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História Era uma vez em Bollywood - Capítulo 34


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Capítulo 34 - Desi Hero (Herói indiano)


Fanfic / Fanfiction Era uma vez em Bollywood - Capítulo 34 - Desi Hero (Herói indiano)

Vegeta explicou que precisava de acesso a internet por computador para conseguir baixar o arquivo, e Freeza disse a um de seus capangas:

- Dodoria, você o vigia no escritório do segundo andar e confere o arquivo quando ele terminar. A garota pode ficar na sala ao lado enquanto esperamos. Zarbon, você vai vigiá-la. Eu preciso dar uns telefonemas para nossos contatos na Indonésia, estamos despachando um dos carregamentos para lá em breve, são muitas autoridades para apaziguar... Quanto tempo leva para baixar o arquivo?

Vegeta o encarou. Sabia do tempo que precisava, então disse:

- Vai depender da sua conexão, ela aqui é boa ou ruim?

don encarou o rapaz estreitando os olhos antes de dizer:

- Claro que tenho uma boa conexão. Na minha posição sempre tenho acesso ao melhor... faça o que precisa e poderá ir embora com a garota...

- Vou te dizer uma coisa: não confio em você - disse Vegeta, encarando Freeza, que riu e respondeu:

- Então estamos na mesma e os dois sem opções, porque eu também não confio em você.

Ele abriu então seu laptop sobre a mesa e disse:

- Faça o download no drive "z" da rede... eu vou acompanhar por aqui e vou saber quando acabar. Não tente nenhuma gracinha.

Vegeta foi levado por Dodoria até uma sala refrigerada cheia de computadores no segundo andar. Poucos estavam ligados e Vegeta não conseguia imaginar o motivo de tantos computadores numa sala sem ninguém. Mais ao fundo, havia uma grande janela envidraçada e Vegeta pôde finalmente ter ideia do tamanho do prédio, porque aquela janela dava para a parte de dentro de um galpão alto onde havia inúmeras bancadas, cheias de trabalhadores montando tênis de marcas famosas, certamente falsificados. Dodoria ficou olhando para ele, que disse:

- Não posso acessar nada com as mãos presas por essa coisa - disse ele, fazendo referência à cinta de plástico que prendia suas mãos às costas. O outro se aproximou e tirou um canivete do cinto, cortando a cinta plástica.

- Pegue qualquer computador aí - disse Dodoria, sentando num canto e pegando o celular - mas não faça nenhuma gracinha...

Vegeta sentou-se num computador, mas antes olhou pela janela. Eles não haviam entrado pela entrada principal do galpão, mas pelos fundos. Desde que havia tirado suas vendas ele não vira nenhum sinal de câmeras de vigilância, o que era estranho numa instalação como aquela, mas compreensível se pensasse que eram atividades ilegais. Imaginou que talvez, na saída e nos andares mais baixos houvesse câmeras, mas decidiu pensar naquilo mais tarde. Decidiu testar a sorte quando perguntou a Dodoria:

- Sabe inglês?

- Muito pouco - disse o capanga, constrangido.

- Ah, então não vou conseguir te explicar como vou baixar o arquivo - mentiu Vegeta.

- Não estou interessado nisso - disse Dodoria, tornando a olhar para o celular - me chama só quando acabar.

"Ótimo" pensou Vegeta. Ele então entrou na internet e acessou o Google Maps, mas viu que a localização do galpão não estava ativada e a configuração não podia ser acessada a não ser pelo administrador de rede. Aquilo era ruim, mas não de todo inesperado. Então, acessou imediatamente o site do backup em nuvem dos estúdios Sadala, um drive remoto que só ele, o pai e o irmão tinham acesso, onde eles guardavam roteiros e documentos do estúdio e onde ele copiara a tradução, que, no entanto, ele não pretendia entregar de forma nenhuma para Freeza. Infelizmente seu pai não estava online, mas o irmão sim. Ele digitou seu login, então, aproximou o rosto da webcam que enviou sua assinatura de retina para o servidor, dando a ele acesso remoto ao drive por cerca de 15 minutos.

