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História Erros Que Me Levam a Você - jikook - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Erro: Me apaixonar


#Greencat

Jimin ainda não respondeu minha última mensagem.Sequer chegou a visualizar, provavelmente seu celular pode estar desligado ou coisa do tipo.É a quinta vez nessa manhã que checo se ele disse algo.Nada.

─ E aí, não vai levantar não?─ Tae adentra o quarto indo direto ao grande espelho do quarto enquanto dá o nó da gravata do uniforme.

─ Eu não tô me sentindo legal hoje.

O garoto para o que faz, se vira e me olha preocupado, vem até mim e senta na beirada da cama tocando minha coxa.

─ O que você tá sentindo? Quer ir no médico?─ nego.

─ Eu só queria ficar quieto no meu canto, pelo menos só por hoje ─ suspiro.

─ Você sabe que não posso te deixar sozinho aqui, não é?─ balanço a cabeça em positivo ─ A minha mãe confia em você e tal, mas é provável que ela não te deixe ficar aqui enquanto todo mundo está fora.

─ Eu sei, pirralho.Saio com você e vou pra qualquer outro lugar..quando der o horário de vir embora eu te encontro na frente do portão ─ reviro os olhos.

─ Só não vou te obrigar a vir porque sei que cê tá mal e precisa de um tempo.Mas por favor, se arrume logo ou eu vou me atrasar ─ Tae levanta de novo.

Dou outro suspiro o vendo levantar, durmo por mais dez segundos e então levanto da cama assustado.Sabe quando você tá dormindo e do nada dá um negócio e tu acorda de supetão? Não sei explicar essas coisas.Sigo pro banheiro puxando a calça social pra cima e lá escovo meus dentes ao mesmo tempo que prendo os botões e deixo a gravata frouxa no pescoço.Depois calço meus tênis e desço pra cozinha onde meu amigo e seus pais estão.Tia Sun toma café e tem os olhos vidrados no celular, já o tio Hyunk vê o jornal impresso.O que eu acho bem estranho.

Cara, estamos no século 21.

Me junto à eles na mesa quando puxo uma cadeira pra sentar.

─ Bom dia ─ sou o primeiro a dizer ─ Obrigado por me deixar ficar um tempo aqui, tios.

─ De nada querido ─ Sun sorri me olhando ─ Sinto muito pelo que está acontecendo entre você e sua mãe..

─ Eu também, prometo que vou arranjar um apartamento logo e aí não vou ser mais um incômodo pra vocês também.

─ Quer morrer?!─ meu amigo ameaça ─ Você nunca é um incômodo, idiota.

─ É verdade, Kook, sempre pode vir aqui quando quiser.Vamos te acolher como uma segunda família ─ sua mão toca a minha em um gesto singelo.

Quero chorar.

─ Isso mesmo, Jeon ─ é tio Hyunk quem diz.

O olho qurendo chorar ainda mais.

Paro de pensar nessas coisas e mudo meu foco.

Observo Sun.

Por incrível que pareça, a mãe do Tae ainda parece muito jovem pra idade que tem, não vejo rugas e nem pés de galinha em seu rosto.Provavelmente é por conta de muitos cuidados com a pele e uma dose de maquiagem.Preciso pedir pra ela me ensinar a fazer isso, tenho muitos pés de galinha e isso me incomoda toda vez que dou risada.

Pego uma das torradas e passo a geleia de frutas vermelhas.

─ Tia, como faz pra não ter pés de galinha?─ pergunto focado na minha refeição.

─ Ah, geralmente eu faço botox, mas você pode usar aqueles cremes anti-rugas.Ajuda bastante ─ não posso ver mas acho que ela tá sorrindo.

─ Certo, vou comprar algum dia, se eu me lembrar.

Eu e Tae terminamos o café com pressa, ele tá atrasado por minha causa, e olha que nem vou hoje.Nos despedimos na esquina do segundo quarteirão e seguimos direções contrárias, ao que o garoto vai reto, giro pra esquerda.Caminho sem rumo algum com uma mochila nas costas, pessoas me lançam olhares a cada segundo mas não me importo com isso.Sei que seus olhares são de julgamento, repreensão, é bem óbvio na verdade.Sinto que elas não devem se preocupar com o que eu aparento estar fazendo na rua ao invés de estar numa escola.

Decido que ir ao parque é uma das melhores opções no momento, então é pra lá que sou guiado.Assim que chego, atravesso o portão de ferro e caminho mais um pouco até achar meu lugar secreto, este que agora não é um dos mais secretos.Tem um cara aqui e isso me deixa tanto incomodado quanto irritado.

Sei que o lugar é público, mas ninguém nunca entrou aqui antes...

Esse cantinho é especial pra mim, e saber que outra pessoa o descobriu faz com que não seja tão incrível assim.É como se toda a magia fosse embora.Não que eu acredite nessas coisas, mas é legal descobrir um novo "mundo".

Me sento um pouco mais afastado desse cara, não ouso olhar seu rosto e coloco minha mochila ao lado nas folhas secas.Encaro o lago gigante que tem ao redor, sua água brilha com a luz do sol que reflete nela.É bem bonito ver os pontinhos luminosos e os patinhos fofos nadando por pert-

─ Jungkook?

Viro o rosto na mesma hora, e pra minha surpresa quem encontro ali é ninguém mais ninguém menos que aquele nerd que eu quebrei a cara dias atrás.

Você?─ falamos juntos, descrentes.

─ Eu que o diga!

─ Como e quando você achou esse lugar?!─ pergunto nervoso ─ Nossa cara, cê tá horrível, o que aconteceu com seu olho?

─ Não te interessa?─ seu tom sai em obviedade ─ E foi culpa sua, depois que você me bateu descobri que um vaso do meu olho tinha estourado! Eu podia ter ficado cego!

─ Claro que é? Eu quem achei esse lugar primeiro!─ osh...─ E a culpa é sua, quem mandou me provocar?

─ Garoto, isso aqui é publico, o que significa que não te pertence ─ diz sarcástico ─ Vai cagar Jeon.

Respiro fundo.

─ Cara, pelo o amor ninguém nunca vem aqui a não ser eu!─ cerro o punho.

─ E eu sou a prova de que sim, alguém vem aqui!

Seu nerd linguarudo, eu vou te socar!

─ Olha, brô, não quero brigar com você tá legal? Apenas vai embora daqui ─ aponto a saída ainda o olhando.

Ele arqueia a sobrancelha e me olha de cima a baixo com essa cara estúpida dele.

─ Não, você não me ouviu falar que esse lugar é público?!

─ Esse é meu, lugar.

─ Esse lugar não é de ninguém!

─ É meu seu desgraçado!

Parto pra cima dele que levanta rápido e entra em alerta.Quando pulo nele que nem um gato irritado, caimos no chão e descemos o morrinho rolando, indo direto pro lago, o problema é que eu não percebi isso.

Caímos na água gelada juntos, meu corpo levou um choque térmico leve e logo eu já estava subindo pra superfície de novo.Passei a mão na cara pra poder enxergar e com isso ver onde o desgraçado tava, não encontrei nada, o rio parecia calmo demais.

─ Esse cara só pode estar de brincadeira!─ exclamo irritado olhando pra todos os lados ─ O seu nerd punheteiro, aparece agora!

Giro de um lado pro outro tentando achá-lo.Nada de novo.

