História Era uma vez (adaptação) - Capítulo 30


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Categorias Alexandre Nero, Giovanna Antonelli
Personagens Alexandre Nero, Giovana Antonelli
Tags Alexandre Nero
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Palavras 6.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Saga, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - Agora você esta no chão


Quatro dias se passaram...

Quatro dias que Alexandre estava em abstinência de sua droga. Quatro dias sem beijar ou tocar Giovanna. Parecia que a última vez que fez isso foi há um século e isso fez sua necessidade por ela aumentar a cada segundo, doloroso para o príncipe Alexandre suportar estar com ela e senti-la distante. O príncipe Alexandre nunca havia passado tanto tempo sem ter prazer, isso não era apenas pelo prazer, mas pela falta que Giovanna lhe fazia. Dá paz que ela lhe proporcionava. A sua vida nunca mais foi a mesma desde que conheceu Gio. De todos os momentos em que esteve em sua presença até mesmo as lembranças mais tristes, nenhum dia sequer fora esquecido por ele, mas o passado foi sim, superado.

A princesa Giovanna mantinha sua posição, não houve brigas e nem discussões. O carinho, o amor, as gentilezas continuavam as mesmas, mas o contato físico, os beijos, o calor de seu corpo, ela havia privado ele disso. Não sabia se podia esperar por mais tempo... Era difícil dormir e acordar ao lado dela sentindo as fagulhas do desejo e não poder se aliviar. Pensou em fazer algo a respeito, assim como fazia na adolescência antes de descobrir os prazeres carnais com a duquesa Susana, entretanto, ele descartou a ideia. O seu prazer pertencia à Gio. As coisas no Reino continuavam como antes.

As ameaças à Família Real prosseguiam deixando o rei Carlos e seus filhos aflitos em busca de uma solução, de algo que pudessem descobrir quem estava por trás de todos esses bilhetes que jurava vingança. O rei Carlos convocou uma reunião sigilosa, para não alarmar a cidade e sua família, com os ministros de outras cidades para que, se houvesse um ataque, lutassem em nome dos Nero’s. Todos concordaram apesar das objeções que fizeram. O rei Carlos não queria que esses acontecimentos vazassem por todo o reino.

Após o atentado a seu filho Alexandre e nada ter sido encontrado, nenhum suspeito, o rei percebeu que se tratava de alguém muito habilidoso e que provavelmente arquitetou cada passo que dava. E frustrado, com medo e com receio de algo a mais acontecesse não só com seu primogênito ou qualquer outro de sua família, o Rei manteve a suspenção da Festa de Coroação de seu filho alegando que precisava de mais tempo de preparação. Não queria ter surpresas desagradáveis durante a festa assim como foi na Festa da Colheita.

Além disso, reforçou a guarda de seu reino em todos os lugares e até mesmo onde poderia parecer suspeito. Nada podia escapar de seus olhos. Entretanto, o rei estava incomodado com algo que resolveu lhe atormentar durante esses dias que se passaram e como havia aprendido a ignorar tal assunto, espantava para longe de sua consciência. Não queria reviver coisas que ainda doíam no fundo de sua alma. Nesses quatros dias que passaram, além das preocupações com o Reino, os Nero’s tiveram uma surpresa.

 Sete meses de gestação, a princesa Amora sentiu seu bebê mexer em seu ventre. Todos ficaram encantados, querendo ter a oportunidade de sentir àquele momento mágico em que seu bebê parecia estar, pela primeira vez, se comunicando com seus familiares através de um pequeno chute na barriga de sua mãe. O príncipe Joaquim e sua amada não contiveram a emoção daquele grandioso e especial momento. E isso trouxe à tona o assunto em questão: o primeiro herdeiro do príncipe Alexandre. Mais uma vez, o assunto pivô da discussão entre Alexandre e Giovanna pairava sobre eles.

Os comentários em tom de crítica por Gio ainda não estar mostrando evidencias de uma gestação era algo totalmente desconfortável. E, novamente, Alexandre percebeu o quanto Giovanna estava sendo cobrada por isso. E à partir daí, o rei Carlos percebendo a tensão entre o filho e a nora com relação à isso, resolveu ter um conversa com ele. O príncipe abriu o jogo com seu pai, sem omitir nada nem mesmo o fato de ter ido para o Harém dando ênfase de que não fez nada de errado por lá. Ele sentiu como se fosse uma criança ao levar uma bronca de seu pai.

— Seu moleque! O que raios você pensou que estava fazendo?

 Recebeu mais broncas do que apoio e ele sabia que merecia isso. Seu pai era um homem honrado e que preza a lealdade em todos os sentidos. Não gostou nada de saber que ele havia ido ao Harém, um lugar feito para o bel-prazer de homens comuns, não homens como o herdeiro do trono, para isso, havia as concubinas que ele descartou. Ir lá só afrontou sua esposa e lhe trouxe mais problemas. No fim, seu pai entendeu os motivos de Giovanna e os dele também, de certa forma.

