História Eros (Romance Gay) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Cross-dresser, Romance Gay, Yaoi
Visualizações 20
Palavras 2.151
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, senhoritas e cavalheiros, sejam bem vindos à minha primeira história!
Estou criando esta história por puro prazer por escrever, mas não sei realmente se alguém a lerá e gostará. Mas, se ao fim desse capítulo sentir que gostou da história, te convido a favoritar e comentar, me deixaria muito feliz. ^^

Bem, vamos lá:

- Todos os personagens aqui citados são de minha autoria;
- Se tem preconceito pelo gênero Yaoi ou qualquer gênero citado, não sei o que está fazendo aqui, mas, sobre tudo, se irá continuar a ler, tenha respeito se for comentar algo;
- Se é homofóbico ou só deseja ofender, não leia e se retire;
- Plágio é crime! Essa história está postada aqui e no Wattpad, se encontrar publicada em qualquer outra plataforma, por favor, me avise ^^

Por fim, espero que tenham uma no leitura!

Capítulo 1 - O Aluno


Eu sempre gostei dele.

Mamãe sempre falou que meninas devem ficar com meninos e meninos devem ficar com meninas. Desobedecer é um crime, um pecado. Tal pecado que eu cometi ao me apaixonar pelo meu melhor amigo.

. . .

Sempre achei que o amor é algo engraçado. Digo, você se apaixona e pronto. Seu mundo parece mudar, sua realidade se alterar. Começamos a sentir necessidade de estar com aquela pessoa, de agradá-la. Não sou diferente, porém, não sei como é ter tal sentimento.

“- Chrys – Ele sorriu, me olhando por cima do ombro. – Eu gosto de você.

Fui até ele. – Também gosto de você. É um bom amigo.

- Não é assim, Chrys. – seu sorriso pareceu se transformar para algo triste, magoado. – Não como amigos. Você sabe, o gostar do tipo de querer fazer sexo com você.”

Ele sumiu depois daquele dia.

- Chris, vai ficar viajando aí até que horas? Temos que mudar de sala, cara. – O Colega A continua me chamando, felizmente me tirando daquelas amargas memórias.

Me levantei e me juntei à caminhada com aquelas pessoas que se diziam minhas amigas, mas, eu sabia, estar com alguém rico pode ser vantajoso para alguns.

Me sentei na última carteira ao lado da janela, podendo ver o portão de entrada pela brecha da cortina, desinteressado no filme que era passado. Romeu e Julieta, ah, um filme tão sem noção para mim.

Pensando agora, ele gostava disso. Romances trágicos. Me pergunto que garoto em seu auge da adolescência iria gostar de algo assim. Bem, ele normalmente gostava de coisas que garotos não veriam graça.

Um conversível vermelho adentrou pelo portão recém-aberto, atraindo minha total atenção, uma leve curiosidade para ver quem sairia dele latejando em minha cabeça. Não deixei de seguir o carro com os olhos até que ele parasse no estacionamento mais adiante da universidade e a porta se abrisse. Arregalei os olhos e me engasguei quando vi a bela mulher que saiu do lado do passageiro.

- Senhor C’Clare? – o olhar do professor se virou para mim.

- D-Desculpe, Sr. John. – disse eu, com falsa culpa no sorriso direcionado para ele.

- Tudo bem, desde que não volte a atrapalhar a atividade.

Voltei a encarar o estacionamento, mais especificamente a mulher apoiada na porta enquanto conversava com alguém. Seus cabelos loiros brilhando conforme o sol o iluminava, o corpo magro, mas bem farto onde era necessário. É realmente muito linda.

“Uma nova estudante? ”, me perguntei, continuando a bater a lapiseira em meu braço.

Ela se desencostou da porta, se virou e olhou para cima, me dando uma melhor visão de seu rosto. Fui pego no flagra no exato momento em que puxou os óculos escuros para cima e me encarou diretamente nos olhos, pude ter certeza que era eu quando piscou e sorriu para mim. Me afastei da cortina abruptamente, envergonhado por ter sido pego.

Olhei para o filme, fingindo prestar atenção. Meus pensamentos estavam naqueles olhos, que eu conhecia de algum lugar.

- Ei, Chris – A Amiga B me cutucou. Virei a atenção para ela. – O que tinha de tão interessante lá de fora?

- Nada, só estava vendo a paisagem. – respondi baixo.

- Hum... Parecia que algo havia prendido sua atenção. – Ela se encostou na cadeira. – De qualquer forma, você não está prestando atenção no filme. – sorriu para mim. – Irei te ajudar no relatório, mas depois quero uma recompensa. – levou a caneta que tinha em mãos até o meio de minhas pernas, a pressionando ali.

