História Era Uma Vez No Verão - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Camilacabello, Camren Lauren G!p, Laurenjauregui, Romace
Visualizações 261
Palavras 1.431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Capítulo 16


Lauren rangeu os dentes e se segurou para não dizer para ela tomar conta da vida dela. Mesmo aos dezoito, sabia que sua avó  só queria o melhor para ela. Além disso, ela estava tentando superar a morte do avô Ben, que mesmo sendo sortudo e duro na queda, não conseguira sobreviver a um ataque fulminante do coração. Esta viagem a Wyoming era a primeira desde que seus filhos - tio Jake e o pai de Lauren, Michael - assumiram as responsabilidades do pai. É claro que Kate fazia parte do conselho da empresa e supervisionara a transição, mas estava finalmente tirando umas poucas semanas de férias, apenas o suficiente, pelo que parecia, para se meter na vida dela.

Ignorando o conselho da avó, passou as duas semanas seguintes tentando chamar a atenção de Mila. Mas, pelo que parecia, Camila era inacessível, e quanto mais ela a ignorava, mais obcecada Lauren ficava.

A noite, ela passava horas acordada, as mãos sob a cabeça enquanto olhava as estrelas através da janela aberta, evocando imagens de Camila- imagens que a deixavam tão excitada que até doía. Ela imaginava como Camila era por baixo das calças gastas e das camisetas. Os seios não eram tão grandes, provavelmente do tamanho da palma de sua mão, mas mesmo assim daria tudo para vê-los. Será que os mamilos eram escuros e grandes ou pequenos e rosados, fáceis de enrijecer? Em sua mente, ela via o corpo de Camila, molhado depois de nadar no riacho ou escorregadio de suor e quente de desejo. Ela pensava em agarrá-la e beijar aqueles lábios, as mãos subindo pelas costelas até tocarem os seios escondidos, ou descendo pelo jeans aberto até encontrar seu úmido calor - mas sabia que não poderia fazer isso.

Será que alguém já a beijara, tocara em seus seios, metera as mãos por dentro de sua calça? E Austin, que diziam ser um vagabundo de vida fácil que morava fora da cidade em um trailer? Será que ele a beijara?

Lauren gemeu e pensou em ir até a cidade para encontrar Keana. Já ficara com ela algumas vezes, sabia que só precisava beijá-la, dizer algumas palavras e ela  deixaria fazer o que quisesse. O problema é que não estava interessada. E não era só porque ela já tinha feito isso com metade dos rapazes de Clear Springs, mas porque desde que botara os olhos em Camila, nenhuma outra garota a excitava.

- Idiota - ela disse, alto o suficiente para o irmão escutar.

- Você que disse, não fui eu - disse cris da cama de baixo.

- Vá dormir.

- Estou tentando.

Droga, que confusão! Lauren sabia que tinha duas alternativas: poderia esquecer Camila ou tentar quebrar suas defesas. A maioria das garotas se derretia com seu olhar. Aquelas que não eram seduzidas por seus olhares, vinham quando descobriam que ela tinha muito dinheiro. Garotas como keana. Mas ela não queria keana. Pela primeira vez na vida, ela não queria outra. Apenas uma garota a interessava. Aquela que não podia ter.

-  Pare de babar - brincou Cris na tarde seguinte. Eles estavam cavalgando por Murdock Ridge, olhando o gado pastar perto do riacho. Os rabos espanavam as sempre presentes moscas, e bezerros brincavam perto das mães, mas não era o gado que chamava a atenção de Lauren, não quando camila cabello estava ajudando o pai a engatar um trailer a um velho trator. O trator ocioso soltava fumaça no céu azul sem nuvens; e Camila, sem saber que estava sendo observada, estava curvada olhando o motor, o jeans apertado em suas nádegas quando ficava de pé na grama seca do campo já ceifado.

- Não estou babando - resmungou Lauren, sem deixar de olhá-la.

- Certo. - cris, um ano mais velho e anos-luz mais adiantado quando se tratava do sexo oposto, puxou as rédeas e olhou para a irmã: -  está tudo errado.

- Não tem nada errado.

- Até parece. Você está doida por ela e ela nem presta atenção em você, presta? - O riso de Cris se transformou em um sorriso malicioso. - Nunca pensei que veria o dia em que uma garota, principalmente alguém tão simples e com a língua tão afiada, deixaria você assim... Mas gosto disso. Gosto muito.

- Ela não é simples.