Imediatamente, ele enviou uma mensagem para Tarble, que àquela hora devia estar logado para trabalhar em algum roteiro novo ou acessando seus trabalhos de faculdade que ele também guardava no drive. "Fui sequestrado com a Bulma por um cara chamado Freeza. Não sei onde estamos, mas vou tentar fugir com ela! Não responda, apenas alerte a Polícia!"

Ele então fechou e bloqueou o chat antes mesmo que Tarble tentasse responder para que evitar que Dodoria visse a janela aberta caso olhasse para ele, e em vez de baixar o arquivo da tradução, o que levaria menos de um minuto, baixou um pacote de arquivos criptografados de vídeo, um processo que demoraria cerca de 15 minutos, dando a ele e Bulma tempo para fugir antes que Freeza percebesse o fim do download.

- Vem ver, gorducho, baixei o arquivo.

Ele deu espaço a Dodoria, que veio olhar o monitor, mas, quando o homem aproximou do monitor sua cara estúpida, foi surpreendido por um golpe de luta rápido de Vegeta, que deu uma cotovelada em seu queixo e um golpe em sua têmpora que o fez cair desacordado. Rapidamente, Vegeta revistou-o e pegou a arma dele, o celular e o canivete. Então, tirou a gravata do gorducho e amarrou firmemente as mãos dele às costas, largando o homem no canto, ainda desacordado.

Sem perder tempo, ele foi até a porta da sala ao lado e ouviu a voz de Zarbon lá dentro tentando conversar com Bulma:

- E eu me lembro de você ainda criança, mas não imaginava que ia ficar tão linda e...

Vegeta olhou para o lance de escada diante da porta. Lá em cima, no andar seguinte, Freeza estava falando ao telefone e vigiando o download do arquivo enorme que ele baixava, mas poderia vir a qualquer momento. Era crucial não errar agora. Ele bateu à porta e disse, engrossando a voz tentando imitar a de Dodoria:

- Traz a garota porque o almofadinha terminou o serviço.

Ele se postou atrás da porta e quando Zarbon passou, ele bateu com o cabo da arma de Dodoria na nuca dele com toda força, o fazendo cair desacordado. Rapidamente, ele arrastou o capanga para dentro da sala onde ele vigiara Bulma e o revistou. Num dos bolsos achou algumas cintas plásticas como as que ele havia usado para prender Bulma e ele, então pegou sua arma, seu celular e, para seu alívio, achou com ele chaves de um carro. Vegeta sabia que ainda havia pelo menos um capanga e o próprio Freeza para oferecer perigo, mas eles não tinham muitas opções. Ele rapidamente usou o canivete de Dodoria para cortar a cinta plástica que ainda prendia as mãos de Bulma, que assim que teve suas mãos livres deu um tapa com força na face do desacordado Zarbon dizendo:

- NOJENTO! Ele matou meus pais e meu pai adotivo!

- Calma, Bulma! - disse Vegeta, segurando-a pelos ombros - se ficar batendo no rosto dele, ele pode acabar acordando. Eu consegui derrubar o outro e prendê-lo. Mas esse cara é maior e bem mais perigoso.

Vegeta rapidamente pegou uma cinta plástica e amarrou as mãos de Zarbon com ela antes de entregar uma das armas para Bulma e dizer:

- Vamos tentar sair daqui sem que ninguém nos veja!

Ele abriu cautelosamente a porta. Viu a porta que levava às escadas e chamou Bulma discretamente. Olhou para a escada que levava ao andar de cima, não havia sinal de Freeza. Silenciosamente, eles desceram até o térreo, onde passaram por uma sala que tinha uma janela para o pátio. Vegeta viu alguns carros parados, dois deles eram Mahindras como os que os transportara até ali. Ele olhou em volta e não havia sinal do terceiro capanga. Viu uma câmera de vigilância no final do corredor que dava para o pátio e praguejou. Não sabia quem estaria vigiando, então disse:

- Vamos ter que correr. E eu não faço a menor ideia de onde estamos... Vou destravar o carro quando passarmos na porta, vamos ter que prestar atenção em qual deles a chave destrava. Não se apavore!

