História Era uma vez, no Teatro - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Amizade Romance, Amor, Angst, Bts Namjoon, Drama, Ficção, História, Hopemin, Hoseok Jungkook, Jihope, Jimin, Menção Taegi, Palavras Tristeza, Sadfic, Seokjin, Sonhos, Suspense, Taehyung, Teatro, Yoongi
Visualizações 2
Palavras 3.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura pessoinhas, desculpem algum erro! ♡♡♡

Capítulo 2 - Ato II


Fanfic / Fanfiction Era uma vez, no Teatro - Capítulo 2 - Ato II

Cap 2

-E foi isso... Jimin??? -Yoongi me acorda dos meus devaneios matinais, estalando os dedos a minha frente. Passei a madrugada toda tentando encontrar o nome do escritor da peça, mas apenas encontrei o nome de um senhor, cujo não era nada o ruivo que eu havia conhecido dois dias atrás. Talvez ele nem fosse dono da peça realmente, só estava tentando chamar minha atenção, ou fosse maluco. Dormi muito tarde, beirando as seis da manhã, chateado e intrigado. Agora estou eu, com sono, em meio ao trabalho, querendo ouvir Yoongi contar sobre seu encontro, sem conseguir.

-Você não tá bem, não é? Por que ficou acordado até tão tarde? -questiona parecendo um pai. Sorrio.
Por sorte, ainda não havia sinal de nenhum cliente.

-Digamos que eu devo ter conhecido um babaca mentiroso na noite passada.. e não preguei os olhos... -bato de leve no meu rosto, tentando me manter acordado. Yoongi sorri.

-Então você não ouviu nada... -nego de leve, com sua afirmação. Ele trabalha comigo, ele é o chefe da cozinha, e é um dos motivos de eu continuar tendo um trabalho aqui.

-Desculpe, estou realmente cansado... -meus olhos se fecham tão tranquilos, que me sinto em casa.

-Você.. tudo bem, eu conto mais tarde.. vá pra casa dormir, eu dou um jeito no chefe, ele vai me ouvir! -avisa ele. O encaro incrédulo.
-Dá o fora com esse bumbum grande daqui, Park Jimin!! Logo! -brinca me fazendo rir. Ainda é cedo, e fazem apenas duas horas que estou no trabalho, mas corro apressado pra fora, pegando minha bicicleta e seguindo pra casa, que eram cinco minutos dali.


Eu nunca fui bom em inventar determinadas coisas, e desculpas para o trabalho, muito menos. Mas como nosso chefe, era basicamente Kim Taehyung, já que seus pais eram donos do restaurante e ele trabalhava gerenciando os negócios da família, era mais fácil ir pra casa sem levar uma bronca, graças ao Yoongi.

Não demora até chegar no prédio, deixo minha bicicleta na vaga do estacionamento, subo as pressas, dando graças aos céus pelo elevador já está a minha espera, e assim que chego em casa, apenas me jogo no sofá.






Acordo com o soar da campanhia, e logo em seguida batidas leves na porta.

-Ta vivo, Jimin??? -ouço a voz do Yoongi e uso minhas energias para levantar, sem realmente querer fazer isso.
Caminho com passos de tartaruga até a porta, sentindo minha cara amassada e meus cabelos igualmente bagunçados.
-Você tá péssimo! -é a primeira coisa que ele diz quando abro a porta, me olhando de cima a baixo.

-Muito obrigado, e você ta parecendo um mendigo, hyung, agora entra! -puxo ele pela camisa e tranco a porta. Ele senta no sofá e me junto a ele.
-Conseguiu descansar? -ele me dirige um olhar levemente preocupado enquanto faz a pergunta.

-Pode se dizer que, matei o que estava me matando... -confirmo me esticando no sofá novamente, colocando as pernas sobre ele, que faz uma cara de desdém, mas não tira minhas pernas de cima de si. Sorrio.