Ela vinha de uma origem onde não se cumpria tradições como uma família da Corte e sentia dificuldade em se adaptar com as cobranças que seu título lhe dava. A afirmação de seu pai só fez Alexandre se sentir mal, até ele, logo de primeira, entendeu Gio e ele não. Ainda assim, a importância de se ter logo um herdeiro não diminuirá. Tudo isso só aumentava a carga de estresse do príncipe. Por isso descarregava as tensões dos dias nos treinos com os soldados do palácio ou com seu irmão.

Quando o reino de sua família começou a ser ameaçado, os treinamentos passaram a ser constantes. Precisavam manter a boa forma e estar preparados. Os treinos sempre foi sua paixão. Alexandre era habilidoso na espada assim como seu irmão, Joca. Ambos adoravam desde criança, e isso fez lembrar o quanto Aron também adorava. Ainda novo já demonstrava que seria um grande guerreiro: era veloz, forte, ágil e habilidoso em tudo. Dominava muito bem uma espada. O sentimento de nostalgia assolava todos no reino, dali há um mês, o príncipe Aron, se ainda estivesse vivo, completaria seus

— Concentre-se, Alexandre! – exclamou o príncipe Joaquiim pela segunda vez. Com uma das mãos para trás e a outra com a espada empenhada para o queixo dele.

O príncipe Alexandre guiou a sua de encontro à de Joca e o barulho do metal batendo ressoou fazendo a luta dos dois recomeçarem. A habilidade dos dois era impressionante. Eram os únicos ali naquele pátio, treinando. Mais uma vez, Joaquim conseguiu driblar Alexandre. Furioso com sua desconcentração, ele resolveu aumentar sua defesa e ataque. Pegou outra espada, o príncipe Joca sorriu balançando a cabeça entendendo as intenções de seu irmão. Ele fez o mesmo.

 Alexandre partiu para o ataque. O ressoar do metal era forte. Os dois trocavam golpes com a espada e seus corpos conduziam o ritmo que seus braços determinavam ao mover as espadas. Os músculos saltavam com a força dos movimentos. Todo o espaço do pátio era usado pelos dois naquela luta em que dois guerreiros suavam tentando alcançar a vitória. Joca mantinha seu semblante sereno e concentrado, sempre desviando com suas espadas, dos ataques de um Alexandre que parecia irritado apesar da serenidade no rosto. As emoções atrapalhavam. E se isso fosse levado a uma batalha real, ele claramente teria perdido. E perdeu.

 — Renda-se ou morre. – disse Joca após ter feito-o seu irmão cair no chão e largar as espadas, apontando uma em seu rosto. Ele sorriu da expressão contrariada do irmão e o ajudou a se levantar. – Você foi horrível. Nunca imaginei que diria isso. – os dois estavam ofegantes.

— Hoje é um mau dia. – ele passou a mão no cabelo.

— Sério? Não percebi. – o príncipe Joaquim debochou guardando as espadas. – Ainda problemas com a Gio?

 — Sim. Ainda não conversamos. – diz ele ainda ofegante o suor pingando em seu corpo, se virou para o irmão que lhe encarava. – E tenho a impressão que ela não quer, está fazendo de proposito. – franziu o cenho.

— Por que acha isso?

 — Ah, Jocs, são quatros dias, irmão! Quatro dias sem tocá-la! – ele exclamou exaltado bufando logo em seguida. Joaquim riu e Alexandre fechou a cara sem achar a menor graça. – O que foi?

— Calma, irmão, agora eu entendo sua desconcentração. Falta de sexo. – mais uma vez, o príncipe Ale bufou. – Sabe que nada se resolve com isso, não é?

— Não é só por isso. – resmungou.

Os dois seguiram para o lado oposto do pátio do Palácio em direção de umas cadeiras de descanso segurando cada um uma toalha para retirar o excesso de suor que escorria por eles. Sentaram-se.

— O aniversario de Aron está chegando. – lembrou Elliot.

— Isso me faz lembrar da época que fui injusto com Giovanna. E sinto a falta dela de um jeito que não sei explicar. Quero me aproximar, conversar e pôr tudo em pratos limpos, mas Giovanna é difícil, teimosa.

— As mulheres são assim mesmo, irmão. Não tente entendê-las. Há muito tempo deixei de tentar com Amora. – ele balançou a cabeça de um lado para o outro.

— Nunca pensei que fosse tão difícil lidar com isso, não é a toa que fugia de compromisso. – fez piada e os dois riram. Descaçavam do treino para logo mais retornar quando o general Talles chegasse junto com alguns soldados. Ainda era cedo e aquele tempo serviu para os dois irmãos conversarem.

— Eu também pensava assim, mas não é difícil lidar com os problemas, Nero. É apenas saber como conduzi-los.

 — Gio quer que eu conte tudo, tudo o que está acontecendo. – ele se referiu as ameaças do Reino.

 — Então conte.

— Simples assim?

 — E por que não? Nero você conhece Gio o suficiente para saber que ela é forte o bastante para lidar com isso. Talvez seja esse tipo de cumplicidade que esteja faltando entre vocês. Eu não te digo que conto tudo à Amora porque não conto justamente pelo estado em que ela se encontra, ela se preocuparia e faria mal ao nosso filho. E, confesso, ela sabe persuadir-me muito bem até me fazer abrir o bico. – ele sorriu malicioso e Alexandre riu. – Mas a verdade é que, você e Gio, são dois teimosos e se um não ceder o outro também não cede. Essa batalha de vontades de quem se cansa primeiro acaba prejudicando os dois.

