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História Eremika AU - Os 10 Porquês - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


O Ereno virou papai! Hahahahaa
Ai gente, essa é a última cartinha :(
Foi muito divertido escrever essas cartas, e eu percebi que vocês se divertiram muito durante a leitura.
Muito obrigada por me acompanharem até aqui, e por darem carinho pra essa fic tão simples.
Vejo vocês nas Notas Finais.
Boa leitura!

- Gaby

Capítulo 10 - Filhos


Eu encontrei uma mulher mais forte
Do que qualquer pessoa
Ela compartilha os meus sonhos
Espero um dia compartilhar seu lar
Encontrei um amor, para guardar
Mais do que meus segredos
Para levar amor, carregar
Nossas próprias crianças

- Perfect, Ed Sheeran

Querida Mikasa,

Era dia 20 de Março de 2016 quando você me deu a notícia de que estava grávida. Eu preciso comentar que naquele momento, eu não senti nenhum tipo de “felicidade mágica” mostrada nos filmes. Eu senti muito, mas muito medo. Sim, eu queria ter filhos com você, mas não exatamente na casa dos vinte anos.

Me lembro de ter ficado olhando pra você, com a boca semiaberta como quem ia dizer alguma coisa, mas simplesmente não conseguia. Eu não queria te deixar mais assustada do que você já estava, então eu apenas te abracei sem dizer nada. Você começou a chorar nos meus braços, e eu me senti muito angustiado. O meu instinto gritava para que eu saísse correndo para o mais longe possível das milhares de responsabilidades que eu teria de assumir, mas eu era incapaz de te deixar sozinha  Nós havíamos feito um bebê juntos, e cuidaríamos dele juntos.

Mas eu não vou negar que eu estava em pânico. Pessoas falavam comigo e eu não escutava, eu esquecia coisas com muita frequência, e eu não conseguia focar em absolutamente nada. Era tanta coisa passando pela minha cabeça ao mesmo tempo que foi como se o meu sistema tivesse travado. Eu não tinha idéia de como iríamos sustentar uma criança; tudo o que eu conseguia pensar era “fodeu”   

Por mais que o seu irmão seja um gnomo irlandês insuportavelmente rabugento em 99% do tempo, ele foi uma grande ajuda para mim nesse período de muita ansiedade e dúvida. Levi me contou sobre a sua experiência sendo pai de dois filhos. Lembro que ficamos acordados até umas quatro da manhã à base de álcool e conversas sobre bebês. A conversa foi longa, e eu não lembro de muita coisa para poder te descrever, já que perto das duas da manhã eu estava alucinando um pouco. Mas me lembro do que ele me disse antes do álcool fazer efeito:

“Sabe, eu compreendo muito bem as suas inseguranças, Eren. É completamente normal, nós nunca estamos preparados para as reviravoltas da vida. Eu tive as mesmas incertezas quando Hanji ficou grávida do Sam. Mas essas questões que atormentam a sua cabeça vão sumir a partir do momento que você ver o rostinho dele... ou dela, quem sabe. Os desafios que eu imaginei que passaria antes de ser pai não são nada parecidos com os desafios que de fato eu passei até hoje como pai, mas olha, é muito mais fácil encarar eles quando você sabe que quando chegar em casa vai ter um alguém pra apontar pra você, sorrir e dizer “papai”.”

Na manhã seguinte, mesmo exacerbado por uma forte ressaca, refleti sobre as palavras do seu irmão. De uma hora pra outra, me peguei me imaginando fazendo todas as coisas que eu gostava de fazer com o meu filho. Imaginei como ele, ou ela, seria; se teria os seus olhos puxados ou a minha pele mais escura. Imaginei como a sua personalidade seria, e quais seriam as suas preferências. Esses devaneios me faziam sorrir.

Eu continuava com medo, não pense que ganhei coragem ao conversar com um gnomo irlandês. Porém, havia um certo conforto em imaginar uma pequena parte minha e sua correndo pela casa e preenchendo o lugar com risadas alegres e infantis. Eu costumava ter uma visão distorcida sobre ter filhos, mas o seu irmão conseguiu me proporcionar uma nova perspectiva. Não vai ser tão ruim assim, eu pensava, sempre que o pessimismo tentava tomar conta.

Foram longos nove meses. Eu ficava completamente perdido em meio a tantas oscilações de humor, e não sabia o que fazer para melhorar a situação. Quando você passava muito mal em algumas madrugadas, eu tentava conversar com você sobre o bebê para tentar te distrair. Na maior parte das vezes, funcionava. Mas às vezes os enjôos eram fortes demais para você conseguir manter uma conversa comigo. Eu me sentia impotente, e odiava me sentir assim, então, eu te abraçava até que você conseguisse dormir, na tentativa falhada de diminuir o seu mal estar.

Ser pai é um negócio meio doido, né?
No começo, eu era cheio de incertezas e medos, e com certeza adiaria a chegada desse bebê caso tivesse a chance. Mas, enquanto os meses passavam e eu via a sua barriga crescer, eu ficava cada vez mais ansioso para poder ver o rosto do meu filho. É um sentimento que eu mal consigo pôr em palavras escritas. Eu nunca achei que fosse capaz de amar alguém desconhecido de uma forma tão incondicional até você engravidar de um filho meu. 

