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História Éramos Seis (Naruto) - Capítulo 40


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Capítulo 40 - Capitulo 40


FugakuOn: eu não sabia muito bem oque havia acontecido e nem me lembrava de nada, só que eu estava me arrumando pra ir na casa da tia Mebuki, e do nada eu estava em cima da minha cama.

Mikoto estava cuidando de mim, colocando panos molhados sob minha testa e sua expressão triste e preucupada de sempre. 

- oque houve? - perguntei e logo seus olhos encontraram os meus. 

- querido, Finalmente acordou! - abriu um enorme sorriso.

- sim, mas vc pode me explicar oque aconteceu? Eu desmaiei? -

- ah.... - deu uma pequena pausa antes de voltar a falar. - sim. Vc estava se arrumando para ir falar com minha tia, como ela mesma havia pedido. Mas quando eu vim ver como estava, lhe encontrei caido no chão. Vc ficou desacordado desde ontem a tarde. - sua mão estava sob a minha.

- Pomba!! - esbranjei furioso, fazendo uma careta de dor por conta de uma pontada na barriga.

- não se estresse! O médico veio aqui e falou que o seu problema piorou muito, e vc deve ter descanso total. Apenas se levantar da cama pra ir no banheiro tomar banho ou fazer necessidades, mas fora isso, tem que ficar de repouso. Entendeu? - a voz da minha esposa saiu mais severa do que normalmente era. 

- mas eu preciso ir falar com sua tia! - exclamei.

- Fugaku, pelo amor de Deus! é a sua vida que esta em risco, pare de ser tão teimoso! - 

Não falei mais nada, apenas bufei e olhei pro lado. Mikoto suspirou e fez um carinho na minha mão, pra depois se levantar e sair do quarto, me deixando sozinho. 

MikotoOn: ao sai do quarto, dei de cara com Hashirama. Tomei um pequeno susto ao lhe encontrar em minha casa, mas logo me recompus, pondo um sorriso simpático no rosto.

- olá Seu Hashirama, oque faz aqui? Veio ver meu marido? - perguntei calmamente.

- sim, é que encontrei o Seu Minato na rua e ele me falou oque havia acontecido. Não pude deixar de me preucupar, afinal, Fugaku é meu melhor amigo! - pude notar que ele estava realmente muito preocupado.

Fiz um sinal com a cabeça pra ele me acompanhar, ja que estávamos na frente do quarto e Fugaku poderia se incomodar com tanto barulho, e assim não conseguiria dormir. 

- eu entendo, mas no momento eu acho melhor meu marido descansar e não ficar recebendo visitas, isso pode lhe fazer mal. - falei enquanto deciamos as escadas.

- claro, tenho consciência do que é o certo a se fazer. - Hashirama parou de andar assim que chegamos na sala. - mas eu também acho que a senhora deveria saber que... - ele parou de falar, como se perguntase pra si mesmo se era certo me contar.

- oque? Pode falar!? - fiquei curiosa.

- bom, Fugaku sem querer acabou me dizendo que... - fez mais uma pausa, me deixando aflita. - algumas vezes ele cuspiu sangue. - quando ouvi aquilo, franzi o cenho. 

- isso é serio? - minha voz saiu falha e tensa. Hashirama balançou a cabeça, confirmando.

Eu não acredito que Fugaku escondeu isso de mim! Um coisa tão seria dessa! Agora isso também significa que o seu caso é mais serio do que pensavamos. ele realmente esta muito mal.

Senti Hashirama por uma mão no meu ombro, me despertando do meu pequeno transe. Eu estava em choque e tinha certeza que minha pele estava mais branca que o normal, por conta do susto.

- eu sinto muito. Nem sei se fiz certo lhe contando isso. - ele disse se sentindo culpado. 

- não, vc pode ficar tranquilo! Esta mais do que certo! Onde já se viu? Fugaku me esconder um coisa seria dessas? É sua vida que esta em jogo! - proferi aquelas palavras com dor no coração. 

- eu sei. Também estou muito preocupado com ele. mas se existe alguem mais forte que Fugaku Uchiha, eu desconheço! Tenho certeza que ele vai se recuperar. - 

- eu espero que vc esteja certo... - sorri pra ele. 

Hashirama sorriu pra mim de volta. Depois de me confortar com palavras doces, ele saiu de minha casa, me deixando sozinha na sala. Assim que ouvi o barulho da porta se fechar, cai sobre o sofá, começando a chorar muito. Senti minha cabeça doer fortemente. 