— Nunca cheguei a contar à ela sobre o que descobri da morte de Aron.

— Ela merece saber. Aron foi importante para ela.

— Eu sei.

— E, por favor, quando fizer isso, vá com calma. – Alexandre o olhou estranhando o que ele disse. – Você é um homem viril e amante dos prazeres carnais, não force as coisas. Sei o quanto você pode se tornar selvagem. – o príncipe Alexandre bufou.

— Tá achando que irei forçá-la? Oras, Joca, não faria isso com ela.

— Eu sei que não. Mas vá com calma.

— Ei, rapazes, vamos! – a voz grave e alta do general Talles interrompeu os dois.

Alguns soldados já estavam no pátio. O treino iria recomeçar. O general Talles estava de frente aos dez soldados que treinariam àquela manhã. Entre eles: Andrew Mitchell, Leonardo Nogueira, Ryan Collins, Bruno Gagliasso e Peter Welch. Os melhores e mais habilidosos soldados dos Nero’s.

— Vamos fazer duplas. Cada um escolherá a sua e depois mudará de par. – disse o general. – Quero observar a evolução de cada um de vocês em ângulos diferentes.

 — Joca e eu já treinamos. – disse o príncipe Alexandre ao chegar perto deles.

— Ótimo, alteza. Por ora, um dos soldados será teu par. – ele assentiu. Então os dez soldados, incluindo os príncipes, formaram suas duplas.

 Joaquim ficou com Andrew como adversário e Alexandre ficou com Leonardo. Após se posicionarem, Talles discursou

 — Como todos sabem, precisamos estar atentos à tudo, à cada movimento de nosso adversário para saber nos defender e atacar onde mais dói. Em um campo de batalha, às emoções são deixadas de lado. Nunca hesitem quando tiverem a oportunidade. Se hesitarem, pode ser o fim de vocês. Haverá homens que não terão piedade de liquida-los. E vocês precisaram estar a um passo à frente deles, pensar como eles. Para vencer uma guerra é necessário força e inteligência, muita das vezes mais inteligência do que força. Entendidos?

— Sim, general. – responderam uníssono.

— Ótimo. Comecem.

O pátio era enorme e cada uma das duplas tinha espaço o suficiente para se locomover. Os metais batendo umas contra as outras, os passos pesados no chão a cada movimento que faziam... Tudo isso era um estimulo para o príncipe Alexandre. Seu adversário estava empenhando em derrubá-lo e Nero não permitiria isso. As palavras do general ecoavam em sua cabeça

 “Haverá homens que não terão piedade de liquida-los. E vocês precisaram estar a um passo à frente deles, pensar como eles”.

Ele já havia treinado diversas vezes com o soldado Leonardo e sabia perfeitamente que ele era um homem que não tolerava perder principalmente em um campo de batalha mesmo que fosse apenas um treino. E por isso, o movimento feito pelas pernas dele, o levou ao chão. O soldado lhe apontava a espada com um sorriso satisfeito.

— Está no chão, alteza.

— Não por muito tempo. – agilmente Alexandre se reergueu ao posicionar suas pernas ao ar e depois ao chão tomando impulso para se levantar.

O príncipe avançou sobre ele, Leo bateu em sua espada ambos permaneceram por um tempo ali. Se encarando, colocando força em suas espadas para ver quem resistia por muito tempo. Alexandre o forçou para o lado, para que sua espada fosse ao chão, mas Leo soube se desviar a tempo antes que ele lhe acertasse e o fizesse cair. Girou seu corpo para o lado. Novamente recomeçaram a lutar, usavam apenas as espadas como golpes, manuseavam com destreza. Diferente com Joaquim, Alexandre permaneceu concentrado na luta, e venceu. Leonardo foi ao chão. Ofegante, olhando para a espada apontada para seu rosto.

— Agora você está no chão. – disse o príncipe e sorriu largamente.

O soldado torceu a boca em reprovação e segurou a mão que Alexandre lhe ofereceu para se levantar após hesitar um segundo. O rei Carlos apareceu na entrada do pátio e aplaudiu o desempenho dos dois. Eles fizeram uma reverencia ao rei. Após uma hora de treino, o general fez uma pausa.

— Você está se saindo muito bem nos treinos, soldado. – murmurou Alexandre enquanto tomava um pouco d’água servido por uma das empregadas.

— Tive ótimos professores. Pessoas que me ensinaram a ser quem sou.

— Sua família?

— Não tenho família, alteza. – o príncipe franziu o cenho e se lembrou de algo.

— O general mencionou que você tinha uma mãe. Aqui na cidade. – Leo o olhou e torceu os lábios, concordando.

— Ela faleceu. – disse e o príncipe levantou as sobrancelhas, surpreso.

— Sinto muito por sua perda. Por que não nos avisou? Poderíamos ter feito um velório digno para a mãe de um dos melhores soldados do reino.

