História Erro 502 - Capítulo 1


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Categorias Bleach
Personagens Karin Kurosaki, Personagens Originais, Toushirou Hitsugaya
Tags Bleach, Hitsugaya, Hitsugaya Toushirou, Hitsukarin, Karin Kurosaki, Romance, Toshiro, Toshiro Hitsugaya, Toushirou, Toushirou Hitsugaya
Visualizações 47
Palavras 3.437
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Perdi meu tempo


Toushirou On

E eu passo mais um dia inteiro, no meu quarto pequeno e quente. Sonhei com quando eu era criança, a melhor época da vida de qualquer Kimyona, onde ninguém sabe das coisas que você pode fazer e todo mundo te trata como um Seijo. 

Quer dizer, não estou reclamando! Tenho um colchonete pra dormir, 8 conjuntos de roupas pra usar e eu tomo café da manhã, almoço e janto, coisa que muitos Kimyonas não podem. Tudo bem que são pequenas porções e nunca é algo realmente bom, geralmente é comida fria que sobrou do dia anterior, mas e daí? É melhor que estar na base, certo? E eu também tenho o meu irmão e professores particulares de confiança pra me ensinar tudo o que preciso saber, pessoas que nunca me entregariam. Eu não sei bem o motivo de eu ter que estudar já que eu não posso em hipótese alguma sair na rua, mas eu ao menos gosto de aprender. 

Meu quarto fica onde deveria ser o sótão da casa mas acabou sendo pequeno demais pra guardar qualquer coisa. Tem só uma janela bem pequena pela qual eu posso espiar o mundo lá fora de noite. São 23:12, quase meia noite, esse é o meu horário favorito. Das 23:00 às 03:30 eu posso ir na cozinha pegar água por mim mesmo, ao invés de beber a água quente que fica no meu quarto o dia inteiro ou esperar que alguém venha me ver, no caso o meu irmão já que meus pais e minhas irmãs me enojam. Mas eu não estou com sede agora.

-Ei, Toushi! Toushirou!- Grimmjow me chamou, na porta do meu quarto. 

-Oi, Grimmjow. O que quer?- perguntei, me virando pra ele.

-Sei lá, deu vontade de vir ficar com você.- ele sorriu, e sentou ao meu lado. Eu meio que não sabia sobre o que conversar, então falei qualquer coisa.

-Lembra quando eu tinha uns 5 anos e a gente ia juntos comprar pão pro café da manhã toda segunda e quarta feira?- perguntei

-Lembro sim, por que?- ele respondeu.

-Aquela menininha ruiva que o seu amigo gostava... ela continua indo lá?- quando fiz essa pergunta, Grimmjow pareceu meio confuso, mas logo entendeu de quem eu estava falando.

-Ah, você fala da Orihime... na verdade, ela era uma Kimyona, Toushirou, pegaram ela a três anos, me desculpe por não ter te contado, eu meio que esqueci...- ele respondeu, coçando a cabeça.

-Não, tudo bem... e o seu amigo, qual era o nome dele mesmo? E ele está bem?-

-Ulquiorra, era esse o nome.- ele sorriu. -E... eu não sei, descobri que ele também era um Kimyona e acabou que ele foi pego também. A própria família dele o entregou, eu queria matar aqueles desgraçados... agradeço todos os dias por você estar aqui, Toushirou.- ele começou a fazer carinho na minha cabeça, me lembrando o quanto eu sou grato por ainda estar aqui.

-Também agradeço, Grimmjow.- respondi.

-E... sobre Jinko e Nelliel, eu queria te dizer que elas só não gostam de você porque foram criadas assim, nossos pais as ensinaram a ser assim, mas se alguém as pedisse pra explicar o motivo pra não gostarem de você, elas não saberiam dizer, e provavelmente veriam que você é legal, então não pense que elas realmente te odeiam, ok?-

-Grimmjow, eu já entendi que Jinko e Nelliel não gostam de mim, você não precisa tentar me consolar por isso se é o que está tentando fazer, eu nunca fui próximo de nenhuma das duas e portanto não sinto falta.- menti.

-Hum, sei. Você sabia que desvia o olhar quando mente?- ele avisou, e eu revirei os olhos em resposta.

-Boa noite, Grimmjow.- falei, empurrando ele e o fazendo cair, o que fez ele rir um pouco e tentar se conter ao mesmo tempo pra não acordar papai e mamãe.

