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História Éramos Seis (Naruto) - Capítulo 45


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Capítulo 45 - Capitulo 45


MebukiOn: ainda estávamos no porto, na saida pra ser mais exata. Sakura estava abraçada a mim, nos conversavamos. Kabuto estava logo atrás segurando as malas de minha filha. 

- eu passei todo o meu tempo... Jogando cartas, Bebendo e, eu ganhei todas! - Sakura falou alegremente. 

- cartas e bebidas? - me espantei. 

- é mamãe, foi divertidíssimo! Os cavalheiros eram bastante educados, alem de bonitos. - disse com um ar sonhador e malicioso. - mas então!? Porque veio me buscar? Eu lhe falei na carta que não precisava vir, eu iria alugar um carro. -

- um carro? Hahaha - gargalhei. - e vc sabe dirigir? Hum, duvido! - Falei e vi ela aumentar o sorriso ainda mais. 

- mamãe, eu ja lhe mandei foto pilotando um avião, imagina se eu não saberia dirigir um carro!? Hahahaha - Sakura me abraçou mais forte, caminhando. 

- é madame, os tempos mudaram! - Kabuto se prontificou a falar. - hoje as moças querem igualdade, querem fazer de tudo! -

- isso mesmo Kabuto, queremos fazer de tudo! E... Eu quero levar o nosso carro! - olhei surpresa pra minha filha ao ouvir suas palavras. 

- levar o carro? -

- sim mamãe, a senhora deixa? - 

Olhei de relance pra Kabuto, que estava sorrindo como nunca, depois suspirei, voltando a olhar minha filha. 

- então tudo bem, vamos! - sorri pra ela. 

- Isso!!!! Let's Go! - exaclamou divertida começando a andar em minha frente de novo. 

Sakura voltou muito mudada da Europa... Não era o que eu imaginava, de fato não era, nem em imaginação. 

SasukeOn: eu não acredito no amor. Menos ainda agora, nesse momento. E essa porcaria de sentimento que tanto falam, nunca apareceu pra mim, mas eu vejo também, que não é algo tão bom de se ter. 

Minha mãe esta sofrendo todo o tempo agora que meu pai esta nessa situação, eu tenho vontade de abraça-la e dizer que vai ficar tudo bem, mesmo sabendo que não ta e nem vai ficar. Só consigo lembrar tambem... De frases que meu pai costumava falar pra mim: "vc tem um coração de pedra Sasuke Uchiha." e ele estava certo. 

Eu não quero fazer ninguem sofrer, por isso não me apego a ninguem. Isso de amor é tolice. 

Olhei em volta, as ruas da Avenida Angelica não estavam tão movimentadas como de costume. eu coloquei meu cigarro na boca e a mão dentro do bolso, pegando o isqueiro. Ouvi o Seu Hiruzen praquejar ao derrubar alguma coisa la dentro do armazém e ri, acendendo meu cigarro, soltando a fumaça assim que o traguei. 

- Sasuke!? - ouvi a voz de Izumi e olhei pro lado, ela vinha caminhando em minha direção junto a Shisui.

Revirei meus olhos, com certeza iriam brigar comigo por não estar no hospital junto a eles e a mamãe. 

- o que querem? Não acham que não é um bom momento pra me dar sermão? -

- o que? Não, nos apenas precisamos de vc! - Izumi disse. 

- o médico falou que temos uma chance de salvar o papai, - Shisui brandou. Arregalei os olhos, mas nada que evidenciasse o meu interesse no assunto. - ele falou que o pai precisa de uma transfusão de sangue e o único compatível de nos, é vc! - 

Meio que fiquei alheio a tudo por alguns minutos. Não sei descrever o que senti nesse momento, se foi medo ou alegria.... Só sei que me senti estranho, muito estranho. 

Papai e eu não nos damos bem. Lembro da Dona Kushina falando que somos muito parecidos, e isso causa desavença entre nos. Ou o Seu Hiruzen hoje mesmo falando que "dois bicudos não se beijam", e agora eu me vejo aqui, nessa situação onde eu, o filho problemático, pode ser o único capaz de salva-lo. 

- va com eles Sasuke, - a voz rouca do Seu Hiruzen me despertou do transe. - eu ja lhe falei que vc não é ruim, prove pros outros que vc pode ser bom. - 

Eu o encarei por alguns segundos, bufando em cansaço e olhando pros meus irmãos em seguida. Balancei com a cabeça positivamente e me levantei, Izumi deu uns pulinhos de alegria e me abraçou. 

Meus irmãos e eu não esperamos mais nada pra ir ate o hospital.

Mas agora eu ate que posso dizer que me senti bem, me senti útil pelo menos uma vez na vida. 

KabutoOn: madame Mebuki estava no banco de trás, Sakura no volante e eu a seu lado. Confesso que meu coração acelerou com uma garota dirigindo, mas ate que é divertido. 

- olha, a Europa pode ser o centro do mundo sim, mas que saudade eu estava dessa cidade! - Sakura comentou aumentando a velocidade do carro. 

