História Era Uma Vez Em Azkaban - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Bellatrix Lestrange, Harry Potter, Hermione Granger
Tags Bellatrix Lestrange, Harry Potter
Visualizações 65
Palavras 1.506
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Uma Comensal Na Minha Cela


Fanfic / Fanfiction Era Uma Vez Em Azkaban - Capítulo 2 - Uma Comensal Na Minha Cela

Sabe quando você tem um dia de merda e pensa que não pode piorar? Aquele dia em que você acorda doente, ou quando a sexta feira finalmente chega, mas chove o dia inteiro? Ou, pior ainda, quando você é PRESO logo após completar a maioridade e sem desfrutar dos benefícios de ser um adulto? Pois é, Harry também não sabia. O bruxo teve que se conter para evitar o choro de raiva que tentava nascer dentro de sua garganta que grunhia. As câmeras o fotografavam sem parar enquanto era conduzido pelo corredor do presídio para bruxos delinquentes, Azkaban. Um prédio no meio do oceano, conhecido como o inferno na Terra, repleto de dementadores e lar dos bruxos mais cruéis do Universo. Até então, Harry sinceramente não via como diabos a sua vida poderia piorar, isso quando ele havia acabado de tirar a clássica foto de detentos, usando aquele roupão preto e branco da cadeia, com as mãos segurando uma plaquinha com seu nome, ah que humilhação. Imaginem só a manchete do dia seguinte, Harry venceu a sangrenta batalha de Hogwarts contra os Comensais da Morte, se esforçara, dera a vida na Floresta Proibida, e agora estava em cana, preso, humilhado e derrotado. O garoto sentia dor nos pulsos por causa do aperto das algemas, o dementador agora o conduzia por aquele corredor imenso e frio, e os detentos esticavam o braço para fora das grades, provocando o garoto que chegava na cadeia, constrangendo ele...

"Aí Potter, traz esse rabo branco pra cá que eu vou te mostrar o que é cicatriz de verdade" - Dizia uma voz em meio à todas as outras, os detentos estavam loucos com a presença de Harry entre eles, era como ver Leonardo Dicaprio em um filme de baixo orçamento de Bollywood, todos riam conforme Harry era arrastado pelos dementadores, ah, tamanha humilhação...

"Vem cá que eu vou te mostrar o nosso Avara Kerraba" - Gritava outro detento, e os risos ecoaram pelo presídio. Haviam pouquíssimos guardas humanos, alguns eram homens e outras mulheres, mas eles não ficavam o tempo todo por ali, apenas turnos curtos e diários. Na maior parte do tempo, eram os dementadores quem se mais via circulando por aí. A criatura que escoltava Harry o conduziu por um longo e interminável corredor, quanto mais longe era a cela, maior o grau de perigo dos detentos aprisionados. E a cela onde o dementador escoltou Harry era a última cela do corredor de Azkaban. O garoto já havia estado perto de borrar suas calças logo na entrada do presídio, agora então, Harry não sabia se poderia aguentar o baque, com quem ele dividiria a sua cela?. Quando a porta se abriu, era como se as cortinas do inferno tivessem sumido, pois Harry deu um pulo para trás e gritou de susto, seus olhos se recusavam a crer no que viam, a porta da cela aberta revelou a última pessoa que ele imaginava ver em toda a sua vida, e ela gargalhou tanto ao vê-lo que teve que se curvar e segurar na barriga, a risada estridente e impossível de se confundir, a risada de uma insana...

"Ora ora ora, parece que o menino que sobreviveu, veio pra cadeia. HAHAHAHA, HAHAHAHAHA, AHAHAHAH, SE FUDEU, HEIN POTTER" - O deboche, o sarcasmo, a loucura em cada decibél da sua voz de louca. Belatriz Lestrange seria a sua nova companheira de cela? Não, algo devia estar errado, aquilo era impossível. Como diabos o ministro da magia colocaria um garoto recém adulto na cela de uma das bruxas mais terríveis e procuradas do seu mundo? Harry ouviu o barulho da porta se fechando atrás dele, a cela era minúscula e completamente bege, não tinha janelas, não tinha tv, não tinha revistas, não tinha sofá, não tinha porra nenhuma na cela de Harry, apenas duas camas mixurucas e os colchões eram tão finos e cobertos de poeira que até um maldito rato acharia o lugar horrível de se ficar. A luz do quarto era gerada por diversas velas acesas que flutuavam no topo do local, lembrando a Harry do teto do Salão Principal da escola e o fazendo respirar fundo de nostalgia...

