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História Eroda - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 3 - Falling


3 — Falling

Draco Pov

 

Ergui os olhos, vendo Sirius Black parado com nervosismo do outro lado daquela placa que vidro que nos separava.

Tinha um ar exausto, com olheiras arroxeadas ao redor dos olhos, e o cenho franzido em uma eterna expressão de preocupação.

Nós tínhamos muito em comum. Muito além da descendência dos Black.

Éramos pessoas teimosas, e que não tinham medo.

Havíamos perdido pessoas importantes, e buscávamos vingar elas, e livrar o mundo de algo terrível como Voldemort.

Muito além disso, existia algo dentro de nós, que queimava na mesma intensidade.

Fúria, raiva, rancor e melancolia.

Soltei os fios de cabelo que estavam em minhas mãos, vendo o corpo cair no chão, fazendo um baque oco soar pelo local, e abaixei meus olhos para Lucius Malfoy.

Eu nunca chegava a pensar que ele era meu pai.

Um estranho sentimento, mas muito real.

Você simplesmente olhar para a pessoa que te gerou, e perceber que não tinha qualquer sentimento bom sobre aquele ser humano era algo inesperado.

Mas não para mim.

Estávamos dentro da prisão criada recentemente pelo ministério da magia, onde ninguém tinha acesso.

Ficava em um lugar muito complicado de chegar, e usar magia ali dentro era terminantemente proibido.

O lugar tinha censores que impedia a magia de se manifestar, então mesmo que tentasse, nenhuma varinha funcionava ali. Nenhum feitiço invocatório. Nenhuma magia mental.

Nada.

Era atualmente o lugar onde estavam dois dos meus maiores troféus.

Era assim que eu vi Lucius Malfoy.

Um troféu.

Uma coisa que eu tinha conquistado por mérito próprio.

Porque eu liderei o ataque na mansão Malfoy. Eu criei todas as malditas táticas, e eu comandei a Ordem naquele ato.

E eu o prendi.

Junto com a ordem, consegui capturar quarenta e dois comensais da morte.

Mas nada me trazia mais satisfação do que saber que eu havia derrubado meu pai, e eu o joguei dentro daquele lugar imundo.

Eu, Draco, o maior responsável por levar aquele rato para um esgoto.

— Eu vou te dar mais uma chance, Malfoy — Falei, sorrindo de como minha voz soava ao dizer o sobrenome dele.

Era muito fácil esquecer quem você é nesses momentos.

Existia um limiar muito complicado de se identificar e cruzar quando você tinha um pouco de liberdade para causar a dor nas pessoas.

O ser humano não havia sido criado para resistir, uma vez que estava dentro daquele meio.

Em algum momento, saber que você punia alguém horrível como aquele homem diante de mim, deixava de ser... Pavoroso.

Olhei para baixo, vendo ele tentar se levantar de novo, mas estava fraco demais para isso, e voltou a cair na poça de sangue abaixo de si, quase como um saco de ossos com vida.

Fazia quase três meses que ele estava preso, e foi realmente algo muito difícil conseguir finalmente ter uma permissão para ir interrogar ele.

Com a minha aproximação de Sirius, ficou claro o quanto era importante encontrar Harry.

Ele não vivia. Não sentia. Não comia. Ele não fazia nada que não fosse pensar no garotinho que foi arrancado de seus braços.

Remus também, mas as coisas com Sirius eram piores.

Porque na noite do ataque de Voldemort, Remus havia se ferido muito gravemente, o que tinha derrubado em diversos níveis a qualidade de vida de ambos.

Ele quase não podia sair da cama, vivia doente, e tinha sérias crises de dores.

Uma maldição havia sido lançada, e a magia negra impregnou o corpo dele, quase como se fixasse para sempre aquela condição de fortes dores agourentas.

Remus as descrevia como uma eterna cruciatus, que ficava ali impregnada em seus músculos.

Dificilmente ele era visto, por estar sempre dentro de casa.

Mas Sirius estava sempre dividido entre cuidar dele e procurar por Harry. E isso era coisa demais para um único homem.

Black não tinha tempo para viver, ou se quer respirar.

Ele vivia daquela maneira, partido entre fazer de tudo para achar uma cura para Remus, e procurar pelo afilhado desaparecido.

Eu, com a proximidade, soube o quanto de culpa que ele sentia.

