguido por eles, assim que chegou na sala ele o viu, ele estava em pé olhando ao redor, estava mais velho, vestia um terno caro e tinha uma postura altiva como sempre, Harry sentiu a garganta travar – o que faz aqui? - ele perguntou ríspido e o homem o encarou com as sobrancelhas arqueadas. Louis vinha logo atrás dele, olhou para o homem, ele tinha muito de Harry, mas o seu namorado era bem mais perecido com Anne.

- Boa noite pra você também, Filho – ele falou desdenhoso e Harry bufou cerrando os punhos.

- Fala logo o que quer aqui, Desmont – ele resmungou.

- Vim ver meu filho, não posso?

- Não, não pode aparecer do nada depois de todos esses anos, o que quer? - Louis agarrou seu braço, mas ele estava a ponto de explodir.

- Vim ver como estava, já que tem evitado esse encontro eu resolvi vir – ele falou calmo dando de ombros – sei que temos nossos problemas, mas ainda sou seu pai – Harry riu amargo.

- Meu pai? Não pensou nisso antes de nos abandonar – ele respondeu irritado.

- Eu e sua mãe tivemos nossos problemas, mas … nada disso tem a ver com você – ele se aproximou – podemos nos sentar e conversar? Tenho uma coisa importante pra conter.

- Não, eu quero que saia da minha casa – ele falou rápido e Louis o encarou.

- Hazz. Escuta ele,, pode ser importante.

- Quem é você? - Desmont perguntou vendo a forma íntima que o garoto segurava seu filho, ele não ligava pra sexualidade de Harry, mas sempre ouvia histórias nada agradáveis do seu comportamento, ele não sabia que ele namorava.

- Meu namorado, algum problema? - Harry perguntou entre dentes, ele estava fervilhando de raiva, uma raiva contida a anos.

- Não, pelo contrário, é bom saber que sossegou – ele deu de ombros e Louis suspirou aliviado – podemos por favor conversar, a sós?

- Fala com ele, Hazz. Vou estar na cozinha – Louis pediu e Harry passou as mãos no rosto , se jogou no sofá e Louis encarou o sogro – o senhor quer algo? Um café, uma água?

- Ele não quer nada, não vai demorar – Harry respondeu antes que o pai o fizesse.

- Não meu rapaz, muito obrigado – o mais velho falou antes de sentar numa poltrona, Louis assentiu e saiu dali, ele foi para cozinha, não sentia confiança em ficar muito longe dali, Harry estava uma pilha de nervos e ele não arriscaria – antes de qualquer coisa eu quero que saiba que eu sinto muito, sinto muito por tudo que fiz você e sua mãe sofrer …

- Sei – Harry desdenhou.

- Eu estou tentando entrar em contato com você a anos, mas você nunca me respondeu.

- Por que eu não tenho nada pra falar pra você – ele rebateu e o homem suspirou profundamente.

- Eu estou doente, Harry. Não tenho muito tempo de vida agora, não era o que eu queria mais eu vim aqui pra tentar concertar as coisas – Harry franziu o senho, ele olhava para o homem a sua frente sem saber o que falar – passei esses anos tentando combater isso, mas não consegui – ele olhou pro chão – soube que está se formando em marketing – ele olhou pro filho.

- Não é por sua causa – Harry falou baixo, ele ainda digeria a notícia, seu pai estava morrendo? Aquilo não podia acontecer.

- Eu quero que fique com a empresa …

- Não quero sua empresa, nem seu dinheiro eu uso …

- Harry. Me escuta, você e meu único filho, não tenho mais ninguém …

- Não importa – ele levantou – sinto muito por você, sinto saber que está doente, mas isso não muda o fato de que não estava aqui por anos, eu não quero nada seu – Desmont levantou – acho melhor ir – ele murmurou e saiu da sala, o mais velho caiu sobre a poltrona passando as mãos no rosto.

- Dá um tempo a ele, Harry não é de guardar magoa – Louis murmurou e Desmont o encarou.

- Não tenho muito tempo – ele falou baixo antes de levantar e começar a sair do apartamento – diga a ele que se mudar de ideia eu esperarei, e que sinto muito – ele pediu antes de sair, Louis ficou ali por um tempo antes de ir para o quarto. Ele encontrou Harry encolhido na cama chorando muito, deitou com ele e deixou que seu namorado despejasse toda sua tristeza, e isso durou muito tempo, muito choro, muitos resmungos e soluços, Louis já não sabia o que fazer. O maior se agarrou ao tronco dele e ficou ali até se acalmar, ele não queria largar Louis, era como se ele o matasse no mundo real, era como sua ancora o segurando no lugar.