- mas vai devagar filha, vc não conhece as ruas de São Paulo! - madame exaclamou preocupada. 

- mamãe não se preucupe, na Europa as mulheres ja participam de corrida de Rally, já estou acostumada a dirigir. -

- é, mas aqui é tudo muito diferente de lá. - Madame falou novamente e vi Sakura abrir um sorrisinho. 

- confesso que tambem estou um pouco assustado. - comentei. 

- esta com medo não é Kabuto? Nunca foi dirigido por uma mulher!! - encheu a boca pra falar 'mulher', cheia de orgulho, o que me fez rir novamente do seu jeito. - mas não se preucupem mesmo, não vou causar nenhum acidente! Hahaha, não de carro pelo menos... - sussurrou a última parte mas ouvi. 

- Sakura, quando chegar em casa, vc vai tomar um bom banho e descansar! - Madame disse, em tom de ordem. 

A menina Sakura revirou um pouco os olhos em protesto e depois sorriu novamente. 

- mamãe eu estou no mar a dias!!! Tudo o que eu não quero agora é descanso, Uhuuuuul, Hahaha - gritou e gargalhou feliz da vida. 

Não era mais a mesma garotinha que eu me lembrava, estava diferente, mais ousada e impertinente. Aparentemente com uma personalidade forte que da dó, Dona Mebuki que se cuide. 

SasukeOn: cheguei no hospital junto aos meus irmãos e ja fui logo dando de cara com minha mãe e Itachi abraçados. Ela correu ate mim e me apertou em seus braços assim que me viu, sua respiração ofegante e os olhos inchados de tanto chorar me fizeram querer protege-la de todo o mal desse mundo. 

- ainda bem que vc chegou meu filho, nos ja estávamos achando que vc não viria! -

- porque acharam isso? - argueei uma sombrancelha. - nossa, vcs devem pensar mesmo que sou um monstro, não é? Que não me importo com o meu próprio pai que esta a beira da morte! -

Todos eles abaixaram o olhar com a minha fala, eu apenas sorri sarcástico e balancei a cabeça em negação, aquele jesto deles já confirmava o que eu havia dito. 

- mas tudo bem, não esta na hora de brigar. - continuei. - tenho que salvar, ou ao menos tentar, salvar o papai. - minha mãe voltou a sorrir com o que falei. 

- ótimo! Va rápido então, seu pai esta muito fraco. - Dona Mikoto me deu um beijo na testa e assim eu sai de perto dela. 

Enquanto caminhava em direção a sala de transfusão, senti algumas lagrimas descerem pelo meu rosto. Eu estava chorando. Isso ate que me assustou mas logo tratei de sorrir, por Deus! Eu iria poder ajudar meu pai, pela primeira vez na vida eu daria orgulho a minha familia. 

MebukiOn: adentramos em meu palacete da rua Guaianases e como de costume, Kabuto carregava as malas pra depois coloca-las no chão. Sakura olhava em volta com uma expressão suave e sem muito interesse. 

- enfim chegamos minha filha, fique a vontade! - falei rindo. 

-sãs e salvos! - Kabuto brincou com o fato de Sakura ter dirigido. - menina Sakura, eu vou levar suas malas pro seu quarto, com licença. - subiu as escadas ate estar totalmente fora de nossas vistas. 

Minha filha andou em volta pela sala, eu apenas a olhava retirar o casaco e aparentemente dar um risinho sarcástico, logo em seguida me encarando. 

- que emoção, estar aqui depois de tantos anos... A filha prortiga finalmente retorna ao lar. A sala continua igual, não mudou nada! - a entonação de sua voz na ultima frase foi de reprovação. - é de um estilo totalmente superável mamãe, a senhora deveria ver as revistas européias, o estilo Ardecor! É a ultima palavra em decoração! -

- sim mas me diga uma coisa... Essas roupas esquisitas que você esta usando... Também estão na moda por lá? - perguntei desconfortavel. 

- claro mamãe, são Pantalonas! - sorriu pra mim. - mas a senhora já deve ter visto fotografias da Marlene Dietrich por exemplo, ela foi uma das primeiras a usar! -

- eu não acho adequado vc usar roupas masculinas, roupas de homens, pantalonas! - falei enquanto Sakura me puxava pela mão e sentava comigo no sofá. - acho melhor vc não sair assim, pode assustar as pessoas! -

- Hahaha, ora mamãe.... - riu debochada. - nos mulheres estamos a todo vapor! La na Europa eu aproveitei pra participar de um congresso feminista! -

- congresso feminista? -

- humrum, veio gente de toda parte do mundo, todas as moças usavam calças! - deu uma pausa pensativa. - nos mulheres estamos lutando pelo direito ao voto feminino, pra que ele seja assegurado na lei. -

- mas o que? Que tipo de capricho é esse? - perguntei boquiaberta. 

- mamãe, votar não é capricho, é direito! - se levantou do sofá, indo beber a bebida que estava em cima da cômoda.

Fiquei em silencio por um tempo, apenas a observando. Me surpreendi mais  ainda quando vi Sakura tirar um isqueiro de seu bolso e logo em seguida um cigarro, o acedendo e começando a fumar.