-Boa noite, Toushirou. Tô vendo que nenem ficou bravinho, né?- ele me provocou, por conta da minha altura, e bagunçou meu cabelo antes de ir embora. 

Eu me deito e tento dormir, afinal, não estou com sede nem nada. Outra vez, não estou reclamando da vida que levo aqui, mas eu sempre imagino como deve ser incrível ser um Seijo... ninguém tem nojo de você, você tem vários amigos, pode ir e vir quando quiser, não precisa viver com medo, não vive na esperança de algo que nunca vai acontecer, não anseia por uma liberdade que nunca vai ter, pode escolher o que comer e quando comer, tem água gelada ou natural a qualquer hora, pode comprar mais roupas se quiser, tem uma cama, tem vida social, vai a festas, pode ir a escola, não precisa escolher a dedo em quem confiar, você pode ouvir música... sim, com certeza, ser um Seijo deve ser incrível. Mas eu fico feliz em ser um Kimyona fora da base também! Quer dizer, eu sei que eles vão me achar um dia, sempre acham. Mas enquanto não acontecer... 

Acabei dormindo, sonhando em como seria se eu fosse um Seijo, e acordei com Jinko pulando em mim, irritada.

-TOUSHIROOOU! A MAMÃE MANDOU EU TE ACORDAR, VOCÊ TEM QUE TOMAR CAFÉ!- ela gritou, com sua vozinha fina e estridente de garotinha de seis anos.

-N-Não grite, Jinko, vai chamar atenção!- eu pedi, e fechei a cortina da janelinha.

-Se você não fosse tão impes... impestrá... Im-pres-tá-vel e demorado eu não gritaria!- ela disse, irritada.

-"Imprestável", onde aprendeu essa palavra? Você tem só 6 anos.- falei.

-Mamãe que me ensinou. Café da manhã, é pra comer a-go-ra!- ela disse, deixou um prato com dois cookies e um toddynho no chão e desceu as escadas pra voltar pra sala e tomar café da manhã com meus pais. Eu não posso fazer gelo, água e essas coisas nem dentro de casa, afinal os agentes têm aparelhos pra detectar o uso de qualquer magikku a quilômetros de distância. É meio chato, mas pra que eu usaria, né? 

Terminei meu café da manhã e alguns minutos depois, bateram na porta, e eu sabia que não era um agente nem nada, porque eu e Grimmjow já combinamos que quando for ele ou algum professor, é pra bater cinco vezes.

-Entra.- falei

-Toushirou! Vim aqui trazer água gelada eeee pra te mostrar o próximo episódio de Danganronpa!- ele falou, e eu me animei.

-Dá pra ver dois episódios hoje?- pedi.

-Eu bem que gostaria, mas você tem aula daqui a pouco tempo, esqueceu? É o tempo de ver um episódio.- ele lembrou.

-Ah, tudo bem, outro dia então.- respondi, ele se sentou do meu lado, abriu o ********* (N/Autora: censurei o nome do app pq não estou sendo paga, bjos ~s2), e botou no episódio 7 de Danganronpa.

Toushirou Off

Autora On

E, por agora, os irmãos viam seu anime como se estivesse tudo na mais perfeita ordem.

Mas não estava.

Um agente do governo já desconfiava que um dos professores de Toushirou estava tendo contato com um Kimyona, e lhe ofereceram uma enorme quantia em dinheiro pra entregar o segredo, e assim foi feito. Faltavam pouquíssimos minutos pra que cinco agentes entrasssem na casa de Toushirou e o descobrissem.

-É por ali!- o mais alto entre eles gritou.

Passos apressados até a casa de Toushirou, cinco homens vestidos de preto e fortemente armados...

-Essa aberração de merda.- 

Sangue nos olhos e vontade de matar, embora não fossem tirar vidas.

-Nós devíamos matar esse filho da puta.-

Eles abrem a porta e vão em disparada ao quarto do Kimyona na casa dos Hitsugaya.

-Se acalme, senhora, não viemos machucar ninguém. Vamos apenas levar o Kimyona que mora aqui e vocês não vão ficar falando disso pra ninguém. Se perguntarem, dirão apenas que vocês tentaram tudo o que podiam, e vão fingir sofrer. Vocês não são o erro aqui.- um deles tentava acalmar a mãe de Toushirou, histérica, pensando no que o filho mais velho ia achar disso tudo.

Eles vão entrar no quarto, e tudo isso vai acabar em três... dois...