- Como ele pode? - ele sussurrou quase inaudível, se Louis não estivesse tão próximo ele não teria escutado – como aquele filho da puta pode vir aqui depois de tanto tempo e despegar essa merda em mim? - ele resmungou se afastando de Louis passando as mão do rosto, levantou devagar e Louis se sentiu aflito – por que Louis? Por que agora? - ele olhou pro seu namorado ainda sentado no meio da cama, Louis comprimiu os lábios sem saber o que falar – ele não tinha esse direito …

- Hazz … ele está morrendo, as pessoas costumam tentar se redimir dos erros quando se veem nassa situação – Louis tentou em voz baixa, o maior grunhiu passando as mãos nos cabelos desgrenhados.

- Não, ele que fique com a merda da sua culpa, ele não tinha o direito de vir aqui despejar isso em mim … merda, Lou … ele vai morrer …. - a voz dele falhou e Louis correu até ele, eles ficaram ali abraçados e Harry entrou e desespero, o menor não sabia o que fazer, Quando Harry saiu do quarto e se agarrou a uma garrafa de wodca ele ligou pra Anne, não demorou pra mulher chegar ao apartamento. Anne ficou com o filho por horas, enquanto os meninos e Robin ficaram na sala, quando ela saiu estava destruída.

- Ele dormiu – ele murmurou cansada sentando ao lado do marido.

- Desculpa te ligar assim, mas eu já não sabia mais o que fazer – Louis pediu baixo e ela sorriu meiga – ele te contou do pai?

- Eu já sabia – ele falou baixo e os meninos se entreolharam – ele entrou em contato assim que descobriu o tumor a dois anos, desde então ele tem tentado entrar em contato com Harry, mas ele nunca quer saber – ela suspirou e Robin pegou sua mão – ele fez alguns tratamentos, mas nada deu certo, o último acabou com seus rins e ele pode entrar em colapso a qualquer momento, mesmo com transplante ele ainda tem outros tumores que surgiram nos últimos meses, agora é só uma questão de tempo – ela terminou e Louis desabou pra trás do sofá.

- O Harry está transtornado, Anne. Não acho que vá querer contato com o pai tão cedo – Zayn comentou.

- Mas ele tem que ter – Louis se pronunciou – nem que seja pra se despedir, imagina de ele morre? Sei que o Harry não ia se perdoar, ele tem que superar isso.

- Não é como seu pai, Lou. Ele ficou anos sem contato, e quando estava por perto não foi um bom pai – Zayn rebateu

- Mas ele está morrendo, isso tem que ter um ponto final – Niall se pronunciou – não dá pra seguir a vida guardando algo assim – Louis assentiu.

- Bom meninos, vamos dar um tempo a ele – Robin se pronunciou, depois de mais algum tempo eles foram embora, Louis voltou para o quarto pra tentar cuidar um pouco do outro, Harry ainda dormia graças a bebida e o cansaço pelo dia que teve, ele ficou ali velando o sono do namorado até pegar no sono ao seu lado.

No outro dia quando Louis acordou Harry não estava mais ao seu lado, ele foi ao banheiro escovar os dentes de saiu a procura do maior, ele estava sentado na varanda enrolado em um edredom. Niall olhou pra Louis e sorriu triste, todos no apartamento sofriam junto com o amigo, todos estavam calados e tristes, o clima no lugar era fúnebre. Ele seguiu até o maior se manteve em silêncio até ser notado, Harry ergueu os olhos e o encarou, ele tinha os olhos inchados pelo choro, os lábios rachados pelo frio, seus cabelos estavam bagunçados pelo vento que castigava a varanda. Ele ergueu uma mão e Louis a pegou.

- Tá bem frio aqui, vamos entrar? - ele suspirou e abriu o edredom pedindo silenciosamente que Louis sentasse ali com ele, e ele o fez, se aconchegou entre as pernas do outro que os envolveu com o edredom grosso – quer comer algo?

- Não – ele respondeu mais rouco que o normal, colocou o rosto na corva do pescoço do menor e fungou – e-eu quero ver ele … vai comigo? - Louis sorriu sutilmente acariciando seus cabelos.

- Vou sim, é claro que vou – ele respondeu baixo. Harry estava confuso, ele tinha muita raiva do pai, de tudo que ele os fez passar e da sua distância todos esses anos, mas ele não conseguia odiá-lo, e se sentia destruído por saber que ele morreria – estou muito orgulhoso de você, sei o quanto isso é difícil, mas vai ser bom se livrar dessa raiva – Harry assentiu devagar, ele não queria mesmo carregar aquilo pro resto da sua vida. Eles passaram um bom tempo ali abraçados olhando a paisagem, quando entraram Niall tinha preparado um almoço caprichado e eles comeram com os amigos, ninguém saiu aquela manhã, Harry se sentia o homem mais sortudo do mundo por tê-los.

