História Era uma vez, no Teatro - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Amizade Romance, Amor, Angst, Bts Namjoon, Drama, Ficção, História, Hopemin, Hoseok Jungkook, Jihope, Jimin, Menção Taegi, Palavras Tristeza, Sadfic, Seokjin, Sonhos, Suspense, Taehyung, Teatro, Yoongi
Visualizações 2
Palavras 2.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olaa, depois de um tempo sem postar nada, tô de volta! Espero que possam me apoiar!
Boa leitura pessoinhas ♡♡♡

Capítulo 1 - Ato I


Fanfic / Fanfiction Era uma vez, no Teatro - Capítulo 1 - Ato I


Cap 1

O final de semana estava finalmente começando, descanso e calmaria, da minha vida agitada de cozinheiro num restaurante badalado.
Não é todo dia que tem poucos clientes, tem dias que quero morrer de tantos pedidos, mas é a vida, ninguém poderia bancar minhas idas ao teatro municipal da cidade.

Encaro meu reflexo no espelho, estou bonito. A calça de couro preta e a camisa de linho branca com o sobretudo preto caem bem no meu corpo, apesar da minha altura. Dessa vez decidir me arrumar mais que o normal, o que é algo estranho, dando em conta que todo final de semana, vou ao teatro ver o que estiver passando, e dessa vez era o primeiro ato de uma peça, ela terminaria no final do mês, seriam quatro apresentações.

-Jimin?? -ouço a voz de Yoongi na porta, meu vizinho e melhor amigo a anos.
Sigo até a sala e destranco a porta, abrindo para o mesmo. Ele veste um de seus muitos pijamas de cetim, na cor verde, com um par de chinelos na cor preta, o cabelo castanho está molhado e ele está com cara de sono, o que não é novidade pra mim, desde que esse começou a trabalhar como segurança no restaurante, comigo, de madrugada.

-Nossa!! Você tá muito bonito, o que aconteceu?? -ele ri e se joga no sofá. O encaro pelo reflexo do grande espelho que tem na sala, enquanto calço minhas botas.

-Nada, apenas quero ir bem vestido hoje. Então, o que você quer emprestado dessa vez??

-Mas -ele faz uma expressão de indignação que me faz rir.
-Yoongi, você só vem aqui quando precisa de algo, ou quando vamos sair juntos.. -começo, me virando para ele, já que terminei de amarrar o cadarço.
-Já que não vamos sair juntos, só pode ser o primeiro caso! -digo dando uma piscadela. Ele ri se dando por vencido.

-Eu vou sair com o Taehyung hoje... -ele fala tão baixo, que parece que não quer que eu ouça. Fico feliz por ele.
-Depois de um ano paquerando ele, enfim conseguiu chama-lo pra sair! -digo orgulhoso, o aplaudindo de pé, literalmente.
Ele levanta coçando a nuca.

-Ai que tá, ele quem me convidou... e eu queria saber se você podia me emprestar uma roupa legal! -pede sem jeito.
-Desde quando você precisa pedir isso, Yoongi?? Pode pegar o que quiser, eu tenho que ir, não posso me atrasar, você usa a chave reserva pra trancar a porta, okay? -ele assente sorridente, seguindo para o meu quarto.

-Bom encontro!! Depois passa aqui pra me contar! -grito da porta.
-Boa peça!! -ele grita de volta, e já estou perto do elevador.




O clima das ruas está frio, e me sinto um idiota por não ter visto a previsão do tempo antes de sair. Ao menos eu teria pego um cachecol além do sobretudo, e luvas quem sabe. Mas eu não posso voltar agora, a peça começa em meia hora e meu caminho de bicicleta é de quinze à vinte minutos, já que eu não possuo carro.

Sigo pela faixa de ciclista, sentindo o vento gélido de outono, quase inverno, atingir meu corpo. Os carros passam rápidos ao meu lado, e por algum motivo desconhecido, sinto uma nostalgia, como se algo novo ou bom, fosse acontecer.

Alguns minutos depois chego em frente ao teatro. Sigo para o estacionamento. Cumprimento o segurança e guardo minha bicicleta. Me dirijo para entrada, onde uma pequena multidão de pessoas se dividem para o salão principal e outras vão para bilheteria.
Enquanto ando até a entrada, sinto como se alguém estivesse me encarando. Olho para trás, e vejo um casal de mãos dadas. A fila continua andando, pego meu bilhete e entrego a moça, que me dá uma pulseira em seguida, sorrio para ela e adentro o local, para o meu lugar de sempre, na ponta do teatro, próximo a orquestra.