Porque seu melhor amigo o nomeou padrinho de Harry, por confiar nele, e saber que manteria o garoto em segurança.

Sirius parecia não saber conviver com a culpa de ter desonrado a memória dos Potters, e era horrível ver o olhar quebrado daquele homem, quase como um morto condenado a vida.

Com nossa proximidade, eu percebi que ele era uma pessoa boa. Talvez uma das poucas da Ordem que não era desconfiado de mim o tempo inteiro.

Mas percebi que tinha muito respeito por ele, principalmente após acompanhar como sua vida era apenas o caos.

Porque além de Remus ser muito doente, ele era a droga de um lobisomem.

E essa era uma das maiores razões para que nunca se curasse.

Porque seu corpo precisava de descanso absoluto, mas em toda lua cheia ele se transformava em uma besta.

Olhei brevemente para o vidro, vendo Sirius ainda parado ali, completamente indiferente a tudo o que eu fazia com aquele corpo dentro daquela sala.

Meu sapato fez um estranho barulho quando pisei sobre os dedos de Lucius, e ele voltou a soltar um grito.

Apostava que agora ele se arrependia muito de ter deixado Voldemort me treinar como carrasco e torturador.

Eu lembrava do dia em que entramos na mansão, e eu o prendi.

A satisfação durou apenas alguns instantes, porque logo em seguida eu fui atingido diretamente por Voldemort.

Eu poderia ter morrido naquele dia, se Sirius não houvesse surgido com um contra ataque, e uma chance de desviar a atenção de mim.

Ele tomou frente na luta, junto a vários outros, e mesmo enquanto se defendia e tentava atacar, ele me ajudou a levantar do chão e sair do fogo cruzado.

Naquele dia eu tinha ganhado a cicatriz que me seguiria para o resto da vida.

Era um corte grande, vertical que passava por meu olho, começando na minha testa e terminando na bochecha.

Nos primeiros dias havia sido terrível. Era muito estranho me olhar no espelho e ver aquela marca agourenta ali.

Mas após cicatrizar, eu já tinha me habituado a olhar no espelho e ver aquele corte ali.

O grande ponto é que nosso ataque não havia sido feito de forma impensada.

Enquanto uma parte da Ordem enfrentava comensais, existia a equipe tática que estava se infiltrando, cada um em um ponto do lugar, para lançar o feitiço antimagia, que bloquearia os comensais.

Era um projeto muito complicado, que havia desenvolvido juntamente com Dumbledore, com auxílio do doente, porém não menos inteligente Remus Lupin.

Um feitiço inovador, que conseguia bloquear toda e qualquer magia no lugar, mas que exigia ser lançado por várias pessoas ao mesmo tempo.

Enquanto lutávamos, aproveitamos disso para criar a distração. Ao invadirmos em um número consideravelmente grande de pessoas, eles chamaram reforços.

E essa era a intenção.

Porque assim que um grande número de comensais estava dentro da mansão Malfoy, acionamos o feitiço, derrubando os níveis de magia deles.

E explodimos na sequencia uma potente bomba com um gás altamente tóxico que havíamos desenvolvido, cujo antídoto toda a ordem havia tomado antes mesmo de entrar ali, então estávamos completamente seguros enquanto víamos todos eles desmaiarem.

E mesmo muito machucado, eu não pude deixar de devolver o favor a Voldemort, dando-lhe a mesma cicatriz que ele havia me feito.

Aquela foi uma das maiores vitórias que já tive na minha vida.

Eu me lembrava de ver todos sorrindo, antes que eu desmaiasse por meus ferimentos.

É claro que minha primeira ideia foi tentar interrogar Voldemort.

Mas por ordens do Ministério da magia, ninguém podia entrar em contato com ele. Não podíamos interrogá-lo, ou se quer vê-lo.

Mas eu tinha Lucius.

Seu braço direito.

E não deixaria as coisas fáceis.

Porque após Sirius salvar a minha vida, eu tinha decidido que iria retribuir o favor.

Faria o que fosse necessário para levar Harry de volta para sua família.

Lucius começou a gemer, o corpo inteiro tremendo em choque no chão, ao mesmo tempo em que ele começava a choramingar pedidos de ajuda, e isso me fez querer revirar os olhos.

Me ajoelhei, voltando a puxar ele pelos fios quebradiços de seu cabelo, deixando nosso olhar se encontrar.