Sorri de lado pela sua fraca provocação e afastei sua mão. Apoiei o rosto na minha mão e disse simplesmente:

- Dispenso. Não sou como os caras que aceitam transar com você só por um pedido. – pisquei para ela. – Se quer algo assim, acho melhor ir para algum lugar especializado no serviço, se é que me entende.

- Oh, então devo ir para o lugar que sua mãe trabalha? – colocou as curtas madeixas atrás da orelha.

- Provavelmente. Se a ver por lá, avisa que eu mandei um “Vai se fuder” – a olhei por cima. – Pode pegar essa mesma mensagem e interpretar para você também, sabe.

Seu dedo do meio se levantou para mim. Virou a cara e voltou a prestar atenção no filme.

Nessa universidade, cada curso tem um “ídolo”. Esse ídolo é selecionado pelo carisma, notas e, principalmente, pela beleza. No curso de Design Gráfico eu tenho esse papel por três semestres seguidos. E ao final de cada ano o representante de cada curso participa para concorrer ao prêmio, esse que no momento estou em segundo lugar, perdendo para uma menina do curso de Direito. Não me acho grande coisa, tanto que fui eleito representante do curso de Design Gráfico sem saber. Porém, seria mentira dizer que não sou bonito, mas a única coisa que realmente gosto em mim são meus olhos de um tom de cinza claro, beirando ao verde bem claro, os quais dão um belo contraste com meu cabelo negro e minha pele clara. Meu rosto é fino, algo que eu não gosto muito, já que sempre pensei que teria um rosto bem marcado, algo como o de meu pai.

Adentrei o refeitório e me sentei na mesa com os quatro amigos que realmente confiava, que não estavam comigo pelo meu status com os estudantes ou dinheiro. Amigos que eu conhecia desde o começo da universidade, que me conheceram na minha pior época. E principalmente, que sabiam que eu não me importava de ficar sozinho.

- Hey, Chris! - Kai me lançou uma maçã, a peguei e mordi.

- Hey. – me sentei. – O que estavam fazendo?

- Josh estava falando que viu uma linda garota no Campus – Mayumi olhou sarcástica para o ruivo. – Já avisamos que é melhor ele não ter esperanças com essa.

- Não acabem assim comigo! – pediu Joseph, ainda se segurando em seu fio de esperança.

Sorri de lado, devolvendo a maçã para Kai. – Quando aprender a ser menos pervertido logo na primeira conversa, aí podemos pensar na possibilidade de você ter uma namorada.

- O que quer dizer? – o ruivo levantou a cabeça.

Ryoko foi a próxima a se pronunciar: - Acho que ele quis dizer que não é uma boa ideia ter como segunda frase em uma conversa com uma desconhecida “Que tal irmos para um motel para nos conhecermos melhor?”, ou algo relacionado a sexo. – revirou os olhos. – Honestamente, nem sei como Mayumi e eu viramos suas amigas.

- Como? – Josh apoiou sua cabeça na mesa. – Vocês não fazem meu tipo. Só digo isso para as garotas bonitas. – grunhiu quando o caderno de Mayumi foi jogado em sua cara pela mesma.

- Acho melhor calar a boca, se não te castro de vez. – rosnou a de cabelos platinados. – Fala isso, mas já fomos namorados.

- Você que quis terminar, o amor desapareceu. – deu um sorriso malicioso. – Mas se quiser transar, ainda tenho os braços abertos pra ti.

- Se fode sozinho, babaca. – foi a vez de Mayumi revirar os olhos.

Ri da briguinha dos dois e desviei meus olhos para Kai.

- Cabulou as aulas da manhã? - perguntei.

- Yeah – assentiu. – Tive que dobrar meu turno ontem, então não acordei a tempo hoje.

- Da próxima vez me chame que irei te ajudar no trabalho.

- Vou me lembrar disso – apontou para mim, sorrindo de lado.

Batemos nossas mãos e voltei a prestar atenção na conversa do ruivo e da platinada.

- Mas estou falando sério... – Ele insistiu. – Ela era linda, e saiu em um carrão e tanto. Ah, espero que ela seja uma nova aluna de Medicina... – sorriu bobo, corando, aposto que muitos pensamentos eróticos rondando sua mente.

Pensei por um momento, me lembrando da mulher de mais cedo.

- Ela é loira e o carro é um conversível vermelho? – perguntei.

- Sim! – concordou.

- Também a vi hoje cedo. – disse, me lembrando de seus olhos. – Ela é mesmo bonita...

- Ela é tão bonita assim? – Ryoko arqueou uma sobrancelha. – Mais bonita que a Princesa? – se referiu a ganhadora do curso de Direito.

- Acho que estão no mesmo nível – ele levantou a cabeça rapidamente e arregalou os olhos. – Não, olhando agora, acho ela mais bonita.

- “Olhando agora”, está alucinando, agora? – Mayumi desviou o olhar para onde Josh seguia algo com os olhos, agora os dois olhavam sobre meu ombro. – Gente, minha autoestima foi lá embaixo agora...