─ Foda-se!

Nado de volta até a borda e me preparo pra subir quando quase no meio do lago, o ouço:

─ Socorro caralho, socorro!─ pedia desesperado se debatendo na água.

─ Oh merda!─ me largo da beirada e volto a nadar ─ Para de se debater filho da puta! Tenta boiar desgraça!

─ Socorro!

Ao que nado até ele, sinto uma enorme vontade de rir.Quero gargalhar como um louco, meu interior quer explodir de tanto dar risada.

Se céu e inferno realmente existir, bem, eu já sei pra onde vou.

Ah caralho, esse não é o melhor momento pra isso..deixa pra rir quando eu tirar ele daqui e ver que ficou tudo bem..merda.

Assim que chego até o menino, arrumo um jeito de segurá-lo - inclusive, ele desmaiou -, e nado de volta a beirada.O jogo no mato com esforço e depois de sair da água dou um tapa leve na cara dele pra ver se o dito cujo acorda.Nem um sinal de vida.A única solução desagradável e nojenta que me vem em mente então, é..respiração boca a boca.

─ Ugh, que nojo eu não acredito que vou fazer isso!─ finjo vomitar e o encaro por alguns segundos ─ Ah, fala sério cara!

Me aproximo de Chaegul com aquela costumeira cara de nojo e avalio a boca dele: é bonitinha e pequena, os dentes parecem okay, será que tá fedendo? Ugh!

─ Ok, ok...você consegue Jungkook, de boa! Cê não ficou naquele cursinho de primeiros socorros atoa, não é mesmo?─ falo tremendo.

Me ajoelho perto de seus ombros e primeiro checo seus sinais vitais, não tenho certeza mas parece tão fraco quanto a respiração, ajo e faço uma massagem cardíaca nele, coloco uma mão sobre a outra entrelaçando meus dedos no meio do peito, depois estico os braços e empurro meu corpo pra fazer compressões rápidas e fortes nele.Não lembro se é assim, mas se for, ou ele vive ou morre.E se morrer eu ressuscito ele nem que tenha que fazer um ritual pra colocar a alma de volta no corpo!

─ Certo, empurra pra baixo, faça pressão, o ar tem que voltar!─ suspiro pesado ─ Mais uma vez! Cê não vai morrer no meu cantinho não!

Faço compressão no peito dele mais algumas vezes e nada do bendito acordar.É, vamos ter que apelar a forma nojenta e constrangedora, minha única salvação nessas circunstâncias, ou melhor, a única salvação dele.

─ É melhor você acordar, patife!

Tapo seu nariz, inspiro, abro a boca dele e solto o ar lá dentro por dois segundos.Vamos lá, acorda! Repito o processo depois de cinco segundos.Na terceira ele começa a cuspir água e eu o ajudo a sentar.

─ Nossa, calma ae que eu quero vomitar!─ comento indo até uns matinhos.

Acabei não vomitando, mas tive uma ânsia horrível.

Chaegul ainda cospe mais um pouco de água e eu cruzo os braços olhando.Ele semicerra os mirantes pra mim e por um momento parece confuso.

─ Cara! O que aconteceu?! Eu quase atravessei a luz branca!─ comenta desesperado.

─ Processo de alma saindo do corpo, ou algo do tipo.Você se afogou quando caiu no lago e eu te salvei graças a minha experiência profissional em primeiros socorros ─ explico ─ De nada!

─ Claro, depois de você ter sido a causa da minha quase morte!─ berra ─ E cadê meus óculos?

─ No fundo do lago, provavelmente, quer ir lá pegar?─ solto sarcástico.

─ Eu vou te denunciar por tentativa de homicídio Jeon!─ ameaça.

─ Ok, e que penalidade o cara que salvou sua vida poderia levar? Sem contar que você não contaria com testemunhas ─ sorrio vitorioso ─ Oh, não me diga que você têm câmeras escondidas por aqui?

Procuro por elas debochando totalmente da situação.O ouço grunhir por saber que eu estou certíssimo e ele mais do que errado.Um suspiro é dado por sua parte e então Chae levanta do chão.

─ Beleza, parece que dessa vez você ganhou.

O garoto se rende e então junta suas coisas saindo daqui.

─ Espera, por que cê ta aqui ao invés de estar na escola?─ pergunto desconfiado.

─ Eu não preciso te dar satisfações quando você está fazendo o mesmo.

Bocudo.

Agora que ele não tá mais aqui, volto a sentar no chão e observo o lago de uma maneira entediada.Olho a mochila por uns segundos e a abro pegando um leite de banana que consegui trazer antes de sair e o tomo, em seguida ouço a notificação do meu celular apitar e o retiro do bolso lateral dela.Me desanimo um pouco ao ver que a notificação é do Tae, mas mesmo assim, clico na mensagem.

|Hyungie

|oi, como você tá?

Eu|

bem na medida do possível|

|Hyungie

|hoje o jimin não veio

|Hyungie

|vocês estão juntos?

Eu|

não, por que estaríamos?|

Eu|

por que ele faltou?|

|Hyungie

|não sei ^^

|Hyungie

|yoongi me disse que ele faltou porque ontem se machucou na escada

Eu|

a|

Será que ele se machucou quando tentou me seguir ontem..?, penso enquanto tento arrancar a cutícula com o dente.

|Hyungie

|é brincadeira, ele veio sim

Faço uma cara de cu e reviro os olhos.

|Hyungie

|mas a história da escada não é mentira não ^^

|Hyungie

|e onde você tá?

Eu|

no parque tomando leite de banana|

|Hyungie

|queria

Eu|

^3^|

|Hyungie

|preciso ir, não esquece de me encontrar na porta da escola hein

Eu|

tá tete, cê acha que eu vou esquecer?|

|Hyungie

|sim????

Eu|

eu não vou não garoto|

Eu|

até coloquei um alarme|

|Hyungie

|tá, tchauzinho :)

Eu|

tchau :)|

Bloqueio a tela e o guardo de volta no mesmo bolso, jogo a embalagem da bebida dentro da mochila, a ponho sob o ombro e me levanto do chão.Bato na calça inteira tirando a sujeira do barro e das folhas que grudaram no pano, olho pra minha bunda enquanto faço isso e percebo que não muda coisa nenhuma já que o barro tá manchando tudo.

Ótimo, tô completamente molhado e sujo.

Saio daqui bufando, vou direto pra Heungjae e assim que chego me encosto no muro da escola e espero o sinal bater pra encontrar Tae e os outros dois.De repente me sinto ansioso pra ver Jimin, não é uma das melhores sensações do mundo, mesmo assim eu começo a ficar inquieto e de coração acelerado.Faltam poucos minutos mas parecem eternidades, surto.

Eu|

e aí, vai sair quando?|

Eu|

já tô aqui na frente, aparece logo curupira

Hyungie está agora online

|Hyungie

|calma diabo, quer que eu pule o muro????

Eu|

uma má ideia é que não seria|

|Hyungie

|;-; a quanto tempo você tá aí?

Eu|

acabei de chegar|

|Hyungie

|meu deus garoto, e porque tá tão apressado?