Eu sempre sentava nesse exato lugar todas as vezes, a quase um ano, e basicamente ninguém se sentava onde eu ficava, então era muito tranquilo assistir todo o ato.

Em poucos minutos o teatro é preenchido por várias pessoas, é possível ver a parte a baixo de onde estou, que fica de frente para o palco, lotado de pessoas, os andares acima estão do mesmo modo, menos o lugar onde estou, e a outra ponta a minha frente, eram sempre os lugares vagos desde que comecei a frequentar, nunca entendi o porque.


Observo a orquestra adentrar o local, recebendo nossos aplausos e tomando seus devidos lugares. Aguardamos por alguns minutos, afinal as cortinas ainda estavam fechadas e logo seria o começo do primeiro ato.

Sinto um calor estranho em meu corpo, algo que eu só sentia quando as pessoas estavam me encarando. Eu nunca entendi o porque, sempre tive isso, e era muito estranho, mas me ajudava a ver quando algum babaca estava a me encarar.

Viro-me lentamente para o lado esquerdo, vendo a figura de um homem ruivo, bronzeado, vestindo roupas clássicas, que eu nunca vi, além de filmes e livros. Ele está sentado a uma poltrona de distância da minha, e me encara com os olhos cor de mel, com um brilho que me deixa entorpecido.

-Por que está me encarando? -pergunto calmo. Ele se alarma, arregalando os olhos, como se tivesse visto um fantasma. Olho para esquerda, mas está vazio, olho novamente para o rapaz, mas ele não está mais ali.
Meu coração está acelerado pela maneira que ele se assustou com minhas palavras. Eu tinha feito algo errado? Eu não sei.

As cortinas se abrem e os aplausos, novamente, ecoam pelo teatro.
Os atores começam o espetáculo, e a música se faz presente, uma dádiva para os meus olhos e ouvidos. Observo atento a cada movimento, a cada sentimento dos bailarinos, a expressão na dança, nas vestes e nos minuciosos olhares e toques.




Uma pausa de quinze minutos é dada, já que o espetáculo tem cinco horas de duração ao todo. Saio do meu lugar, que é marcado, seguindo para área onde tem uma cafeteria no local, vendem os melhores bolos de nozes, e o melhor café das redondezas.
Sinto aquele calor novamente, e em meio a multidão de pessoas, que se desloca para os banheiros e para cafeteria, não encontro de onde vem o olhar. Devo está ficando paranóico.

-Jimin!! -a senhora Lee da cafeteria, me chama, já que estou em frente aos bolinhos. Me viro, a encarando com um sorriso. Era sempre bom ve-la.

-Como vai, senhora Lee? -faço uma breve reverência.
-Vou bem meu pequeno, minha neta Haeri está comigo hoje! -ela diz feliz, e mostra a moça bem vestida, de cabelos castanhos longos até a cintura, que está atendendo um casal do outro lado.

-Que bom que ela finalmente veio lhe ver, estou feliz pela senhora! -digo sem jeito. Ela sempre quis me apresentar essa neta dela, e eu não estava muito afim. Apesar de ser bi assumido, eu não tinha muito jeito pra essas coisas de paquera, preferia minha zona de conforto. E a neta da senhora Lee é com certeza, areia demais pro meu caminhãozinho.

-O mesmo de sempre?? -ela me desperta dos meus pensamentos, sorrindo em seguida.
-Sim, isso mesmo! -aceno com a cabeça, e sento no balcão.

-Park Jimin, certo? -assim que a senhora Lee se afasta, a neta dela para ao meu lado sorridente. Assinto a sua pergunta, sem conseguir pronunciar nenhuma palavra. Eu ficava sem saber o que dizer quando alguém já sabia quem eu era, sem realmente me conhecer.

-Minha avó falou muito de você, ela diz que você é o neto de coração dela, e eu estava com ciúmes! -ela cruza os braços e faz um bico. Sorrio sem jeito, e acabo por me sentir leve demais com seu comentário.

-A senhora Lee, é como se fosse uma avó pra mim mesmo, eu não tenho mais família, e ela é a única pessoa que cuida de mim desde que me mudei pra cá! -aviso sorrindo. Ela põem a mão sobre a boca, com uma expressão de tristeza no rosto.

-Sinto por isso... bom, eu divido minha avó com você! -ela avisa sorrindo, e me estende a mão. Aperto rápido.

-Agradeço por isso! -sorrio e ela vai atender outros clientes.

