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História Escândalos adolescentes, drogas e sexo - Capítulo 51


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Notas do Autor


[ALERTA]

nesse capítulo, vamos abordar novamente o assunto "suicídio" e não quero, de forma alguma, que isso sirva como um gatilho, então se você estiver passando por isso, não leia este capítulo, e procure ajuda, você não está sozinho🙃🙃🙃

Capítulo 51 - "O melhor final de semana de todos os tempos" Parte 2


Fanfic / Fanfiction Escândalos adolescentes, drogas e sexo - Capítulo 51 - "O melhor final de semana de todos os tempos" Parte 2

Todo mundo acha que a vida é chata, que ela demora muito para passar, e que seus problemas nunca vão acabar, mas tudo acaba, e nossa vida se passa bem diante dos nossos olhos, e sem perceber, chegou ao fim.
  Estava tudo bem, a turminha do mal estava no chalé, e até que estava bem divertido, mas eles não faziam ideia que um deles, iria acabar sendo o mais novo alvo. Bom, essa história tá muito avançada, vamos voltar um pouco.


            SETE HORAS ATRÁS

  Chalé


— finalmente, uma hora de viagem é muita coisa, eu preciso ir ao banheiro — Storme disse descendo do carro.

— banheiro? Eu nem sinto a minha bunda — Zack disse, indo até a porta, e ele andava de um jeito engraçado.

— uau, esse lugar é magnífico — Pyper disse tirando os óculos escuros, e então rebekah abriu a porta, e todos entraram — tô com sede, tem água?

— na verdade, a água ainda está no carro, e ainda está quente, mas quem precisa de água quando se tem isso? — Rebekah disse sorrindo, enquanto levantou suas duas mãos que seguravam garrafas de tequila.

— ah, finalmente saiu alguma coisa que preste dessa sua boca — Justin disse indo pegar os copos, mas chegando perto da janela, viu uma coisa — você disse que não tinha piscina.

— eu não disse que não tinha piscina, eu disse que não era uma casa na praia — Rebekah disse indo até ele.

— tem piscina? Viu só? E vocês rindo de mim por eu ter trazido roupa de banho, quem é a idiota agora? — Pyper disse sorrindo de lado.

— você, Pyper, todos nós trouxemos roupa de banho, só não viemos vestindo ela — Storme disse indo até a piscina, e quando do nada, todos conseguem ouvir os gritos de Zack.

— ai meu Deus! Aqui tem um karaokê — Zack disse rindo.

— me poupe, Zack, ninguém usa karaokê — Justin disse sorrindo enquanto virava seu primeiro copo.



[...]



— e nessa loucura de dizer que não te quero, vou negando as aparências, disfarçando as evidências — Zack disse cantando no microfone, enquanto Pyper conectava outro — mas pra quê viver fingindo? Se não posso enganar meu coração, vai!

— eu sei que te amo! — Pyper começou a cantar e se juntou a ele, eles já estavam bem bêbados — chega de mentiras, de negar o meu desejo, eu te quero mais que tudo, eu preciso do seu beijo, eu entrego a minha vida, pra você fazer o que quiser de mim... Só quero ouvir você dizer que sim!

— o que eles estão cantando? — Rebekah perguntou rindo de Zack e Pyper.

— eu não sei, o Zack costuma ouvir umas músicas estranhas, uma espécie de country antigo, eu não faço ideia — Storme disse e depois, ela e Rebekah tomaram mais um gole.

— e cadê o Justin?

— não sei, ele disse alguma coisa entre carne... E cadáver.

— essa sua suposição foi péssima.

— foi mal, minha memória não é boa — Storme disse sorrindo para ela, e a cantoria continuava.

— diz que é verdade! Que tem saudade! E ainda você pensa muito em mim — Zack e Pyper começaram a dançar enquanto cantavam.

— diz que é verdade! Que tem saudade! E ainda você quer viver pra mim! — Zack e Pyper fizeram a pose final, e Storme começou a aplaudir — você tá com fome?