Eu|

eu tô trabalhando pro pai do jimin|

Eu|

então eu ia ter que ir com ele|

|Hyungie

|e qual o problema?

|Hyungie

|seria até bom pra você cumprir meu pedido de se aproximar deles

|Hyungie

|se quiser eu acompanho vocês -.-

Eu|

a..se você quiser---|

|Hyungie

|então eu vou :))

Quando ele manda essa última mensagem, guardo o celular e engulo em seco, minhas mãos começam a soar em nervosismo e alguns minutos depois vejo Tae com o braço entrelaçado no de Jimin, ambos rindo de alguma coisa, Yoongi tá do outro lado do verdinho com um sorriso pequeno no rosto.Mordo o lábio batendo o pé no chão inquieto.O Park é o primeiro a me notar, seus olhos parecem um pouco surpresos e ele vem correndo junto com meu amigo até mim.

─ Wow Jungkook, um carro te atropelou?─ o tomate ri.

─ Antes fosse ─ reviro os olhos.

─ O que aconteceu?─ o cosplay do Bakugou pergunta me analisando.

─ No caminho eu explico.

······

Contei tudo do que tinha acontecido algumas horas atrás, no momento sou motivo de risadas, frases e palavras do tipo:"meu Deus", "chocadah", "old que é maluco", "socorro".

─ Você é doido, mas que bom que o Chaegul hyung tá vivo.Ele tem aula comigo de vez em quando ─ Jimin comenta.

Chaegul hyung.

Chaegul hyung..

Chaegul hyung?!

Faço uma careta olhando pro chão, cutuco a bochecha com a língua incomodado.

Sério abacate? Chaegul hyung?!, aish.

─ O que foi Jungkook? Por que dessa cara feia?─ Tae pergunta baixo ao meu lado.

─ Lembrei da minha mãe ─ minto.

─ Compreensível.

Ele acaricia minhas costas mas logo se arrepende ao sentir o pano molhado.Olho torto pro verdinho que ri com aquele loiro do lado dele sem prestar atenção no que meu melhor amigo diz.

─ Ew, você devia ter ido lá pra casa trocar de roupa primeiro.Vai ficar doente se continuar assim ─ comenta.

No mesmo instante, Jimin vira pra trás e seu sorriso vai morrendo quando ele me vê.Não sei que expressão faço mas parece assustá-lo de alguma forma.

─ Jungoo! Você tá me ouvindo?!─ saio dos devaneios perdido no assunto.

─ Hãn? O quê?─ confuso, pergunto.

Sou puxado pro lado e quase caio, só vejo um vulto passando por mim.

─ Nossa, hoje cê tá mais avoado que o normal! Presta atenção!─ ele me dá sermão e mostra em quem eu iria provavelmente esbarrar.

Suspiro alto.Me sinto mal por pensar demais por esse tempo todo, eu preciso parar antes que enlouqueça de verdade.

Chegamos a casa do Park e ele e o Tae se despedem de Yoongi que segue reto na rua.Hyunji novamente tá do lado de fora da casa, acho que o cara sempre espera o filho chegar ou algo do tipo.Dou um leve aceno de cabeça em sua direção, com um sorriso um pouco forçado, o tomate é um pouco mais alegre e parece chamar a atenção do mais velho pra uma possível amizade.

─ E quem é esse rapaz?─ sorri apertando a mão dele.

─ Sou o Tae, amigo do Jimin senhor Park ─ responde retribuindo o gesto.

─ Oh, sem essa, pode me chamar de Hyunji!

Tete concorda e se afasta um pouco ficando ao meu lado.

─ Jungoo, o que aconteceu com você?─ seu olhar recai sob mim ao perceber meu estado.

─ Me envolvi em uma briga.

O homem se surpreende por um momento mas depois ri como se fosse uma piada.Fico com um ponto de interrogação enorme na cabeça.

─ Ele vai dizer que também já se meteu em muitas brigas quando tinha sua idade ─ Jimin revira os olhos parecendo se recordar como se o pai dissesse muito sobre coisas do passado ─ Numa delas pra defender minha mãe de uns caras.No final eles acabam juntos.Clichê, ugh.

─ Qual é, filho?─ dá mais uns risinhos ─ Você sempre estraga minha diversão, seu pirralho!

Hyunji prende a cabeça do filho nos braços e esfrega os cabelos dele os deixando uma grande desordem.

─ Para pai!

Queria ser sortudo também.

Sorrio.

─ Olha lá, o pai dele é super gente boa, eu adorei ─ Tae comenta sorrindo ─ Quanto mais você se enturma e pega confiança, mais fácil fica de ganhar o coração do sogro.

─ Que sogro, Taehyung?─ pergunto ainda os encarando com um sorrisinho de lado.

Finalmente o olho, o cerejinha apenas dá uma piscadinha pra mim.

─ Certo, vamos entrando!─ faz gestos como se estivesse nos empurrando pra dentro ─ Vai almoçar aqui, Taehyung?

─ Ãn..na verdade eu só vim acompanhar o Jungkook ─ aponta pra mim ─ Estava pensando em voltar pra casa mesmo.

─ O quê? Como assim?!─ pergunta incrédulo ─ Fez uma viagem longa dessas e volta de barriga vazia?

─ Err...

─ Apenas aceita ─ sussurro o acompanhando ─ Ele não vai te deixar sair sem te dar um almoço e uma sobremesa.

─ Sério?─ sussurra de volta ─ Como você sabe?

─ Ele já fez isso comigo quando vim aqui.

─ Oh..bem, eu vou comer de graça pelo menos.

Reviro os olhos e os vejo entrar dentro da casa, permaneço estático na frente da porta.Hyunji nota isso e arqueia a sobrancelha.

─ Ué Jungoo, vai ficar aí fora?─ quer saber.

─ Não posso entrar, tô completamente molhado e sujo de barro ─ conto.

─ Ah, sim.O Jimin deve ter alguma coisa que não sirva mais nele para te emprestar ─ comenta olhando pro filho que troca olhares comigo e o pai.

─ É, talvez eu tenha...

─ Você pode acompanhar ele até o quarto e se trocar.Só deixe o sapato molhado aí fora que já trago um chinelo reserva pra você ─ fala e sai atrás do chinelo.

─ Cara, seu pai parece gostar muito do Kookie, hein?─ Tae ri dando sua opinião.

─ Ele gosta, diz que Jungkook o lembra de sua juventude ─ apenas os ouço enquanto tiro os tênis.

─ Não deveria ser você?

─ Jungkook é energético e de aparência imbatível, diferente de mim que sou calmo e pareço de certa forma "frágil" ou medroso.

Outra vez reviro os olhos.

Você tem cara de gay assanhadinho, isso sim.

O pai dele volta com um par de chinelos e eu os calço, deixo a mochila num canto na parede e sigo o filho até o quarto dele.Lá, trancamos a porta pra Daeho não acabar me encontrando e me vendo pelado sem querer, Jimin procura e me entrega algumas roupas que não cabem mais em si.Me viro de costas pra ele, puxo a barra da camisa pra cima e a tiro.Posso sentir seu olhar sob mim, queima, arde, pega fogo.Em seguida, desafivelo o cinto, desprendo o botão, desço o zíper e deixo a calça deslizar por minhas coxas por completo.A empurro com o pé.É a vez da box que uso, a arranco sem pressa alguma.

─ J-jungkook..a gente precisa conversar ─ o encaro por alguns instantes.

O Park está completamente vermelho, de longe consigo ver as bochechas gordas coradinhas.

─ Sobre?─ questiono.