-MÃOS NA CABEÇA, SEU VAGABUNDO!- 

Autora Off

Toushirou On

Um agente chutou a porta do meu quarto, e eu gelei. Que merda é essa? Eles vão me levar pra base? Acabou mesmo? O que eles vão fazer comigo lá? Perguntas assim me torturavam junto ao frio na minha barriga. Eu estava tremendo e suava frio, e Grimmjow não estava muito diferente.

-M-Mas ele não fez nada! Por que estão aqui? O-O que vieram fazer?- Grimmjow perguntou, com medo.

-Não queremos nada com você, garoto. Nós queremos o Kimyona. Não apresentem resistência e não o machucaremos no caminho daqui até a base.- um cara ao lado do que chutou a porta do meu quarto explicou, apontando uma arma pra mim. Eu me vi sem opções, e levantei lentamente as mãos na altura da cabeça. Eles colocaram uma espécie de coleira de ferro em mim, que deixava meu magikku impotente e registrava tudo o que pudesse sobre ele. Me algemaram, me carregaram como se eu fosse um saco de batatas e me jogaram no carro sem o menor cuidado. Eu ouvia os gritos do meu irmão com meus pais e minhas irmãs, ele queria saber quem tinha contado sobre mim e também tentou ir até o carro onde eu estava, mas foi detido por um agente. Jinko estava chorando de medo na frente daqueles homens altos e armados, e Nelliel tentava acalmar a pequena com doces, mas sem sucesso. 

Depois de ouvir meus pais e irmãos gritarem por mais vários minutos, o homem que dirigia deu a partida, e comecei a contar os poucos segundos que eu ainda tinha fora da base. Depois de agora, eu nunca mais veria nenhum seijo. Nunca mais veria meus pais, irmãos nem ninguém que eu amo. Eu nunca mais vou ver anime com o Grimmjow três horas da manhã quando era pra ele estar dormindo, eu nunca mais vou ver o Grimmjow, vou passar minha vida inteira preso num lugar cheio de pessoas que me odeiam e que se pudessem, me matariam. Eu me seguro muito pra não chorar, eu quero gritar e implorar pra que eles me soltem, mas eu tenho medo.

Eu não quero brigar! Com ninguém! Nunca quis! Por que eu tenho que ser forçado a fazer isso? Qual diferença um Kimyona preso no quarto faria? Eu não entendo, eu queria poder me prender no meu quarto pra sempre, ficar lá e ver animes com o Grimmjow, queria poder estar pra sempre com o meu irmão, minhas irmãs e meus pais, que eu amo apesar de tudo. Mas isso é impossível. Claro. Afinal, eu sou diferente deles, muito diferente. Não somos nem a mesma coisa, eu acho. Eu agradeço por tudo que Grimmjow fez por mim, e eu queria muito poder retribuir... mas não posso, e nunca vou poder.

Toushirou Off

Rukia On

Eu estava num canto do quarto/cela que eu divido com mais 5 kimyonas, quando um dos responsáveis por administrar as coisas da nossa cela abriu a porta. Só administradores daqui podem abrir as portas das celas, com cartões de acesso que eles têm.

-Se alegrem, suas aberrações nojentas, tem um novo kimyona chegando pra essa cela.- ele anunciou.

-S-Sim, senhor Tawagoto!- eu e os outros 5 dissemos, em coro, e Tawagoto saiu.

-Um novo kimyona? Mas ele só pode entrar pra essa cela se tiver de 15 a 17 anos!- pensei alto.

-Isso quer dizer que ele já teve contato com o mundo lá de fora!- Karin sorriu, pensando nas perguntas que faria a ele. Ela é energética e um pouquinho mandona também mas a gente ignora essa parte. Seu magikku é sua voz. Ao cantar, ela pode controlar até nove pessoas ao mesmo tempo se ela quiser, ela dá as ordens cantando e eles obedecem. Mas só se ela quiser, claro. Se ela quiser cantar sem controlar ninguém ela pode, eu mesma já ouvi ela cantar, e ela canta incrivelmente bem.

-Sim! Será que ele pode descrever pra nós?- Orihime se perguntou, feliz. Ela é uma menina fofa e alegre, mesmo depois de ter vindo pra cá a dois anos atrás, ela continuou sorrindo tanto como imagino que ela sorria no mundo real. Seu magikku não combina nada com sua personalidade meiga: ela pode deixar as pessoas imensamente tristes, a nível de entrarem em depressão paralisante se ela usar por um certo tempo, e também pode fazer as pessoas ficarem com muita raiva a ponto de matar alguém se puderem. Lógico que ela não usa, mas quando era pequena e não tinha controle sobre isso, acabou usando em algumas pessoas e assim foi descoberta.