— pensei que nunca fosse perguntar — Pyper disse, e eles foram caçar comida pelo chalé, mas horas depois, tudo estava calmo, e perfeito.

— aahhh! — Rebekah deu um grito, assustando todo mundo que ouviu — socorro! — Rebekah correu até Justin.

— o que foi? Alguém morreu? — Justin perguntou achando aquilo estranho.

— pior.

— fala logo.

— um sapo! — Rebekah disse aquilo, e Justin começou a rir — acha engraçado?

— sim, você tá com medo de um sapo?

— lógico, esses bichos são do demônio, você não pode nem subir em uma cadeira pra fugir, que eles pulam em você, eles são traiçoeiros, não poderia ser algo mais amigável? Tipo, tipo, tipo... Tipo uma cobra.

— Rebekah, não é um sapo — Storme disse saindo do quarto — você está com medo de uma rã — Storme disse mostrando para a amiga, enquanto segurava com sua mão.

— eca! Tira isso daqui! — Rebekah disse indo para longe.

— relaxa, eu vou colocar ela lá fora — Storme disse indo, e Rebekah se afastou ainda mais quando a amiga chegou perto.

— depois lava sua mão! Tem sabão na cozinha e álcool na sala... Eca, eca eca — Rebekah voltou para o seu quarto, e as horas foram passando, realmente estava sendo um dia bem divertido, eles jogaram jogos de tabuleiro, Just dance, e até mesmo mímica, mas chegou uma hora que alguém percebeu que estava faltando alguém — onde o Justin foi? Ele vive sumindo.

— eu vi ele ir até a varanda — Pyper disse e depois voltou a ver o filme que eles estavam assistindo, e então rebekah saiu, e chegando do lado de fora, viu só a silhueta de Justin, iluminada pelas luzes da piscina, e o céu, que estava com uma mistura de cores, entre laranja, azul, e amarelo, faltava pouco para o anoitecer.

— o que está fazendo? — Rebekah perguntou, se aproximando.

— estava pensando em dar um mergulho — Justin disse olhando para trás, e depois voltou a olhar para o reflexo da água na parede.

— e o que está esperando? — Rebekah perguntou se aproximando mais ainda.

— não posso fazer isso com você aqui.

— por que não?

— estava pensando em fazer isso sem roupa, eu sempre gostei da sensação da água tocando minha pele, é relaxante.

— e por que está me contando isso?

— porque você perguntou, não é isso que as pessoas fazem quando querem saber de alguma coisa? Ou alguém.

— o que está tentando fazer? — Rebekah perguntou, então ele se virou e foi até ela.

— o que acha que eu estou tentando fazer?

— eu não sei.

— então como eu posso saber? — ele disse sorrindo de lado para ela.

— desde o carro, você está tentando me seduzir? É isso?

— sinto muito, fofinha, mas não, se você está se sentindo seduzida, o problema é seu — Justin disse voltando para o lugar onde estava.

— não estou.

— que bom, então.

— eu disse que eu não estou.

— e eu disse "que bom, então."

— você fala em um tom como se duvidasse.

— ah, por favor, pensa comigo, por que eu iria querer seduzir você? Olha pra mim, Rebekah, eu posso ter quem eu quiser, e por que você?

— disso eu duvido, toda essa sua história de nadar pelado, sentir a água, se você não estiver me seduzindo, então você é gay.

— passa uma noite comigo e eu te mostro o quão gay eu sou — Justin sorriu, e Rebekah o encarou, pensativa.

— então tá bom, se é verdade, prove.

— do que está falando, Rebekah Clarke?

— entre na piscina, faça o que disse que faria.

— está achando que eu não tenho coragem?

— quando se trata de você, eu não dou palpites.

— acho bom.

— você está enrolando?