─ So-sobre ontem..as coisas saíram embaralhadas e eu queria explicar tudo direito..─ diz sem me olhar.

─ Eu não preciso de explicações, Park.

─ Você não vai ceder, não é?─ pergunta e eu me viro vestindo as últimas peças.

Agora estou completamente vestido.Pego minhas roupas úmidas do chão e as coloco dentro de uma sacola plástica.

─ Eu gostei de você Jungkook, e não me senti incomodado quando te vi usando aquilo naquele dia.Não entendo seus motivos pra estar fazendo e mesmo assim não te julguei, quem sou eu pra fazer isso, aliás? Deus?─ paro por um instante.

Fecho os olhos por um instante, abro, pisco e me viro pra ele.Sem expressão ou dizer qualquer coisa, saio do quarto e desço pra sala onde Daeho brinca com algumas bonecas.

─ Belo príncipe!─ me chama animada ao me ver.

─ Olá princesinha ─ sorrio pra ela indo até minha mochila onde guardo a sacola com as roupas.

─ O..o que aconteceu belo príncipe?─ se aproxima curiosa ─ Parece que seu brilho se apagou.O gatinho verde quem fez isso? Gatinho mau!

Dou risada, Dae é um doce de garota.

─ Não gracinha, não foi seu gatinho mau ─ faço um carinho no topo de sua cabeça.

─ Você quer me contar?─ segura minha mão.

Oh..quanta maturidade querer ouvir um adolescente cuzão como eu.

─ Você não entenderia a primeira parte, mas posso te contar a segunda?─ ela assente ─ Ok.O que você faria caso sua mamãe quisesse te levar pra casa de alguém que você não gosta e te deixar lá por muito, muito tempo?

─ Eu ficaria brava e não aceitaria ir.Ou ela me levava junto com ela ou me levava junto com ela.Mamãe não teria escolhas..apesar de que, bem, eu tenho o MinMin pra cuidar de mim ─ responde afobada, confusa, é fofo ─ A sua mamãe quer te levar pra outro lugar, belo príncipe?

─ Sim.

─ O quê?! Como assim?! Ela não pode nos separar!─ choraminga.

─ Ela não vai, Dae, eu arrumei um esconderijo secreto ─ pisco um olho sorrindo.

─ Ufa, que susto! Você é um príncipe muito inteligente!─ de novo acaricio seus cabelos.

─ Obrigado pequena.

─ Bem, eu vou voltar a brincar, foi ótimo conversar com você mas a Soh me espera ─ aponta a boneca do outro lado da sala.

─ Certo, vai lá.

A vejo ir em direção ao brinquedo e lanço um olhar a Jimin que nos via e ouvia da escada.Levantei e encontrei Taehyung num canto me observando conversar com Daeho, um sorriso dança em seus lábios.

─ Não sabia que lidava tão bem com crianças ─ comenta se aproximando.

─ Não sei lidar.A garota quem facilita pra mim.

─ Ela parece ser legal.

─ Ela é.

─ Eu só não entendi uma coisa...─ parece pensar.

─ O quê?─ quero saber.

─ Que primeira parte é essa que você citou?

Acabo não o respondendo já que o Park me chama me salvando dessa conversa por enquanto.Ajudo Hyunji a levantar seis pilares de madeira no chão.Três atrás sendo mais altos e três na frente um pouco mais baixos, como se fosse uma descidinha.Elas são meio que a base pra cabana não cair.Pelo menos tava ficando legal do meu ponto de vista.Observamos a estrutura de longe.O senhor parece feliz com o resultado que está tendo.Pegamos madeiras finas e começamos a grudá-las nos pilares para serem as paredes.Grudamos bem perto pra não sobrar nenhuma brecha.Usamos umas treze pra cobrir tudo.Olhamos de longe, o trabalho tá muito bom; fazemos do outro lado a mesma coisa, tampando o máximo possível as paredes laterais.A parte de trás e da frente são as mais complicadas por serem maiores e portanto, mais cansativas, porém conseguimos terminar tudo até às cinco e meia da tarde.Tae ficou ali, sentado na escadinha da casa conversando com a gente pra matar o tédio, o vagabundo não ajudou em nada.Jimin sumiu o resto do dia e de vez em quando o tomate ia dar umas conferidas nele.

─ Hyung! O carro do sorvete!─ aponta um caminhãozinho que passava na rua ─ Não quer comprar um pra mim? Te fiz um favor, hein.

─ Tô sem grana hoje, Tae, sinto muito.

─ Vocês querem sorvete?─ ninguém responde nada ─ Qual é garotos? Vamos lá, comprem quatro.

Ele me estende uma nota e me empurra em direção ao carro parado que já atendia duas crianças.

─ Vem comigo!─ chamo o cerejinha.

O garoto vem correndo pulando que nem uma criancinha feliz.Paramos atrás das duas meninas que estavam ali e esperamos elas pegarem seu pedido.Não demora muito.

─ Oi, boa tarde, eu quero quatro casquinhas, uma de chocomenta, baunilha, chocolate e a última de morango ─ peço e espero.

─ Ew, quem gosta de sorvete de morango?─ o pimentinha faz cara feia pro gelado.

─ Acho que a Daeho deve gostar.

Ao que o homem termina de fazer tudo, entrego a nota e espero o troco.Enquanto isso Tae sai levando o sorvete de Daeho, me deixando com o de Jimin.Suspiro pegando o troco, o guardo no bolso e vou em direção a casa.Devolvo o resto do dinheiro ao dono, entro e subo as escadas indo em direção ao quarto do mentinha.

Ah..que droga.

Bato na porta e assim que a passagem é liberada, passo pra dentro.

─ Ow, pra você, mentinha ─ estendo o sorvete de baunilha.

─ É do quê?─ seus olhos parecem brilhar.

─ Baunilha.

─ Ah...─ parece se entristecer.

─ O que foi? Não gosta? Se quiser podemos trocar então ─ disparo.

Desde quando tô disposto a trocar meu sorvete de chocomenta com alguém só porque ela não gosta do sabor que escolhi?

Meu rosto esquenta.

─ Não, hyung, baunilha é meu sabor favorito ─ ele levanta sorrindo e vem até mim.

Recuo um passo pra trás e sinto seu corpo se chocar ao meu.Park Jimin me abraça com força e eu estou estático demais pra retribuí-lo.

─ Ok, me larga, eu não comprei sorvete pra você como se fosse pra te perdoar ou pedir desculpas ─ o verdinho me solta e eu saio rápido do quarto, sequer olho pra trás.

Enquanto saio pra ficar do lado de fora novamente, vou lambendo o sorvete sentindo o gosto da mistura de chocolate e menta.É extremamente bom e droga, me faz lembrar daquele maldito gatinho verde.Que desgraça, pareço a Daeho o chamando desse apelido! O sorvete derrete na minha mão, já não sinto mais tanta vontade de comer.Encontro Tae no quintal termiando de acabar com sua casquinha.

─ Tete, quer?─ estendo o gelado.

─ Ué, por que não vai comer mais?

Porque um garoto de cabelo verde me deixou sem jeito e ver esse sorvete de chocomenta me faz lembrar dele.

─ Eu tô sem fome.

─ Hm..tudo bem ─ pega desconfiado.

Lavo a mão na torneira que tem aqui e seco na blusa mesmo, a deixo toda amassada.