"Belatriz, como?... Eu vi a Molly te matar na minha frente, como você está viva? Eu não acredito nisso, só poder ser a porra de um sonho, ou pesadelo..." - Harry nem havia entrado na cadeia direito, já sentia sua sanidade indo embora de sua mente e o torturando psicologicamente para que ele enlouquecesse. O bruxo se sentou no chão, bem longe de Belatriz, enquanto a risada dela ecoava pela cela. Ela ria como louca, parecia uma hiena retardada, ela se levantou e começou a saltitar pela cela e cantarolar coisas sem sentido, até que se lembrou da pergunta e a respondeu...

"Bom, é bem mais simples do que parece né, mestiço?! Bastou obrigar uma maldita comensal da morte novata utilizar aquela poção polissuco, assumir a minha nobre aparência e se passar por mim durante a batalha de Hogwarts. Quem morreu foi ela, e não eu. Eu já estava presa aqui, não reconheci que tinha um auror à paisana por aí!! Acabei fazendo a pergunta errada, pra pessoa errada, na hora errada, sabe como são os aurores, eles não são muito fãs de gente que os procura para comprar   repelente anti-trouxa" - Explicava a bruxa louca, parecia estar falando mais consigo mesma do que com Harry, eles se fitaram por alguns segundos, e cada um agora se ajeitava no seu canto. Harry não sentia o seu próprio corpo, sua mente se recusava a acreditar que aquilo podia ser real, ele já teria ficado louco? Então foi isso o que Sirius passou? De forma injusta? Metade da sua vida naquela prisão que sugava a sua alma, esperança, sonhos e bondade?

"Eu sinceramente nunca pensei que você fosse capaz de fazer isso, geralmente é tão orgulhosa que achei que preferiria ser morta do que humilhada ou perder uma batalha, Belatriz..." - Harry não entendia o motivo de ela ter feito aquilo, se ela era a comensal da morte mais leal, por quê ela não lutou até o fim por seus ideais e o seu maldito mestre? Havia um lado de Belatriz Lestrange que Harry desconhecia? Mas o que estava acontecendo? A bruxa riu e o encarou, estava muito acabada, aqueles cabelos emaranhados estavam imundos, as unhas de Belatriz estavam pretas de tanta sujeira, os dentes estavam ainda mais podres do que antes, se é que isso era humanamente possível, mas a bruxa não dava a mínima para a aparência, ela era uma sonserina sanguinária, tudo o que lhe importava era seu o próprio ego...

"E de que serve o orgulho se estivermos mortos, garoto? Já viu um fantasma ser algo além de um fantasma? As pessoas romantizam a morte, Potter, mas não há nada que um morto possa fazer além de ser lembrado, e às vezes, esquecido. Viu só? Você tem muito a aprender, menino que sobreviveu" - Belatriz parecia estar de bom humor, provavelmente era apenas o efeito dos fortíssimos sedativos que ela recebia diariamente, se o efeito passasse, provavelmente ela tentaria estrangular o garoto com as próprias mãos, no mínimo. Harry não tinha resposta para aquilo, ele resolveu se deitar naquela cama ridícula e fechou os olhos, o travesseiro era duro e muito desconfortável, a cama lhe doía as costas e ele já estava quase gritando ao ver que a porta da cela se abria e surgia uma garota uniformizada bem familiar...

"Lilá Brown? O que diabos você faz num lugar como esse?" - Harry observava sua colega da grifinória, ela tinha algemas em um lado da cintura, no outro, um coldre onde ela carregava uma varinha, Lilá foi a primeira namoradinha de Rony, ela havia sido mordida por Fenrir Greyback quando Harry a vira pela última vez, ainda no dia da batalha de Hogwarts. A bruxa riu meio constrangida e recolocou as algemas em Harry, mas com carinho, cuidado, afeição:

"Eu fui tratada a tempo daquela mordida de lobisomem, Harry. Graças a Deus tudo deu certo, mas agora eu sofro daquela tal doença que o professor Lupin tinha, como se chama mesmo? Acho que o nome é licantropia, não lembro direito. Enfim, eu arrumei esse emprego em Azkaban, é o máximo que uma infectada como eu vai conseguir na vida. Por favor, siga por esse corredor e vá até a cabine de visitantes, a Hermione está te esperando" - Lilá sorriu para Harry e o beijou na bochecha, antes de ir para detrás dele, se certificando de que o garoto não tentaria fugir. Harry não a julgou, estava fazendo seu trabalho e a admirou por sua competência. O menino que sobreviveu então se sentou sobre um banquinho, de frente para uma cabine de vidro onde Hermione se sentava do outro lado, e assim que eles pegaram os seus telefones e colocaram na orelha, a bruxa começou a chorar ao olhar o seu amigo, e aquilo para Harry foi pior do que estar em Azkaban, pois ele sequer poderia tocá-la.



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