— estou? — Justin disse tirando sua camisa, e Rebekah ficou só olhando suas costas esculpidas, seus ombros largos que ficavam ainda mais bonitos com a luz que da água refletia, então Justin foi em direção de Rebekah, que olhou seu corpo de frente, com aquele abdômen definido, ela já tinha visto seu corpo antes, mas o susto que ela levou foi tão grande, que nem deu tempo de admirar, sim, eu estou falando da noite que ela viu ele sem toalha — tá bom pra você? Ou quer ficar pra ver o resto?

— está querendo me mandar embora? Está com medo de desistir?

— nem um pouco —  Justin disse abaixando sua bermuda e sua cueca ao mesmo tempo, então ele se levantou, e olhou nos olhos de Rebekah que olhavam para os dele também, fazendo forças para não olhar para baixo, então Justin sussurrou em seu ouvido — quem está desistindo? — então ele se virou e foi até a piscina, deixando Rebekah apreciar a vista de seu belo bumbum, e que vista! Então Justin, foi descendo degrau por degrau, até entrar completamente dentro da água, ele nadou um pouco até o meio e se virou — você não vem?

— por que eu iria?

— porque eu estou pedindo, o que foi? Não tem coragem? — Justin disse sorrindo, e Rebekah não poderia deixar ele vencer, então começou a tirar sua roupa ficando só com o maiô que estava por baixo, e foi entrando na piscina, bem lentamente, e Justin olhava para ela de cima à baixo, como se gostasse do que estava vendo — são gatinhos? — ele perguntou vendo a estampa do maiô dela.

— patinhos, na verdade — Rebekah respondeu nadando até ele — quero te dar uma coisa.

— o quê?

— isso — Rebekah disse levantando a mão que estava debaixo D'água, e entregando a bermuda de volta para ele.

— já? Tão rápido, nem tive tempo de aproveitar — Justin disse pegando a bermuda da mão dela.

— e como iria aproveitar?

— se eu te contasse, teria que te matar.

— acredite, se você me contasse, eu iria ter que me matar.

— mas você nem sabe o que eu estou pensando.

— mas sei o que quis dizer.

— sabe?

— sei, assim como sei que tentou me seduzir — Rebekah disse enquanto Justin vestia sua bermuda.

— talvez um pouquinho, mas eu também sei... Que consegui.

— não.

— jura?

— hum... Talvez um pouquinho — Rebekah disse aproximando seu rosto perto do dele, e quando estavam quase se beijando — está tarde, acho que vou entrar — Rebekah disse se afastando, e saindo da piscina, dando um pequeno sorriso.

— e isso? Foi para me seduzir? — Justin perguntou, ainda na água.

— talvez um pouquinho — ela disse entrando dentro de casa, e um tempo depois, quando estava todo mundo deitado, eles ouviram um barulho vindo da cozinha, e então rebekah foi ver o que estava acontecendo.

— você ouviu isso? — Zack chegou assustando Rebekah que estava com uma faca — onde conseguiu isso?

— estava lá no quarto.

— você tem uma faca no quarto?

— eu peguei no caso de aparecer outra rã — Rebekah disse, susurrando.

— você ia matar a rã com uma faca?

— o que foi? A gente usa as armas que Deus dá pra gente.

— é por isso que Deus não dá asas à cobra — Zack disse enquanto eles estavam indo até onde o barulho estava.

— fica atrás de mim.

— eu já estou, e se for um assassino, com sorte ele te mata primeiro, e eu consigo fugir.

— você é um ótimo amigo, obrigada por se importar tanto.

— de nada — eles foram até a cozinha, e quando Zack viu quem era, preferiu que fosse um assassino — Dylan?

— oi, eu fiz macarrão, estão com fome? — Dylan disse sorrindo.

— o que está fazendo aqui? — Rebekah perguntou confusa, e logo depois, Justin, e Storme apareceram.

— o que ele está fazendo aqui? — Storme disse se alterando.

— Dylan? Oi — Pyper disse se juntando a eles — eu pensei que você não tivesse sido convidado.

— não foi — Storme disse fazendo biquinho.