-Mas o mundo lá fora deve ser grande, certo? Q-Quer dizer, ou não, eu posso estar errada também, os magikku de todo mundo aqui tirando a Hime-chan e o Ulquiorra-san despertaram quando tínhamos entre um e três anos e nossas famílias nos entregaram, n-não tivemos contato algum com o mundo exterior depois disso, né? E-Eu não tenho como saber...- essa é Hinamori. Seu magikku é descobrir o tipo de personalidade, gostos e desgostos e até mesmo estado emocional só de olhar, e ela também descobre que tipo de pessoa que lhe agrada e ela meio que... hum... "vira" essa pessoa pra você, e sendo assim, ela não é nada boa quando tem que decidir entre duas pessoas ou quando deve conversar com mais de duas pessoas, já que ela não tem a própria personalidade. Quando não conversa com ninguém, ela é quase como uma máquina, ou ela segue ordens ou fica parada num canto.

-Relaxa, Hinamori! Não precisa ficar tão nervosa, ninguém aqui está te julgando. Tirando, talvez, o Ulquiorra. E quem liga pro idiota do Ulquiorra?- esse foi Ichigo. Ele é irmão de Karin, e tem exatamente a mesma personalidade da irmã. Seu magikku é a sua força descomunal e o fato de o seu corpo se regenerar por completo em pouquíssimos minutos. Se ele perder um braço, em meia hora ele tá lá de novo. Estão sempre tirando ele da nossa cela pra fazer testes, quer dizer, isso acontece com todos nós, mas acontece com ele com mais frequência.

-Quem é idiota?- e, por fim, Ulquiorra. Ele saiu do lugar onde dorme, assustando a todos nós. O ar sempre fica mais pesado quando ele chega, ele dá um pouco de medo, por causa da maneira como nos encara e o tom da sua voz a falar com a gente. Mas enfim. Seu magikku é a transferência de corpo. Quando ele quiser, pode tomar o corpo de qualquer um aqui, e o que ele faz com o corpo dessa pessoa não muda nada em seu próprio corpo. Por exemplo, se ele for pro seu corpo e ralar o seu joelho, isso não vai pro corpo dele. E ele pode voltar pro seu próprio corpo quando ele quiser não importa a distância, desde que ele saiba a localização. Orihime está sempre se preocupando com ele, eles chegaram juntos e um tempo depois de chegar aqui ele acabou caindo em depressão, e só conversa com Orihime. Eu tento ser legal com ele e já lhe fiz várias perguntas sobre seus gostos, mas ele nunca me responde.

Rukia Off

Toushirou On

O motorista parou o carro, mas não tem nada aqui...

-Saia, garoto! Agora!- um deles gritou, e eu obedeci.

-Não tem nada aqui...- eu comentei, e eles me olharam feio.

-Cale a boca e olhe, acha mesmo que deixaríamos a base ser vista?- o loiro perguntou. -Você é mesmo um idiota!-

-O que esperava de um kimyona, Yukio?- o moreno disse. Um deles deu cinco passos a frente e pisou em um quadrado minúsculo que tinha ali, e poucos segundos depois, uma enorme base cinza com detalhes em preto foi ficando visível. Acho que entendi... a base só surge se algum agente botar o pé ali, e os agentes devem ter alguma coisa no sapato pra se identificar. Assim que a base surgiu completamente, a porta se abriu e nós entramos.

-Escuta, aqui dentro, você vai com certeza se sentir em casa, você vai encontrar um monte de aberrações como você. Entre aqui e vista isso.- um deles me empurrou forte pra uma cabine e jogou um macacão laranja pra mim. Eu com certeza ia parecer um presidiário com aquilo. Quando fui vestir, vi que estava escrito "ERRO 502-Kuki". Eu provavelmente sou o 502 kimyona do meu estado. Vesti sem reclamar, e quando saí da cabine pra qual me empurraram, tinha um só homem me esperando.

-Venha até aqui, 502.- ele mandou, e eu demorei alguns segundos pra entender que 502 era eu. Fui até ele, e ele tinha uma espécie de coleira, só que mais grossa, maior e de ferro, com duas linhas azul-neon. Ele botou a coleira em mim, e eu senti muita dor dos dois lados do pescoço, como se tivessem penetrado duas agulhas grossas, um par em cada lado.