Ele pegou a chave com a mão esquerda e a arma, que não pretendia largar, com a direita. Ao sinal dele, os dois correram loucamente pelo corredor e quando passaram pela porta, Vegeta acionou a o destravamento com a chave, abrindo um dos carros estacionados no terreno irregular. Ele então viu que o terceiro capanga, Kiwi, estava próximo ao portão precário que fechava o terreno enorme em volta do prédio, agora alerta para os dois.

O homem começou a correr na direção deles já pegando a sua arma, e Vegeta atirou a esmo, fazendo com que ele se desviasse e fosse na outra direção em vez de revidar em campo aberto. Ele e Bulma entraram no carro e ele imediatamente acionou a partida e saiu a toda velocidade, torcendo para que o carro fosse mais forte que o portão. Kiwi ainda atirou a esmo na direção do carro, mas eles conseguiram atingir o portão rapidamente, saindo por uma estrada precária, porém asfaltada, onde ele pôde desenvolver alguma velocidade.

- Cacete, que lugar é esse? - ele perguntou, perdido. Certamente ele nunca havia estado naquela periferia extrema de Mumbai, então Bulma disse:

- Segue em frente, uma hora a gente vai chegar numa principal!

- Sim, mas se eles alcançarem a gente...

-Já sei! - gritou Bulma - os celulares! - ela pegou os dois celulares que haviam tomado dos bandidos e viu que um deles estava bloqueado, mas o outro não, imediatamente ligou para a polícia de Mumbai.

- Não, não é trote! - ela disse, irritada, depois de ser atendida pelo irritante sistema, que mandou ela ligar "1" se fosse uma emergência - eu estou fugindo de um sequestro, e não, não sei onde estou!

- Bulma, a localização do telefone! - disse Vegeta, de repente - veja onde estamos pelo celular!

Ela se enrolou e acabou interrompendo a ligação, mas descobriu que estavam em Mulund, o antigo distrito industrial de Mumbai e disse:

- Vegeta, siga em frente porque estamos perto do acesso à via expressa leste! Se pegarmos esse caminho, podemos ir direto até o centro de Mumbai!

Nesse momento, Vegeta viu pelo retrovisor um carro preto ao longe, se aproximando rapidamente, e ele podia jurar que quem os seguia era o próprio Freeza, que, àquela altura, já havia descoberto que não tinha em suas mãos o arquivo correto. Apertando as mãos ao volante, Vegeta olhou para Bulma e disse:

- Segure-se que nós vamos correr! E torne a ligar para a porcaria da Polícia.

A delegacia central do distrito de Vikrholi estava calma naquele momento. O chefe Toma lia um relatório sobre o último mês quando, de repente, quatro telefones começaram a tocar ao mesmo tempo e um alerta veio pelo rádio. Ele olhou para um colega, que deu de ombros, e pegou o telefone, dizendo automaticamente:

- Chefe Toma falando!

- Alerta máximo, sequestro com perseguição descendo pela Via Expressa Leste! Todas as viaturas para tentar bloqueio da via!

Ele mesmo saiu de trás de sua mesa e gritou para outros policiais. Não era todo dia que havia algo tão sério por aquelas bandas.

Freeza dirigia o Mahindra que perseguia Vegeta e Bulma, com uma expressão de sangue nos olhos enquanto Zarbon, que havia entrado no carro com ele mesmo depois de ter sido socado pelo Don por sua falha dizia:

- Chefe... a gente entrou na via expressa e eles devem ter chamado a polícia. Não seria mais prudente recuar?

- Cale essa boca! Vamos alcançá-los e eles vão entregar a porcaria do arquivo... Gyniu disse que não dá para entender as anotações e se aqueles dois tem a tradução, vão me entregar por bem ou por mal!

Vegeta, no outro carro, fazia o máximo para manter a dianteira, e rezava para qualquer Deus para que uma viatura da polícia aparecesse. Pelo menos ele tinha certeza de que os sujeitos não atirariam neles porque queriam pegá-los vivos para ter a tradução. Ele deu um sorriso um tanto presunçoso e disse mais para si mesmo que para Bulma, que olhava nervosa para o carro que os perseguia:

- Eles vão aprender a não subestimar o grande Vegeta!