— Dylan, o que veio fazer aqui? — Justin perguntou e Dylan abriu o jogo.

— eu não tenho pra onde ir.

— como assim não tem pra onde ir?

— eu meio que fui expulso de casa.

— oh, o bebê deve estar achando difícil finalmente receber as consequências das coisas que faz — Storme disse debochando dele.

— na verdade, eu tô fazendo terapia, e eu não posso contar pra ele, tá tudo tão ruim pra mim, eu não consigo dormir de noite, e nem posso, agora eu não tenho mais nada — Dylan disse e Storme fechou a cara.

— por que está fazendo terapia? — Justin perguntou.

— porque eu tentei me matar, de novo, e a Noreen viu, eu só, só não vejo sentido... Em nada — Dylan disse aquilo deixando todo mundo quieto.

— Dylan, esse é o problema, nós não acreditamos em você — Storme disse, mas dessa vez, não foi com raiva, foi com sua razão, a verdade que todos estavam com medo de falar — pelo que sabemos, você já tentou isso antes, e sempre não dá certo, você sempre quer que alguém saiba, você por acaso fez um bilhete? Se tiver feito só comprova o que eu estou dizendo, acho que você nunca quis se matar, acho que você só quis atenção.

— acha que é isso que eu quero? Atenção? Mas não tem problema, na verdade, esquece, vocês nunca vão acreditar em mim, ninguém acredita, já estou começando a me acostumar com isso — Dylan disse colocando sua mochila nas costas novamente.

— Dylan, já parou pra pensar que nós não acreditamos em você porque você já mentiu demais pra gente? — Zack disse para ele que respondeu de volta.

— eu não menti, Zachary, foram vocês que não acreditaram na minha verdade, eu disse que não postei a foto, e não podia provar que não fui eu, a escolha de acreditar ou não era de vocês, e vocês escolheram não confiar, e mesmo assim eu apaguei a foto, eu peguei o celular do meu pai, entrei na minha conta, e a desativei, não foi todos os seus comentários me xingando, não foi todas as mensagens me ameaçando da Storme, fui eu, então se querem saber, eu também não gosto, não gosto de ser odiado por todos, não gosto de ter mentido tantas vezes, mas eu não posso mudar isso... Não sei porque achei que isso fosse uma boa ideia, sinto muito estragar o final de semana de vocês, eu já vou — Dylan disse indo até a porta.

— Dylan, pode ficar, se quiser — Rebekah disse olhando para ele, com uma cara de pena.

— obrigado, mas não posso ficar onde claramente não me querem — Dylan disse se virando novamente.

— como vai voltar? — Justin perguntou.

— de carro.

— você não dirige o carro já faz um tempão.

— eu tinha que vir pra cá de alguma forma — Dylan disse sorrindo, então saiu, entrou em seu carro, e foi, mas Pyper olhou ele, e viu que eles apenas andou um pouco, e estacionou atrás de alguns arbustos.

— gente, eu já volto — Pyper disse saindo.

— pra onde vai? — Storme perguntou achando aquilo estranho.

— vou tomar um ar — Pyper disse e logo foi em direção ao carro, e quando ela chegou do lado, ela conseguiu ver Dylan, que estava com as luzes acesas.

— merda, merda, merda... Porra! — Dylan disse batendo sua cabeça com força no volante, várias e várias vezes.

— Dylan para! — Pyper disse entrando no carro — o que tá fazendo? — Pyper olhou para a testa de Dylan que estava muito vermelha.

— sai daqui, pyper.

— Dylan, não.

— eu mandei sair!

— e eu disse que não! — Pyper gritou para ele começando a chorar. — Dylan, eu sei o que tá passando, e eu quero ajudar, vou te dar a coisa que eu nunca tive.

— e o que é? — ele perguntou, olhando para ela, ele parecia triste, e com raiva ao mesmo tempo.

— alguém que confie em você, e que te diga a verdade.

— que verdade?