Porque as coisas tem que ser tão difíceis? Não sei oque sera de mim se perder meu marido, ele é tudo oque tenho, alem dos meus amados filhos...

- mãe? - ouvi a voz de Itachi, e então rapidamente enxuguei minhas lágrimas, tentando parecer bem. - oque esta fazendo aqui na sala sozinha? -

- não é nada meu filho! Eu so estava... Pensativa. - falei e pude ver ele se aproximar, cabisbaixo, e se sentar do meu lado. - oque houve? Aconteceu alguma coisa? - 

- aconteceu... - assim que olhei pro seu rosto, me lembrei da prestação da casa, que eu havia pedido pra ele ir pagar, e finalmente a casa seria nossa. Mas por conta de Fugaku ter desmaiado, eu esqueci completamente.

- ah, eu tinha esquecido! Vc conseguiu pagar a casa? Ela finalmente é toda nossa? - ja fui perguntando cheia de alegria e com um sorriso de orelha a orelha no rosto.

Itachi me olhou com uma cara não muito boa, e meu sorriso logo se desfez ao ver como meu filho estava. Meu coração se apertou ao perceber que alguma coisa de ruim tinha acontecido.

- oque aconteceu? - segurei em sua mão.

- mãe... Infelizmente... - Itachi me lançou uma expressão de pena. - a casa não foi quitada. Não conseguimos paga-la. - ele disse com a voz meio baixa.

- como? Mas e os 2 mil reis? Eu lhe entreguei não foi? Não era isso que faltava? - 

- sim, mas quando cheguei lá e fui pagar a casa, eles falaram que o valor havia aumentado pra 3 mil reis! - Itachi brandou, revoltado. Ele se levantou do sofá e começou a andar de um lado pro outro. 

- eu não acredito... - fiquei estática.

- sinto muito mamãe, mas foi isso! Eu fiquei revoltado com a situação mas não pude fazer nada. Ate tive que entregar os dois mil reis pra eles! - Itachi tentou me confortar, fazendo um carinho em minhas costas.

- Itachi... Eu quero ficar sozinha, por favor. Depois eu chamo vc pra terminarmos essa conversa. - olhei pra ele, com um sorriso de boca fechada. 

Meu filho me olhou triste, me deu um beijo na testa e em seguida saiu. 

Realmente.... Eu acho que a vida conspira contra mim! E algo me diz que essas coisas que estão acontecendo é so o começo. 

MebukiOn: Kabuto havia acabado de sair de meu quarto, avisando que Jiraya tinha acabado de chegar em minha mansão. Logo me levantei da cama e desci as escadas, indo ao seu encontro.

- como vai Dona Mebuki? - Jiraya disse e eu o comprimentei com um aceno de cabeça. - ocê me chamou aqui porque? Se não for incômodo nenhum perguntar. -

- lhe chamei aqui porque preciso de um favor seu... - me sentei no meu sofá, e ele fez o mesmo. Jiraya me ouvia atentamente, esperando minha ordem. - quero que leve Hinata pra passar um tempo em sua casa. - fui direta e ele arregalou os olhos.

- oque??? - se exaltou, mas logo abaixou o tom de voz assim que viu meu olhar reprovativo. - oque? Me desculpe Dona Mebuki, mas é que eu e a Tsuna acabamo de ter neném pequeno e acho que não vai dar pra levar a menina Hinata pra la agora... - ele estava nervoso.

- acho que vc não estendeu sr.Jiraya, isso não foi um pedido, foi uma ordem! - disse firme. - minha filha caçula, Sakura, esta quase chegando no brasil, e eu não quero que ela e Hinata se encontrem! de maneira alguma! - 

- mas porque? Elas são irmãs não são? Acho que seria ótimo pras duas! - tentou me fazer mudar de ideia, mas só me deixou com mais raiva.

- não me pergunte o porque, apenas faça oque estou ordenando! E sem discussão! - bati o pé. 

- tudo bem... - Jiraya cedeu, abaixando a cabeça e se calando.

Fiz sinal com a mão pra Kabuto chamar Hinata, e só pude ver ele subir as escadas, ate sumir completamente da minha vista.