- Comparada a Connie Benton, Beverly Marsh e Donna Smythe? - cris ria ao citar três garotas que Lauren namorara no ano anterior. - Mila é simples, ok? Não faz o seu tipo.

- Meu tipo? Lauren franziu a testa

- Rica, bonita e esnobe.

- Você não sabe de nada.

- Não? - Ele olhou para camial e o sorriso se apagou. -Olhe, deixe Mila em paz, certo? Ela não precisa do tipo de encrenca que você vai causar.

- Sabe, Cris, você realmente é um pé no saco.

- Mas você entendeu, não? Você é um caso perdido, Laur. - Cris riu e deu um grito que fez Camila olhar sobre os ombros, esporeou o cavalo e saiu levantando poeira.

Com as palavras do irmão ainda martelando no ouvido, Lauren galopou até a cerca, desmontou da sela e passou pelo arame farpado. Não pôde deixar de notar que Camila comprimiu os lábios ao vê-la se aproximar. Ela parecia tão zangada que poderia pular no pescoço dela, mas Lauren não deixaria a cólera de uma fêmea aborrecê-la. Ela apontou para o trator.

- Precisa de ajuda?

- Não, obrigada. Estamos bem. - Lançou-lhe um sorriso frio e duro.

- Camila, cadê as boas maneiras? Uma ajuda é sempre bem-vinda, sim. - Alejandro, o pai de Camila, deu a volta pelo lado do equipamento e se apoiou no assento de plástico rasgado, enquanto pegava um lenço e enxugava o suor do rosto. - Maldito alternador. Esse trator aqui já foi bom. Trabalhou muitos anos pro seu avô, mas acho que está ficando cansado. - Alê suspirou antes de guardar o lenço no bolso de trás do macacão. Um homem alto com uma barba que crescia continuamente, o Cabello vivera no Wyoming a vida inteira, Desde Quando seu pais se mudaram de cuba para os Estados Unidos Mesmo antes dele nascer. - A gente está acabando de tirar o feno desse campo. Jack e Matt já levaram o último carregamento pro estábulo, mas aí o trator começou a dar problema.

Lauren desceu do cavalo.

- Deixe-me dar uma olhada nisso.

- Não, nós podemos resolver isso. - Camila se mantinha inflexível.

- Você entende alguma coisa de trator? - Alê tomou um gole de uísque. Pela primeira vez Lauren percebeu seu sotaque.

- Entendo um pouco.

Camila tentou ficar entre o pai e Lauren.

- Olha só, não precisa se incomodar. Estamos bem mesmo.

- Ela disse cada palavra de maneira enfática para ver se o pai captava a mensagem. Não obtendo resposta, ela deu as costas para Lauren, um sorriso fixo fora de lugar em seu rosto ansioso. - Jack e Matt já devem estar chegando. - Camila olhou furtivamente para o horizonte, como se sua simples vontade pudesse forçar os dois empregados a aparecerem. - Não precisa se incomodar.

- Não está incomodando. - O olhar delas se encontrou, e ela percebeu a pulsação no pescoço de Camila.

- Mas este é o nosso trabalho. Podemos resolver isso.

- Trabalho com carros...

- Não é bem a mesma coisa.

- E claro que é. - Lauren não queria ser feita de boba, apesar de estar vendo o pânico crescendo nos olhos dela.

- Escuta isso - disse Alê . Tentou subir no assento do trator mas o pé escorregou e ele caiu para trás no chão. -Droga - resmungou, antes de agarrar na beira do assento e fazer força para sentar. O rosto estava vermelho por baixo do bronzeado, e ele xingou enquanto pegava um cigarro, depois virou a chave.

O motor ligou, mas logo estremeceu até "morrer" de novo. Alê tentou de novo, mas a bateria estava arriada e tudo que conseguiu foi criar uma série barulhenta de está-los que pareciam zombar dele.

- Filho da...

- Papai!

- Está tão morto quanto um defunto. Maldito... O rosto de Camila ficou tenso.

- Por favor, pai.

- Tudo bem. Lauren não liga se eu reclamar um pouco. Esse maldito trator...

- Pai, não. - O rosto de Camila pegava fogo. Seu coração pulsava nervoso. Gotas de suor escorriam pelo pescoço até a gola da camisa.

- Nos deixe em paz - ela disse para Lauren.

- Levaremos o trator de volta para a garagem. Matt sabe que o trator quebrou e logo estará de volta...



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