— que nenhum deles liga se você morrer, nenhum deles se importa se você está triste, Dylan, você não faz diferença na vida deles — Pyper disse segurando a mão dele — eu sei disso porque eu já fui você, eu já fui a excluída, a que ninguém se importava, mas agora eu tenho amigos, e estou aqui pra dizer que você tem que seguir em frente, parar de se culpar, e sofrer por pessoas que te odeiam... — Pyper começou a chorar ainda mais, e lágrimas caíam sobre suas mãos que seguravam às de Dylan — e eu estou dizendo isso porque o que eu mais queria, era que alguém chegasse em mim, e me contasse a verdade, que ninguém se importa se eu estou viva ou morta, Dylan, esse é você, mas você tem que ser forte, tem que superar, tem que fazer o que é preciso.

— eu tenho que fazer o que é preciso — Dylan disse olhando para frente, e então Pyper saiu do carro, e falou com ele pela janela.

— sim, e você vai fazer a coisa certa.

— eu vou fazer a coisa certa, eu fiquei pensando em formas mirabolantes de deixar esse mundo, quando eu simplesmente deveria ter feito o mais fácil, obrigado Pyper, eu já sei o que fazer.

— Dylan espera — Pyper tentou entrar de novo, mas ele acelerou o carro — merda.

— o que aconteceu? O que estava fazendo dentro do carro dele? — Storme disse chegando atrás de Pyper.

— eu acho que acidentalmente posso ter dito para o Dylan que vocês não se importam se ele morrer, e eu acho que ele vai tentar...

— Pyper? Se o que ele diz for verdade, você literalmente mandou um suicida cometer suicídio.

— eu não queria dizer aquilo, eu estava tentando ajudar, eu devo ter dito da forma errada, eu... Eu... — ela começou a entrar em pânico.

— Pyper, relaxa — Storme disse colocando as mãos do ombro da garota.

— tá, mas o que vamos fazer? — Pyper questionou, e Storme ficou pensando, até que saiu gritando até chegar dentro do chalé.

— Justin! Justin!

— o que foi? — Justin perguntou assustado.

— pega as chaves, e entra no carro, eu explico no caminho — Storme disse aquilo, e todos caíram na estrada novamente, e eles aceleraram tanto, que conseguiram achar Dylan, e eles seguiram ele por muito tempo, iria fazer uns quarenta minutos que Dylan estava andando para um lugar onde eles não sabiam onde, até que ele virou em uma rua.

— pra onde ele tá indo? — Justin perguntou enquanto acelerava ainda mais.

— ei! Eu sei — Zack disse fazendo todos olharem para ele — vira na rua à esquerda.

— mas ele está indo para outra — Justin disse, mas Zack insistiu.

— confia em mim.

— ok, então — Justin foi seguindo as ordens de Zack — pra onde ele vai?

— para a escola, esse é um atalho, podemos chegar antes dele — Zack disse aquilo, e eles realmente chegaram, eles estacionaram, e uns cinco segundos depois, Dylan chegou, ele desceu muito rápido e correu para dentro da escola, onde só Ray estava, mas Zack foi tão rápido quanto, ele correu atrás de Dylan, e os outros foram atrás, eles subiram todas as escadas até o terraço, onde Dylan empurrou a porta para que ela fechasse, mas Zack conseguiu passar antes, deixando Rebekah, Justin, e Storme do outro lado da porta.

— Zack, a maçaneta tá quebrada, a porta só pode ser aberta do lado de dentro — Justin disse, mas Zack não voltou para abrir, ele não podia perder tempo, pois Dylan já estava em cima do parapeito.

— Dylan, me escuta, desce daí, por favor — Zack foi se aproximando bem devagar.

— por que? Vocês não se importam, ninguém se importa — Dylan disse abrindo os braços.

— acha mesmo? Eu fiquei chateado, sim, fiquei, diferente do que os outros falam, eu não saí do armário, fui jogado para fora dele, mas se você diz que não foi você que postou a foto, eu acredito.