─ Já tá na hora da gente ir, seus pais chegam que horas?─ pergunto subindo as escadinhas.

─ Às seis e cinquenta mais ou menos.

─ Beleza, a gente tem tempo ─ entro na casa com ele e vou até a sala pegando minha mochila.

Não vejo a senhora Park e nem Dae em lugar nenhum, apenas Hyunji que come alguma coisa na cozinha.

─ Eu já vou indo ─ informo.

─ Tudo bem, quer uma carona?─ recuso ─ Então até amanhã garotão.

─ Até.

Encontro Tae e vamos pra casa dele, não paramos em lugar nenhum no caminho.

─ Jun..posso perguntar uma coisa?─ me encara.

─ Pode.

─ Qual o real motivo de você não querer aquele chocomenta? É o seu preferido, você nunca faria o que fez hoje.Por mais que cê estivesse empanturrado de comida, não negaria aquilo ─ constata ─ Não mente pra mim, fizemos aquela promessa, lembra?

Suspiro alto.Eu já estou escondendo algumas coisa há um tempo.

─ Podemos conversar sobre isso quando a gente chegar.

······

Tomei um banho rápido pra tirar o odor de grama molhada e terra, agora cheiro a amêndoas.O aroma é gostoso até, sinto minha pele macia.Sento na cama do Tae de pernas cruzadas esperando que ele saia do banho pra gente poder conversar.Me sinto nervoso com tudo e não tô nenhum pouco confiante com o que vou dizer.Talvez eu deva guardar esse segredo por mais um tempo.

Pego o celular vendo as horas, são cinco pras sete da noite.Cinco mensagens aparecem no ecrã, duas delas de Jimin e três do Hoseok.Clico nas do Seok primeiro.

|Sok

|fiquei sabendo que uma garota da sua sala vai dar uma festa

|Sok

|amanhã

|Sok

|você vai?[18:52]

Eu|

sim, te vejo lá|

Mordo o lábio antes de clicar na do Park e saber o que ele quer comigo.

|Park Jimin

|oi...obrigado pelo sorvete

|Park Jimin

|só espero que você me perdoe e fiquemos de bem um com o outro..[17:54]

Eu|

me faça querer te perdoar|

Oh..caralho, o que eu acabei de digitar?! "Me faça querer te perdoar"? Que droga de frase é essa?

|Park Jimin

|eu farei :)

Engulo em seco.

─ Pronto, voltei, podemos conversar agora ─ o cerejinha senta encostando as costas na cabeceira da cama e eu deixo o celular de lado o olhando ─ Quer que eu apague a luz?─ nego ─ Tudo bem, então me conte belo príncipe, o que te atormenta?

Reviro os olhos com o apelido.Encosto a cabeça na parede pensando em como começar a contar a "primeira parte".

─ Eu..bem..eu ando pensando muito em uma pessoa?─ o que digo sai em forma de pergunta ─ Tipo...hm, toda vez que vejo e penso nela minha mente parece explodir.Sempre tento fugir.Ficar perto dela me deixa confortável e desconfortável ao mesmo tempo.Me sinto ansioso e nervoso quando tô do lado dessa pessoa.Quando ela me olha e mantemos contato por muitos segundos, minha cara fica vermelha porque eu reparo em tudo no rosto dela ─ brinco com meus dedos ─ Acho que é só isso.Ah, e sinto ciúmes...

Finalizo me lembrando de quando ele chamou o Chaegul de hyung.Eu sei que não é nada demais, mas...

─ Mas..o que o chocomenta tem haver com isso?─ quer saber.

─ Me lembrou dessa pessoa.

─ O chocolate ou a menta?─ pergunta.

─ Nenhum dos dois?

Eu sei onde você quer chegar.

─ Você tá boiola ─ ele sussurra baixo.

─ Oi?─ me aproximo um pouco pra que ele diga de novo.

─ Hyung...você tá boiola!─ fica de joelhos na cama segurando minha mãos.

Sua feição é totalmente alegre, ele pula, dá gritinhos felizes, corre pelo quarto, pula mais um pouco, joga confete pro ar, enquanto eu continuo sentado olhando pro nada sem expressão alguma.

─ Aconteceu alguma coisa meninos?─ tia Sun aparece na porta.

─ Mãe! O Jungkook tá apaixonado!─ ele conta me desesperando.

─ Sério?─ a Kim arregala os olhos.

Porra, Tae.

─ Meu Deus, que coisa maravilhosa! Eu achei que não estaria viva pra presenciar esse momento!

Agora mãe e filho estão pulando pelo quarto animados com a notícia.

─ Gente...não é pra tanto ─ comento voltando a mim.

─ Ai querido, só quem viveu sabe como é.Por um momento é um mar de rosas, no outro é você caindo que nem bosta pela rejeição ─ franzo o cenho.

─ Mãe!

─ Tudo bem, tudo bem!─ ela levanta as mãos em rendição ─ Vou deixar vocês à sós agora, nos vemos no jantar.

Tia Sun sai do quarto restando apenas nós dois.Mordo o lábio antes de fazer uma pergunta:

─ Co-como você sabe que isso é paixão?─ junto as sobrancelhas.

─ Amigo..tudo o que você me disse é nada mais que um sinal: nervosismo, ansiedade, pensar demais na pessoa ─ explica ─ É bem óbvio, só pesquisar no tio Google que você vai saber os sintomas.

Confesso que não sou alguém que se apaixona, e pra mim, se apaixonar é que nem aceitar a própria sexualidade.Tem aqueles que vão surtar e ficar paranóicos, se corroendo por dentro e..tem aqueles que simplesmente aceitam que são viades e seguem sua vida normalmente, ainda sim com aquele pontinho na cabeça querendo saber se a família vai aceitar ou não.Aceitar que sou bissexual foi até fácil demais, eu simplesmente vi um garoto que me agradou e pensei: "por que não?".

O problema é que a fase de aceitação sobre estar apaixonado, é aquela em que tudo desmorona na sua vida.

Porra, por todos esses anos minhas relações não passavam de beijos e sexo, como assim eu tô apaixonado?!

Porra, buceta, cu, pau, que inferno de vida!

─ Ei hyung..você nunca se apaixonou, né?─ nego.

Ele volta a sentar na cama, me faz deitar nas suas coxas e começa um carinho no meu cabelo.

─ Não se preocupa, Jun, se apaixonar e descobrir o amor é a coisa mais linda do mundo.No começo pode ser sei lá, estranho? Mas você vai se sair bem, confio em você.Cê vai ver como é bom se sentir apaixonado por alguém ─ suspiro ─ É uma sensaçãozinha gostosa, aquece o coração e toda vez que você pensa na pessoa você fica bobo.Cê olha pra ela e pensa: "que coisinha mais fofa do caralho, tomara que eu exploda".É tudo!

─ Eu não sei se tô preparado pra isso.

─ Ninguém nasce preparado pro amor, Kook, e ninguém adquire experiência se não se abrir pra esse sentimento ─ ele empurra o corpo pra frente pra me olhar ─ quem é a pessoa?

─ Não quero falar ─ cubro o rosto com as mãos.

─ Qual é, hyung?─ choraminga ─ me conta aí, na moral!

─ Não!─ meu rosto esquenta.

─ Velho chato!