 

Foram dias difíceis, foi muito complicado sentar e conversar com o pai, mas Harry foi assim mesmo, eles tiveram um bom tempo, apesar do desconforto ele se esforçou em ouvir e falar, teve Louis ao seu lado o tempo todo. No dia seguinte seu pai teve uma crise e foi internado, ele foi para o hospital com Anne pois o homem não tinha mais ninguém, o cacheado se ofereceu pra doar um rim ao pai, mas alem do homem negar aceitar os médicos não permitiram, ele não sobreviria a uma cirurgia, aquilo deixou Harry mais destruído do que já estava.

Louis fazia de tudo pra ajudar, ele não podia faltar trinos e nem as aulas, mas tentava estar com Harry sempre que podia, seu namorado não saia mais do hospital, duas semanas depois do internamento, Desmont nem parecia o mesmo homem que ele conhecia, ele estava magro e debilitado, pedia perdão o tempo todo, se despedia e falava que o amava. Louis via aquilo com o coração partido, ele não tinha muito o que fazer, nem Harry podia fazer nada, mas só de estar ali fazia o homem se sentir melhor, e ele sempre deixava isso claro.

- Oi – Louis murmurou baixo assim que entrou no quarto, Harry estava sentado numa poltrona lendo um livro, era sábado a anoite e ele estava exausto – vim te substituir, vai pra casa tomar um banho e descansar – ele falou baixo vendo o maior levantar e ir até o pai.

- Não posso sair agora, Lou. Ele teve outra crise e … - ele não queria falar aquilo, mas não queria que seu pai morresse só em um quarto frio de uma UTI. Ele suspirou vendo o pai entubado , Louis se aproximou e passou os braços em sua cintura.

- Eu sei, Hazz. Mas tem que descansar e comer – ele tentou e o outro negou – vai até a cafeteria pelo menos, come algo e eu fico aqui.

- Acha que se eu tivesse atendido ele antes … se eu tivesse doado o rim ates dele piorar …

- Já falamos disso, os médicos deixaram claro que mesmo que ele tivesse feito o transplante não impediria os outros tumores de aparecerem – ele o interrompeu e Harry fechou os olhos – amor, não tinha o que ser feito, estamos fazendo o melhor por ele agora, devemos pensar em manter a calma e fazer desses últimos momentos os mais agradáveis possível.

- Agradáveis Louis? Olha pra ele – o outro respondeu sofrido.

- Não vê o quento faz bem a ele ter você aqui? Era só o que ele queria – o maior virou pra encarar o namorado, Harry tinha olheiras profundas, ele mau dormia a dias – precisa ser forte agora e deixá-lo o mais confortável possível – o outro assentiu, mas Louis sabia que seu namorado ainda iria remoer aquilo por muito tempo – vai comer e tomar um banho, quando voltar eu estarei aqui.

- Tem jogo amanhã, devia esta descansando – ele falou abraçando os ombros do menor o trazendo pro seu peito, respirou fundo o cheiro gostoso dos cabelos dele tentando eliminar aquele cheiro horrível de hospital dos seus pulmões, o cheiro de Louis trazia uma calma enorme, ele sempre pensava o quanto tinha sorte de tê-lo.

- Eu estou bem, vai comer – ele sorriu de leve e assentiu, assim que ele saiu Louis arrumou um pouco a bagunça do quarto, a enfermeira medicou seu sogro e ele sentou esperando por Harry, quando ele voltou tomou um venho rápido ali mesmo no banheiro minúsculo do apartamento onde seu pai estava internado, depois praticamente expulsou Louis, ele sabia que o menor precisava descansar para o jogo.

 

Quase um mês de sofrimento depois Desmont Styles faleceu, era madrugada quando Harry acordou com o barulho irritante das máquinas que o mantinham vivo bipando freneticamente. O seu pai deixou claro que não queria ser reanimado, ele acabou concordando pois todas as suas tentativas eram dolorosas demais. Ele viu as enfermeiras e os médicos invadirem a sala, ele foi quase arrastado pra fora, tudo passou turbulento, quando se deu conta estava sentado no chão do corredor com Louis ajoelhado na sua frente, o menor o chamava e ele nem tinha ouvido.