— Não se preocupe com isso, alteza. De qualquer forma, minha mãe teve um velório digno. – murmurou sem emoção. Nesse momento, Andrew e Bruno apareceram dando uma batida de leve no ombro de Leo.

 — Vai ao Harém hoje, Leo?

 — Ainda pergunta? – ele sorriu malicioso. – Nem vou perguntar se o príncipe vai.

— Se ele for, Giovanna castra ele. – disse Joaquim ao se aproximar dos três.

— Quem diria o mais pegador da turma, que alegava nunca se prender a mulher nenhuma, ter se casado. – zombou Bruno.

 — E com uma linda mulher, com todo respeito alteza. – disse Andrew.

 O príncipe estreitou os olhos. Mas sabia que havia respeito entre eles.

 — Magali também é linda. - disse o príncipe e Andrew suspirou ao lembrar de sua amada Magali, uma das meretrizes do Harém.

— É sim, e se tudo dê certo, em breve estaremos juntos por toda a eternidade.

— Ohhh! – disseram eles em uníssono.

 — Que poético. – zombou Leo.

 — Esse foi laçado pelas bolas. – disse o príncipe Joca e todos começaram a rir. – Mas também fui então estamos no mesmo barco.

Eles voltaram as suas posições após a pausa e trocaram suas duplas. Recomeçaram os treinos sendo assistidos pelo rei Carlos.

(...)

Já era noite quando o treino acabou. Fizeram diversos treinamentos. O rei Carlos assistiu tudo e deu alguns conselhos ao general. Dentre todos ali, o rei era o mais habilidoso. Apesar de já estar velho e menos ágil seus anos de experiências nunca foram esquecidos. O príncipe foi para seus aposentos tomar um banho. Não viu Giovanna o dia todo. Sabia que a mesma tinha ido para o centro da cidade com Amora e Clara, ajudar com o enxoval do bebê dela e aproveitaria para ir visitar seus pais no comércio.

 Após se livrar de suas vestes encharcadas de suor, o príncipe entrou na banheira. Seus músculos tensos e cansados relaxaram institivamente. E lembranças invadiram sua mente. De uma Gio montada nele o levando ao delírio. Essa mulher ainda vai me matar. – pensou ele. Ouviu uma batida na porta. Era ela.

 — Alexandre?

— Aqui, querida. – disse ele e sentiu uma euforia no peito. Ela apareceu no banheiro.

— Ah, não sabia que estava se banhando. - ele sorriu de canto e estendeu a mão para ela.

 — Junte-se a mim. – ideia tentadora. – pensou Gio. – Vem, Gi.

 — Não posso. – negou e Alexandre abaixou a mão. – Tenho que ajudar Amora com umas coisas. Só queria saber se estava bem. – ele balançou a cabeça e seus olhos pretos não saíram dos dela. A força penetrante de seu olhar fazia ela se remexer, instigando ela a libertar a deusa que existia nela e que o príncipe sabia muito bem que sentia a falta dele tanto quanto ele sentia a dela. Mas ela resistiu. – Vou indo, nos vemos na hora do jantar.

Assim que ela saiu, Alexandre bufou.

— Dá próxima você não me escapa, Giovanna.

(...)

 — Até quando continuará com isso, Gi? – perguntou Amora.

— Não por muito tempo, não aguento mais. – suspirou ela.

— Me surpreende Alexandre ter aguentado. – murmurou Clara sentada na cama de Amora olhando para as coisas que compraram no comércio.

Roupas para a princesa Amora e para seu bebê. Não sabiam do sexo, por isso compraram diversas em várias cores.

— Ele deve estar por um fio.

— Você está sendo má com seu homem, Giovanna. Não acha melhor conversarem logo de uma vez. Esse joguinho não levará vocês a lugar nenhum. – ela concordou com Amora quando a mesma saiu de trás do biombo. – Como estou? – ela deu uma volta exibindo seu lindo vestido rosa pálido com babados na saia.

— Magnifica. – exclamou Clara batendo palminhas e Gio acenou sorrindo.

— Obrigada. – ela se virou para Gio. – Meu cunhado deve estar subindo pelas paredes por sua causa.

 — Vou conversar com ele depois do jantar. A intenção era que com isso ele se abrisse comigo sobre seus problemas, mas irei respeitá-lo caso não me conte. O que importa é que nós amamos e superaremos qualquer coisa juntos. – disse ela ao bocejar.

 O dia todo sentiu seu corpo cansado e uma enorme vontade de dormir. Talvez tenha sido pela noite passada velando o sono de Alexandre.

 — Ainda bem. – murmurou a princesa Clara. – Não gosto de ver vocês dois brigados. São tão lindos juntos, depois do casamento dificilmente se via vocês dois longe um do outro. Esse clima que se estabeleceu entre vocês, ficou estranho para meus olhos.

— Não exagera, Clarinha. – Gio riu. – Quando você e o Reynaldo se casarem haverá muitas brigas.

— Nisso eu concordo com a Gio, Clara. – acrescentou Amora. – Joca e eu no início só faltava comer o couro um do outro. – riu ela lembrando-se desses momentos. – Falando nisso, quando você e meu irmão pretendem se casar?