-Agora posso contar sobre meu encontro? -pergunta com as bochechas coradas. Sorrio animado e ele começa a me detalhar.
A noite foi regada a vinho e comida boa, que Taehyung cozinhou para Yoongi no restaurante onde trabalhamos, depois foram ao cinema e em seguida a uma cafeteria 24 horas. Taehyung se declarou pra ele e eles se beijaram. Ele também me conta que Taehyung não reclamou que eu tive que sair mais cedo hoje, ele ficou preocupado na verdade. Fico feliz por ambas as coisas contadas.

-Está feliz hyung? -pergunto. Ele assente baixando o olhar, ele não iria falar com todas as palavras, mas sua cara de bobo apaixonado o entrega de qualquer jeito.
-Eu fico feliz por isso... -digo, e um bocejo se faz presente no meio da minha fala, fazendo Yoongi ri.

-E o cara misterioso, você conseguiu encontrar algo? -ele retorna o assunto de mais cedo, e como tenho vontade de bater naquele ruivo lindo e intrigante, mentiroso.

-Só pode ser um idiota querendo me pregar o peça... mas o babaca é lindo mds... que droga... -murmuro indignado. Yoongi ri com vontade.
-Não entendo a graça... -levanto, ficando sentado a sua frente.

-É que você se mete em umas Jimin, mds... -isso me faz lembrar várias coisas, e começo a rir junto a ele. Eu realmente só me meti a em roubada desde que me conheço por gente.
-Mas, falando sério, você não encontrou nada sobre ele?

-Bom, no site onde tem a peça, dizem que o autor é um senho de idade, mas não fala muiot sobre ele, enfim, não é a mesma pessoa... -digo dando de ombros, mesmo que por dentro eu queira saber o porquê de não conseguir encontra-lo em lugar algum.

-O que ele falou pra você? -ele pergunta pensativo, como se tentasse ligar os pontos.
-Ele contou que era a sua última peça, e que ele queria ver como ela era e como o público reagiria.. algo assim.. -eu não lembrava o que ele havia me digo com clareza. Yoongi assente.

-Vamos esperar um pouco, -ele levanta. -vou ver se consigo te ajudar, farei umas pesquisas, a gente se vê amanhã! Descansa! -ele fala seguindo para porta.

-Você também, hyung! -peço, e ele já se foi.






Os dias de trabalho passam lentos, Yoongi e Taehyung pareciam ainda mais próximos no trabalho, apesar de não demonstrarem afeto no mesmo. Eu sabia que não podia me sobrecarregar mentalmente por causa do cara desconhecido, afinal, ele não valia o esforço, valia?
Até pedi para Yoongi cancelar suas pesquisas, afinal, eu não queria perder tempo com isso, não era como se o estranho e eu tivéssemos algo a dever um para o outro.
Os dias eram os mesmos, trabalho, casa, sair com Yoongi pra ver um filme, procurar aulas gratuitas de línguas estrangeiras na internet e ficar de bobeira.
O dia que me deixava mais animado, com certeza eram meus dois dias de folga.
Teatro, e paz, duas coisas perfeitas combinadas junto na minha vidinha cansativa.
Ser adulto é muito cansativo, pagar as próprias contas tira energia de nós mesmos. Mas ser adulto é meio que obrigatório, então eu não tenho muito o que fazer.





Cá estou eu novamente, mais um dia de folga começando, colocando uma roupa que acredito ser elegante. Hoje, sei que não haverá nem sinal de Yoongi, ele saiu com Taehyung logo de manhã, então eu terei que saber mais sobre seu encontro a noite, como sempre.

Analiso meu cabelo cinza claro, precisando de um retoque o quanto antes, a blusa de manga longa cor vinho, solta de veludo. Uma calça jeans preta de linho, e novamente as botas de sempre. Como já estamos no início do inverno, a temperatura só tende a cair mais e mais, então pego o mesmo sobretudo que usei na semana passada, e o coloco sobre meu corpo. Sem demora, pego meus pertences, e dessa vez, um par de luvas e um cachecol de cor azul escuro.