No dia do funeral Anne e Louis ficaram o tempo todo ao seu lado, ele nem tinha mais lágrimas, só queria que tudo aquilo acabasse. Por Anne ele não passaria por tudo aquilo, mas ela não conseguiu convencer o filho a sair só hospital, ninguém conseguiu. No fim do dia ele estava sentado na sala de Anne ao lado de Louis, seus amigos estavam espalhados pela sala, Joannah e Dan estavam com Anne e Robin na cozinha, todos atentos a ele, todos com medo que ele surtasse.

- O campeonato acabou, acho que posso perder uns dias de aula … por que não vamos pra casa de praia da família do Z? - Louis falou baixo ao seu lado, ele olhava pro nada e virou pra encarar o menor.

- Eu tenho que voltar pra faculdade – ele respondeu simples e Louis crispou os lábios – e você não pode faltar aula – ele deu de ombros e voltou a olhar pro nada. Niall encarou Zayn e suspirou.

- Podemos ir no fim de semana, Brow – Zayn tentou e ele não respondeu.

- Vou deitar um pouco – ele murmurou e levantou, Louis o seguiu com os olhos e depois fungou.

- Lou. Ele vai ficar bem, isso e difícil no começo – Naill comentou sentando onde o cacheado estava antes.

- Não sei como agir, nem o que falar, ele tá assim desdo hospital, mau fala comigo – ele fungou e Niall o abraçou.

- Vamos deixar ele descansar, amanhã tenta falar com ele – comentou Josh e Niall concordou, não tinha muito o que fazer. Zayn sabia que seu amigo precisava de um tempo pra digerir tudo aquilo, foi assim quando seu pai foi embora, quando Louis sumiu um mês nas férias, ele sempre se trancava e tomava seu tempo pra se curar.

 

Os dias seguintes se arrastavam, os meninos tentavam ao máximo interagir com Harry, mas o cacheado se fechou de uma forma que nem Louis conseguia entrar. O menor estava se preparando pras provas finais, Harry tinha perdido muitas aulas, mas os professores ajudavam muito, eles deixaram que ele fizesse várias trabalhos extras, assistisse aulas fora do seu horário, fizesse as provas que perdeu, isso tomou muito do seu tempo, quando se encontravam era na cama, mas ele só deitava e dormia.

Em respeito ao luto de Harry os meninos não faziam mais festas ou pequenas ferras em casa, quando queriam beber eles saiam, era sábado e o apartamento estava vazio, Louis estava sentado na sala enquanto seu namorado estava fazendo seu último trabalho no quarto, já fazia um mês daquela rotina, e mais de dois que não transavam, sem abraços, sem beijos, sem carinho, agora Harry nem ao menos o tocava.

Ele respirou fundo olhando pra TV, levantou e foi a cozinha preparar algo pra comer enquanto via um filme, sozinho como sempre, pois nem essas pequenas coisas o maior fazia consigo. Ele sabia que Harry precisava de um tempo pra superar, mas aquilo estava indo longe demais. Ele preparou uma pipoca e depois foi para a sala, sentou ali e começou a ver um filme qualquer, mesmo que sua atenção estivesse no quarto, aquilo era uma tortura.

Horas depois Harry finalmente saiu do quarto, ele foi até a sala e viu a TV ligada, olhou ao redor e não viu ninguém, andando mais um pouco ele pode ver Louis deitado enrolado em uma manta dormindo, a única coita que iluminava toda a sala era a luz que vinha da televisão gigantesca da sala. Ele rodeou o sofá e se aproximou do menor que dormia profundamente, se sentiu mau por deixá-lo assim, ele sabia que seus amigos tinham saído e o menor estava ali só a noite toda. Mas Harry não estava conseguindo lidar com sigo nos últimos dias, ele não conseguia se abrir ou deixar Louis se aproximar, tudo que fazia era estudar para não perder o semestre.

- Lou? Baby acorda – ele chamou baixo se ajoelhando ao lado do sofá, Louis abriu os olhos assustado – vamos pra cama.

- Eu estava vendo um filme – ele murmurou sonolento coçando os olhos e Harry olhou pra trás.

- Bom, pelo que vi o filme já acabou – ele deu de ombros, Louis sentiu no sofá massando os dedos nos cabelos bagunçados – podia ter saído com os garotos – ele comentou ficando de pé, Louis o encarou com o senho franzido – é sério, sou eu que tenho uma porrada de trabalho pra entregar, não precisa passar seu sábado preso em casa – o menor respirou fundo tirando a manta das pernas.

- Não estava a fim de sair, pode voltar a estudar eu vou comer algo e deitar – ele levantou e passou pelo cacheado indo até a cozinha, ele repetia um mantra tentando se acalmar pra não explodir com o namorado, ele estava passando por um momento difícil, ele não queria brigar agora.

