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História Era Uma Vez Em Arendelle - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Pra Sempre Na Terra do Nunca


Wendy sorriu quando observou o rosto de Elsa durante aquele beijo, era deliciosa a sensação causada pelo toque do lábio gelado da rainha sobre o lábio quente da garota comum, ambas acariciavam seus rostos enquanto se beijavam, Elsa soltava suspiros e fechava os olhos conforme seu nariz se esfregava ao de Wendy, poderia sentir a respiração da garota escapando de suas narinas e esquentando seu rosto, enquanto Wendy enfiava a língua dentro da boca de Elsa, a língua era comprida e se movia ao redor da boca da rainha de arendelle, que, corada, olhava no rosto da jovem-adulta que retribuía seu olhar, por fim cessando o beijo e olhando ao redor de seus corpos: estavam ambas cobertas por uma densa camada de neve, e flocos de neve caíam incessantemente dos céus, o estalo que ecoou no ar após suas bocas se afastarem uma da outra, fez a Rainha Elsa morder o seu próprio lábio inferior de vergonha e vontade, enquanto Wendy lhe fitava sorrindo, lambendo os beiços pelo prazer de ter beijado uma rainha famosa:

"Às vezes eu não acredito que você está solteira, Elsa. Olhe seus poderes, eles são incríveis, você conseguiu congelar o país inteiro sem o menor esforço, consegue dar vida ao seu gelo, consegue criar com ele e destruir com ele, você é magífica, é sério, por quê você nunca se casou?" - A voz jovial de Wendy perguntava, enquanto ela puxava Elsa para a clareira da ilha de Pan, onde se sentaram ao redor daquela fogueira, que se extinguiu sozinha perante a presença de Elsa. A loira se sentou bem ao lado de Wendy, ambas de mãos dadas gentilmente e também de forma inocente:

"Eu tive algumas amantes quando eu era adolescente e fui coroada rainha, como a filha do Conde Drácula, Mavis, que já era casada na época inclusive, hoje ela tem até filhos, e ainda assim a gente dá uma trepada de vez em quando, ela aparece na forma de morcego e entra pela janela do meu quarto e..bom, ela se transforma de volta em humana e o resto você sabe. A Rapunzel também, antes de conhecer o José Bezerra, ela me dominava com seus cabelos longos na cama. Teve também a princesa Moana, a grande Vanellope Von Schweetz, do mundo de Detona Ralph, que obviamente já é uma adulta hoje em dia, por isso nós ficamos. A Coraline, a garota do mundo secreto, lembra dela? A gente também trepou algumas vezes, ela já tem mais de vinte anos hoje. Bom, teve as filhas de algumas rainhas..." - E então Elsa continuou com a lista das amantes lésbicas, enquanto Wendy dava risadinha e balançava a cabeça, corando quando a lista toda demorou mais de 2 minutos pra acabar. Elsa também corou quando viu a reação da garota, temendo o julgamento. Afinal, Elsa tivera casos com todas essas mulheres durante anos, mas elas apenas beijavam e trepavam, não se amavam de verdade, eram todas personagens com os seus próprios mundos, que se sentiam tão perdidas quanto Elsa, e se envolviam com a rainha de Arendelle durante um tempo, mas só agora Elsa percebeu o quão vazia a sua vida se tornara ao revelar isso para Wendy. E como esperado, não foi julgada:

"Você transou com mais garotas do que o número de folhas nessa ilha, Elsa, mas hey, está tudo bem! Não é sua culpa que você não tenha se conectado de formas profundas com elas. Às vezes a gente só precisa de tempo pra conhecer alguém que possa te mudar por completo, alguém que te olhe e veja mais do que a rainha de gelo, alguém que veja você como você é, Elsa. Alguém que veja aquela garotinha que era trancada em um quarto pela sua família, por causa de um infeliz incidente na infância ao brincar com a irmã caçula, o que não foi culpa dela. A garotinha que foi taxada como amaldiçoada, como um monstro, por ser diferente. E não falo só dos seus poderes, você é lésbica, Elsa, e infelizmente, tanto no mundo real quanto no nosso mundo, o preconceito ainda tem força, embora menos do que antes. Mas tudo vai ficar bem, sempre fica, talvez esse seja o motivo de eu ter largado meus irmãos e vindo morar aqui com o Pan, há tanto tempo atrás. Aqui sempre vamos ter um final feliz, se acreditarmos" - Dizia ela, enquanto observava Elsa engolindo a sua saliva, pensativa. Flocos de neve surgiam ao redor da mão direita de Elsa, o chão aos seus pés congelava lentamente, mas logo elas estavam envoltas em um chão completamente congelado, as árvores ao redor delas estavam congeladas também, aquela parte da ilha agora era puro gelo, e Elsa ficou ali, perdida, absorvendo suas palavras proferidas por Wendy, quando a garota segurou na sua mão congelada, já tremendo de frio, mas segurando sobre a mão de Elsa com carinho o suficiente pra ignorar o fato de estarem abaixo de zero:

"Não sei, Wendy, não sei se eu tenho as forças necessárias para viver um final tão feliz assim. As vezes, acho que vou morrer sozinha, passando a coroa de Arendelle para os filhos e filhas da Anna" - Sugeria a loira, mas calou a boca quando sentiu o dedo indicador de Wendy em seus lábios, a silenciando cuidadosamente. Wendy lhe piscou um olho, e fechou os olhos, agora se concentrando no poder daquela ilhota, e então Elsa olhou para seus pés, agora os saltos altos se transformando em um par de patins de gelo. A rainha olhava pra Wendy, engolindo em seco, relutando sua ideia, quando a menor negou com a sua cabeça e começou a puxar Elsa por sua nova pista de patinação no gelo, que sem querer, a própria Elsa havia criado aquilo:

"Eu sou apenas uma humana comum e ordinária, não tenho poder de prever um futuro iminente, mas se eu aprendi algo em todos esses anos aqui na tão famosa Terra do Nunca, é que no fim, a gente vai sempre viver os Felizes para Sempre, não vale a pena se preocupar com o restante, Elsa, às vezes tudo o que temos de fazer é sonhar, acreditar, e realizar" - E então, Wendy começou a deslizar pelo gelo que Elsa criara, enquanto a rainha corava de vergonha e tentava patinar junto com sua amiga. Ambas estavam de mãos dadas e eram atrapalhadas, davam encontrões e se chocavam uma contra a outra, Wendy escorregou e acabou derrubando Elsa ao tropeçar nos próprios patins, caindo em cima da maior enquanto ambas coravam, uma olhando para a outra, antes de suas bocas se encontrarem gentilmente mais uma vez, se beijando, puxando o cabelo uma da outra, duas loiras pálidas que se beijavam no gelo azul e branco, de longe, pareciam um só ser, seja se beijando ou patinando alegremente, como fizeram a tarde toda, de mãos dadas, sorrisos nos rostos, e sorridentes olhares se trocando.

Não demorou muito para que o menino que se recusava a crescer passar a sorrir ao observar que a ruiva acabou dormindo com a cabeça em seu ombro. Com todo o cuidado do mundo, Pan se levantou com a garota nos braços, indo levar ela para seu quarto, onde a colocaria para descansar em sua cama, sem malícia, mas logo os lindos olhos azuis brilhantes da ruiva se abriram, encontrando os olhos verdes de Pan, que sorriu ao vê-la acordar daquela sua breve soneca sobre os ombros dele, à tarde, quando a ruiva puxara a mão dele:

"Desculpe, acabei dormindo, eu espero que não tenha babado na sua roupa! Eu faço isso às vezes..eu sei, uma princesa que baba! Mas estou completamente sem sono agora, o que vamos fazer, Panzinho? Podemos ver a lagoa?" - Perguntava ela, enquanto o garoto dava risada e fazia um sim com a cabeça, puxando gentilmente a mão da ruiva atrapalhada enquanto ela o seguia, saltitando, até atravessarem uma mata fechada que dava para uma lagoa escondida. A água era quente, era visível devido às bolhas úmidas que escapavam da lagoa limpa. Anna sorriu ao olhar para Pan, e mentalizou uma roupa de praia ao fechar os olhos, já vestida com ela ao lhes abrir, e se jogou de uma vez na lagoa em frente dela, espalhando água para todos os lados e molhando o garoto parado bem na frente dela. Anna ficou vermelha, mas se sentiu aliviada ao ver o sorriso de Pan:

"Me ajuda a sair? Preciso ver onde está a Elsa, ela adora nadar também, embora às vezes ela deixe a água tão fria que fica impossível de aproveitar" - Pedia a ruiva, e logo o garoto riu ao estender a mão pra ela, arqueando a sobrencelha ao ver que Anna tinha um sorrisinho maldoso quando segurou na mão dele, puxando o garoto, fazendo ele cair de cabeça na banheira natural da ilha. Anna começou a rir dele e espalhar água para todo canto, quando o garoto riu junto e balançou a sua cabeça:

"Danadinha! Me pegou direitinho, e olha que eu sou um rei em pregar peças, pode perguntar ao Gancho!" - Pan estalou os dedos e sua camisa desapareceu, Anna ficou vermelha ao ver o quão musculosa era sua barriga, embora os braços fossem magrelos. Ela puxou o garoto para perto dela, ambos nadando lado a lado, até os seus cotovelos se apoirem em uma das bordas, ambos relaxando sobre as águas quentes da fonte térmica e natural da ilha da Terra do Nunca, era um lugar mágico, calmo, pacífico, ela jamais iria ir embora:

"Achei que você ia ficar bravo comigo. Eu só queria mesmo era ficar perto de você e nadar do seu lado, a verdade é que todos que eu conheci que já toparam com você me disseram coisas assustadores sobre essa ilha. O Henry Mills me disse uma vez que era seu bisneto e que essa ilha seria perigosa, que você era malvado, bastante malvado mesmo. Mas eu nunca senti um pingo de medo de você, e sim admiração pela sua história. Não sei o que você viu em uma princesa sem sal como eu, que não tem poderes e nem uma história tão interessante quanto a Wendy, na verdade eu sou apenas a irmã da rainha do nosso país, apenas isso" - Confessava Anna, os cabelos ruivos molhados grudando sobre seu rosto sardento, enquanto ela sentia as bochechas corarem, temendo alguma reação violenta do garoto. Anna ouvira as histórias, os boatos, se lembrava de seu amigo Henry citando o que ele vira nessa ilha, as maldades de Pan contra Killian, e o que a sombra dele era capaz de fazer a alguém. Mas também se lembrava de seu também amigo e conselheiro Rumple, que era amistoso em relação ao seu pai, ele a dissera algumas coisas que a deixavam um pouco confusas em relação ao garoto que não crescia, mas mesmo assim ela fizera questão de convidar ele para o seu aniversário. Pan coçou ao cabeça quando ouviu a citação à Henry, mas logo ajeitou o cabelo vermelho de Anna, molhado, e o colocou atrás das orelhas dela, tocando a face molhada da ruiva, sentindo os lábios quentes dela ao passar o polegar por ali, e a princesa não se afastou de seu toque:

"Eu não vou mentir pra você, Anna. Pois o Henry disse a verdade. Eu estou longe de ser um anjo, eu sou mal às vezes, não vou te enganar para tirar proveito de você nessa situação. Mas é que, você é muito diferente, calorosa, sorridente, eu nunca vi alguém assim antes. Sabe, eu ouvi sua história. Você tinha todos os motivos do mundo para temer sua irmã, você acabou sendo machucada por ela na infância, se afastaram, e então você resolveu ir atrás dela quando Elsa congelou seu país todo. Teve seu coração congelado por ela, você arriscou sua vida, quase morreu, mas de fato você acreditou que podia salvar sua irmã e não desistiu. Eu admiro pessoas como você, Anna, você é muito mais que uma princesa ou rainha, e eu posso jurar por Deus, por tudo o que é mais sagrado no mundo, que se depender de mim, você nunca mais vai derramar uma lágrima na sua vida, se depender de mim, você e sua irmã podem viver aqui para sempre, você pode ser feliz, ser feliz comigo, e eu serei feliz se estiver com você.." - As palavras de Pan eram sinceras, os olhos verdes do garoto penetravam os olhos azuis dela, a princesa perdida que levou sua mão até o rosto juvenil de Pan, acariciando o rosto perfeito dele, alisando sua bochecha com seu polegar, até que suas testas agora se encostavam gentilmente, ele era sincero, pelo menos, estava sendo sincero com a ruiva. Anna arfou e suspirou, fechando os olhos, segurando o rosto de Pan com suas mãos, quando sentiu a boca dele sobre a sua. Era um beijo calmo, tranquilo, afinal os lábios dele pareciam pedir permissão aos lábios dela para continuarem com o beijo, e a boca de Anna concedeu aquela permissão quando afundo seu rosto ao de Pan, os narizes de ambos se torcendo ao serem esfregados um sobre o outro, as mãos gentis do garoto envolviam a ruiva pelas costas, enquanto ambos acabavam espalhando água para todos os lados, já sorrindo um para o outro, de testas ainda coladas, quando entrelaçaram os dedos uns sobre os outros, e Anna encostou sua cabeça no ombro dele novamente, ambos olhando o belíssimo sol iluminando aquela ilha. A Terra do Nunca. Onde Anna queria ficar para sempre, ao lado do novo amor.


Notas Finais


Me perdoem, sei que fiquei quase 4 meses sem postar, mas pretendo voltar a ter uma certa frequência com essa fanfic, vou me esforçar para isso ^^


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