Dizendo isso, ele acelerou mais o carro e desviou pelo trânsito. Vegeta tinha um passado de playboy na Europa que incluía dirigir em alta velocidade por vias expressas da Alemanha, então, tinha segurança para acelerar muito e tentar colocar o máximo de distância entre eles e Freeza. De repente, ele ouviu uma sirene e percebeu que várias viaturas estavam entrando na via expressa ao mesmo tempo. Quando havia dois carros cercando-o ele diminuiu a velocidade e fez sinal para o policial que ia parar e se entregar.

Enquanto isso, ao ver as viaturas, Zarbon olhou para Freeza, ao seu lado e disse:

- E agora, chefe?

don sorriu presunçosamente e disse:

- Eles não vão pegar Don Freeza, Zarbon...

O Mahindra deu uma guinada súbita e ele virou, evitando uma batida de frente por um triz. Com habilidade e ousadia, Freeza virou o carro e invadiu a pista contrária rapidamente, causando um acidente com dois carros, mas saindo ileso. Ele acelerou, aproveitando que a polícia estava na pista contrária, acreditando firmemente que logo sairia da via expressa e estaria livre.

Mas, adiante, num acesso que levava a Navi Mumbai, algumas viaturas fechavam o acesso e ele, numa manobra desesperada, tentou jogar o carro por cima do muro da via para a outra pista, mas, estando numa velocidade muito alta, o carro capotou inúmeras vezes e, ao chegar ao outro lado da pista, era apenas um amontoado de ferros retorcidos que bateu com força no muro de contenção e explodiu, matando imediatamente os dois ocupantes.

Era o fim do Don Freeza.

Vegeta e Bulma foram examinados por paramédicos ainda na via expressa e, depois do acidente que matara Freeza, tornaram-se testemunhas importantes e estavam numa viatura, rumo à delegacia de Vikrholi. De repente, Bulma disse, hesitante:

- Eu achei que a gente ia morrer.

Ele deu um sorriso de lado, mas não o seu sorriso presunçoso, habitual. Pareceu mais um sorriso aliviado e cansado, quando ele disse:

- Eu não podia deixar aqueles caras levarem você.

- Você pensou rápido várias vezes - ela elogiou - e salvou a gente.

- Eu fiz o que deu pra fazer.

- Nunca imaginei que as anotações do meu pai iam dar tanta confusão - ela riu - mas... eu me lembrava em algum lugar das coisas ruins. E quando eu vi aquele cara... bom, aquele sujeito lá, o Zarbon. Tudo voltou.

Vegeta passou seu braço por trás do corpo de Bulma e a aninhou contra si, dizendo:

- Agora tudo acabou, Bulma. Freeza e ele morreram.

Após o choque inicial. Bulma sentiu-se confortável no abraço de Vegeta, que se sentiu ligado a ela como nunca. Ela então disse, depois de deitar a cabeça no ombro dele:

- Então... o Freeza atraiu meu pai para a Índia para roubar de alguma forma a invenção dele...

- Imagine o seguinte: - ponderou Vegeta - Freeza, pelo que eu sei, era um traficante internacional, e, pelo que tinha naquela fábrica, um contrabandista e talvez um hacker, também. - ele falou dos tênis e dos computadores sem uso - As cápsulas seriam uma forma dele tirar seus carregamentos da Índia sem ser importunado.

Bulma ficou quieta, então disse, de repente:

- Vegeta... será que eu tenho família fora da Índia?

Vegeta pensou um pouco e então disse:

- Bem... isso nós vamos precisar investigar. Se você quiser.

A viatura parou e os policiais avisaram a eles que haviam chegado à delegacia. Para surpresa de Bulma, o chefe de Polícia era um conhecido de seu pai, que ela não via há muitos anos.

- Tio Toma! - ela disse, surpresa - o senhor é chefe aqui?

