História Era uma vez em Gallifrey - Capítulo 1


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Notas do Autor


Eu lembro de ter lido uma história sobre "contos de fadas" de Gallifrey, mas não consegui achar mais. Se alguém souber qual é deixe nos comentários, por favor, queria deixar o link dela nas notas finais desse capítulo.

Capítulo 1 - A mulher de lata


Fanfic / Fanfiction Era uma vez em Gallifrey - Capítulo 1 - A mulher de lata

- Venham cá, crianças, está na hora de outra história - Disse a mulher que tomava conta dos pequenos Gallifreyanos.

- Qual vai ser hoje, Madame? - Perguntou um menino indo por trás dela para poder observar melhor quando começasse a mover os fantoches que representariam os personagens da história.

- Por favor, que seja algo mais interessantes que detetives Zygons - Disse uma menina também se aproximando por trás.

Os demais se reuniram ao redor de Madame, sua cuidadora, e esperaram enquanto ela parecia procurar a história em sua mente. 

- Hoje eu vou contar a história de um Cyberman que queria de volta o sentimento de amor - Declarou Madame.

Isso não pareceu despertar muito interesse nos pequenos, mas mesmo assim eles ouviram atentamente quando ela começou:


Era uma vez um rapaz apaixonado prestes a se unir ao seu amor, uma moça que o amava muito também.

Entretanto a união não se fez possível no tempo planejado, uma vez que a moça queria fazer uma surpresa para seu amado, e então, na calada da noite entrou na oficina de TARDISes e roubou uma, planejando ir até o planeta Lierius pegar uma pedra sintilante, um artefato que mudava de cor conforme as emoções de quem a segurasse.

O que a moça não esperava, no entanto, era que o planeta havia sido invadido por Cybermen, uma raça de pessoas sem sentimentos. Amor, orgulho, ódio, medo não significavam nada para eles. 

Estando no meio de um confronto entre os habitantes do planeta e os Cybermen, a moça por infortúnio acabou sendo convertido a nessas criaturas desalmadas. Após o processo pôde sentir suas emoções a deixando, mas isso demorou um pouco, pois ela não era da espécie que os Cybermen planejaram converter.

Nesse meio tempo, ela conseguiu escapar e voltar a TARDIS que roubou, porém estava muito desorientada. Passaram-se dias até que o processo acabou, e ela enfim se encontrava completamente sem seus sentimentos.

Ficou a vagar por planetas desertos, sem propósito a não ser um resquício de vontade de reencontrar o rapaz que amara. Não entendia mais exatamente o porquê, mas isso era tudo que a movia. Estava longe demais dos outros Cybermen para seguir ordens. 

Havia conseguido pegar a pedra sintilante e a carregava por todos os lados, mesmo não lembrando o que fazia. Achava que a pedra devia mudar de cor, mas sempre que brilhava era em um tom de roxo.

Passaram-se muitos anos até que algo estranho aconteceu. Ela viu um grupo de pessoas das quais achava se lembrar, com roupas que estavam em sua memória. Foi andando até eles, que pareceram um pouco assustados, até que ela falou algumas palavras que ainda lembrava, como "Gallifrey", "Eu", "Senhores do Tempo", e "Pertencer".

Aquilo deixou o grupo de pessoas um tanto apreensivo. Eles pararam de observar o mundo em que estavam e trouxeram a Cyber moça para dentro de sua nave. "TARDIS", disse ela ao entrar, lembrando de mais alguma coisa.

De volta à Gallifrey, começou uma discussão sobre o que devia ser feito em relação à ela. Nunca haviam ouvido falar de um Gallifreyano que virou Cyberman, a situação devia ser discutida pelo conselho de Senhores do Tempo.

Logo eles descobriram a identidade da Cyber moça, e o seu antigo amor foi levado para vê-la por uns instantes antes da decisão do conselho. Haviam se passado mais de cem anos desde que a data da união deles que nunca aconteceu.

Ele não sabia o que fazer agora que a reencontrou. Não havia se unido a outra pessoa, porém não achava que podia ficar com ela naquela forma sem emoções. 

"Você não é mais capaz de amar. Eu queria ficar ao seu lado, mas..." Ele se interrompeu quando começou a chorar e a abraçou. À princípio o busto de lata o machucou, mas então ele se recostou lentamente e a abraçou.

Ela ainda levava a pedra consigo, e nesse instante ela brilhou na cor roxa mais forte do que nunca.

"Amor", disse a moça fechando os olhos e enfim morrendo completamente depois de todos esses anos. O rapaz a observou decaindo e sacudiu a cabeça em negação. Por mais que soubesse que viver sem emoções fosse algo horrível, lamentava não poder ter tido mais tempo com ela.

A pedra parou de brilhar, até que uma outra luz roxa e alaranjada surgiu. Vinha de dentro da armadura de lata da moça, o que assustou o rapaz, que não entendeu de cara. Mas logo ficou evidente que ela estava se regenerando.

O metal de seu corpo se expandiu e explodiu, dando espaço ao corpo em mudança que renascia ali. 

A regeneração em si não demorou, e quando havia acabado o rapaz olhou a pessoa que amava em sua nova forma, muito parecida com a sua própria. 

"Você... Está lindo." Conseguiu dizer entre gaguejos enquanto absorvia o fato de que seu grande amor estava de volta.

Eles eram diferentes agora um ao outro. Sendo assim decidiram se conhecer de novo, e acabaram descobrindo que ainda se amavam, e não tardaram a se unir.


A Madame terminou assim a história e suspirou, perguntando às crianças que lição aprenderam com aquilo.

- Não roubar TARDISes - Respondeu uma.

- Cybermen não tem emoções - Disse outra.

- Madame - Disse o menino que ficara atrás dela desde o começo da história. -, eu acho que aprendi que o amor não é uma emoção... E sim uma promessa.

Ela sorriu ao ouvir aquilo. 

- Eu acho que é isso mesmo - Concordou. 



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