1. Spirit Fanfics >
  2. Era uma vez (Nosh) >
  3. A marca real

História Era uma vez (Nosh) - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um capítulo. Aproveitem!

Capítulo 7 - A marca real


Fanfic / Fanfiction Era uma vez (Nosh) - Capítulo 7 - A marca real

Em GoldGreen, o príncipe já estava desaparecido há dias e o rei sem qualquer notícia sofria pressões de Fiona para que ele tomasse alguma atitude, porém o homem insistia em esperar pelo filho sumido, ele tinha esperanças de vê-lo novamente.


Pouco antes do meio dia, Fiona ordenou que alguns homens servos da realeza destruíssem um antigo poço que ficava ao leste do castelo.


- Quero que esse poço suma. - Ordenou a condessa.


Os servos eram obedientes a toda família real, porém eram mais devotos ao rei, obviamente tal ato da condessa foi avisado ao soberano imediatamente.


- Mas o que está acontecendo aqui? - O rei interrompe sua irmã.


- Meu irmão, não é nada. Apenas ordenei que esse poço que está aqui há anos fosse retirado, veja, podemos plantar lírios aqui ou rosas. Certamente ficará bem mais bonito do que um poço velho e desgastado.


- Não passou pela sua cabeça em me consultar antes de tomar tais medidas?


- Sei da ocupação que o povo tem lhe dado, não quis incomodá-lo.


- Todo e qualquer feito precisa ter minha autorização. A minha irmã parece que abusa de minha boa vontade.


- Jamais. Nunca foi minha intenção.


- Esse poço tem valor sentimental para a sua rainha. Cancelem o que quer que estejam fazendo. - Gritou aos homens.


- Mas, meu irmão...


- Sem mais, Fiona. - O rei deu sua última palavra.


A condessa ficou furiosa, ela queria se desfazer do poço.


Ele foi construído há muitas gerações e a rainha sempre fora muito apegada à ele, era conhecido como o poço dos desejos, era só se aproximar o suficiente, tocá-lo e desejar qualquer coisa que ele realizaria de imediato. Mas isso era a crença real, tais feitos nunca foram de fato comprovados.


- Isso é um ultraje. - Fiona reclamava mais uma vez para seu filho Lamar.


- O que foi desta vez, mãe? - Lamar sabia que a mãe não era uma pessoa fácil.


- Seu tio impediu que eu desse ordem para destruir aquele poço imundo.


- O poço dos desejos? Sabe que tem valor sentimental para minha tia.


- Ah, você também não venha com essa bobagem, Lamar. Estou farta de ter que aturar tudo calada como uma criada desgraçada que só fazem o que lhe dizem.


- Mãe, não pode questionar a ordem do seu irmão. Ele é o rei.


- Um grande rei inútil, é isso que ele é. Você entende agora, meu filho, por quê quero tanto que você seja o sucessor, para que não tenhamos que viver sob as ordens de ninguém.


- Meus tio, seu irmão, sempre fora muito bondoso com nós, ainda mais depois que papai morreu. Devia ter mais empatia em vez de querer lhe passar a perna. - Lamar bateu o livro que estava a ler em cima da penteadeira.


- Um dia, meu filho, irá perceber que tudo que eu faço é para o seu próprio bem. - Disse convencida.


Lamar podia ser seu filho mas não tinha o gênio ambioso da condessa, ao contrário Lamar era totalmente o oposto de sua mãe.


- Onde já se viu manter um poço imundo no jardim do castelo por causa de valores sentimentais daquela...


- Sua rainha! - Jacob adentra os aposentos de Lamar.


O susto que Fiona levou naquele momento foi mais do que merecido.


- Sua rainha, na qual você deve respeito, obediência e lealdade. - Jacob se impôs. - Para sua sorte, minha querida tia, não levarei as palavras que ouvi agora pouco até os ouvidos do rei.


- Jacob, perdoe minha mãe, ela só está estressada. - Lamar intercedeu pela mãe.


- Você é um ótimo primo mas sua mãe é uma invejosa. - Jacob fora firme em suas palavras.


Certamente Fiona entendera o recado muito bem.


(...)


Durante a aula de biologia, que seria a última, Josh não parava de mexer a perna freneticamente, aquilo estava causando um desconforto em Heyoon, a garota quase podia sentir o nervosismo do melhor amigo.


- Josh, calma. Por que parece tão apreensivo? - Heyoon quase sussurrou para não chamar a atenção do professor para si.


- Eu só quero chegar em casa. - Percebeu que falou demais. - Digo, porque estou cansado, não dormi direito noite passada. - Mentiu. A verdade é que o loiro só queria ver o príncipe novamente, mesmo estando há apenas poucas horas longe dele.


- Você está prestes a ter um troço. Calma! - Tentou acalmá-lo.


- O que você tem? - Bailey escutou Heyoon sussurrando a palavra "calma", então reparou em Josh.


- Eu não tenho nada. Estou ótimo! - Olhou para Bailey chamando sua atenção.


- Vocês querem parar de atrapalhar a aula? Preciso melhorar nessa matéria. - Diarra, que estava sentada à frente de Heyoon, se incomodou com a conversa paralela dos amigos.