······

São cinco da manhã quando me levanto, saio de fininho pro pimentinha não acordar e pego minhas roupas da escola, tomo banho e me arrumo.Ao abrir a porta do banheiro levo um susto ao ver tia Sun passando que nem um fantasma pra sala.A cumprimento e volto pro quarto, pego o celular e sento no puff redondo que tem aqui, conecto meu fone e como me sinto perigoso hoje, coloco uma música da Britney Spears fetus pra tocar.A luz do quarto tá apagada e apenas eu acordado ouvindo o hino às cinco e trinta e pouco da manhã.Uma mensagem chega e eu checo de quem é.

|Park Jimin

|bom dia!

|Park Jimin

|você vai hoje?

Agora que já visualizei, não tem como ignorá-lo, chega me pergunto se quero o ignorar.A resposta vem imediatamente, e ela é um não bem gigante.

Eu|

vou|

Eu|

por que tá acordado tão cedo?|

|Park Jimin

|estou animado :)

Eu|

???|

|Park Jimin

|quero te fazer me perdoar o mais rápido possível, é por isso.

Eu|

hm|

Eu|

não coloca ponto final na frase|

|Park Jimin

|???

Eu|

vão achar que cê tá puto|

|Park Jimin

|oh..eu não sabia.

Eu|

cê fez de novo|

|Park Jimin

|desculpa.

|Park Jimin

|desculpa***

|Park Jimin

|é dificil não usar o ponto quando já se está acostumado com ele.

|Park Jimin

|ele***

Eu|

cê é mto sem graça|

|Park Jimin

|eu sei, é por isso que as pessoas não gostam de me ter como amigo

|Park Jimin

|yoongi também é sem graça, por isso somos amigos

Eu|

a|

Eu|

tendi|

Eu|

até daqui a pouco|

|Park Jimin

|até :)

Bloqueio a tela me sentindo idiota, largo o celular em cima da minha coxa.Acabei de fazer ele pensar que é sem graça de um modo que não queria, tava me referindo a sua forma de escrever e não a sua personalidade.Porra garoto, eu te acho a pessoa mais inteligente e interessante do universo e cê me diz isso?

Faça-me o favor!

Volto a pegar o aparelho e digito uma mensagem pra ele.

Eu|

cê não é sem graça, a sua escrita que é|

A envio e começo a roer a unha nervoso com a resposta dele que demora um pouco pra chegar.

|Park Jimin

|ok.

Suspiro chateado e penso se ele colocou o ponto final de propósito pra mim me sentir mal ou se apenas esqueceu do que disse.

Eu só faço merda, mano.

Uns longos e tediosos minutos passam, Tae acaba de acordar assustado com o som do despertador e eu dou um risinho observando a cara dele toda amassada e babada.

─ Bom dia.

─ Bom..desde quando tá acordado?─ estreita os olhos.

─ Desde às cinco ─ respondo.

─ Coragem, porque noção não tem ─ resmunga sentado ─ Eu faço o máximo pra continuar dormindo e você aí, desde às cinco com um sorrisão na cara.Maluco.

─ Tô acostumado com isso, é diferente.

O cerejinha revira os olhos e levanta pra tomar banho, assim que fica pronto, tomamos café e vamos pra escola.No caminho compramos alguns cupcakes, dois copos grandes de chocolate quente e garrafas térmicas pra colocar a bebida e no intervalo continuar quente, afinal, a comida da cantinha é cara pra um senhor caralho.Ninguém vai pagar dez reais em um hamburgue mal feito daquele né meu filho?.Seguimos diretamente pra escola conversando sobre muitas coisas no caminho.Dividimos um fone onde Meghan Trainor cantava a icônica e maravilhosa All about that bass.Podem passar mil anos, essa música nunca vai ficar ruim, na minha opinião.Taehyung sempre reclama que eu fico ouvindo música antiga sendo que no ano em que estamos, bem, os gostos musicais são "evoluídos".O estanho é que ou eu só vejo putaria nos mv's, ou eu só vejo gente triste cantando alguma letra também triste.A sociedade é bem depressiva, nisso concordo; mas caramba, vejamos bem, hoje em dia esse hino da Meghan alcança a porra da marca de 2,3 bilhões de views no youtube.

Chegamos na escola e vamos diretamente pro pátio onde encontramos Jimin e Yoongi sentados na mesa em que antigamente eu e meu amigo ocupávamos sozinhos.Tete os cumprimenta, fico na minha, jogo a mochila pro lado e pego a garrafa térmica e o chocolate quente o despejando ali dentro depois de dar uma lavadinha.Ainda ta quente, consigo ver a fumaça branca subindo, perfeito.Sinto o olhar do Park em todo o processo e dessa vez não incomoda tanto quanto das últimas vezes.Coloco a garrfa dentro do bolso do lado e a prendo.Sento perto do cerejinha e cruzo os braços no peito.

─ O acampamento é daqui cinco dias, né?─ Tae me olha querendo confirmar.

─ Deve ser, que dia é hoje?

─ 20 de junho ─ Yoongi responde.

─ É, só vamos sair dia 25.

─ Eu tô bem animado, é minha primeira vez indo num acampamento de férias...─ Jimin conta.

─ Não fique, é péssimo e tem um zilhão de bichos nojentos pra te picar e te deixar cheio de bolhas ─ o pimentinha diz.

─ Não é porque um grilo pulou na sua boca, que vai pular na dele também.E nem é tudo isso que o Taehyung disse, ele só é conturbado ─ Dou risada e ele me bate.

O sinal toca, o que significa que infelizmente vou ser obrigado a lidar com um bando de adolescente entre quatro paredes por oito horas.Eu e Tae levantamos e vamos pro corredor da direita, os outros dois sobem a escada do segundo andar onde o segundo ano fica.Faço a senha do meu armário e jogo a mochila ali dentro, pego meus cadernos e livros de inglês e sou acompanhado até a sala, hoje meu melhor amigo teria a primeira de biologia.

Adentro a sala ao me despedir e sento na última cadeira da última fileira da parede da janela e jogo o material de qualquer jeito.Dou uma espiada lá fora e não vejo nada de interessante na rua e nem dentro da instituição.

─ Good morning class ─ o professor diz animado como de costume.

Esse vai ser um longo dia.

······

─ Oi Jeongguk ─ Minji cumprimenta com um tom baixo e sensual e ocupa a cadeira da frente ─ Fiquei sabendo que você vai aparecer pela festa da amiga da Byu hoje.

A garota faz circulos imaginários pela minha mesa e depois um coque frouxo no cabelo meio ondulado.

─ É, talvez eu apareça ─ dou de ombros.

─ Bom, se você for, podemos nos encontrar por lá e ─ ela fala rente ao meu rosto ─ Sei lá, fazer alguma coisa juntos.O que você acha, Guk?

Um sorriso perverso samba em seu rosto e um beijo casto é deixado em meus lábios.

─ Eu posso fazer sua noite ficar ainda melhor ─ distribui beijos enquanto fala.

Seguro seu queixo a fazendo parar.

─ Se eu não estiver acompanhado, quem sabe?─ provoco mordendo seu lábio.

Não é uma paixonite que vai me fazer parar.

Ela sorri e então me dá as costas, a olho por uns instantes e suspiro cansado.Cruzo os braços na mesa e deito a cabeça naquele meio, fecho os olhos, essa é a quarta aula e só tenho que aguentar um pouco mais.Em meio a pensamentos e um ser de cabelo verde vindo na mente algumas vezes, eu acabo dormindo e só acordo quando alguém começa a mexer comigo.