— mentiroso, todos vocês são mentirosos, eu disse mil vezes que não fui eu, e vocês não acreditaram em mim, e você, você me deu um soco na cara, e depois quando eu fui até você, eu não disse nada, eu te pedi ajuda, e você fez eu ser expulso do time.

— eu sinto muito.

— é, mas e se fosse eu? Se eu tivesse feito você perder alguma coisa que era importante pra você? Todos teriam parado de falar comigo, mas com você não, acho que o problema sempre foi eu, afinal.

— Dylan, isso não é verdade.

— e se for? Passei a vida inteira julgando a minha mãe pelo que ela fez, mas agora eu entendo a dor dela, a sensação de se sentir inútil.

— você não é um inútil, a Rebekah precisa de você, o Justin precisa de você, seu pai precisa de você, Dylan... Eu preciso de você.

— não precisa não, todos vocês são cheios de segredos, e passados obscuros, e eu tenho que entender, mas quem me entende?

— tem razão, chega de segredos — Zack disse tirando suas luvas, e mostrando suas mãos para Dylan deixando ele surpreso, ele ficou olhando as mãos de Zack, que eram cheias de cicatrizes, grandes e pequenas, e elas rodeavam suas mãos inteiras — eu sempre amei tocar, violão, teclado, mas principalmente o violino, até que eu fui obrigado a parar.

— o que aconteceu?

— eu tinha quatorze anos, e eu era como você, achava que minha vida era sem sentido, e que nunca teria, então um dia a Storme entrou no meu quarto, e eu estava quase arrancando as mãos com meu arco, foram dias no hospital com os médicos costurando os pedaços das minhas mãos, pele por pele, foram meses para cicatrizar tudo, e logo depois, eu entrei na Moreway high, já com as luvas, e nunca mais tirei, não mostrei pra ninguém, nem pra Storme, nem pra minha mãe, só pra você — Zack disse colocando as luvas novamente — então por favor Dylan, me dá a sua mão — Zack estendeu a mão para o garoto, que ainda estava em cima do parapeito.

— sinto muito — Dylan se virou para pular.

— não! — Zack o puxou pelo braço, fazendo assim ele voltar, e cair no chão, e nesse exato momento, uma arma é disparada, e todos conseguiram ouvir.

— que barulho foi esse? Foi um tiro? — Ray perguntou pra si mesmo, lá de baixo, quando Ouviu um barulho enorme do terraço.

— ai meu Deus! O que foi isso? — Rebekah gritou parada em frente a porta, ainda trancada.

— que merda foi essa? — questionou Dylan, se levantando do chão — você viu onde foi? O tiro.

— sim... — Zack disse se virando para Dylan, e olhando para ele.

— Zachary? — Dylan estranhou o rosto do garoto. Zack estava com a respiração alta, então do nada, uma enorme mancha de sangue, começa a cobrir o tecido de sua roupa — ai caralho, Zachary? — Dylan correu até ele, que estava caindo no chão e o segurou — ai meu Deus, o que eu faço? — Dylan tirou sua camisa, e usou para estancar o sangue — Zachary, não se atreva a fechar os olhos, Socorro! Alguém me ajuda! Ele tá perdendo muito sangue!

— ai meu Deus — Storme começou a entrar em desespero — o que a gente faz?

— eu não sei quem é, mas tô ligando pra ambulância — Pyper disse se afastando.

— saiam da frente, eu vou arrombar essa porra! — Justin disse, e logo depois deu três chutes na porta, e no quarto, ela abriu.

— não! — gritou Storme, vendo o irmão no chão, Dylan estava em cima dele, tentando estancar todo aquele sangue, e suas mãos, e seus braços já estavam cobertos com ele, e Zack, pouco a pouco foi fechando os olhos.




Continua...


Notas Finais


Gente, desculpe o atraso, mas acho que o capítulo vai compensar🙃🙃🙃


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