Ao redor dos olhos dele estava um pouco inchado, e sua boca rachada e machucada estava cheia de sangue.

— Eu vou continuar vindo aqui — Murmurei para ele, inflexível — Dia após dia.

— E-eu já disse! Eu não sei nada! — O tom de sua voz soava muito desesperado, enquanto ele tossia e tentava cuspir o sangue acumulado.

— Dia após dia — Insisti olhando dentro dos olhos dele, para que conseguisse encontrar a sinceridade da minha fala — Eu vou vir todos os dias. E nada que faça vai poder mudar isso. Todos os dias, você pode me esperar... E tenha certeza de que nada vai salvar você, Lucius. A morte é misericordiosa apenas com quem merece.

— Eu — Ele engasgou, cuspindo o próprio sangue no chão — Não sei onde está aquele garoto!

— Eu não acredito em você — Rebati com seriedade.

Várias vezes ele foi interrogado por aurores sob o efeito da poção da verdade, e ele sempre dizia não saber da localização do menino, ou qualquer coisa que pudesse ajudar nas buscas.

Mas eu sabia que bruxos poderosos poderiam enganar o efeito do Veritasserum.

Na realidade, a investigação sobre Harry havia sido congelada no Ministério. Depois de quase sete anos de seu desaparecimento, ninguém parecia acreditar que ainda poderia ser encontrado.

Mas após eu ter liderado o ataque e ajudado a capturar Voldemort, havia conseguido uma vaga no Ministério para trabalhar como auror, o que aumentava muito meus recursos de pesquisas.

E esse havia sido o primeiro caso que eu abri, e trabalhava regularmente nele, usando totalmente meu tempo livre para pesquisar e pensar sobre Harry, mesmo que meus superiores exigissem que além do caso de Potter, eu trabalhasse com regularidade em casos ativos.

Durante o dia resolvia os designados pela academia de aurores, e o tempo que deveria usar para viver, eu me afundei totalmente naquilo.

Eu havia sido criado, transformado, traumatizado, feito de fantoche, sido obrigado a me tornar um monstro, a realizar as coisas mais sombrias que se deve imaginar.

Não acreditava mais que pudesse ter uma alma a ser perdoada.

Ainda era o Draco, que não tinha sentimentos.

O Draco que não tinha piedade, que não sentia nada ao torturar o próprio pai.

Havia vivido por alguns anos escondido por ser da Ordem, então não me importava exatamente com a fortuna da família, que agora era integralmente minha. Nem com meu sobrenome.

Eu se quer tive vontade de voltar para escola e cursar meu último ano, interrompido após eu perder meu disfarce de agente duplo.

Quando finalmente prendemos Voldemort, e o mundo começou a tentar se reorganizar, eu fiquei muito satisfeito ao ser nomeado pessoalmente pelo Ministro da Magia como auror, sem precisar prestar os exames ou terminar a escola.

Tudo o que eu sabia era aquilo. Viver daquela maneira.

Como um soldado. Lutando por causas.

— Todo dia, é todo dia — Lembrei a Lucius, soltando seu cabelo, e sua cabeça despencou junto a seu corpo para o chão, e me ergui, abrindo novamente minha maleta.

Havia reequipado ela, porque aquela prisão me obrigava a ser criativo, já que o uso da magia estava indisponível.

Eu não podia usar feitiços para conseguir as respostas que queria.

— Bom, eu presumo que podemos fazer um acordo. Voldemort está com algo que eu quero. E já que eu não posso ir até ele descobrir, vamos fazer uma troca. Enquanto você não me der uma informação útil, eu vou tirar coisas de você. Como ele fez com o garoto dos Potter. Eu vou apenas... arrancar — Ergui um dos alicates, vendo ele me olhar entre os fios de cabelo, conseguindo arranjar forças para se arrastar no chão, tentando fugir de mim. Soava patético — Afinal, para que um detento usa dez dedos?

— Você não... Eu sou seu pai! — Bradou com o terror enchendo seu rosto, e eu arqueei o cenho para ele — Você não é um monstro, Draco! Pense... Sua mãe... O que ela pensaria? Narcissa... — Sua voz soava muito desesperada, e eu imaginei que ele até o momento duvidava o quanto eu iria longe por aquilo.