SakuraOn: andei pelo navio, procurando onde estava o maldito salão de festa. Ate que entrei em um local movimentado e bastante animado. Tinha um grande lustre no teto e pessoas da alta sociedade, muito bem vestidas. 

Abri um sorriso assim que percebi que havia encontrado o que estava procurando. Andei por ali, e assim que vi um garçom se aproximar com uma taça de vinho, peguei a taça da bandeja. 

Algumas pessoas olhavam pra mim, especificamente pras minhas roupas, já que eu estava de calças, e obviamente esse detalhe ainda não é muito aceito na sociedade. Uma coisa deveras ridicula. Oque diabos um estilo de roupa muda se for uma mulher vestindo? Nada. É só um pedaço de tecido. 

Mordi o lábio assim que vi  diversas mesas rodeadas de homens, que jogavam cartas. Escolhi a que tinha o grupo de cavalheiros mais bonito e me direcionei até eles. Era um ótimo dia para se divertir, não é mesmo? 

JirayaOn: ai meu santo! Tsunade iria me matar ao me ver chegando com a menina Hinata la em casa! Como eu iria explicar esse acontecido?  Mas também, eu não posso desobedecer a bruxa, se não ó: já era meu emprego.

- mamãe?! Jiraya? - Hinata falou assim que desceu as escadas e chegou na sala. Percebi que ela estava sonolenta, provavelmente estava dopada em seu quarto, por conta dos remedios que sua mãe lhe dava. 

- Hinata, arrume suas coisas. Vc vai passar um tempo em Itapetininga. - Dona Mebuki falou logo de cara.

Hinata fez uma expressão de surpresa, pra depois sorrir alegremente e começar a pular e gritar de felicidade. Confesso que era bom ve-la feliz e não triste e cansada como muitas vezes...

- é sério?? isso me deixa tão feliz!!! - ela abraçou a mim, fortemente. - eu vou arrumar minhas coisas e pronto, a gente vai! Vc vem comigo Kabuto? Me ajudar? - se virou pro mordomo.

- claro menina Hinata! Vamos lá. - de mãos dadas, os dois subiram as escadas, me deixando sozinho com minha patroa. 

- vou lhe entregar os remédios de Hinata, e vc não pode esquecer de dar a ela em nenhum momento ouviu bem? - se virou pra mim, séria. Apenas confirmei com a cabeça.

Ela saiu da sala, indo pegar os medicamentos. Agora eu acho que tenho que me preparar pra fúria de minha esposa, porque se tem uma coisa que a Tsuna vai ficar: é furiosa.

FugakuOn: terminei de arrumar a gravata em meu pescoço e dei uma última checada em meu paletó, sorri pro meu reflexo no espelho. Eu estava um pouco pálido por estar doente, mas nada demais.

Já havia escrevido uma carta para minha amada esposa e coloquei em cima da cômoda. Sai do meu quarto a passos lento, descendo as escadas do mesmo jeito.

Eu iria falar com a tia Mebuki hoje mesmo e nada me impediria! Era a unica coisa que faltava pra nossa vida melhorar, ja que a casa, a esta altura, ja estava paga e em meu nome, agora so faltava ter o nosso próprio negócio.

Ouvi um barulho de pratos sendo lavado na cozinha e logo deduzi ser Mikoto, então devagar eu passei pela sala, ficando aliviado por não ser notado. Abri um enorme sorriso ao sair de casa e logo apressando meu passo para chegar no meio da rua.

- Fugaku? - tomei um pequeno susto ao ouvir a voz do meu vizinho Minato, e me virei pra ele calmamente. - vc não deveria estar na cama? - seu cenho estava franzido.

- deveria, sim... - minha voz estava um pouco baixa mas ele conseguia ouvir. - é que eu preciso urgentemente fazer uma coisa muito importante! - 

- por deus homem! Vc esta doente! -

- eu sei! Mas por favor, não conta nada a Mikoto, eu vou e volto, sem problemas! - pedi com as mãos juntas. 

Minato me olhou meio desconfiado, mas depois suspirou, balançando a cabeça positivamente.

- tudo bem, eu não falo nada! Mas espero qie não se arrependa do que vai fazer! - disse entrando dentro de sua casa em seguida.

Foi uma escolha muito burra que fiz.  Deveria ter ouvido oque sempre me falavam, mas eu sou teimoso e resolvi seguir o caminho da mansão ao invés de ficar deitado na minha cama, como o médico tinha recomendado. 

 

 

 

 

 



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