-Aqui está, meu garoto, bom apetite! -senhora Lee surge novamente, colocando o prato com o delicioso bolo de nozes e o café puro em minha frente, e dois cubinhos de açúcar. Nunca iria me cansar de ir até aquele lugar. Suspiro animado, já haviam se passado alguns minutos, e as pessoas estavam começando a voltar para seus lugares.

Como devagar, até ver a última pessoa adentrando o teatro. Depois disso, como rapidamente, tomando do café com pouca pressa e deixando o dinheiro sobre o balcão. Grito um obrigado enquanto corro pelos corredores do local.
Faltam apenas dois minutos quando sento em meu lugar e vejo que outras pessoas fazem o mesmo ao longe.

-Você realmente me ver? -uma voz sussurrada, tão baixo quanto uma pessoa contando um segredo, ecoa ao lado do meu rosto. Sinto aquele calor percorrer todo meu corpo, e com ele um leve arrepio que vai até minha nunca.

Viro meu rosto lentamente, sinto como se tudo estivesse em câmera lenta, mas sei que está sendo mais rápido do que meus sentidos podem capturar no momento. Aqueles olhos brilhantes, estão novamente encarando o meu rosto. Sinto-me sem forças, como cair de um prédio sem saber o que fazer. Ele sorri de lado, enquanto continuo o encarando, provavelmente, com cara de idiota.

-Que tipo de pergunta, idiota, é essa? É claro que posso te ver, por que não poderia...? -sussurro o mais baixo que consigo, dando em conta que não sei falar tão baixo. Estou irritado e intrigado com sua pergunta. Ele sorri de leve, olhando para os lados.

-Desculpe, a pergunta estranha... -murmura. Reviro os olhos, então ouço os aplausos e me viro para o palco.

Não preciso olhar para o ruivo estranho, para sentir a movimentação ao meu lado. Sinto que ele está mais próximo agora, está na poltrona ao lado da minha e continua me encarando.

-Você poderia, por favor, parar de me encarar, tem uma peça incrível sendo deselvonvida bem diante dos seus olhos... -reclamo sem encara-lo, não vou perder um minuto sequer da maravilha que é a atuação dos atores. Ele ri baixo, tentando abafar com a mão na boca, provavelmente, não preciso encara-lo pra saber, é o óbvio.


-Eu não preciso, conheço a peça, eu a escrevi. Prefiro olhar pra você, que é algo desconhecido aos meus olhos! -meu corpo paralisa por uns instantes, e me coração se encontra mais acelerado que antes. Viro-me pra ele.

-Você quem escreveu??!! Mds, nossa... você é um gênio, eu sou seu fã!! -murmuro rápido, me sentindo envergonhado em seguida. Ele olha pra mim com um sorriso grande no rosto. Não era a primeira peça ou orquestra que eu vinha ver dele, mas eu nunca tinha o visto antes.

-Você não vem muito para esse teatro quando suas peças e orquestras passam pela cidade, não é? Nunca o vi em lugar algum! -questiono, sem deixar de dar motivos pra isso. Ele assente de leve, juntando as mãos próximo as pernas, e cruzando essas em seguida.

-Eu nunca vou a nenhuma, verdade... mas nesses últimos meses, com essa peça que escrevi, minha última, bom, tive que ver a quantidade de pessoas que assistiam os espetáculos! -ele conta tão sem esforço, que parece não se importar por ser sua última peça. Me sinto mal por isso.

-Eu não queria que fosse sua última peça... de verdade... -murmuro sorrindo.
-Espero que vá fazer algo melhor, quando sua peça terminar a turnê... -desejo do fundo do coração, que ele consiga coisas boas, apenas.

-Obrigado Jimin, de verdade, agora vamos assistir a peça, já está no ato final de hoje! -ele avisa e me viro desesperado, notando que esse tempo todo, havia perdido partes da apresentação.

Meu cérebro desligado, por alguns momentos, não consegue pensar em nada além de assistir a peça. Mas sinto que tem algo errado, quando percebo que ele me chamou pelo nome, embora eu não recorde o momento em que nos apresentamos, já que não sei seu nome.
Os atores agradecem no palco, a orquestra faz o mesmo. Um dos atores anuncia o segundo ato na próxima semana, todos aplaudem, incluído eu.

-Como você sabia meu nome? -pergunto me virando, mas o ruivo já não está lá.


Notas Finais


Hoje serão 4 caps de uma vez, vocês sabem como eu sou kkkk semana que vem eu posto mais ^^


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