Ele sorriu para ela e disse:

- Bulma. Eu vi seu filme! Sua mãe e seus irmãos estão sendo trazidos por uma viatura, mas já sabem que está tudo bem. Mas você e o rapaz aí precisam esclarecer como tudo aconteceu... parece que sem querer vocês dois nos fizeram pegar um cara grande.

- Um Don? - disse Vegeta, encarando um policial.

- Sim... um Don. Um dos mais perigosos da Índia. Parece que vocês não são heróis só nos filmes.

Depois de quase um dia inteiro na delegacia, tudo foi esclarecido. O capanga de Freeza, Gyniu, foi preso numa estação de trem quando tentava voltar para Goa, e as anotações do pai de Bulma foram recuperadas. A polícia invadiu as instalações de Freeza e prendeu vários de seus capangas e associados. Um inquérito sobre os pais de Bulma e as conexões de Freeza seria aberto e, quase à noite, quando todos já estavam cansados de tantos depoimentos, esclarecimentos e burocracia policial, Toma avisou a Bulma:

- Bulma, querida, gostaria de te liberar, mas antes você precisa falar com mais um detetive.

- Mais um, tio Toma?

- Bem, como tudo que aconteceu hoje agitou Mumbai, a história chegou no CBI, o Bureau Central... eles investigavam Freeza há muitos anos, e ele sempre escapava. Mas parece que não foi bem isso que trouxe o detetive aqui. Vou deixar vocês dois conversarem.

Ele abriu uma porta e Bulma entrou num gabinete onde um homem que não usava uniforme de policial como todos os outros que ela vira naquele dia estava em pé ao lado de uma mesa, com alguns papeis. Ele levantou os olhos brevemente para ela, tinha os olhos claros e os cabelos precocemente grisalhos.

Bulma estava desgrenhada e suada depois do dia terrível que tivera, mas deu um sorriso e disse:

- Boa noite... o senhor quer falar comigo?

O homem empertigou-se e mostrou uma credencial, dizendo:

- Senhorita Sayajin, desculpe o incômodo depois de um dia tão difícil como hoje... meu nome é Meerus Iswaar, sou do Bureau Central de Investigação da Índia...

- Ah... - ela simplesmente não sabia nem mais o que dizer, sua cabeça já nem funcionava direito. O homem sorriu e disse:

- Eu sei que parece estranho... mas preciso colher o seu DNA para uma investigação ainda sigilosa.

- DNA? - perguntou Bulma, espantada - É algo de grave?

O homem a encarou. Gostaria de esclarecer tudo e dizer que havia recebido uma solicitação há meses, por causa da detetive do M16, mas as normas do CBI o proibiam de revelar detalhes e então ele apenas disse:

- Não é nada demais. É apenas uma pista que pode revelar sua origem estrangeira... a senhorita é adotada, não é?

- Sim, sou e...

- É tudo que eu posso dizer. A senhorita poderia colaborar?

Bulma respirou fundo e concordou e o homem abriu na sua frente o kit de coleta de DNA e depois de entregar a ela o bastão coletor para que passasse na parte interna da bochecha, ele esperou que ela terminasse e disse, enquanto guardava o bastão na embalagem lacrada:

- Dentro de uns 30 dias, teremos os resultados dessa investigação. Até lá, não se preocupe e viva normalmente...

Bulma encarou o homem incrédula. Viver normalmente depois de quase ser sequestrada? Ia ser um pouco difícil. Ela saiu da sala e viu primeiro Tarble, irmão de Vegeta, que parecia muito interessado na conversa de um policial e então viu sua família, que agora conversava com Toma, que estava próximo à sua mãe, muito sorridente ladeado pelos dois irmãos que observavam a conversa entre o casal mais velho com evidente desconfiança. Bulma riu. Seria o começo de um romance para a Viúva Gine, finalmente?

Pensou novamente na ideia que tinha de família. Passara anos tentando não pensar que era adotada... mas agora não conseguia tirar da cabeça o fato de que ela, na verdade, não era realmente indiana, não nascera em Goa, mas em algum lugar da Europa... e tudo aquilo a deixava absurdamente insegura. De repente, ela deu com os olhos negros de Vegeta, que a observava num canto da mesma sala, e foi até ele.