Assim que saio do apartamento, o frio me atinge de um modo tão absurdo, que decido por deixar a bicicleta e pegar um táxi, só dessa vez. Apesar de ser próximo, andar num frio de seis graus, não era uma ideia pra mim.

O caminho é tranquilo e curto, o motorista mal fala, então posso aproveitar a paisagen da minha cidade, toda iluminada, e o maravilhoso silêncio do carro.
O trânsito está bom, então não demora muito para carro para com um pequeno solavanco, me fazendo balançar de leve. Pago e saio do carro as pressas, como sempre. Raramente eu fazia as coisas com calma, estava sempre correndo. Yoongi dizia que era um defeito meu, mas as vezes ele me elogiava, santa bipolaridade.


Ao entrar no teatro, dessa vez, percebo a atmosfera do local um pouco pesada, e à menos pessoas no local, por conta do frio com certeza, o que é uma grande pena, o espetáculo com certeza será de aquecer corações essa noite.
Ninguém poderia mudar isso em mim, pois está no teatro e vir a ele constantemente me fazia imensamente feliz, embora minha vida não fosse lá essas coisas, o teatro me dava todo o aconchego de um lar, já que meu único melhor amigo era Yoongi, e eu era órfão.


Sigo para meu lugar de sempre, com passos leves. Me sinto tão tranquilo, diferente da última vez. Quando subo os degraus do local e entro pela porta, sinto um arrepio percorrer minha nuca instantaneamente, ao ver os cabelos ruivos e a postura impecável do homem que senta ao lado da minha poltrona, e obviamente era o mesmo da semana passada.

Penso em me virar e buscar uma ajuda, chamar um segurança, dizer que ele está me incomodando, qualquer coisa, mas não consigo sair do lugar. Tomo fôlego e me viro lentamente, antes que ele note minha presença.

-Estava te esperando, Jimin... -o som de sua voz parece tão clara, é como se ele estivesse próximo ao meu ouvido. Isso faz um arrepio mais forte tomar conta do meu corpo, como se o frio de seis graus me atingisse e eu estivesse desprovido de roupas.

Volto lentamente, e ele está virado, com o braço apoiado no encosto da grande poltrona vermelha, me encarando com seus olhos brilhantes. Observo seu rosto, o sorriso pequeno, as bochechas coradas, os olhos penetrantes nos meus, parecendo tirar um raio x de mim, e suas roupas, por algum motivo, parecem as mesmas da semana passada, ou eu não gravei a roupa que ele usava direito.

-Não vai se juntar a mim..? -ele pergunta, virando a cabeça de lado. Me assusto com sua voz, muito depois que ele fala, como se meu cérebro não tivesse processado.
Penso em correr, em gritar, em brigar com ele, mas tudo que meu corpo faz, sem meu consentimento, é andar até ele com um sorriso nos lábios.

-Como sabe meu nome? -pergunto ao me sentar. Ele sorri pra mim e observa todo o teatro, sem me dar nenhuma resposta.
Me sinto inquieto e um pouco desesperado, diria, como se ele pudesse fazer algo, mas lá no fundo, não sinto medo dele, não sei porque.


-Por que isso é importante? -finalmente ele quebra o silêncio, infelizmente com outra pergunta, e sem me encarar. Observo as pessoas adentrando o local, ainda faltam alguns minutos para a apresentação começar, então tento relaxar diante a nossa conversa.

-Porque não é normal você saber meu nome, e isso me assusta? -respondo, retoricamente fazendo uma pergunta. Ele sorri. Cada vez que ele faz esse ato, apesar de conhecê-lo a pouco tempo, isso me deixa leve, não consigo entender o que se passa dentro de mim.

-Meu nome é Jung Hoseok... imagino que tenha tentando encontrar meu nome, mas você não vai conseguir... infelizmente, eles não quiseram dar os créditos devidos a mim, por isso as pessoas só conhecem ele... -diz e aponta com a cabeça, para um senhor de cabelos grilsalos, sentado na primeira fileira, sozinho, próximo onde a orquestra fica. O encaro, mas pela distância, não consigo ver seu rosto.