— Está cedo para decidir, além do mais, não sabemos quando ele volta. – ela suspirou saudosa.

O príncipe Giane havia partido no inicio da semana para casa de seus pais. Precisava resolver uns assuntos de negócios com sua família. Voltaria, ele prometeu.

— Não se preocupe, se bem conheço meu irmão, ele estará aqui em breve. – Amora suspirou ao sentar em uma poltrona perto da sacada. – Quem sabe nossos pais venham dessa vez... Sinto tanto a falta deles.

— Hoje visitei os meus. – Giovanna sorriu carinhosamente. – Sempre é uma alegria vê-los. Minha mãe também me deu conselhos, como sempre. Meu pai está radiante com o negócio da família e meu primo só pensa e fala em Ana. – ela riu recordando do momento em família.

— Pena que não tenho essa sorte. – sussurrou Clara lembrando-se de seus falecidos pais.

— Ah, Clara, sinto muito. – pediu Giovanna se sentindo culpada.

— Não, Gi, está tudo bem. Só continua sendo difícil.

— Não se entristeça. – disse Amora, meigamente. – Você tem a nós.

— Nunca deixaremos você, amiga. – completou Gio. – Somos sua família.

A princesa Clara sorriu largamente. O príncipe Joca apareceu para se banhar interrompendo a conversa das três.

(...)

 O jantar foi tranquilo, mas todos perceberam que o rei Carlos parecia distante. Assim que terminou a refeição, se recolheu em seus aposentos.

— O que será que deu em nosso pai? – perguntou Joca à Ale.

— Não sei. Deve ser todos esses problemas. – ele suspirou passando a mão pelo rosto. – Irei me recolher também. Estou cansado.

— Também vou me recolher. – anunciou Gio com a expressão cansada. Sentada na poltrona da sala, Alexandre observou sua amada dando uns cochilos de vez em quando. Ele lhe ofereceu a mão e ela pegou.

— Boa noite à todos.

— Boa noite. – Joca, Amora e Clara responderam em uníssono. No quarto, o príncipe trancou a porta.

— Enfim sós. – Gio lhe sorriu. Ambos pareciam sem jeito.

— Alexandre...

— Espera. – ele a interrompeu. – Nós precisamos conversar.

— Eu sei. Sobre isso que eu queria falar. Estou lhe devendo um pedido de desculpas. – o príncipe ficou surpreso. – Sim, eu lhe devo. Não fui justa com você ao esconder o que acontecia.

— Para, querida. – ele se aproximou dela e colocou um dedo em seus lábios para silencia-la. – Eu entendo. Não peças desculpas. Eu fui insensível também. E não te conto nada que se passa comigo, você teve todo o direito de se zangar quando me comportei tão mal.

— Eu entendo, Alexandre. – Gio acariciou seu rosto e o príncipe se sentiu em êxtase com o toque dela. – Irei respeitá-lo se não me contar nada. Nós dois erramos mas acho que não precisamos mais ficarmos desse jeito. Nós amamos e é isso que importa.

— Oh, Gio. – ele a puxou para seus braços, abraçando-a apertado. Sentindo o cheiro dela e a sensação de conforto presente. – Eu vou te contar tudo, minha querida.

— Vai? – surpresa, ela o olhou. Ele assentiu.

— Só não agora. Está tarde e você me parece muito cansada. – ela bocejou alto concordando com a cabeça. Apesar de querer outra coisa, o príncipe optou pela bem estar de sua amada. Ela precisava descansar. E sabia que teria tempo o suficiente para com ela.

— Eu te amo. – o coração dele se aqueceu.

— Eu te amo mais. – e a beijou nos lábios, tomando cuidado para ser carinhoso. A fera dentro dele queria sair e saciar a abstinência desses quatro dias. Mas se conteve. – Vamos dormir. Eles foram para a cama e derivaram em um sono profundo.

(...)

 O dia amanheceu e o príncipe despertou. Era tarde e sua amada ainda dormia ao seu lado. Ele estava feliz porque sabia que entre eles não havia mais nenhum desentendimento. Porém, a falta de sexo parecia o consumir. Pensou em acordá-la e fazer amor com ela, mas ela parecia mergulhada em um sono tão profundo que sentiu pena em acordá-la. Por isso se levantou e foi tomar um banho frio.

— Bom dia à todos.

— Bom dia, querido. Onde está Gio? – perguntou a rainha Marta ao ver o filho descer sozinho para o café da manhã.

— Ainda dorme. – disse ao se sentar à mesa estendendo o guardanapo no colo.

— Nossa, o que vocês dois andaram fazendo ontem antes de dormir?

— Joaquim Nero! Isso é coisa que se pergunte? – repreendeu a rainha.

— Desculpe, mãe, não resisti. – Alexandre balançou a cabeça em negativa para o irmão e se dirigiu a Gil que estava parada perto da mesa.

Pediu para que preparasse um banquete para sua esposa e levasse para o quarto, com certeza estaria faminta ao acordar. Gil assentiu e seguiu para a cozinha fazer o que o príncipe mandou.

— Está tudo bem, pai? – Alexandre perguntou ao notar seu pai tão calado.