- As férias de verão já começaram, o Zayn pegou a casa de praia – o maior comentou atrás de dele, Louis parou do lado do balcão para escutá-lo – vou fazer o curso de verão, não tem problema se quiser passar alguns dias com eles lá, sei como gostou da casa quando fomos – ele terminou e Louis deixou os ombros caírem, ele realmente esperava que o maior estivesse planejando viajar com ele e seus amigos.

- Claro, Harry. Vai ser superdivertido passar minhas férias segurando vela dos meninos, preso numa casa de praia longe do meu namorado, enquanto tento não surtar pensando o que se passa na cabeça dele, por que ele simplesmente não fala comigo – ele falou exasperado andando até a cozinha – eu mau posso esperar, o que mais? Devo começar a sair todos os fins de semana? Mudar de quarto? Ou até sair desse apartamento? Isso e espaço o bastante pra você? …

- Louis. Eu só não quero que se prenda a mim, não estou num bom momento, não quero arrastar você pra isso – ele o interrompeu e Louis respirou fundo tentando se acalmar.

- Eu tenho uma novidade pra você, Harry. Eu já estou nisso, pelo simples fato de ser seu namorado, de te amar o bastante pra me importar, não vou fugir que nada tá acontecendo e sair por ai enquanto você se afunda nesse apartamento – ele respondeu o Harry travou o maxilar.

- Eu preciso de um tempo … não sei o que … não quero brigar Louis. Só queria que você não afundasse nisso tudo comigo, mas não está mais aqui quem falou – ele deu as costas irritado.

- Você é tão idiota – ele rosnou e Harry se virou – não deveria ser assim, deveríamos passar por isso juntos, você está me afastando, Harry. Eu estou aguentando firme desde que seu pai se internou, por que eu sabia que aquilo seria muito difícil, mas isso? De onde tirou a ideia que eu ficando longe de você seria bom pra mim, pra nós?

- Eu só estou tentando fazer a certa – ele gritou de volta.

- A coisa certa e conversar comigo e me deixar te ajudar, e não me afastara assim … Deus, será que pode entender que eu não vou a lugar algum?

- Eu não posso fazer isso agora – Harry espondeu passando as mãos pelo rosto, ele sabia que as coisas estavam saindo do controle – não agora, Louis. Por favor …

- Ótimo, você quer espaço? Vou te dar todo o espaço do mundo – ele falou irritado passando pelo maior, Harry arregalou os olhos vendo ele ir ao quarto, o seguiu e viu quando o menor pegou sua mochila e foi até o cliset.

- O-oque vai fazer? – ele perguntou já sentindo o coração apertar, mas Louis não parou de jogar roupas na mochila – Lou, não faz isso … por favor … amor – seus olhos arderam, ele não aguentaria ficar sem Louis, ele tinha dito pro menor passar as férias com os garotos por não aguentar vê-lo ali preso ao seu lado, absorvendo toda sua tristeza, mas ver ele arrumar a mochila o quebrou em pedaços – Louis. Por favor …

- Eu vou passar um tempo na minha mãe, só … - Louis virou e viu o maior o encarar com os olhos cheios de lágrimas, seu peito subia e descia, ele se xingou mentalmente fechando os olhos, largou a mochila e foi até ele.

- N-não vai … me desculpa, eu vou tentar melhorar … - ele pediu baixo e Louis o abraçou pela cintura, o maior abraçou seus ombros e fungou – desculpa …

- Tudo bem, eu não vou, tá tudo bem – ele respondeu baixo afagando as costas do maior. Não era hora de brigar, Harry precisava de atenção, ele sabia disso, tinha que ser mais racional agora.

Um tempo depois eles estavam deitados na cama, Louis estava meio sentado encostados nas almofadas, o maior estava entre suas pernas com a cabeça em seu peito, ele brincava com os cachos do maior enquanto ele ressonava tranquilo. Louis sabia que ele não dormia bem a dias, ele tentava disfarçar mais o menor o via levantar a noite e sair do quarto. Ele ficou ali fazendo carinho no maior velando seu sono, sentia falta de ficar assim com ele, não ter nenhum contato físico com ele era uma tortura.

Quando o dia estava quase amanhecendo ele embolou o maior pro lado e abraçou sua cintura, ele ouviu quando os meninos chegaram e Zayn xingando pela TV está ligada, ele riu baixo se aconchegando nas costas de Harry e finalmente dormiu, torcia pra que o dia seguinte fosse o começo da melhora do maior, que ele não se afastasse outra vez.

 

continua ...

 



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