- desde quando vc fuma? - perguntei incrédula. 

- hum?! Ah desde... A adolescencia. - ela riu baixinho. 

- no internato mesmo? As freiras não se incomodavam? - a olhei atentamente. 

- bom, elas não gostavam muito mas eu e as meninas fumavamos escondidas no toalete. - Sakura deu de ombros. 

- não sei o que pensar! - brandei, sentindo uma forte dor de cabeça. - vc não é assim, esse não é seu jeito! -

- não é um jeito mamãe... Sou eu, e vai ter que me aceitar assim se quiser que convivemos juntas pacificamente, pois eu não vou mudar. A senhora só não sabe porue... Me mandou desde pequena pra aquele lugar não foi? -

- lhe mandei pra lá pro seu bem! Eu queria ter uma filha educada, inteligente, bonita e elegante. Não como a... - parei de falar assim que percebi que pronunciaria o nome de minha outra filha. 

- como quem? A Hinata? - Sakura deu um passo a frente, me olhando séria. - acho que deveriamos visita-la. Estou com saudades! A senhora a colocou em um manicômio, não estou certa? - abaixei meu olhar. - não concordo com isso mas não posso fazer nada, apenas que nos possamos visita-la. -

- Hinata não sabe que vc esta aqui e ela não reage bem a novidades, não é boa ideia irmos ve-la. - eu disse e vi ela revirar os olhos, voltando a fumar o cigarro. - mas não vamos brigar... Faça assim: suba, tome banho, troque de roupa, descanse e depois vamos passar o resto do dia todo juntas! - 

- Hum... Eu adoraria mas acho que vou passear um pouquinho - pegou seu casaco novamente. - essa cidade deve ter surpresas melhores pra mim! Au revoir! - saiu da sala mas antes me mandando um beijo e falando em seu sotaque francês. 

Fiquei praticamente travada naquele momento, Sakura não é o que eu esperava, esta tão diferente do que eu imaginava... Eu esperava uma verdadeira dama da sociedade e me veio uma dama, sim, mas com mente avançada e idéias revolucionarias. 

(Uma hora depois)

MikotoOn: eu estava aflita, andava sem parar de um lado pro outro, Itachi tentava me acalmar mas em vão, Sasuke ja estava lá dentro fazia tempo, eu apenas queria boas noticias!

- olha o Sasuke ali! - Izumi exclamou feliz.

Olhei rapidamente pro meu filho que parecia pálido e fraco, prensava um algodão no braço, onde havia sido furado pela agulha.  

- meu filho!! - o apoei. - vc esta bem? -

- sim. - falou com a voz baixa, se sentando no banco e respirando fundo. - o pai reagiu bem ao meu sangue, ocorreu tudo bem! - sorriu disfarçadamente mas percebi. 

- e vc meu irmão?!  - Shisui deu um tapinha no ombro de Sasuke. 

- como está se sentindo? - Izumi perguntou, agaixada na frente de Sasuke. 

- forte. - Sasuke disse com um sorriso na cara. - mais forte que nunca! Me sinto bem por esta ajudando meu pai. - meu filho virou o rosto pra mim, sorrindo com seus dentes brancos e alinhados. 

Meu coração se esquentou com essa cena, retribui o sorriso e o puxei pra um abraço, lhe dando um beijo na testa. Senti meu filho me beijar na bochecha carinhosamente, sussurrando palavras que fizeram meus olhos lacrimejarem: "seja forte!".

Deixei meus filhos ali conversando em um belo momento de paz pra beber água, me afastei deles mas ainda os olhando de longe. 

Na frente do bebedouro tinha um espelho, e meu Deus, eu realmente estou horrivel, pensei. Apareceu ate cabelos brancos em mim. Lembro de uma vez que mamãe me falou quando era adolescente: "vc pode ser jovem agora, sem preocupações, mas saiba que quando crescer e tiver estresse, vai aparecer vários cabelos brancos na senhorita, tristeza então... É o que mais da os fios branqueados." sei que ela falou brincalhona naquele dia... Mas era uma verdade imensa. 

- Doutor! - falei assim que o vi andar perto de mim.

- Senhora.Uchiha. - me comprimentou.

- o meu marido já esta bem? - perguntei esperançosa e ele ficou em silêncio, confesso que isso me deu medo. 

- tudo ocorreu bem... Mas ele esta fraco. Nos ja tentamos de tudo, agora só depende de como seu organismo vai reagir. -

- ah.... - meu coração acelerou. - e posso entrar pra ve-lo? Eu e meus filhos podemos? - 

- sim, ja podem entrar. So não façam tumulto pois como eu disse, seu marido esta fraco. - o médico falou com uma expressão séria, eu apenas concordei com a cabeça, o vendo se afastar. 

Respitei fundo e olhei pros meus filhos não muito longe. Eles pareciam felizes e esperançosos. Talvez achem que o pai esta fora de risco... Eu deveria estar como eles mas, o pressentimento ruim não sai de mim. 

 

 

 

 

 

 

 



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