Lembro das minhas horas de pesquisa na internet, e realmente nunca encontrava o rosto belo daquele que se encontra em minha frente, apenas um rosto velho e cansado, com um belo sorriso e uma pose exagerada. O que não consigo entender, é o porque de Jung Hoseok, o possível escritor das peças, não poder ser visto como tal, afinal, era injusto.

-Você não deve acreditar em mim... mas eu entendo você, infelizmente, você é o único que pode me ajudar, eu... realmente procurei por algum tempo, alguém que pudesse me ajudar, mas ninguém podia... você é realmente o único.. -ele fala pausadamente, sua voz muda o tom, ficando rouca e grave ao mesmo tempo. Suas palavras me fazem temer, não a ele, mas algo desconhecido nas entrelinhas. Seus olhos ainda estão nos meus, e ele parece um pouco desesperado.


-Eu... não sei como...
-Eu não posso te explicar agora.. mas, se você quiser me ajudar, eu preciso que venha me encontrar, nos fundos do teatro, amanhã a noite... -ele me interrompe, e sinto o ar sumir. A noite? No teatro? Quem ele é, um maníaco? Psicopata?

Meu corpo estremece, e estou prestes a dizer que não irei ajudar, e manda-lo tomar um copo de café quando os aplausos me chamam atenção, para entrada dos atores e da orquestra. Aplaudo já no finalzinho, e Hoseok faz o mesmo.

-Não precisa me responder agora, mas eu vou esperar você, das oito até a meia noite.. -ele me surpreende ao se aproximar do meu rosto, e me afasto por instinto. Seus olhos num brilho tão intenso, que poderiam ser confundidos com pequenas estrelas num tom marrom.
-Se você não vier, eu vou entender... mas você não me verá depois disso... -sussurra, tão próximo ao meu rosto, que sinto sua respiração contra minha face. Ele age como se tivesse alguma intimidade, e isso de certo modo me faz arrepiar todo. Me afasto ainda mais da sua aproximação, quando ele não se move após falar, e o encaro, assentindo suas palavras. Volto meu foco ao palco em seguida.

O espetáculo começa, tão arrebatador e abrangente quanto no primeiro ato da semana passada. Os atores estão passando por momentos de alta tensão, na pele dos personagens. Se encontram tão imersos, eu me encontro, que sinto meu corpo flutuar com a história, e a melodia de todos os instrumentos presentes fazem meu corpo e alma relaxarem, de modo que eu posso jurar, que o calor que sinto, é como o abraço de uma mãe.
Num piscar de olhos o segundo ato termina, e assim como na semana passada, o ruivo que me dá calafrio, intitulado, agora, Jung Hoseok, não está mais sentado ao meu lado.
Suspiro, revirando os olhos, queria dizer a ele que não pretendo encontra-lo, ou pelo menos que ele pudesse me contar, o por que precisa exatamente da minha ajuda. Será que ele não tem amigos? Família..?

Será que ele é como eu?

Esse pensamento me atinge em cheio, e me sinto tocado. Se por algum acaso ele não tivesse ninguém no mundo, e no teatro ninguém tivesse o ajudado, apenas eu olhei pra ele e sou sua única chance, por que não ajudar, certo? Eu espero está certo.

O segundo ato foi curto, dando em conta as horas que passei no primeiro, e se deu por fim, sem intervalos. Por isso não iria parar para desfrutar do melhor bolo de nozes na cafeteria, iria para casa, Yoongi já devia ter chegado, e geralmente fazíamos maratona de filmes, quando ambos estavam livres a noite.





Quando saio do teatro, acompanhado por um pequeno grupo aglomerado, o frio de seis graus se dissipou, dando lugar a um frio de dois graus.

-Que maravilha... -murmuro indignado. Não estava preparado para um frio abaixo. Teria que começar a me agasalhar melhor, não importasse o frio a partir de agora.