— Eu não tenho mãe — Falei sorrindo com calma — Ela foi assassinada. Está morta. E mortos não pensam em nada, Lucius.

— Você... é tão.... imundo! Um lixo traidor! Você não pode fazer isso! Estou sob custódia do ministério da magia! Eu vou chamar meus advogados, Draco! Isso é tortura!

— Você tem razão — Abaixei o alicate, querendo sorrir ao ver o tanto que ele tremia de pânico — Não, como eu poderia arrancar um dedo? Um dedo do homem que matou tantas pessoas, que assassinou crianças, mulheres, famílias... — Abaixei o alicate, trocando-o por uma serrilha — Você está certo, Lucius. Você não merece perder nenhum dedo, e sim a sua mão inteira.

E quando eu dei o primeiro passo na direção dele, e eu vi seu corpo tentar se encolher para longe, soube que estava perto.

Eu sabia decifrar aquela expressão de completo pavor no rosto dele.

Eu já a causei diversas vezes.

— Little Hangleton! — Sua voz soou histérica, e eu franzi o cenho, vendo ele me espiar por entre os fios de cabelo bagunçados — E-eu não sei nada além disso — Informou em um sussurro cheio de terror — Eu não sei onde está o garoto. Mas todas as vezes em que ele ia... checar a segurança de Potter, ia para Little Hangleton. É... Tudo o que sei, por favor, Draco, por favor...

— Onde fica a antiga casa dos Riddle — Murmurei para mim mesmo, por saber daquela história.

Dumbledore havia me dito sobre o que descobriu do passado de Voldemort, e como ele havia assassinado sua família dentro da mansão onde seu pai trouxa vivia.

Joguei a serrilha dentro da maleta, fechando ela novamente, me sentindo esperançoso.

Aurores haviam revistado aquele lugar, mas EU não.

Depois da prisão de Voldemort, todos tinham tanto medo de que ele escapasse, que não deixavam ninguém chegar perto de alguns lugares, e mesmo sendo auror, não tinha permissão para investigar aquele lugar.

Robbs, meu chefe, disse que não existia nada para ver ali, e a menos que eu tivesse uma prova ou algo concreto, ele não poderia liberar passagem.

Confiava que poderia achar algo que talvez eles houvessem esquecido de checar, porque eu realmente era um auror de nível superior a todos os imbecis recrutados.

— Obrigado pela gentileza, Lucius. Nos vemos amanhã — Murmurei vendo ele se agitar naquele canto da parede onde havia se refugiado.

— É tudo o que sei! — Berrou, desesperado pela perspectiva de me ver de novo — É tudo o que sei! — Voltou a berrar com pavor, e quando saí daquela sala, ainda podia ouvir seus gritos apavorados e estridentes dele ecoando pelos corredores.

— Eu posso ter conseguido uma nova pista — Informei para Sirius, vendo ele me olhar ansioso — Lucius disse que Voldemort sempre precisava ir até Little Hangleton antes de ver Harry. Pode ser uma chave de portal, ou algo do tipo. Eu vou precisar voltar ao ministério para pegar uma ordem, já que é um local lacrado... Mas pretendo começar a investigar ainda hoje.

— Eu...

— Não — O interrompi, vendo ele fechar o cenho para mim com revolta — Lua cheia, Sirius — O lembrei, vendo ele vacilar, e suspirar ao compreender.

Era dia de cuidar de Remus.

— Eu te informo sobre qualquer novidade — Insisti com seriedade, e ele apenas assentiu, caindo em silêncio enquanto descíamos as pavorosas escadas daquele lugar.

Após as escadas, ainda passávamos por um detector de magia na entrada, que anunciava se tinha a presença de qualquer item mágico, e por fim chegamos na saída principal.

Depois disso, seguimos de barco até a o porto do outro lado, onde finalmente poderíamos usar magia.

A prisão ficava em uma ilha completamente isolada, e sinceramente, fazia Azkaban parecer um parquinho infantil.

Eu gostava de saber que meu pai estava em um lugar tão horrível.

— Eu vou ir o mais rápido que posso. Vou ver se consigo alguma informação nova. Se precisar de ajuda com Remus, me avise — Falei vendo ele assentir com cansaço, antes de dar uma batidinha com a mão no meu ombro.

— Você está bem?

— O que quer dizer? — Questionei sem entender, e ele deu um longo suspiro.