- Huh? – também olhei para o lugar, engolindo em seco em seguida. Meus olhos se fixaram na mulher que seguia elegantemente até nós. Não era só meu olhar, todos pareciam focados nela. E sim, ela é muito mais bonita que a Princesa, e acho que isso é um choque para alguns.

De perto ela parecia ainda mais linda, e a minha sensação de familiaridade com os olhos fixos nos meus cresceu. Eram iguais `aqueles olhos. Um azul vivo e brilhante, parecendo sugar por completo a minha atenção.

Pensei que ela iria seguir até a saída do lado a nossa mesa, mas, não, ela parou em frente a mim, me fazendo voltar a realidade.

Com um sorriso se formando em seus lábios, ela disse: - Kaliméra, eísai Christian? (Bom dia, você é o Christian?)

A olhei bem, dando um sorriso de lado e respondendo em minha língua nativa: - Nai, eímai o Kris. (Sim, eu sou o Chris.)

Meus amigos me olharam confusos, menos Kai, já que era o único que já fora na minha casa, onde eu só podia usar o grego.

- Póso ypérocho! O kýrios mou ésteile na tou zitíso na mou deíxei tin panepistimioúpoli. (Que maravilhoso! O diretor me enviou para pedir-lhe para me mostrar o campus.) – sorriu aliviada, juntando as mãos atrás das costas.

Sorri para ela e assenti, voltando a atenção para os demais a mesa.

- Parece que tenho uma missão hoje – avisei remexendo minha mochila. – Vejo vocês mais tarde.

- Espera, cara. – disse Josh, se levantando.

Entreguei o caderno com a matéria da manhã para Kai e me levantei rapidamente, antes que Joseph começasse com perguntas para cima de mim e da loira.

- Você vai esperar, Christian! – Josh disse, exaltado e descrente. – Por que você sempre tem que pegar as melhores? E que língua é essa, e você sabe falar?!

- Tchau. – disse já de costas, andando juntamente com a mulher.

Logo estávamos no pátio principal, onde vários alunos almoçavam sobre a grama. Sorri, decidindo começar o tour ali.

- Kalá, efprósdekta, próta. Edó xekináme, i kýria avlí. (Bem, seja bem-vinda, primeiramente. Aqui é onde vamos começar, o pátio principal.) – apresentei.

Já era o fim do horário de almoço quando terminei de apresentar o Campus para ela. Me mantive concentrado em minha tarefa e preferi deixar pra lá a familiaridade que tinha com seus olhos, decidindo que era coisa da minha cabeça, somente lembranças que se acenderam e foram compatíveis com ela, mesmo que me doesse pensar isso.

- Sas eisígaga sto Campus kai den zítisa kan to ónomá sas, sygnómi gi 'aftó. ( Eu te apresentei o Campus e nem mesmo perguntei seu nome, desculpe por isso.) – sorri de lado, parando em frente a ela na parte de trás do bloco de Medicina. - Ópos gnorízete, eímai o Christian. Kalós írthate sto máthima Grafikoú Schediasmoú. ( Como você sabe, eu sou Christian. Bem-vinda ao curso de Design Gráfico. )

- Huh? Den eímai sto grafikó schédio, allá sti móda. ( Huh? Não estou no curso de Design Gráfico, mas sim em Moda. )

Arqueei a sobrancelha, não entendendo a situação. O diretor deveria mandar o representante do curso para apresentar o Campus para um novo aluno, mas, como ela não sabe japonês, então deve ter sido por isso que ele a mandou até mim, o único que deve saber grego por aqui. Porém, não deixa de ser incomum ela vir para cá sem saber o básico do japonês ou inglês.

Me virei com ela para voltar até a entrada. A encarei para perguntar novamente seu nome, já que provavelmente eu a veria bastante enquanto ela não tivesse como entender japonês. A vi parada, com as mãos nas costas, um sorriso marcando seus lábios pintados de batom vermelho.

- Desculpe por te enganar – disse ela, dessa vez, em um japonês fluente. – Na verdade, eu sei falar japonês. E o diretor não tinha me mandado até você, e sim para uma mulher.

Arregalei os olhos, surpreso. Então arqueei uma sobrancelha, tentando saber o motivo por ter me enganado.

- Qual o motivo disso? – perguntei sério.

- Queria te fazer uma surpresa. – não desviou o olhar do meu. – Estava ansioso demais para te ver... – levantou os olhos e pareceu avaliar minha reação, fixando as orbes azuis nas minhas cinzas. - Chrysanthos.

Travei ao ouvir meu nome verdadeiro, o qual abandonei há 2 anos, no momento em que me mudei de país. Os únicos que o conheciam eram familiares próximos, Kai e...

- Nikephoros. – murmurei.

Ele sorriu. – Acertou. Mas agora é só Nike, ok?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...