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História EROS - spin-off de O acordo - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa leitura meus queridos 🖤

Capítulo 2 - Conversazione con papà


Eros

Quando terminamos o almoço, Zaina e Adônis foram para suas casas, mamãe foi para o trabalho, Atena e Alexia saíram e papai me chamou para uma conversa.

— Então, querido.

Como está a vida?

— Como assim?

O senhor sabe bem como está a minha vida.

— Eu sei, mas eu quero dizer, como está no curso, está tudo bem?

— Está sim, medicina sempre foi o curso que mais encantou meus olhos, é bonito salvar pessoas, poder ajudar, é como se eu tivesse fazendo uma ótima ação, o senhor me entende?

— Entendo sim, que bom que você está feliz no caminho que está seguindo.

— Por que o senhor está tendo essa conversa comigo?

— Eu?

Bem, eu sempre achei que você deveria ter o direito de escolher como seria sua vida, nunca quis que você se sentisse obrigado a assumir o meu posto no futuro.

— E o senhor não faz isso, nunca me obrigou a nada, sempre me deu o direito de escolha, é isso que eu fiz, escolhi uma carreira que eu quero seguir.

— Eu sei, mas eu conversei com uma pessoa que me fez rever alguns conceitos, me fez refletir sobre o meu maior medo.

— E que pessoa foi essa?

— Ricardo, acredita?

— Não é porque o tio Rick é um Narcisista irônico, que ele não pode dar conselhos sobre um assunto sério.

— É, você tem razão, tenho que parar de ver o Rick só como um retardado.

Rimos.

— Então, continuando, ele me fez perceber que a minha preocupação sempre foi em não te obrigar a ser o próximo líder da máfia, só que fazendo isso, eu te obriguei a seguir um caminho diferente do meu, não sei se você está entendendo o meu raciocínio, mas eu pensei, e se for a tua vontade seguir o legado da família, eu nunca te perguntei se essa era a sua vontade, por isso nunca te envolvi diretamente nos negócios da família, do mesmo jeito que nunca envolvi sua irmã, só ensinei vocês a se defenderem quando precisassem.

O ponto é, você tem vontade de ser mais participativo na máfia?

Essa é uma pergunta um tanto difícil, desde a minha adolescência, meus planos sempre foram conjuntos com a Zaina, a gente sempre planejou entrar na faculdade de medicina juntos e quando nos formarmos, abrir nosso próprio hospital, claro que em um ponto discordamos, ela quer abrir um hospital só particular e eu quero poder atender pessoas menos privilegiadas, poder dá oportunidade para essas pessoas terem um bom tratamento, por isso pretendo fazer uma ala no hospital para atender essas pessoas, a Zaina é contra, mas como basicamente a maior parte do dinheiro para criar o hospital será da minha família, eu tenho total direito de fazer essa ala.

Mas ao mesmo tempo que eu adoro o curso que faço, os negócios da família me fascinam, eu tenho vontade de participar mais, de me envolver mais diretamente com a máfia, mas se eu escolher isso, terei que abrir mão de muita coisa, como por exemplo, A Zaina, ela é totalmente contra essa vida, é desse meio que vem o dinheiro que sempre a sustentou e ela não tem vergonha disso, não tem vergonha do trabalho dos pais, mas essa vida não é pra ela, ser a primeira dama da máfia não é o que ela anseia pro futuro.

Também não quero ter que desistir da minha carreira de médico, já fiz tantos planos que não seria capaz de jogar todos eles fora, mas ao mesmo tempo, gostaria muito de ser o sucessor de papai, ele está preparando Adônis para o substituir quando chegar a hora, meu primo se sente muito honrado em ser o escolhido pra isso, mas ele preferia que eu assumisse esse posto, já que meu primo prefere trabalhar com mecatrônica, construindo armas e robôs.

— Se perdeu nos pensamentos, querido?

— Pois é, eu estava pensando nos planos que eu fiz com a Zaina, sobre abrir nosso hospital quando terminarmos o curso.

— Uma ideia muito boa, você me enche de orgulho, querido, principalmente por pensar nas pessoas que não tem as mesmas oportunidades que a gente, pena que infelizmente a Zaina não tem a mesma intenção que você, ela é um pouco mais egoísta.

— Não fala assim, pai, a Zaina é uma ótima mulher, só tem um ponto de vista diferente do meu.

— Um? Você quer dizer vários, né?

Eu sou o padrinho dela, filho, a conheço desde pequena, a Zaina é uma pessoa bem ambiciosa e isso é bom, desde que a ambição não mude o seu caráter.

O Sthefano e o Rafael criaram ela muito bem, mas aquela menina não é nem a metade do que eles são, não estou falando mal dela, nem a criticando, mas ela tem que tomar cuidado com algumas atitudes dela, pois podem resultar em consequências indesejadas, consequências que eu tenho certeza que ela não quer.

— Não entendi muito bem do que o senhor está falando, mas estranho o senhor está falando assim dela, justamente o senhor que sempre nos apoiou como casal.

— Sempre apoiei vocês como um casal, porque nunca seria contra a relação de vocês, eu quero a sua felicidade, querido, acima de qualquer coisa, mas isso não quer dizer que eu ache que vocês serão um casal pra sempre.

— Então o senhor está agorando meu relacionamento?

— Não, longe de mim, só estou falando minha opinião, e por mas que eu queira que vocês se casem, que construam uma família, a minha intuição me diz que vocês não irão ficar juntos, eu acho que o destino tem uma surpresa preparada pra você, querido.

Você acha que sua vida já está resolvida, que vai se casar com Zaina, você pensa que ama ela, mas será que ama mesmo?

Sei lá, as vezes eu acho que vocês estão juntos por influência de toda a família, acho que a gente induziu vocês a ficarem juntos, já que desde pequenos vocês tinham uma conexão tão forte e a gente foi alimentando mais isso, não sei se você me entende, o que eu quero dizer é que você é muito novo,  acha que ama ela, viveu a sua vida toda criando planos de uma vida com ela, mas talvez você só esteja se iludindo e iludindo ela.

Eu percebo que a Zaina te ama, isso é perceptível pra qualquer um, mas você ama ela?

Hoje você é capaz de me responder essa pergunta olhando nos meus olhos?

— Claro que sou, pai.

— Então você ama?

— Eu amo a Zaina.

— Ok, se você diz, eu espero que esteja certo, mesmo achando que seu futuro será ao lado de outra mulher.

— Como assim?

De quem o senhor está falando?

— Ninguém específica, agora se me der licença, preciso ir resolver alguns assuntos pendentes.

Até mais tarde, querido.

Papai me dá um beijo na testa e se retira, me deixando extremamente confuso.

De quem ele estava falando?

É como se ele já soubesse quem seria essa mulher, como se a gente já se conhecesse.

Acho que papai tá ficando louco, só pode, quer saber, não vou ficar pensando nisso, vou fazer meu trabalho da faculdade que eu ganho mais.

Continua...


Notas Finais


O Eron tá cheio das intuições, será que fazem sentido?
Beijos e até qualquer dia!


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