— Sim, filho, está. – o rei suspirou.

— Você e seu irmão irão montar hoje?

— Sim. – respondeu seus filhos.

— Tomem cuidado, por favor. – pediu ele com a voz suave. Todos na mesa estranharam.

— Tomaremos, pai. Não se preocupe. – respondeu o príncipe Joaquim. Algo acontecia com seu pai. O rei assentiu.

(...)

 Os príncipes percorreram todo o caminho que os levavam para as colinas. O príncipe Joca resolveu voltar mais cedo para o castelo enquanto Alexandre explorava a floresta pensando no que aconteceu ontem. Giovanna pediu desculpas e ele também. Tudo parecia voltar ao normal. Mas sabia que precisava conversar com ela sobre suas descobertas e o que andava acontecendo. Prometeu a si mesmo que assim que chegasse no castelo, conversariam. Não queria mais nada entre eles.

Alexandre galopava em seu cavalo. Seguiu para o rio na intenção de se refrescar. Já era a hora do almoço e dali seguiria para o castelo. Mas quando chegou perto do rio teve uma surpresa: Giovanna estava lá, nua, exibindo seu corpo sob a água. Os cabelos longos molhados. Ainda ao longe, ele a reconheceu, a conheceria em qualquer lugar. Ele desceu de seu cavalo tomando o máximo de cuidado para não chamar a atenção dela, queria observá-la como fez alguns meses atrás antes dela se tronar sua.

 Amarrou seu cavalo na árvore próxima a ele, tirou seu colete e seu espadim sem conseguir desviar os olhos da beleza que sua esposa exibia na água onde os raios do sol brilhavam. Uma deusa. Uma seria. Apenas sua. Só minha. – pensou ele, seu lado possessivo ativado. Era sempre assim, perto dela, apenas existia ela. Mal podia acreditar na sorte que tinha. Giovanna estava em pé, o torso pra fora da água deixando seus magníficos seios e barriga a mostra. Por um momento, o príncipe sentiu a fera dentro de si rugir como louco.

 Qualquer um podia vê-la ali. Admirar sua beleza, e esse pensamento não lhe agradou nenhum pouco. Aquela beleza pertence apenas para seus olhos. Mas os seus olhos pretos hipnotizantes estavam fixados naquela visão. Embriagado. Tudo estava tomando por Giovanna. E resolveu aproveitar isso deixando de lado tais pensamentos que não fossem o de se excitar e queimar de desejo ao vê-la ali, completamente nua. Observou com cuidado, as pequenas mãos dela passeando pelo corpo, rosto e os cabelos. Deleitou-se ao ver os bicos dos seios dela turgidos, entre eles, os pintos da água escorriam e o príncipe engoliu em seco e lambeu os lábios imaginando sua língua lamber cada pedaço do corpo dela, ali mesmo.

 Não seria a primeira vez que faria sexo com ela na água. A primeira vez foi deliciosa. O desconforto em sua calça se tornou maior quando Gio envolveu seus seios com a mão e os apertou com força e jogou a cabeça para trás, ela massageava os seios e em um momento, que o príncipe Alexandre jamais pensou que um dia veria, Giovanna levantou os seios em direção à boca e, ao abaixar a cabeça, passou a língua no bico do seio direito e depois no esquerdo, rodeando a língua. Foi sensual. Muito sensual. Deixou o corpo dele pegando fogo feito o inferno. E o pior foi ver que ela apenas não os lambia, sugava-os. Quando Gio se tonou tão devassa? – pensou ele.

Os olhos arregalados do príncipe não perdeu nenhum movimento. Seu coração disparou e a respiração aumentou. Não iria aguantar. Ele podia ser comparado com um vulcão que entraria em erupção a qualquer momento. O selvagem dentro dele tomaria as rédeas e ele sabia que isso não seria como das outras vezes. Muito pelo contrario, daria a Giovanna uma bela prova de sexo selvagem e com pegadas fortes como um animal faminto. Não seria carinhoso com ela. Não machucaria sua amada, mas daria à ela uma prova do que um homem como ele, amante dos prazeres carnais, era capaz de fazer com uma mulher.

 O príncipe se despiu, não aguentou vê-la se contorcendo, gemendo, com uma das mãos em seu seio e os lábios no bico e a outra mão que tinha descido pela barriga indo de encontro ao que ele conhecia muito bem. Sorriu em pensamento ao saber que tudo o que ela fazia ali comprovava que estava cheia de fogo como ele, que sentia a falta do sexo. Foi nesse momento em que parou na margem do rio, que Gio o viu ali. Pelado. Com seu membro duro apontando para ela. Mordeu os lábios e sorriu convidativa. O príncipe mergulhou e foi até ela, Gio sentiu uma fisgada em sua bunda. Ele havia mordido e apertava suas nádegas com as duas mãos. Ah, que saudades! Esse era o pensamento dos dois. Alexandre emergiu ao poucos aproveitando a sensação de tocá-la. Ficaram frente à frente.