─ Ei viado, acorda ─ a pessoa empurra.

Levanto a cabeça e pisco algumas vezes, o pessoal da sala me olha e inclusive os que estão lá na frente apresentando algo.Viro pro lado encrando quem me acordou, foi o Soobin.Provavelmente tô na sala errada porque esses adolescentes dessa escola são uns grandes cuzões.Reviro as orbes e me volto pra frente encarando o pessoal e espera... espera, espera, espera.

Aquele ali não é o Jimin falando?!

Nossos olhares se encontram e meu rosto esquenta ao que ele dá um grande sorriso pra mim.Quero enterrar a cara em algum lugar.

Lembrar dos beijos que troquei com Minji me faz querer morrer por uns instantes.O motivo? Não sei dizer.

Em toda a minha patética vida eu nunca fui alguém que sentiria vergonha ou constrangimento, não importa qual fosse a situação em que estava, no demais, esse ano as coisas mudaram drasticamente desde que ele chegou.A simples presença de Jimin consegue me desestabilizar e me fazer arrepender de algumas situações e escolhas que fiz por completo, fico envergonhado com qualquer olhada por mais discreta que seja, sinto o nervosismo correndo pela minha veia como se fosse uma droga.Esse garoto tá me fazendo perder a sanidade pouco a pouco e eu realmente não sei por quanto tempo mais vou aguentar isso tudo.Realmente não sei.

O foda é que a ficha de que tenho uma queda pelo verdinho se faz mais presente e sentido depois do que foi constatado ontem por Taehyung.Reagir a isso ainda é novo, me sinto com medo, quero distância do sentimento e sequer sei se sou retribuído.Como já disse antes, o modo de relacionamentos que possou é complexo, constitui de várias pessoas, são tratados de formas diferentes, no entanto parecem se completar pois asism como eu, eles só querem uma noite de sexo selvagem.Estar apaixonado não faz parte desse ciclo, se sentir atraído romântica e sexualmente por uma pessoa nunca foi do meu feitio.Não que eu esteja atraído sexualmente por Jimin, acho que não ainda.

Grande ano...

Depois da apresentação do grêmio sobre uma campanha da qual não prestei atenção nenhuma, saí da sala com Soobin e Taehyun.Fomos aos armários e lá encontrei meu amigo, pegamos nossos lanches e fomos pro pátio, sentamos na mesa e esperamos os outros dois que não demoram pra chegar.Jimin senta ao meu lado e Yoongi ao lado do cerejinha.

─ A gente meio que comprou lanche pra todo mundo hoje ─ Tae coça a nuca e pega a caixa de cupcakes, abre e mostra os docinhos.

Não o deixo terminar de falar e sou o primeiro a pegar um.

─ ...É pra dividir esse chocolate quente também, tá senhor Jeon?!─ resmunga.

─ Relaxa meu filho, quer um cházinho de camomila?

─ Vai se ferrar, supera esse meme cacete!─ ele acaba rindo.

Abro a garrafa e dou um gole da bebida morna, o Park segura o bolinho com as duas mãos o que me faz o achar fofo, ele parece um pouco receoso em pedir a garrafinha pra beber e então a estico em sua direção.

Parece um nenêm, que ódio!

Assim que termina de beber, posso ver uma linha fina de chocolate em sua boca, me sinto estranho olhando isso.Por um momento esqueço das pessoas ao meu redor e não me aguentando mais, passo o dedão por cima a limpando e descendo meu dedo pro meio de seus lábios, continuo olhando seus movimentos, tô hipnotizado nessa boquinha linda.Ele a abre um pouco e passa a língua nele, engulo em seco e sinto uma fisgada violenta no baixo ventre, em seguida, Jimin engole meu dedo e o chupa tirando o resto do chocolate.

Caralho, que expressão é essa que esse garoto tá fazendo?

Seu olhar tá baixo, o rosto parece carregado de luxúria, a boca entreaberta, sinto outra fisgada.Me permito fechar as vistas por uns segundos apenas pra sentir sua língua.

Hmm...

Minha respiração pesa, o verdinho larga meu dedo e sorri de um jeito inocente.Não consigo acreditar no que ele fez, sendo ou não intencional.Coço o pescoço, olho pra minha calça e vejo um volume bem aparente ali, dou uma apertada e o tapo com a blusa.Não vejo nem Taehyung e nem Yoongi na mesa, me pergunto se meu amigo finalmente tomou coragem pra fazer alguma coisa.

─ Mmm..é, pra onde os meninos foram?─ pergunto sem o olhar.

Minhas bochechas queimam.

─ Eles saíram faz um tempinho, você não percebeu?─ nego ─ Bem que o Tae disse que você estava meio avoado esses dias.

Adivinha o motivo...

Ah...eu ando tendo uns problemas ─ suspiro pesado apertando meus fios.

─ Quer me contar?─ toca meu ombro.

─ Eu deveria?─ o encaro.

─ Se você achar que confia em mim, então apenas conte.

Eu confio em você...? Ah, definitivamente confio, que droga!

─ Minha mãe quer me mandar pra morar com meu pai em Gangnam.O problema é que odeio ele e ela mais do que ninguém sabe os meus motivos pra isso.Não sei porque a velha quer fazer essa merda ─ bufo com raiva ─ E agora eu saí de casa e tô dando trabalho pros pais do Taehyung.Preciso arrumar dinheiro pra alugar nem que seja um quartinho minúsculo pra ficar, até conseguir um emprego fixo pra pagar algo melhor.

─ Você quer que eu converse com meu pai? Quem sabe ele não paga adiantado?─ sugere.

─ Não, não..se for pra fazer isso eu mesmo converso com ele ─ apoio a testa na mão.

─ Hm..eu acho que sei onde você pode morar, se quiser é claro ─ ele desvia o olhar.

─ Onde?

─ No dia que meu pai comprou a casa que moramos hoje, ele não reparou que tinha meio que outra casa ali.Tipo, tá no mesmo terreno, nos fundos, e ninguém mora lá, o cômodo é completamente vazio.O problema é que é só um quarto com banheiro.Acho que o antigo proprietário colocava pra alugar aquela parte ─ conta ─ Papai não tem planos para aquele lugar..

─ Ah...eu não sei.Não quero incomodar sua família também...─ coço a nuca.

─ Jeongguk, as casas não são grudadas, você não vai ter que ficar entrando na minha pra chegar no seu quarto.

Outra vez eu coço a nuca.

Cara, eu não sei se quero ir pra lá.Eu não sei se tô preparado pra viver tão perto dele.Eu não sei se vou me sentir bem em vir pra cá com ele.Eu não sei se tô legal pra vê-lo todos os dias! Eu não sei de nada, droga!

Tete e Yoongi voltam e aqui vejo uma brecha pra ignorar o assunto que começamos.O cerejinha me lança um sorriso estranho, levanto a sobrancelha desconfiado dele.O sinal toca indicando o final do intervalo, me levanto às pressas e caminho rápido até meu armário.Meu amigo tem que correr pra me alcançar, e quando faz isso, ele me puxa pelo pulso e me prende entre a parede.

─ O quê-

─ Perdeu até a graça o que eu queria perguntar antes! Pô Jungkook! Por que saiu correndo daquele jeito?!─ molho os lábios.