O quanto ela poderia ser grata a ele, por salvar sua vida? Era algo que não tinha preço. Ela ia andando na direção dele, pensando em voltar para aquele mesmo abraço que ele dera nela na viatura, era um pensamento reconfortante, e ela sorriu para ele, radiante, antes de dizer:

- Parece que finalmente podemos ir, não?

- Sim. Meu pai está lá dentro assegurando que a imprensa não vá falar demais nem especular sobre esse incidente. - ele deu um sorriso torto - a não ser exaltar meu papel de "herói" em tudo. Impressionante como para ele tudo vira publicidade...

- Não fique assim, Vegeta. Você foi incrível mesmo. Me salvou. Devo a vida a você, agora.

Ele deu um sorriso cansado para ela. Ela deu um suspiro e ele disse:

- Foi um dia difícil... tudo que eu quero é...

- Tudo que você quer é...? - ela olhou para ele, sorrindo. Ele respirou fundo e ia dizer alguma coisa quando uma voz soou bem atrás deles:

- Bulma?! - a expressão de Vegeta mudou imediatamente para uma carranca ao ouvir a voz de Yamcha. Agora, justamente agora, o verme inútil aparecia?

Ela se virou lentamente, tentando não parecer desapontada ao ouvir a voz do noivo, que disse:

- Eu estava em Calcutá gravando quando vi os noticiários e peguei meu avião correndo! O que houve, pelos Deuses? - ele aproximou-se dela e a puxou pelos ombros, agarrando-a num abraço apertado.

- Eu... - ela não sabia o que dizer, mas foi salva pelo irmão, que surgiu de repente, dizendo:

- Ah, Yamcha! Que bom que apareceu! - Goku sorria, simpático - foi um susto daqueles! Eu estava treinando quando Raditz me ligou, mas já estava tudo resolvido por conta do Vegeta aqui - ele deu um soquinho de leve no braço do outro, que rosnou irritado - Olha, o cara é um herói de verdade, Yamcha!

Yamcha olhou sem jeito para Vegeta, tentando não parecer constrangido diante do rosto sério e da expressão carrancuda do outro. Ele deu um sorriso amarelo e disse:

- Então eu deveria te agradecer por salvar... minha noiva?

- Não, não precisa - cortou Vegeta, ríspido - eu fiz o que devia fazer... demos sorte de sair vivos dessa. Agora tudo que eu quero é um chuveiro e minha cama... - ele virou as costas para eles e prosseguiu - vou ver se meu pai lá dentro já terminou com o chefe de polícia... vamos, Tarble. - ele disse, chamando o irmão, que saiu acenando todo alegre para o policial com quem conversava.

Bulma ficou olhando enquanto ele ia embora, sentindo os braços do noivo em volta dela e reconhecendo que, certamente, não era um abraço tão bom quanto aquele que recebera de Vegeta naquele mesmo dia dentro da viatura policial.


Notas Finais


1. E sinto que mil bonequinhos de vodu com meu nome vão curcular por aí depois desse fim de capítulo...

2. Eu sei, eu sei, foi rápido, mas é como um filme Masala de Bollywood ou Tollywood: a ação é muito rápida. E o Freeza já teve os cinco minutos de Namekusein no anime, então aqui morreu bem morrido rápido.

3. Vegeta foi heróico, foi perfeito, mas se recolheu diante de Yamcha porque na cultura indiana não se confronta um homem comprometido com uma mulher, ainda mais numa delegacia. Vocês não queriam o Vegeta na cadeia, né?

4. Será que Toma ficou interessado na Gine? O que vocês acham?

5. Como vai se resolver esse impasse de Vegeta e Bulma? Bem, como eu não sei, mas o quando não é no próximo capítulo, onde o foco volta para a relação de Goku e Chichi.

6. A fuga e perseguição desse capítulo foram inspiradas no filme Don, que é cheio de perseguições, assim como a sequência Don 2.


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