— Você é uma menina muito má. – sussurrou rouco com a boca encostada no ouvido dela. – Eu serei muito mau com você também. – a voz dele se tornou sombria e ao invés de assustar àquela mulher a sua frente de rosto angelical que tinha se tornado uma criatura libidinosa e sem vergonha, Giovanna adorou imaginar o que ele faria com ela. – Nem imagina do que sou capaz. – Gio ainda mantinha as mãos no mesmo lugar, o outro seio foi apertado por Alexandre.

Os seus dedos dentro de si continuavam se movendo, não se intimidou com a presença dele para parar o que fazia. Ela acordou com um fogo em seu corpo que não conseguia controlar.

— Eu adoraria ver do que você é capaz. – e o príncipe só precisou daquelas oito palavras para avançar.

 Seus lábios esmagaram os dela em um beijo profundo onde dentes e línguas debatiam por espaço, por controle. Era um beijo fora do comum. Suas línguas se acariciam e pareciam fazer sexo entre suas bocas. O que acedia ainda mais a chama entre eles. A mão do príncipe massageou e apertou gostosamente o seio dela e aquela fisgada no sexo de Gio a fez gemer na boca dele, ele a apertava contra seu corpo sentindo sua maciez. Foi forte e gostoso. Quando se separaram, o ar faltava nos pulmões.

 De repente, Alexandre pegou Gio pelos braços como um bebê e o gesto a fez agarrar seu pescoço e entrelaçar as pernas em volta dele, a ereção de Alexandre cutucando sua pélvis.

— Não vamos trepar na água. – o pudor da frase não chocou Gio. Ele saiu da água com ela no colo se esfregando como uma gata no cio. – O que vou fazer com você não será nada lento. – ele diz, gemendo e morde o ombro esquerdo dela.

— Oh. – ofegou ela.

— Ah, Gi, são tantas as formas como posso trepar com você. – ao sair do rio, Alexandre foi até onde estavam as roupas dela perto de um tronco de árvore. Ah, sim, aquilo lhe deu uma boa ideia.

Com um beijo forte, Alexandre apertou suas mãos nas nádegas de Gio e lhe deu um tapa forte. Ela gritou em sua boca. Ele a deitou em cima das roupas. Naquele lugar escondido por diversas arvores e pedras, areias e folhas secas espalhavam pelo chão. O príncipe pretendia sujar sua amada de uma maneira diferente e deliciosa. Ele queria penetrá-la naquele instante, quando suas pernas estavam abertas dando-lhe uma visão despudorada de seu sexo, seu corpo nu e de sua expressão de mulher sensual e sem pudor.

Mas o príncipe sabia esperar e o quanto a expectativa deixava tudo ainda melhor. A provocaria até implorar. Até gritar. Sua mão foi até o sexo dela, sentiu a maciez e a excitação dela entre os dedos. Gio suspirava em expectativa, mas foi surpreendida quando Alexandre segurou seus quadris e a virou de costas para ele, deixando-a de quatro em cima do amontoado de roupas ali no chão. Novamente, ele lhe acertou um tapa.

— Ai.

 — Pode gritar, querida, ninguém vai te ouvir. – e foi isso que o príncipe fez. Bateu repetidas vezes nas nádegas de sua amada que gritava e gemia, pedindo por mais, implorando como ele desejou ouvir.

 — Ah... Alexandre, por favor. – aquela agonia estava sendo um massacre.

Sua excitação escorria pelas pernas, mas seu marido estava disposto a deixa-la louca. Inesperadamente, sentiu a boca dele sugar seu sexo com avidez. O barulho de sucção preenchia o local junto com os gritinhos de prazer que Gio soltava quando a língua dele explorava sua vagina por dentro e por fora. Mordendo seu clitóris e os grandes lábios inchados. Ele parecia faminto.

A princesa virou a cabeça para trás afim de vê-lo e foi privilegiada com a visão erótica de seu marido se masturbando com uma das mãos e lhe chupando com o bumbum empinado em seu rosto. Oh, Deus, que gostoso! – pensou ela, entorpecida naquela nuvem de prazer impressionante.

– Alexandre! – gritou Gio com o corpo estremecendo ao sentir  o orgasmo lhe atingir em cheio, porem, seu corpo não parou de convulsionar porque seu marido continuava com o ataque em seu sexo com a boca. Faminto. Selvagem. Devorando tudo o que ela tinha para dar.

— Hm, que gostoso, Giovanna. – a voz rouca dele, quase irreconhecível, soou completamente maliciosa.

Giovanna sentia que explodiria a qualquer momento, mexendo seus quadris na direção dele, sentiu encostar no objeto de desejo que tanto quis nesses dias. Uma fome insaciável cresceu em seu ser e quase perdeu o controle, mas, agora, perderia sem nenhum problema. Alexandre apertava seu membro nas mãos enquanto seus dedos se movimentavam dentro de Gio. Ela não parava de soltar gritos que tinham contato direto com sua virilha. Não podia mais esperar.

Penetrou-a com força. Os dois soltaram um gemido alto de apreciação. Ela estava tão lubrificada que ele escorregou para dentro dela facilmente, sugou por inteiro. A força da estocada a fez ir para frente, Gio encolheu até os dedos do pé. A sensação é extraordinária.