─ Eu contei pra ele, Tae.Contei que tô num momento ruim e sinto que o Jimin tá com pena de mim ─ suspiro o empurrando pra que possa passar ─ O garoto até arranjou um lugar pra mim morar! Cê não tá entendendo!

─ E isso não é bom?!─ começo a andar e ele me segue.

─ Cara, o lugar fica no quintal da casa dele!─ me viro pra trás fazendo drama.

─ É grudado na casa?─ nego ─ Então qual é o problema, inferno?!

Não respondo, apenas continuo andando.

─ Não ─ ele dá um risinho ─ Não me diga que você realmente gosta do Jimin!

Touché.

─ Da última vez que eu brinquei com isso, eu não sabia que era verdade!─ o cerejinha ri ainda mais ─ Cacete Jungkook! É sério mesmo?

─ Sim caralho, você acertou, eu acho que gosto dele!─ digo irritado.

─ Iti malia! Que coisinha mais fofa meu Deus!─ Tae aperta minhas bochechas ─ Pô, eu aceitava a proposta dele hein, imagina só morar no quintal do futuro sogro?!

Reviro os olhos e dou risada.Esse pode ser o pior momento psicológico da minha vida, meus neurônios podem estar explodindo, mas mesmo assim esse garoto consegue me fazer rir.

─ Para idiota! Não tem graça!─ dou um soquinho nele.

─ Mas sério, Jun, pensa com carinho ok? Cara, é o seu crush, imagina as oportunidades?

─ Crush é um termo tão ultrapassado, Tae, troca o disco ─ pego meus cadernos ao chegar no armário.

─ Certo, namoradinho, pronto.E se reclamar vai pra puta que pariu ─ levanto as mãos em rendição ─ Bom mesmo.

Vamos pra aula de filosofia juntos.Sentamos nos nossos lugares e esperamos o professor chegar, não demora e logo ele já chega com um grande sorriso na cara.O homem fecha a porta, põe uns gizes naquela barrinha que tem embaixo da lousa e inicia sua aula.

─ Bom dia turma!─ todos menos eu respondem ─ O assunto de hoje é sobre: ─ pega um giz e marca duas palavras enormes em duas nuvens desenhadas ─ O amor para a filosofia.Eu sei, eu sei que o dia dos namorados já passou e provavelmente você se divertiu com seu namorado ou namorada, ou sozinho, não sei, mas, eu achei legal trazer esse assunto.

Faço uma cara de cu enorme, ele tem mesmo que falar de amor logo hoje?

Tae me olha segurando o riso.Idiota.

─ Amor é um sentimento frequente em nossas vidas, amamos nossos familiares, nossos amigos, nossos bichinhos, nossos ídolos e muitas vezes, outras pessoas.Estas que passam a se tornar nossas parceiras futuramente ─ mordo o lábio ─ Hoje veremos três definições de amor na filosofia: Eros, Filos e Ágape.Alguém conhece algum desses tipos de amor?

Apenas duas pessoas levantam as mãos, sendo assim, ele prossegue com a aula.

─ Muito bem, vamos começar com Eros primeiro ─ escreve na lousa ─ Eros é definido por Platão como um amor ligado ao desejo.Amar alguém, é desejá-la muito.Portanto, o amor Eros é o amor por algo ou alguém que desaparece quando satisfeito.

─ Ah, então seria tipo passar uma noite fodendo sem compromisso com alguém e depois nunca mais os dois se falarem?─ um garoto pergunta.

─ Suas palavras foram desnecessárias, mas sim, seria isso.Voltando, a segunda definição é o amor Filos, por Aristóteles.Ele é visto como um amor vinculado à ideia de alegria.Amar alguém é se sentir alegre com a pessoa que você divide a vida e os sentimentos.O que significa que o amor só existe quando faz o casal feliz ─ ele nos olha atentamente ─ Alguma dúvida? ─ ninguém fala nada ─ Certo, temos como terceira definição, o amor Ágape.Dentro do pensamento cristão, esse amor é idealizado pela renúncia.Ou seja, amar alguém é ter uma atitude de amor com o outro sem esperar nada em troca.Você simplesmente renuncia em favor do outro, sem esperar o retorno disso.

Hmm...por que esse assunto tá me chamando a atenção?

Cruzo as pernas ouvindo a explicação do professor.Talvez algum deles me defina? Ou melhor, nenhum definiu minha situação, afinal, o que sinto é paixão e não amor.

─ Isso nos mostra como o amor pode ser um sentimento tão complexo já que, dependendo da sua interpretação de mundo e vida, você pode amar uma pessoa de diferentes modos.Um exemplo é o amor fraternal; provavelmente vocês já devem ter assistido a algum romance adolescente, sim?─ uns alunos assentem ─ Bem, vemos diariamente nos filmes e na TV uma idealização do amor, o que nem sempre bate com a realidade.Nos filmes, eles criam uma atmosfera em que as pessoas começam a construir a ideia de que um dia vão, talvez, encontrar o amor perfeito, verdadeiro.

Ok...amor perfeito e verdadeiro nem sempre vai existir, mas..e se sempre existisse? A sociedade seria diferente por causa disso? Ah, eu tenho certeza de que sim.

Dou uma olhada geral na sala, Taehyung ouve a explicação, uns dois vagabundos dormem e outros brincam.Típico.

─ Dada a explicação, eu quero que vocês façam uma redação com o seguinte título: "O que é o amor e onde posso encontrá-lo?"─ todos reclamam ─ Sem reclamar, eu só quero a atividade pra depois das férias de verão!

Agora os alunos comemoram, menos eu.

─ Mas professor...e quem nunca amou?─ uma garota pergunta.

─ É impossível você nunca ter amado alguém.O amor não nasce quando se conhece outra pessoa ─ sorri se sentando em sua mesa ─ Vocês podem discutir sobre o tema, só não fiquem gritando por favor.

Taehyung senta na cadeira desocupada a minha frente e deita a cabeça pro lado.

─ E aí, o que acha dessa lição que o professor passou?

─ Uma grande bosta.

······

Mais uma vez meu amigo nos acompanha até a casa de Jimin, mas dessa vez, eu tenho certeza de que ele só vai pra me provocar e mandar indiretas em relação a minha situação atual.

Pra que inimigos quando se tem Kim Taehyung?

Ele vai junto com o Park, os braços cruzados enquanto trocam conversas, de novo estou fora dela, primeiro que nem sei do que eles falam, segundo que eu não tô afim.

─ Ei gente, vocês topam ir numa festa comigo?─ o cerejinha quer saber.

─ Que festa?─ pergunto.

─ A da Sohee.

─ A amiga da Byu?

─ Essa mesmo ─ confirma.

─ Bem, eu já ía de qualquer jeito ─ dou de ombros.

─ Ui, hoje alguém tá com a bola toda ─ ele ri ─ Vocês querem ir garotos?

Jimin e Yoongi o olham parecendo duas crianças curiosas mas relutantes ao mesmo tempo.

─ Se der eu vou ─ o cosplay de calopsita comenta.

─ Meus pais não vão deixar...─ é o alface quem diz.

Ufa..

─ Que nada, eu dou meu jeitinho de convencer eles ─ pisca pro menor.

Ôh Taehyung, caralho!


Notas Finais


Rói, att né?
ola ola :)))


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