Eu me lembro até hoje do seu primeiro ultrassom.
Era dia 27 de Abril de 2016, e toda a família estava reunida do lado de fora da sala de ultrassom, enquanto nós olhávamos apreensivos para a tela do equipamento. Você segurava a minha mão com tanta força que fiquei com medo de que fosse quebrá-la em pedacinhos minúsculos. Meu pai havia insistido para fazer o exame em você, pois queria escutar os batimentos cardíacos do neto.

E foi nesse dia que tivemos uma grande surpresa.
Não era apenas um coração batendo.
Eram dois.

Naquele momento, o tempo pareceu parar. Me lembro do meu pai sorrindo e nos parabenizando, e de você chorando de felicidade com uma intensidade fora do normal, graças aos hormônios à flor da pele. Eu juro que, antes de desmaiar, eu fiquei olhando para a cara do meu pai esperando que fosse algum tipo de pegadinha. Depois de confirmado que teríamos gêmeos, eu tive um último vislumbre do seu sorriso antes de despencar no chão do consultório e ganhar um hematoma na testa.

Mikasa, não quero que pense que eu estava infeliz com a idéia de ter filhos com você. Eu estava muito, muito feliz, só estava com medo das mudanças que não paravam de acontecer. E esse sentimento insuportável, ao ser misturado com a ansiedade de ver o rosto da minha obra prima, resultava em uma tortura interminável. Quero que entenda que, assim como você, eu estava ficando louco.

Mas não infeliz.
Eu jamais ficaria infeliz com alguma coisa relacionada a você, meu amor.
Jamais.

Na nossa próxima consulta, descobrimos que eram duas meninas.
Duas princesinhas.
Minhas princesinhas.

Naquele dia, eu saí com um sorriso bobo estampado na cara, como um artista bastante satisfeito com a própria obra. Já não sentia mais medo, só a imensa ansiedade para poder segurar minhas duas princesas nos braços. Eu me sentia estranhamente completo e preenchido por amor, e esses sentimentos calorosos não paravam de crescer dentro do meu peito.  

A sua bolsa estourou no meio de uma madrugada. Te levei para o hospital sem me importar em trocar a calça do pijama, e tive um longo momento de agonia enquanto esperava por você e as gêmeas do lado de fora da sala de parto. Mikasa, eu nunca senti tanto medo na minha vida como naquela noite; um medo imenso de que alguma coisa acontecesse com você e nossas meninas. Zeke chegou poucos minutos depois que liguei para ele. Eu precisei ser consolado pelo meu irmão mais velho, como uma criança que fora separada da mãe.

Foram treze horas de parto.
Treze horas de agonia.
Eu estava quase cedendo ao cansaço, mas a minha vontade de ver a minha família me mantinha de pé.

Todo o período de espera valeu a pena depois que a enfermeira me levou para o berçário, e eu vi as minhas duas princesinhas embrulhadas em cobertores rosados. Me lembro de ter pensado “Caralho, eu fiz essas duas!”, sem acreditar que eram pedaços de mim; os pedaços mais lindos que eu já havia visto. Fiquei olhando para aquelas meninas pequenininhas como se fossem duas preciosidades. Meu peito explodia de felicidade; era difícil de acreditar que, nove meses antes, eu estava com muito medo de que um filho complicasse as coisas.

Ah, e como eu estava errado!
No final, Elsa e Anna foram dois anjinhos que abençoaram nossas vidas com muito, mas muito amor. Vê-las crescer e aprender sobre o mundo exterior é algo inexplicavelmente mágico. Elas foram os melhores presentes que você já me deu, Mikasa.

Enquanto tentamos ensinar as nossas filhas sobre a vida, elas nos ensinam o que é a vida.
Sem perceber, aprendemos a amar sem restrições.
 

Eu te amo e sou eternamente grato por ser amado por você,

                      Eren


Notas Finais


O que me preocupou um pouco em algum dos comentários foram essas frases: "Que lindo! Pena que não vai acontecer comigo...", "Eu não tenho ninguém para fazer isso comigo".
Olha, eu não vou mentir, é muito raro você se casar com o seu amor de Ensino Médio da mesma forma que aconteceu com Eremika Londrino.
Também é muito difícil achar um cara como o Eren Londrino (Quem me dera, né, meninas?)
Mas isso é porque coisas assim se tornaram "bregas". Nós vivemos no mundo do imediatismo, e coisas à longo prazo não são tão valorizadas como antes. Hoje em dia, as relações são destruídas por razões estúpidas (relações de anos, ainda por cima!)
Gente por favor, não deixem de acreditar no amor por causa dos empecilhos.
Vocês vão encontrar alguém que vai mudar tudo. Eu sei que vão.
Na hora certa, quando vocês menos esperarem, uma pessoa especial vai aparecer.
Ela pode não se expressar por meio de um violino, escrever cartas de amor profundas e cheias de beleza, ou te levar para conhecer o seu escritor favorito... Mas essa pessoa vai te escolher acima de todas as outras coisas.
Ela vai te fazer voar.
E isso é mais do que o suficiente.

Viva a sua vida, mostre-se ao mundo. Deixe o amor te consumir!

- Gaby.

Aaaaahhhh e quem disse que esse é o último capítulo? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Minha gente, eu to escrevendo um bônus!
Se der tudo certo, consigo postar na Segunda.
Obrigada por ler até aqui!


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