— Eu sei o quanto você odeia ter que voltar a agir como um comensal. E... aquele ainda é seu pai.

— Você sabe perfeitamente que ele não é meu pai. Eu sou bem treinado para isso, Sirius. Consegui a informação...

— Não estou questionando seu trabalho, Draco — Ele explicou, e eu vi como seus olhos estavam preocupados — Mas sei o quanto é difícil ter que se tornar um monstro.

— Eu não posso me tornar algo que já sou — Falei com humor ácido, mas nem isso o fez recuar.

— Você é uma boa pessoa. Deveria parar de duvidar disso. É... alguém incrível, e não podemos controlar isso. As vezes coisas ruins acontecem com pessoas boas.

— Essa conversa não tem o menor propósito — Alertei, mas ele continuou com a mão pousada no meu ombro.

— O mundo não se divide em pessoas boas e más. Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que importa é o lado o qual decidimos agir. Isso é o que realmente somos.

Não soube o que responder diante disso, porque embora Sirius realmente dissesse as coisas certas, eu não conseguia levar aquilo para a minha realidade.

— Eu sinto muito por você ter que fazer essas coisas novamente. Eu sei como isso é algo terrível a ser pedido, Draco. Mas... Você é minha única esperança — Ele admitiu, e parecia não sentir vergonha de expor sua fraqueza diante de mim.

Da mesma forma que ele sabia o quanto era doloroso para mim ser uma criatura tão manchada, eu sabia o quanto o orgulho dele estava ferido.

Sirius estava desesperado a ponto de não saber mais o que fazer.

— E se houvesse um jeito, qualquer um, de não precisar te pedir por isso...

— Você nunca me pediu para salvar Harry. Eu decidi sozinho que iria fazer isso — Rebati, prevendo o rumo de seus pensamentos.

Ele sabia que era egoísta de sua parte, porque precisar que eu voltasse aos meus dias de tortura realmente destruía muitas coisas em mim.

Mas eu não me importava com isso.

Não enquanto sentisse sua sinceridade.

Não era como Dumbledore, que não tinha remorso por usar as pessoas.

Sirius sempre me pedia desculpas por aquilo, e admitia que era algo egoísta.

E eu gostava dessa sinceridade crua em nossa relação.

— Obrigado, garoto. Por... tudo isso.

Assenti, dando de ombros.

— Vamos, quero ir logo para Little Hangleton. E... se precisar de alguma coisa, mande um patrono. Eu preparei a poção mata cão do Remus, e deixei na casa de vocês hoje cedo.

— Obrigado. Nos vemos depois.

E aparatamos em seguida, cada um para seu destino.

Sirius sempre me deixava preocupado.

Eu sentia que ele parecia cada dia mais doente, cada dia mais frágil e perdido.

Como se não tivesse forças para suportar aquilo por mais tempo.

Era realmente assombroso vê-lo tão perdido.

Mas tudo aquilo iria acabar quando eu encontrasse Harry Potter e o trouxesse de volta para casa.


Notas Finais


Um pouco mais do nosso Dark Draco.
Gostaram da relação dele com Sirius? São bem sinceros, e se respeitam de uma forma muito grande.
Ah, eu vi que as teorias sobre as idades são as mais malucas hahahaha Harry nessa altura da fic, como leram no chapie, tem 16 anos. Ele irá completar 17 logo. Fazem quase 7 anos que foi sequestrado.
Draco é 5 anos mais velho do que ele, atualmente tem 22. Eu vi que algumas pessoas acertaram hahahaha
REMUS ESTÁ VIVO! Porém, quase morto. A condição dele é muito complicada.
A partir do próximo a história vai realmente começar! Todos os capítulos até agora foram apenas a introdução desse universo.
Aqui Voldemort não é uma horcrux, está preso atualmente. Draco é o salvador do mundo bruxo hahahahahaha Ele foi que ordenou o ataque, que bolou a estratégia e as opiniões sobre ele são bastante diferentes. Alguns o consideram um herói, outros o veem como um monstro, por tudo o que teve que fazer para manter o disfarce. O que vocês pensam sobre isso? Herói ou monstro?
Obrigado por todos os comentarios! Vocês são incríveis, sério! Eu estou respondendo aos poucos, okay?
Continuem me dizendo o que estão achando de Eroda <3
Até!


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