Tento pegar um táxi de todas as formas, mas as pessoas que saem do teatro são mais rápidas que eu. Meu corpo se colide com o delas, enquanto essas correm afobadas para tentar chegar nos carros de tom amarelo antes de mim, sobrando uma quantidade de zero automóveis para mim.


Olho para o céu, diante de minha chateação, e tento não focar no fato de está frio pra caramba, e não saber como voltar. Com as roupas que estou, ir andando até em casa, poderia me fazer morrer de frio.
Pego o celular no bolso, me preparando pra implorar ao Yoongi que venha me buscar. Tento ligar, mas não acontece nada, está sem bateria. Bato de leve em minha testa.

-Eu não acredito... -falo alto e irritado, olhando para o teatro com suas poucas luzes acesas, observando a rua totalmente vazia.
Uma rajada de vento passa por mim com certa força, fazendo meu corpo tremer. Guardo o celular no bolso, aproveitando por deixar minhas mãos ali, e sigo para parte do estacionamento, o lugar mais quente para ficar.


-Park Jimin! -o segurança me cumprimenta assim que entro. Sorrio, é bom ver e ouvir a voz de um conhecido quando tudo parece está dando errado.
-Você está parecendo um boneco congelado, vou pegar uma xícara do famoso chocolate quente da minha esposa, sente aqui e vista isso! -ele levanta de sua poltrona, dando leves tapinhas para que eu sente. Assim que eu sento, ele me entrega um casaco grande de cor vermelho. Visto rapidamente, vendo o homem sumir pela porta do pequeno refeitório.

~Devia ir de bicicleta...~

Penso, mas parece que ouvi a voz na minha cabeça. Olho em volta, não há ninguém.

~Sua bicicleta, Jimin...~

Eu não lembrava de ter vindo de bicicleta, mas, talvez o senhor Kang poderia me emprestar alguma, quem sabe.
Olho novamente ao redor, mas nada.
O que é estranho, dando em conta que não pareceu minha voz. Devo está cansado, isso deve ser alucinação do frio, o cérebro tá congelando. Coloco o capuz.

-Aqui está, Jimin! -ele aparece novamente, com uma xícara grande de cor verde, e me entrega. Minhas mãos agradecem instantaneamente, pelo calor que estão sentindo agora. O aroma do chocolate, com um toque amadeirado, preenchem meus sentidos. Ele senta ao meu lado num banquinho. Tomo um gole e meu corpo todo se aquece em poucos segundos.

-Muito bom, senhor Kang, agradeço... -digo sorrindo. Ele ri, dando de ombros.

-Imagina, vai ser bom pra você, afinal, ir de bicicleta até em casa, num frio como esses, precisa está aquecido!

-Você tem uma bicicleta? -pergunto, tomando mais um gole da bebida em seguida. Ele ri negando, levantando em seguida.

-Sua bicicleta está aqui, vou buscar pra você! -ele avisa, antes de sair.

A bebida para em minha garganta. Sinto meu corpo todo arrepiar, mas não é por causa do frio. Novamente olho para os lados, com a sensação de está sendo observado, mas não há nada, graças aos céus. Respiro fundo, terminando de beber o conteúdo, deixando a xícara sobre o banquinho.

Me levanto, seguindo na direção onde as bicicletas ficam estacionadas. Minha bicicletas está ali, intacta, o cesto na frente, a cor vermelha cintilante. Nem sinal do senhor Kang. Engulo em seco e sigo até a mesma.
Observo o nome gravado no cestinho, é o meu. Respiro fundo, eu só posso está ficando louco, não lembro do momento em que deixei a bicicleta aqui, será que estou louco?

-Senhor Kang?! -chamo. Minha voz ecoa pelo local e um silêncio toma conta de tudo. Sem repostas.
-Eu... estou indo... até semana que vem! -aviso, enquanto subo na bicicleta e pedalo em disparada para saída, como se estivesse fugindo de algo.



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