 — Vamos ver até quanto você aguenta, Gio. – ele começou a se mover e seu ritmo parecia punitivo segurando os quadris dela e trazendo-a com força para si. Forte e duro. Mal se continha.

 Não havia caricias apenas toques brutos que a deixava com a pele impecavelmente branca marcada, mas Gio não se importava. Conseguiu estabelecer o ritmo que ele impôs, empurrando em direção dele. Dois selvagens em meio à mata acasalando. Sentiu falta daquilo. Do sexo gostoso que seu marido proporcionava. Mas, àquele, era diferente, porém, tão mais gostoso que os outros.

Os olhos de Alexandre não saiam de seu membro entrando e saindo do sexo de Gio. A visão só o deixava mais selvagem à ponto de tonar seus movimentos tão intensos como jamais fez. Ele estava chegando perto...

 — Dá pra mim, Gio, me dá. – gritou Alexandre ao sentir que o interior dela se contraia.

 Ele gozou, esporrando dentro dela todo o seu prazer. Giovanna estremecia dizendo coisas incoerentes no auge do gozo. Exaustos, ambos desabaram no chão.

— Meu Deus do céu. – murmurou Gio, puxando o ar para os pulmões.

Ela sentia seu corpo dormente. Fora o orgasmo mais intenso que já provou. Alexandre se sentia do mesmo jeito. O vento soprou forte e trouxe algumas folhas secas na direção deles, o corpo coberto de água, suor e gozo. O cheio de sexo exalando no ar.

— Isso ainda não acabou. – avisou o príncipe ao se apoiar no cotovelo e observar a expressão de sua amada.

— O que você ainda vai fazer comigo? – sussurrou ela sedutora.

 Ele sorriu e se levantou exibindo seu corpanzil. Gio lambeu os lábios ao passear seus olhos por cada pedaço do corpo dele.

— Levante-se. – assim ela fez. Ele se aproximou dela à passos lentos e Giovanna recuou até bater no tronco da árvore. O corpo dele pressionou o seu, seus seios foram esmagados pelo peitoral duro dele e o membro grosso daquele homem extraordinário cutucou seu ventre. – Você é tão deliciosa, meu amor. Vou devorar você inteira. – Alexandre passou seus braços pela parte interna das coxas de Gio, tendo elas sobre seus ombros.

A posição era desconfortável para ela, mas não se importou. A excitação, o tesão estavam lá novamente. O príncipe chupou seus seios, pondo todo aquele monte de carne em sua boca, sentindo a maciez e o gosto doce e salgado do suor se misturar em sua língua faminta. Giovanna arranhava suas costas. E novamente, ele a penetrou.

 Tudo foi tão ou mais intenso que da primeira vez. O príncipe era implacável em suas estocadas e Giovanna recebia tudo com prazer e satisfação. Mesmo em uma posição desconfortável, ela saboreava a sensação de senti-lo por inteiro dentro de si e Alexandre revirava os olhos quando todo o interior quente de Giovanna lhe cercava. Quando atingiram o pico de prazer, desabaram no chão. Ela sentada em seu colo, toda enroscada com braços e pernas.

— Senti tanta a falta disso. Desculpe por fazê-lo esperar.

— Nunca mais faça. Quase enlouqueci.

— Eu também. – confessou ela e levantou a cabeça para olhá-lo. – Longe de você fico sem forças.

— Oh, amor, eu também. Estava louco para te ter novamente em meus braços.

— Agora somos um só novamente. – ela o abraçou apertado.

 — Nunca deixamos de ser. Mas dessa vez nada atrapalhará nós dois. Eu prometo.

 — Eu também prometo.

— Vamos voltar. Terminaremos isso em casa. E precisamos conversar.

— Sim, é verdade. – ela riu. – Mas depois do que aconteceu aqui, conversa nenhuma importa mais.

— Sua menina sapeca. – ele sorriu para ela. – Vamos para casa.

(...)

 No palácio, o rei Carlos se sentia cada vez mais tenso. Estava sentado em seu trono ao lado de sua rainha. A angústia que sentia se intensificou ao receber um novo bilhete com tamanhas palavras de ódio e amargura que trouxe à tona um passado que ele havia esquecido. Mas esse passado lhe importunou durantes dias, querendo que sua mente revivesse lembranças dolorosas.

 — Você precisa contar para eles, Carlos.

 — Não sei se consigo.

— Não pode passar a vida toda escondendo. Não depois do que acabou de contar, Deus, Carlos, estamos em ameaça! – exclamou a rainha, nervosa. O rei havia lhe contando tudo que acontecia no reino mas sobre o passado, a rainha Marta era sua confidente.

— A minha preocupação é em como Alexandre irá reagir.

— Nosso filho é cabeça dura, mas uma hora outra ele vai entender.

— Mas não será tão fácil, Marta. – ele suspirou. – Não será fácil para ele saber que não é o primogênito. Que eu tive um filho antes dele


Notas Finais


demorei mas voltei....... minha vida de concursos e facul não esta facil amigos... me perdoem a demora demoro?? não desistam de mim pf
Comentam o que estão achando e deixem like quem ainda n curtiu beijosssssssssss


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