O trio voltou os olhos para a losa em que o professor explicava o assunto.


- Que droga de aula. - Josh apoiou-se a cabeça na mesa para cochilar.


(...)


Enquanto isso Noah estava paralizado com o homem à sua frente praticamente lhe gritando para que sumisse dali imediatamente, porém o que chamou a atenção do príncipe fora justamente a marca de nascença real que estava localizada exatamente no mesmo local que a sua.


- O que está olhando? Você é surdo? Sai. - Gritou o homem raivoso.


Atordoado e sem entender muita coisa Noah voltou para casa. Aquela imagem, a marca, a mesma marca que ele e seu irmão Jacob tinham, seu pai também tinha, e agora aquele homem desse mundo pós-moderno. Certamente havia algo muito estranho acontecendo.


O príncipe ficaria com aquilo perfurando seus pensamentos até a chegada do loiro, que não demorou muito.


- Noah. - A primeira palavra que saíra de sua boca quando passou pela porta.


- Josh. - O príncipe desceu a escada correndo indo ao encontro do loiro lhe dando um abraço apertado.


- Ei, o que houve? - Continuou abraçando-o sem saber o porquê.


- Eu quero voltar para o castelo, quero ver meus pais, meu irmão. Esse seu mundo não é para mim. - Algumas lágrimas jorraram do seus olhos caindo no ombro do loiro.


- Calma. - Josh o apertou mais ainda em seus braços.


- Eu não quero mais estar aqui... - Nada impedia as lágrimas de tomarem conta do rosto angelical do príncipe.


- Mas o que houve? O que te deixou assim? Pode me contar. - O manteve em seus braços.


- Um homem estranho, ele... - Fez uma pausa ao sair dos braços do loiro.


- Que homem? - Josh se preocupou.


- Um homem ele tem a mesma marca que a minha família.


- O quê? Que homem, Noah? Do que está falando?


- Eu estava entediado e saí para dar uma volta, não fui longe, de repente parei no mesmo lugar onde você disse que me encontrou, mas havia um homem naquela casa e ele foi muito mal educado e grosso comigo.


- Noah, não pode sair assim sem mim. Aqui as coisas não são como em GoldGreen, as pessoas podem ser perigosas. - Pôs suas mãos no rosto do príncipe.


- Todos os dias eu só fico aqui na sua casa te esperando, até quando isso?


- Sabe que se eu pudesse te levar para sua família, te levaria. - Passou seu dedo sob as lágrimas de Noah.


- Eu sei. Você já fez muito por mim, mais até do que muitos em GoldGreen. - Noah era muito grato por tudo que o loiro tem feito por ele.


- Tenta ficar calmo. Vem! - Josh o chamou para a cozinha.


- E se eu ficar aqui para sempre? - Aquela perguntou lhe assustou bastante, e se fosse verdade?


- Vamos dar um jeito. - Josh lhe deu um copo com água.


- Aquele homem, ele tinha a marca da minha família, a marca real. - Tomou um pouco da água.


- Você diz essa marca em forma de uma coroa, essa que você tem?


- Sim.


- Mas isso não faz sentido. Os únicos que tem essa marca são membros da sua família. Por que um homem fora do seu mundo a teria também?


- Também queria saber mas ele foi tão grosso que não quero voltar a vê-lo.


- Mas você tem certeza que era realmente a mesma marca e não uma tatuagem? Já falei pra você o que é uma tatuagem, não é?


- Sim, já me disse o que era. Definitivamente ali não era uma tatuagem. Josh, era a marca de nascença da minha família.


- Caramba.


- Ele mora na casa que tem os arbustos, onde você me encontrou.


- Precisamos falar com ele. - Josh pensou que talvez poderia obter respostas.


- Não. Ele não vai nos escutar e não quero voltar a vê-lo. Ele é um ogro.


- Ogro? - Josh riu. - Eles existem mesmo?


- Bem, eu nunca vi um em GoldGreen, mas o vilarejo todo conta histórias. - Disse o príncipe.


- Eu sempre quis ver um ogro ou um elfo.


- Josh, meu reino não é como nos seus livros, não temos ogros ou seres encantados vivendo conosco.


- Desculpa. - O loiro apoiou-se pondo seus cotovelos no balcão da cozinha.


- Tudo bem!


Joshua conseguira acalmar o príncipe de uma maneira tão encantadora que ninguém jamais conseguiria. Obviamente o canadense não deixaria a história do homem sem ao menos saber quem era, mas o loiro não queria preocupar o príncipe com isso, então ele resolveria por conta própria.


(...)


Em GoldGreen a rainha estava inconformada com o desaparecimento do filho, todos os guardas vasculhavam vilarejos e povoados todos os dias mas ninguém parecia saber o paradeiro do príncipe.


- Mãe? - Jacob acabara de abrir a porta dos aposentos de Noah.


- Oi, filho. - A rainha estava sentada na cama de Noah.


- Sabia que te encontraria aqui. - Jacob a abraçou confortando-a.


Notas Finais


Não esqueça de comentar


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...