-Aii! Pra que isso?- reclamei, e ele me deu uma chicotada tão forte na minha cara que chegou a sangrar. Ardia muito, mas eu meio que fiquei tão surpreso que perdi a voz.

-Você não tem o direito de reclamar. Esse troço evita que você use seu magikku. Sempre que sair de sua cela, vão botar isso em você. Sim, é pra doer, não, não te causa nenhum dano além de dois pequenos furos de cada lado do pescoço, não, você nunca vai andar pela base sem isso. Estamos esclarecidos? Ótimo, agora venha.- ele me puxou, e apertou forte o meu pulso. Doía muito, mas eu não me atrevi a reclamar outra vez. No caminho provavelmente tem muitas coisas que eu nunca tinha visto antes e que talvez até me ajudassem a entender como esse lugar funciona, mas eu estou assustado demais pra levantar a cabeça. Estou sentindo um puta calafrio e uma vontade enorme de simplesmente cair de joelhos e chorar, mas lógico que o meu orgulho não permite. Chegamos num pequeno... hm... "quarto" de apenas 3 paredes, duas dos lados e uma bem na nossa frente. Tinha um negócio pregado na parede da direita, onde provavelmente ia um cartão de acesso ou algo assim. Acertei em cheio! O homem botou seu cartão de acesso ali, e a parede que na verdade era um portão na nossa frente foi levantando devagar, e quando tinha espaço o suficiente pra entrarmos, ele me jogou lá dentro com tanta força que eu perdi o equilíbrio e caí sentado no chão.

-Aproveite sua cela, seu verminho!- ele cuspiu, e depois de tirar o cartão, o portão se fechou, e assim que tocou o chão, a "coleira" que ele tinha botado em mim se abriu e caiu, e ficou bem mais fácil de respirar sem aquilo no pescoço. Os furos que ela fez em mim doíam muito, mas essa era a menor das minhas preocupações.

-Coitadinho... ele chegou hoje e já botaram uma Ganyu suru nele...- uma voz baixa, suave e fina disse, vinha de trás de mim, e eu me virei de costas pra ver quem tinha falado. Quando olhei, tinham 6 pessoas olhando curiosamente pra mim. Mas não como se eu fosse um tipo de monstro ou algo assim, me olhavam como se eu fosse um cachorrinho que tinham acabado de ganhar.

-Tá doendo muito? Eu sei que dói, mas infelizmente, somos forçados a usar... mas eu prometo que você se acostuma, n-não precisa se preocupar!- uma garota de médios cabelos ondulados e castanhos e olhos da mesma cor perguntou, a mesma voz fina que eu tinha escutado antes.

-Eles foram muito rudes com você?- uma garota de longos e lisos cabelos e olhos pretos perguntou logo depois, parecendo meio irritada.

-É incrível que você tenha sido pego só agora! Todos aqui estamos na base tipo, desde que éramos bebês... nem lembramos de como é o mundo lá fora... como conseguiu?- a dona dessa pergunta era mais uma garota, mas de curtos e repicados cabelos pretos e olhos violeta. Ela me olhava com curiosidade, como se eu fosse algum enigma pra ela.

-Gente, calma! Deixem o coitadinho respirar! Ele está claramente assustado, e é lógico que depois de ter ficado tanto tempo se escondendo, deve ter recebido o pior tratamento possível! Parem de fazer perguntas, ele já não está confortável!- repreendeu uma ruiva de olhos azuis, parecendo preocupada. Tinham também 2 garotos, mas eles só ficaram me olhando sem nenhuma expressão. Eu não conseguia falar, estava assustado demais, queria correr pra casa. Suava frio e tinha calafrios, e os dois outros garotos que me olhavam como se eu fosse algum tipo de ameaça não ajudava muito.

-Muito bem. Quem é você?- perguntou a garota de olhos pretos, me olhando com desconfiança.


Notas Finais


ÔÔÔ ÔÔÔÔÔÔÔ ÔÔÔ CAP BÍBLIA! CAP BÍBLIA!
SCRR EU ESCREVI MUITO, DEUS!
ESPERO QUE TENHAM GOSTADOOOO, DEU UM TRABALHO DO CARALHO!
2KISSES FOR YOU S2 S2 S2 S2


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